Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
20
Abr 18
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Uma recensão que é um óptimo resumo de dois livros de Mary Carruthers*.

 

Sendo que o segundo - Machina memorialis -  conheço melhor e considero da maior utilidade para compreender e corroborar as  ideias a que cheguei, depois dos estudo iniciados com Monserrate.

Como é dito são obras de enorme densidade, eruditas, que dificilmente estão  ao alcance da maioria.

O que claramente nos entristece já que se tratam de teorias que explicam o Pensamento e as Artes, muitíssimo apoiadas nas neurociências. Portanto ideias que dificilmente podemos conversar ou compartilhar com os que estão mais perto de nós...

Aliás, sobre os trabalhos de Mary Carruthers já escrevemos vários posts, destacando agora este

Mas se procurarem neste blog com a palavra Mary Carruthers, encontrarão outros.

Para já aqui fica, vindo de: https://halshs.archives-ouvertes.fr/halshs-01343990, sendo a recensão de Éric Palazzo

1 CESCM - Centre d'Etudes Supérieures de Civilisation médiévale

Résumé : L'année 2002 a vu paraître deux ouvrages majeurs pour la médiévistique internationale et que l'on doit au même auteur, Mary Carruthers, professeur à l'université de New York. Parus en anglais, le premier, Le livre de la mémoire, en 1990, et le second, Machina memorialis, en 1998, ils apparaissent à bien des égards complémentaires l'un de l'autre, à huit ans d'intervalle. Ou bien encore, on peut affirmer que celui traitant de la Machina memorialis prolonge sur bien des points les enquêtes menées par M. Carruthers dans Le livre de la mémoire. Dans les deux ouvrages, l'A. aborde de façon particulièrement stimulante la façon dont la mémoire, mot pris ici dans une acception très large, a fonctionné dans la pensée chrétienne de l'Antiquité et du Moyen Age occidental. Sans rien négliger des acquis de l'historiographie du sujet et des travaux d'autres chercheurs venant d'horizons fort variés, M. Carruthers propose une lecture et une interprétation du phénomène de la mémoire qui dépassent largement le seul cadre de la sociologie historique marquée notamment par les recherches de l'école allemande de Munster sur la memoria. Ainsi, dans Le livre de la mémoire, M. Carruthers ancre solidement son propos historique dans des bases relevant de la neuropsychologie mais fondée sur une connaissance très sérieuse des auteurs de l'Antiquité et du Moyen Âge qui ont écrit sur la mémoire. Dans ses deux livres, M. Carruthers sonde au plus près la façon dont les philosophes et les théologiens appréhendent la mémoire et ce qu'elle dit de l'homme face à lui, à son image, à son passé, son présent et son avenir. Dans Le livre de la mémoire, l'A. démontre avec brio et de façon convaincante que la transmission du savoir au Moyen Âge, et ce depuis l'Antiquité, s'opère essentiellement par un phénomène d'accumulation de savoirs qui finissent par constituer un véritable réservoir de mémoire. De textes sacrés en textes profanes, d'auteurs de l'Antiquité, Aristote en tête, aux grandes figures de la théologie médiévale, plus particulièrement de la théologie scolastique, la mémoire du savoir et de la connaissance se construit pour former une pensée. Dans des pages absolument remarquables, M. Carruthers expose le fascinant processus de « généalogie de la pensée ». Étant donné la nature de la culture à laquelle s'intéresse l'A., le christianisme, c'est la « généalogie » de la pensée chrétienne qui s'offre à la découverte du lecteur de M. Carruthers. On ne sera pas surpris de trouver saint Augustin au cœur du propos de l'A., celui qui le premier a comparé la mémoire humaine aux différentes pièces d'un vaste palais. La métaphore augustinienne constituera d'ailleurs une référence majeure tout au long de l'Antiquité et du Moyen Âge pour tous ceux qui tenteront d'affiner, voire de préciser la pensée de saint Augustin. À ce stade de la démarche de M. Carruthers, il faut insister sur l'importance pour elle de la mnémotechnie ; selon elle, la pensée médiévale fonctionne tel un vaste système mnémotechnique au sein duquel les idées s'appellent et se répondent en permanence. Dans Le livre de la mémoire, l'A. postule dans un premier temps que le livre, en tant que support des idées et objet par excellence assurant la transmission du savoir, n'a pour ainsi dire pas de fin en soi mais qu'il est avant tout un relais, un support matériel. Dans un second temps, M. Carruthers affine son propos sur le livre en tant qu'objet. Dans des chapitres d'une grande densité intellectuelle et d'une réelle richesse documentaire, l'A. montre que le livre, à son tour, réactive l'appareil mnémotechnique principalement par la réflexion menée sur la mise en page des textes. Une mise en page souvent savante, surtout pour des textes philosophiques et théologiques, où la glose, le commentaire, entraîne la pensée, la mémoire, vers des domaines nouveaux. Au final, M. Carruthers conclut à l'importance du visuel dans le processus de mémorisation amenant à considérer l'écrit et les images de certains manuscrits médiévaux comme des « peintures mentales ».

