... e o Design
O papel de W. Morris para a história do Design está contado e recontado. O mais fácil é encontrar na Net, uma qualquer informação, ou muitas, sobre este tema; menos fácil é ser lido directamente...
É ainda as pessoas, os investigadores, os estudiosos e os estudantes estabelecerem analogias entre o que defendeu para o seu tempo e aquilo de que este tempo (actual) também precisa:
Por acaso muito semelhante, ficando por saber se um Arts & Crafts ainda consegue salvar alguém ou nem isso? Já que as máquinas e os processos que Morris quis combater eram muito «mais distantes» do Homem do que o são as máquinas e a organização do trabalho que hoje está adoptada. Isto é, a interacção, a interligação e a interdependência criada no «binómio» homem-máquina é agora bem maior.
A Inglaterra victorian que estudámos para perceber Monserrate, a que Tristram Hunt mostra, na continuidade de William Blake - que queria construir Jerusalém - teve pensadores que ajudaram a mudar o mundo e os cenários das nossas vidas.
Numa de «elp4all» que aqui vos deixamos - e, não por acaso num inglês bem melhor «duke-akele-dos-sms» (que é também uma fusão da escrita fonética que a todos atacou, levados pelas máquinas que já ninguém dispensa, mas, pelo contrário, já só pensa se as ditas existirem!) - que tal uma leitura de um texto de 1894? De alguém que percebeu a total consonância, mais do que uma mera complementaridade, entre a Arte e a Política? Leiam pode ser que vos faça algum bem?
(clic na imagem, amplie para uma dimensão legível)
Quem sabe se não acrescenta a mente, aos «dis-pensadores» de que estamos rodeados? Tal como "o pão de cada dia" os alimenta - segundo escreveu (W. Morris) e podem ler acima? Já na página 93 (na imagem superior) o autor confessa como o estudo da História e o seu amor pela prática e a arte, o levaram a uma aversão (ou ódio/repulsa) pela civilização...
Nós não vamos tão longe, claro que valorizamos muito mais a Cultura do que a Civilização, mas desta última só queremos tudo o que é bom e positivo*. Não podendo - ao mesmo tempo - deixar de caricaturar o ridículo a que chegou um certo ensino, que é sobretudo inferior (embora ele se autodenomine superior). Um ensino, e os responsáveis que o inventaram que julgam que encher ou embrutecer os alunos com os lixos da civilização, que isso é a essência do ensino!
No entanto, embora há muito denunciado, é este o mundo a que chegámos...
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*Dispensando, claro, todo o lixo!