Dedicado ao mais fantástico dos reitores da melhor escola de design de Lisboa, de Portugal, da... , e porque não dizê-lo abertamente (?), sem vergonhas ou pudor (+ toda a ironia que essa ideia merece):

 

Da melhor escola de design do mundo!

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*E depois de 2002 - data da tradução para francês dessas duas obras de Mary Carruthers - alguém viu, em Portugal os avanços feitos na área científica da História da Arte? E ainda, face à importância do cruzamento da História das Imagens (que a História da Arte é), com a do pensamento projectual alguém por aqui viu mudanças a chegarem ao Design? Por nós só vemos como Maria João Baptista Neto, altamente conhecedora do nosso trabalho, como mais de 10 anos depois de o termos feito ela começa a «exibir-se» com a grande volta que nós demos aos conhecimentos que existiam em 2001, em torno do Palácio de Monserrate. Como (por exemplo) sabendo nós «alguma coisita de acústica» não precisámos de ir perguntar aos descendentes dos Cook a razão de ser de uns panos suspensos no tecto da Casa de Jantar...

Ou ainda, por sabermos contar (1, 2, 3, 4...), e estando a escrever sobre Mary Carruthers, como logo em 2004 (ou ainda antes?, mas já ficou publicado) percebemos o sentido do Quadrifolio. Moldura/Imagem falante, que foi inventada pelos extraordinários inventores de Imagens (les Imagiers), que eram os membros do Clero medieval, como tinha ficado preconizado desde 787, no IIº Concílio de Niceia (ideias que em Trento foram revalorizadas e reforçadas.

P1010032-d.jpg

Razões para nos fascinarmos com mais este Quadrifolio, feito para ensinar - de certeza, pois está escrito na legenda... - os mais importantes valores, próprios dos príncipes e dos nobres!


12
Mar 18
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Comece-se pela frase abaixo (ver nota*1), referindo-se uma Professora da Faculdade de Letras - que por acaso é Maria João Baptista Neto, que foi nossa orientadora de Mestrado:

"Esta professora da Faculdade de Letras está há sete anos a estudar o palacete no tempo da família Cook, encabeçada por um homem de negócios “recatado, pacato”, que só em 1886 recebeu um título no Reino Unido, o de baronete (D. Luís I deu-lhe o de visconde de Monserrate)."

Pena que o jornal O Público não tenha querido informar-se melhor para fazer um trabalho de mais qualidade (como também não fez a RTP): concretamente da «originalidade» que pode ser crime, e tem nome: Plágio. Que é os Professores da Faculdade fazerem-se donos dos trabalhos dos seus (ex-)alunos. E se nalguns casos pode vir a haver avanços científicos úteis, noutros, também há recuos e incompreensões, do que eles supõem estar a desenvolver (?).

Ou, também porque deliberadamente, passaram a querer marcar como propriedade intelectual sua - o que, em parte, ou no todo, nem sequer compreenderam! Sobretudo, e enfim, o que eles conseguem é baralhar, porque «no seu copiar», apenas estão a desvirtuar e a degradar o trabalho original...

Mas, passemos ao que de facto aconteceu, e há muito mais do que os "7 anos" do jornal O Público:  

Na verdade desde 2001 que Maria João Baptista Neto acompanhou o nosso trabalho, que, sempre quisemos fosse sobre Monserrate. Apesar do que também começámos a descobrir, quer sobre "As Origens do Gótico", sob a «sua batuta», evidentemente, de um tema que era seu e nos impingiu*2: matérias que ficaram no Capítulo I (mas a um nível já razoavelmente desenvolvido, e sem dúvidas sobre o que foram de facto as tão badaladas Origens do Gótico - que M.J.N. não largava!).

Quer depois, no Capítulo II - continuando a aparecer ligações e ideias de que não se tinha desconfiado. Capítulo que por isso também se desenvolveu com razoável originalidade (face ao que até então existia), relativamente à importância e a influência do Aqueduto das Águas Livres sobre a Arquitectura Inglesa.

[E aqui também, foi este capitulo motivo para Vítor Serrão incomodar e pressionar, para que escrevêssemos e estudássemos «de preferência» o Aqueduto, como registámos no nosso trabalho. Chegando a querer que o seu Barroco,  de um dos «guias da Presença», fosse a nossa bíblia; mas onde aí, vários «errozitos» serviram apenas para nos desinspirar do referido tema. Pois o Aqueduto, comparado com a riqueza da composição (sintagmática)  dos Knowles, é apenas colossal. O que, para jóia arquitectónica, comparando com a delicadeza da casa de Monserrate, achámos curto!]

Finalmente no Capítulo III do nosso estudo - que está publicado -, também abrimos caminho e colocámos questões inovadoras (principalmente para Portugal e não para os ingleses que há muito tempo sabem disso*3): sobre a influência, claríssima, da Arquitectura Italiana que os ingleses viajantes do Grand Tour, e depois os amateurs (arquitectos), romanticamente importaram para o seu país. Designando até essas obras com a palavra Italianates.

Porém, PARA NÓS, no artigo do Público são igualmente muito curiosas outras frases (assim como os seus autores):

“A nossa ideia é reconstituir, tanto quanto possível, o interior da casa quando os Cook aqui passavam férias. Queremos fazer deste palácio um museu, à imagem da Pena”, diz ao PÚBLICO António Nunes Pereira, que acumula a direcção de Monserrate com a do palácio sonhado pelo rei D. Fernando II, marido de D. Maria II.

CasaDeJantar-Monserrate-cadeiras.jpg

(excerto da casa de Jantar de Monserrate*4)

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*1 - Como chegar às informações vindas do Público: 

https://www.publico.pt/2017/12/01/culturaipsilon/noticia/monserrate-a-casa-de-um-milionario-ingles-que-quis-ganhar-ao-rei-de-portugal-1794585

*2 - Só que depois, ficando verdadeiramente aflita com o que se descobriu «mandou-nos» esconder e pôr para trás, no próprio trabalho. E assim aliás, ficou na publicação - tirando nós partido da lógica da sequência de imagens (que em Arte é a melhor forma de abordar as questões). Bem diferente do que sempre se faz na Faculdade de Letras, mesmo em História da Arte! Porque, o conhecimento e a disciplina mais básica, em Arte, e para todas as imagens, chama-se Geometria. Assunto que na Fac. de Letras de Lisboa corresponde à brancura total das mentes (ou a uma completa ignorância no tema....)

*3 - Curioso é que Maria João Baptista Neto que acompanhou o nosso trabalho, como mais ninguém, de 2001 a 2005 (podendo até dizer-se que esteve quase «dentro da nossa cabeça»...). Como é que alguém que teve esse «espectáculo», até o privilégio de assistir de perto e por dentro, tendo visto a maioria das ideias a nascer..., vem dizer agora que provámos - "será pelo mérito de ter dois olhos treinados no ver"...? - que a cúpula de Monserrate provém do Duomo de Florença? De facto é verdade. Sim pusemos as duas cúpulas lado a lado (talvez em 2003-4?). Mas, anedoticamente, ficámos agora a ter que saber (porque o escreveu) que pouco conhecia da influência da Itália romântica sobre a Arquitectura victorian. Como também não sabe, o muito mais que continuámos a encontrar: De onde vêm (num trabalho quase arcaico), os  vãos bífores que são agora as janelas deste palácio sintrense...

*4 - Imagem que em 2004, na FLUL, nos fez ouvir um tão estranho remoque (mas que actualmente está explicado): "Porque é que ainda antes, ninguém tinha visto isto?" E desvalorizando o trabalho da aluna (do qual, formalmente é co-autora, embora se comporte como quem nada tem a ver com essa autoria), lá foi à procura de quem, muito mais antigo - e não a aluna que destacou esse pormenor, para não ter que lhe dar razão... -, explicasse o motivo de os Cook terem suspenso, sobre a mesa de refeições, um enorme pano?! Porém, o pano é mera e a mais simples solução para um problema acústico Como no IADE durante 30 anos adorei ensinar (para o bom design ambiental de um espaço de refeições, de modo a que não «virasse cantina»!). 

Por fim, o que se pode aconselhar, que é ensinar: Leiam e informem-se, para com algum esforço e menos plágio conferirem consistência ao que «lhes aparece feito»...

 

T. HUNT-Primaluce.jpg

de Tristram Hunt - Building Jerusalem, The Rise and Fall of the Victorian City


02
Mar 18
publicado por primaluce, às 18:00link do post | comentar

Em 2.03.2002, quando era suposto continuar a ser projectista de um Cemitério em Carnaxide, para a CMO; «solucionadora» de problemas nalguns edifícios com Patologias construtivas (ou provocadas pelo desgaste normal).

 

Quando era ainda suposto continuar a ser prof. de Design de Interiores e arquitecta (de exteriores - ficando os interiores mais para os amigos...). Por essa altura (dirão alguns!?) - passámos a fazer o contrário do que seria normal. Mais, os "hands on" e até outras actividades dos Amigos de Monserrate (AAM) eram para esses mal-dizentes, um disparate e a verdadeira perca de tempo...

Mas, tinha sido meses antes, depois do Verão de 2001, na casa (e para a casa) que é «a mãe de todos os disparates», que para fugir aos problemas que estavam a ser criados pelos novos "arrivés"*, que decidimos ir fazer um mestrado na FLUL.

Foi aí então que, indo eu para a Fac. de Letras com a temática de Monserraste, Maria João B. Neto entendeu que tínhamos que descobrir  a fonte dos Arcos Quebrados!?

Na verdade a sua terminologia era outra, chamando-lhe  "As Origens do Gótico". Porém, bem cedo nos apercebemos que se tratava de uma fonte, e de uma questão associada à água. Ou seja, de algo de onde «brotavam» - todos de seguida - vários, muitos arcos quebrados.

Enfim, percebemo-lo, ou quase instantaneamente fizemos todas estas associações (aparentemente sem lógica e quase tontas?!**) dada a semelhança entre o arco que está no centro da fachada (SETEAIS) e os maiores arcos do Aqueduto no Vale de Alcântara.      

AQued.-desenhoCustódioVieira.jpg

Semelhança que, se sinceramente não a virem, ou até se não concordarem com as nossas constatações, talvez tudo isso não tenha mesmo importância nenhuma?

Porque quem passa no Vale de Alcântara sob as arcadas, provavelmente não memoriza, um-por-um, o desenho diferente de cada um dos arcos? Quem passa recolhe como que uma impressão geral (que é aquela que de facto memoriza), fruto da variedade que se apresenta aos olhos de todos. 

Enfim, encurtando razões, o dia de hoje é para nós muito especial: porque há 16 anos vimos na imagem de cima uma fusão (ou confusão?) dos arcos que estão na imagem inferior.

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*Melhor dizendo: "Les vrais arrivistes - masculin et féminin identiques" como está no Wiktionnaire.

**A fazer lembrar um brainstorm: quando, depois de «provocado« o cérebro se consegue que torrentes de ideias, ou de imagens, possam assolar a mente daqueles que procuram soluções para resolver problemas


14
Fev 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... porque é deles o Reino dos Céus".

 

E o do sono, acrescentamos nós!

arcadas-entrelaçadas-EGAS MONIZ.bmp

Porque cada vez que vemos esta imagem ela é para nós uma das mais pacificadoras. Embora também nos lembre que Martin Kemp escreveu sobre a mesma, que é insignificante*.

Acontece que, considerando esse autor e a sua influência para a historiografia da Arte, vemos, como é nítido e necessário que uma Nova História da Arquitectura (de preferência com influência e contributos vindos de Dana Arnold) se venha a afirmar.

Ou seja, e como defende a arquitecta/historiadora inglesa (contrariando G. Vasari) pretende que os autores sejam vistos - incluídos e submetidos - às principais tendências da época em que viveram: i. e., de acordo com um Zeitgeist de que já escrevemos vários posts

Procurem-nos, para captar o que Dana Arnold defende, e as ideias com que se está de acordo...

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*Como é MOUCO um MEC que dorme 


24
Out 16
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

... os «plágios» de MJN ainda não incomodaram: pois vendo bem, pelo que se lê, até está a ampliar as nossas ideias, em temas e em terrenos que já tínhamos marcado, de várias formas, previamente.

Fica contentinha a repetir o que escrevemos, de outra maneira?

Ainda bem

 


23
Out 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... por tanta bondade. Genuína (mesmo sem ironia!) e na sua melhor expressão.

 

Quem sabe como se forma a palavra símbolo, e depois simbolicamente - o advérbio de modo; então esse alguém também sabe de diálogos e de diacronias. Do que se diferencia e agita, e parece querer baralhar exprimindo-se por um simples di, ou dia (feito prefixo há séculos ou há milénios?).

Ou seja, o diabo (diábolo, diabinhos, etc.) não existe. E se há muitos - tantos ou imensas pessoas (o que é um número e uma óptima questão para ser definida pelo «sujeitinho« da quantidade de informação!); é que se há inúmeras pessoas que nas suas vidas vão tentando encontrar, e procurando Deus, mais as provas físicas e positivas da sua existência, então (mas isto é para nós) faz ainda menor sentido que haja quem queira expulsar demónios, ou fazer exorcismos...

É assim que pensamos, à luz de primaluce: para nós diabo é um prefixo, acrescentado a um bolo. Um prefixo que significa a falta de convergência, a des-sintonia, a divisão, a baralhação... (como acontece com sincronia e diacronia).

E se existe a vontade de alguém em criar tudo isso, pode não ser apenas uma pessoa, mas um conjunto bem orquestrado (por quem?).

Veja-se Maria João Baptista Neto a publicar livros com base no nosso Monserrate, a cuja génese mais do que assistiu, pois guiou, intrometeu-se como lhe competia, e aqui e ali fez bem. E também fez mal, e teve dores (no fundo do braço), querendo continuar a fazer o maior mal.

Que continue, deseja-se imenso êxito!

Fernando António Baptista Pereira, idem aspas, fez imenso bem, pôs-nos questões interessantes e óptimas, e também fez questão de se portar vergonhosamente.

Dele temos vária correspondência, onde ressalta, nas últimas mensagens de 2012 a promessa que iria ler o nosso trabalho: diferentes, porém convergentes (quantos?) documentos que lhe fomos entregando desde 2006 (e que segundo afirmou em 2012, ainda não tinha tido tempo para ler...) Desde ou a partir de 2006, quando 30 anos depois regressámos a Belas-Artes, que entretanto deixara de se chamar Escola Superior - a que frequentámos até Dez. 1976, quando acabámos a licenciatura, e que passou depois a ser Faculdade.

Temos depois o IADE, a nossa instituição a cujos quadros pertencemos desde 1976. E onde em 2008, por isso mesmo, por razões que sempre soubemos serem mais afectivas do que de ordem racional; em Junho de 2008 - e, SIMBOLICAMENTE, a coincidir com o dia em que deixou de estar presente, e foi substituída, a primeira administração: que tinha fundado o IADE! Nesse belo dia, que o foi como bem nos lembramos, a editora Livros Horizonte lançava o nosso estudo sobre Monserrate, com o titulo uma Nova História.

Titulo que resultou de várias conversas com Rogério Mendes de Moura, o editor que me deu o imenso prazer de publicar o meu estudo, praticamente sem alterações, mas acrescido das «revisões» (que não eram fáceis) mas tiveram a máxima qualidade.

Diabinhos é da nossa gíria - pois não há que acreditar no diabo. Aqui há antes um Deo Gratias como está no título, embora haja e continue a haver uma «maltosa concertada», cada um deles com os seus objectivos, a retirar do nosso trabalho:

Maria João Neto, a aproveitar e a reciclar ao máximo, tudo o que ficou no IHA da FLUL, julgando que eu morri? E como se faz na Cortiça ou no Porco, a não querer desperdiçar um só mg!

Fernando António Baptista Pereira, sempre sem tempo, terá tido pavor que fizéssemos uma História da Arte como (graças a Deus nos disse várias vezes e) repetiu vezes sem conta... Só ele sabe do que vai na sua mente! Por mim, os elogios, de me dizer que estava a querer fazer uma História da Arte, acho que já ficaram agradecidos?

No IADE - o  Carlos Duarte, sabendo do «valor imenso» das suas teses, como elas são lógicas e evidentes; também dos nossos anos de casa e a experiência profissional que temos, fez então o favor de também ter os seus (dele) «pavores»:

Que conseguíssemos acabar o Doutoramento! Que depois de um Mestrado para o qual o IADE nos deu a correspondente dispensa sabática, completássemos um Doutoramento que - e depois de publicado o mestrado, se aquilo só é/era um mestrado - então obviamente esse nosso Doutoramento tinha que ser por todos os meios*, impedida de o conseguir concretizar/terminar...

E aqui terminamos nós este post, a exprimir a nossa fé na não existência do Diabo!

Com a certeza de que o que há são palermas medíocres: tão tão tão medíocres (que nem para badalo de sino algum dia eles dariam!).

Palermas iguais aos Secretários de Estado, aos Primeiros Ministros, e aos Ministros-Adjuntos; ou iguais aos Donos de Bancos e Disto Tudo - que não lhes bastando o que têm, fazem o favor de vender a Alma, em público.

Nuínhos (como a Negra Fulô) e o mais despudoradamente que lhes fôr possível, para que se saiba aquilo que verdadeiramente os habita.

Embora sejam corpos e mentes horríveis, ainda bem - i. e., Deo Gratias - por toda a luz que nos deixa ver, e dá a capacidade para distinguir.

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*Diabolicamente?


23
Abr 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Mas que, infelizmente para esses muitos praticantes, aqui não entrou: seremos excepção, nós não o cometemos!

 

Adorariam que o tivéssemos cometido, para poderem apontar o dedo, porém, para esses, é o contrário que os «eriça». Que não tenhamos tido necessidade de andar por aí a copiar, e que tivéssemos visto que, exactamente o oposto, andam todos muito enganados. Porque seguem autores e ideias que se desviaram substancialmente do essencial. Aliás, é tal o hábito de ser seguidor de outros que uma das fúrias de Maria João Neto (quiçá importante dúvida epistemológica, e que fique com quem a tem!) foi expressa nestes termos - estes sim bastante originais, pois embora com muito menos fúria vamos estando a habituados a ouvir sobre esta mesma ideia:

Você vê coisas que ninguém vê.

Porque é que você vê coisas que ninguém vê?

Mas porque é que ninguém viu antes...?

Ou seja (além de sorrisos e risos), é assim que interpretamos, aqui está a nossa visão, para tão furibunda asserção: A referida professora, insegura, quer continuar a seguir outros estudiosos, em vez de por si aprofundar os temas que lhe interessam (e em geral, é pecha, todos fazem isto - eles seguem-nos - aos melhores autores*). Mas, não nos considerando a nós com «calibre» suficiente para ser seguida, então a dita (ex-orientadora) teve que optar por fazer outros caminhos.

Thanks God - pois como se pode ver há carroças demasiado pesadas, e é alguém por quem não queremos puxar! Que vá por ela (só que, grande ironia, não foi isso que a dita fez...). Havendo no seu Monserrate alguns casos muito interessantes.

E um desses, detectámo-lo aliás na rápida leitura que fizemos nesse seu Monserrate, que segue o nosso a 10 anos de distância, e a pegar nalguns temas que nunca nos interessaram (embora fossem muito queridos da AAM). Isto é, a Associação dos Amigos de Monserrate, fortemente ancorada no que foi o passado da Feitoria de Lisboa, sempre pretendeu valorizar a acção das pessoas intervenientes e ligadas ao palacete. Enquanto nós, pela nossa (de)formação profissional sempre estivemos intrigados por grandes séries de formas e de ornamentos que o Palácio de Monserrate ainda patenteia: apesar de ter sido bastante transformado e danificado (inclusive em restauros recentes). Também em estabelecer pontes com o Pavilhão Real de Brighton, frequentemente dado como fonte para o que se fez nos meados de 1860 em Monserrate, e que já tínhamos visitado alguns anos antes...

Mas enfim, para Maria João Baptista Neto, como aliás já se tinha verificado noutras circunstâncias, para ela, aparentemente (?) é em geral mais fácil pôr os outros «a desenvolver» do que a própria, inclusive ela a conseguir evoluir? Pois deve recear arriscar..., Pôr pé em ramo verde? Provocar o que está estabelecido!? Pouco interessa pois fomos mais formados para inovar do que para seguir acriticamente...Embora em História da Arte importe o essencial, que é saber pensar com a própria cabeça e não forçosamente «com a do chefe»...

E assim, com a assertividade lá muito em baixo, no seu Monserrate, face a algumas das nossas interpretações e explicações** (muito nossas, e com as quais deve ter concordado?), se por acaso algum outro autor já tiver dito o mesmo que nós dissemos, mesmo que o tenha escrito/dito há décadas ou séculos (mas sempre antes de 2005), então, claro que essa nossa ex-orientadora prefere citar esse outro, e não a própria aluna que deve ter tido o imenso azar de orientar? E sabe-se lá, aliás, para cúmulo, o imenso azar de com ela ter aprendido alguma coisinha...? Só que, by the way, chegou a haver elogios sobre isso (vindos de Vítor Serrão, mas como foram feitos antes da defesa da nossa tese, em que tanto o «incomodámos», claro que depois da data dessa defesa foi assunto que morreu...)

Em suma: Azarucho o deles! Pois são memórias nossas, que as temos, e não são poucas. Algumas bem divertidas da nossa passagem pela FLUL entre 2001 e 2005, que adorámos.

Passemos então a um dos exemplos, que demos logo por ele (mas há vários outros...) no Monserrate de Maria João Baptista Neto: está na explicação/justificação de um pano suspenso - a lembrar uma tenda, que acentua o cunho arquitectónico, misto (e ambíguo) ocidente-oriente - colocado sobre a mesa da casa de jantar oitocentista, a fazer de sub-tecto.

Acontece que na nossa vida passámos centenas de vezes por este problema (que não foi exclusivo do século XIX), e que é notório em cantinas e restaurantes «meio-beroscas». Dir-se-ia nestes moldes, já que mais ou menos é regra em todos aqueles espaços em que «não houve projecto» e portanto também ninguém se lembrou que existe um fenómeno comummente designado reverberação acústica: i. e,. a reflexão dos sons que é preciso serem absorvidos para não ficarem «livres e a ecoar» no espaço***.

Sépia_MONSERRATE.bmp

(About Reverberation Time - RT)

Por isso, logo que vimos a fotografia acima reagimos imediatamente a interpretar o que teria acontecido, e, como é óbvio, a perceber o toque artístico/habilidoso de alguém, que, «de uma só cajadada, conseguiu matar dois coelhos»: Resolvendo assim um problema muito específico de design ambiental.

Pois então, não lhe bastando esta interpretação - que é muito nossa, pois resulta de anos de experiência, e foi expressa oral e espontaneamente, face a uma fotografia algo surpreendente-; eis que a dita historiadora conseguiu encontrar num autor antigo, reputado, afamado, o mesmo que lhe dissemos de viva voz numa qualquer das muitas reuniões de trabalho do mestrado... Isto é, lá conseguiu arranjar, já dito por alguém, outro, que o viu antes de nós (o que não admira!), a mesma banalidade capaz de justificar insólito registo

Moral desta historieta (que por acaso conseguiu não versar a invídia):

Não é nada difícil pensar, e nesse pensamento conseguir encontrar cruzamentos entre a História da Arte, a Arquitectura e o verdadeiro Design Ambiental: aquele que procura soluções para concretizar uma vivência confortável em qualquer espaço 

~~~~~~~~~~~~~~

*E um desses exemplos é José-Augusto França.

**Que as fizemos livremente, com o nosso equipamento intelectual que fomos adquirindo em 25-30 anos de profissão e em 2002 constava no nosso arquivo mental. Mas Maria João Baptista Neto, ainda bem, teve a sorte de ter muito mais tempo (mas nem poderíamos saber que um dia estaria em concorrência connosco!), e ter conseguido obter o livro de Priscilla Metcalf que estudou, ao que sabemos com razoável profundidade, a obra de James Knowles.

***Mais, durante várias décadas ensinávamos aos alunos do IADE a chamada Fórmula de Sabine (que aprendemos nos fantásticos apontamentos para os estudantes da ESBAL de António Lobato Faria); ensinando-os a calcular o que se designa Tempo de Reverberação. O qual, num Espaço com as dimensões (cubicagem) da Casa de Jantar de Monserrate, com paredes de Estuque, predominantemente lisas - que muitos anos ajudaram a endurecer. Esse tempo de reverberação poderia rondar os 2 segundos. O que, convenhamos, estaria muito perto do ensurdecedor, sendo dificílimo fazer a «separação» dos sons, e portanto conseguir uma desejável inteligibilidade da palavra:

Em resumo: Se visualmente parece (hoje) que houve um pano de feirante no tecto da Casa de Jantar da família Cook, acusticamente, para eles (ingleses), o ambiente mudou. Porque todas as conversas cruzadas dos vários convivas que estivessem sentados à mesa, do ponto de vista ambiental (ou das ondas sonoras invisíveis) isso seria bem pior que uma feira:

O verdadeiro massacre sonoro!


05
Fev 16
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

..., é uma frase bem gira de António Quadros, que a escreveu.

 

Mas, já explicámos que não concordamos com ela. Aliás, se seguíssemos Cirilo Wolkmar Machado poderíamos constatar que este autor não se refere a uma escrita ibérica, mas a algo vindo do Oriente. Portanto vindo de um pouco mais longe, mas que é assim (como já várias vezes citámos a passagem seguinte), desse modo que Cirilo faz alusão a uma escrita: “...Os homens começarão no oriente a fazer imagens que erão como nomes ou ieroglifos...”

Acontece que isto de Investigar, é mesmo  - em nossa opinião - uma das actividades mais interessantes que se podem desenvolver: e que, equiparável (seja ou não «impactante» por haver quem esconda os resultados), não nos parece que haja muitas mais hipóteses, de outras actividades igualmente interessantes? A não ser o Ensino...?

Só que, talvez porque não temos parado de ter óptimos sucessos?, - pois sempre que pegamos em livros de autores mais antigos, e nascidos há mais anos - do que a maioria dos nossos contemporâneos que se auto-proclamam estudiosos, doutores e investigadores (mas que resolveram desprezar os referidos autores mais antigos); nesses trabalhos dos antigos, geralmente encontramos informações fantásticas, para a partir delas se pode perceber o que se passou lá atrás, em tempos que os investigadores de hoje, eles próprios tornam obscuros.

De entre essas informações estão as de alguém que foi um enorme sábio, chamado E.H. Gombrich, e é dele o excerto a seguir, que nos diverte bastante, tal como a referência a Champollion que foi feita por António Quadros. Como podem ler, ambos (Gombrich e A. Quadros) deram grande importância à descoberta - quando no futuro a mesma acontecesse... - do que consideraram ter sido uma escrita*:

"Não há feitiço mais potente do que aquele lançado pelos misteriosos símbolos de cujo sentido se esqueceu. Quem pode dizer que sabedoria antiga pode estar incorporada nessas enigmáticas configurações e formas? A aura em torno dos hieróglifos egípcios antes que pudessem ser lidos é apenas um exemplo desse apelo que exerce o desconhecido sobre a imaginação humana. A busca pelas origens, pelo conhecimento  e sabedoria primevos, procura o apoio de qualquer sinal visível ao qual possa ser associada. Os estudiosos da cultura podem outra vez ser lembrados da comparação entre a história dos motivos e a história da etimologia (...)

O mesmo que ocorre com a etimologia se dá com os 'designs'. Em ambos os casos as especulações são particularmente despertadas por questões religiosas (...) "**.

Por fim, temos nós que dizer que as nossas dificuldades como já deixado no post anterior vão ter que terminar (por simples falta de espaço...). Mas sem que ainda se saiba o como? Pois não nos parece que instituições honestas, e ambiciosas, queiram estar no Ensino - que se quer de qualidade - a depender de gente que não é de confiança, e que nem pode dar garantias de uma seriedade mínima? Parece-nos e perguntamos, como  fazemos sempre que temos dúvidas.

Entretanto, vamos continuando a estudar, e a investigar 'non stop', enquanto se aguarda que os empecilhos de hoje*** resolvam «mudar de actuação», resolvam aprender, e com novas informações (um "empowerment" de que precisam), consigam ficar aptos para compreender que todos temos um passado que, permanentemente influi na nossa criatividade, nas obras e propostas que vamos inventando...

DSCN7097.JPG

Por nós o prazer de estudar e de investigar veio substituir o de ensinar, e 'tá-se optimo...

~~~~~~~~~~~~~~~~

*Escrita que - como também já apresentámos aos nossos leitores esse excerto muito específico -, para o Pseudo-Dionísio (dito o Areopagita) foi uma "escrita de Arquitectos". Como podem confirmar em -

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/vaos-e-vergas-ainda-as-notas-de-um-69479, no texto que começa assim: "As vergas indicam o poder real, a soberania,..." (etc.)

**Claro que quanto a esta passagem de Gombrich, hoje citada, ela está carregada de ideias (que estão correctíssimas, e ainda bem que a descobrimos) só que, por enquanto não interessa deixar mais nada..., pois não queremos facilitar ainda mais a vida de gente desonesta.

***Destruidores, a quem (ainda) ninguém obrigou a pagar o que andam a destruir. Só que, seria bom que o fizessem!


29
Dez 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Sim, pobres coitados que nós todos somos, quando vamos pondo tudo dentro de uma única Caixinha, sem mais hipóteses...?

 

A arquitectura foi muita «coisa», inclusive "Machina memorialis" como tão bem provou Mary Carruthers.

Émile Mâle também colocou exactamente esta questão, embora de outra maneira bem diferente, referindo-se a uma materialização da Bíblia, que ficou concretizada nas formas arquitectónicas.

Quando agora todos nós escrevemos muito menos - o que desde as nossas 1ªs classes (i. e., desde os 6-8 anos de idade) sempre foi um modo de memorizar; quando agora retiramos da frente (dos olhos) muitas das coisas de que nos devíamos lembrar, e portanto se aplica o "Longe da Vista: longe do Coração!"...

Sim, com estas técnicas nossas contemporâneas de tudo ir desmaterializando - e apetecia meter aqui, agora, a Quilha da Arca de Noé...* - deste modo, é verdade que está tudo dentro de uma única caixinha (arrumadíssimo é verdade), a qual, se nos falhar, também nos leva tudo!

Memórias? Cadê? Psssssss...,

Evaporaram-se!

E o que podem ter a ver as Neurociencias, "avec:

L’évolution de nos bureaux"?

Depois, e como prova de que o ensino (e a memória) sempre precisou de imagens e diferentes «materiais didácticos», o link acima levou-nos a produções de outros autores (que não nossas), ajudando a pensar no que se anda a fazer. Neste mundo novo que andamos a desenhar/criar:

Assim, claro que esta é uma questão de Design..., e da Memória

~~~~~~~~~~~~~~

*Vinha mesmo a propósito este assunto, que é aliás bem divertido:

Já que Maria João Baptista Neto ficou muito zangada por termos aludido a essa machina memorialis (ou metáfora - a dita Quilha) na nossa tese sobre Monserrate, tendo chegado ao ponto de «nos corrigir». Ora quem ler James Murphy e o Restauro do Mosteiro de Santa Maria da Vitória no Século XIX, da autoria de Maria João Baptista Neto, Editorial Estampa, Lisboa, 1997, lá encontrará, nas pp. 26 e 38, a referência a essa Quilha. E, acontece que a mesma já foi objecto de estudos (só) um pouco mais eruditos do que os de Maria João Baptista Neto. Aqui, não desfazendo, claro! Até porque aprendemos imenso com essa Professora (que fez um transporte de informações, em minha opinião fabuloso, e do qual, agora, estará arrependida?), e apenas o IADE, entre «outros», quer continuar a esconder este facto!


28
Dez 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

...claro que muitas vezes já pensámos nisto*:

 

Que o IHA da FLUL nos quer colocar numa situação semelhante à de Jorge Filipe de Almeida e de Maria Manuela Barroso de Albuquerque, porém, acontece que estivemos lá, desde Outubro de 2001 a 31 de Janeiro de 2005.

E só não fizemos aí o doutoramento porque os seus responsáveis nos expulsaram: aliás, como se fossemos estranhos, talvez equivalente ao que lá ouvimos sobre Jorge Filipe de Almeida e de Maria Manuela Barroso de Albuquerque?

Só que não somos. A investigação fantástica que fizemos devemo-la aos mesmos «profs» que depois fizeram questão de nos expulsar.

Porque é assim a Ciência em Portugal!

Acontece que hoje passa tudo pela caixa, e há docs que não se deitam fora: como os gatafunhos, minúsculos, de uma orientadora que corrigiu «as provas» da orientanda (e hoje finge que a desconhece, o que pode dar jeito...)**

ConversasComDoodles

~~~~~~~~~~~~

*Até porque houve PROFs. de outras Faculdades e Universidades que nos alertaram para isto mesmo: a falta de honestidade, ou as guerrinhas ridículas que decidiram empreender

**Pois é, não tratámos como lixo (a arquitectura habituou-nos a isso!) os drafts dos nossos escritos. Sobretudo quando percebemos as enormes desonestidades intelectuais que estavam a avolumar-se e a ganhar forma: poderiam vir a ser necessárias algumas provas. Exemplo é o que Maria João Baptista Neto escreveu (e em especial o que não escreveu e omitiu) ao publicar em 2015 um livro sobre o Palácio de Monserrate. Livro que, obviamente, não vamos comprar...

Já que as Origens do Gótico (e outros temas, como explicitado por E. Gombrich) são um assunto muito  mais rico e intelectualmente desafiante


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