Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
18
Set 18
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Novo Ano, Novinho em Folha, promessa de vida

e de venda!!!

 

Depois, há UMA NOVA HISTÓRIA DO MUNDO - de PETER FRANKOPAN, THE SILK ROADS, publicado em 2015* - e em que o nosso Monserrate “avant la letter” já se inscreveu:

"Drawing on a rich series of sources in Greek, Latin, French, Italian, German, Dutch, Spanish, Portuguese, Swedish, Russian,Arabic, Turkish, Persian, Hebrew, Syriac and Chinese, The Silk Roads provides a major re-assessment of world history from antiquity to the modern day."

E sobre esta obra de P. Frankopan o Le Point escreveu:  

"We have been dreaming of a history of the world'. Here it finally is."

Ora aqui, e pela nossa parte particularmente, estamos no mesmo ponto (exacto): Pois finalmente foi feita e passou a existir uma  Nova História do Mundo.

Image0043.JPG

Que contempla vários factos, pouco conhecidos - mas de que nos apercebemos -, sobretudo da sua importância, ao estudar Monserrate

 

Por isso escrevemos avant la letter”, sobre o nosso estudo dedicado a Monserrate - que as universidades lisboetas escondem, mas que a Google analisou metódica e sistematicamente; por isso o inscrevemos, já que, sabíamos, haveria de acontecer um dia uma reviravolta mais do que inevitável...

E ainda porque, como temos dito, o tempo joga a nosso favor:

Sendo claro que seria impossível continuar-se a viver nesta podridão - de ignorantes e para ignorantes**.

Aliás, é por esta mesma razão, que este (nosso) Blog se intitula

Primaluce: Nova História da Arquitectura

Para trazer/levar aos que nos lêem, novas visões, mais actualizadas, do Mundo

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Vejam por aqui https://www.peterfrankopan.com/the-silk-roads.html os elogios que este trabalho tem tido, e as referências que lhe são feitas. No nosso caso foi Monserrate, apenas esse exemplo, que nos mostrou como a historiografia (portuguesa) anda especialmente equivocada.

Isto é, foi a extraordinária obra de Sintra - que muitos não têm entendido (desde meados do século XIX) - que nos mostrou como a História Geral (e depois a História da Arte) tem andado a ser tão exageradamente mal-contada.

**De Universidades e Ensino Superior que esconde os melhores trabalhos...


03
Set 18
publicado por primaluce, às 16:00link do post | comentar

É verdade, a procura de conhecimento e informações sobre Deus - Uno e Trino - por Joaquim de Flora; essas suas buscas foram transformadas por outros, depois da sua morte,  em «Milenarismos» e vários outros ismos, como são os "secretismos"...*

Tratam-se de materiais que, como se sabe (pois vêem-se, tão claros e tão nítidos) chegaram ao século XX, de várias maneiras.

 

Acontece que ainda muito antes de Joaquim de Flora ter nascido já se empregavam imagens com inúmeros entrelaçamentos e entrecruzamentos, de faixas, de arcos ou de filacteras. Como também se mostrou em post anterior, por exemplo nos mosaicos da Villa Romana do Rabaçal.

Inclusivamente (antes de Joaquim de Flora), os entrelaçados já estavam na arquitectura, das mais variadas formas: fossem elas arquitecturas gráficas ou tridimensionais/monumentais

England-11th_century300ppp.jpg

Como está na imagem acima, vinda do capítulo 9 - intitulado The Language of Architecture** - de Early Medieval Architecture, da autoria de Roger Stalley, publicado por Oxford University Press, 1999.

E se os entrelaçados invadiram a Europa e as suas artes como escreveu H.-I. Marrou - em Décadence romaine ou Antiquité tardive? IIIe-VIe siècle -, na verdade pode-se verificar que depois dessa invasão houve uma caminhada infindável.

É que os Entrelaçados ou Entrelacs como escreveu Marrou vieram para ficar:

"A  partir du IIIe ou du IVe siècle il se fait plus envahissant et devient parfois le motif principal d'un décor.". (Ver op. cit., último capítulo).

Na imagem seguinte, de novo os Entrelaçados. Estes na Sacristia da Capela que foi do Marquês de Abrantes (Palácio de Santos, actual Embaixada de França***)

Le Palais de Santos.jpg

Por tudo isto (e muito mais que se encontra sem «escavar» muito), a obra a seguir - que é um trabalho gráfico de M. C. Escher - esta não deve ser vista apenas e só por ela, como uma imagem bonita, gira, divertida; ou simplesmente chamada Casca (como está no catálogo), qual casca de laranja, ou de algum outro fruto, e tudo mais o que se quiser... 

Porque esta imagem, pode ter sido feita em 1955 para ser também «uma piscadela de olho», um jogo de irreverências, ou até um imenso atrevimento (?) - como fez Almada Negreiros na grande maioria dos seus trabalhos gráficos e desenhos.

Enfim, este desenho, e muitos outros mais, de Escher - basta olhá-los (nem é preciso ver muito, ou sequer parar e ver com atenção...) -, por tudo o que já havia para trás, desde há séculos ou até no mínimo há cerca 1500 anos, é de certeza uma alusão a realidades do passado.

Será um "Secret Knowledge" como escrevemos no título?

Será alusão ao Milenarismo? Será a Joaquim de Flora, ou à Maçonaria...? As várias (muitas das) imagens que compôs, seriam elas reminiscências de que tinha conhecimentos e supunha secretos...?  Eram desafios?

Desafiantes de exigência e muita habilidade gráfica/técnica, foram de certeza! Porém, é ainda muito certo que a maioria já não sabia o seu significado ancestral.

E ainda agora continua a não saber...

Perdem o melhor! Que é como quem diz: as ligações, as associações mentais e várias outras intenções com que as obras foram feitas

Deixá-los, pois por aqui se pode dizer: Quem empobrece por gosto... é porque gosta!

Catálogo-Escher.jpg

Imagem do Catálogo da Exposição de M.C. Escher, Lisboa Museu de Arte Popular (2017/2018), ver op. cit., p. 116

~~~~~~~~~~~~

*Ver o que desenvolvemos e está em https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/claro-que-sabemos-todos-que-a-112758

**Na verdade, nos melhores trabalhos feitos ao longo dos tempos (da História da Arte), percorrendo-os, comparando e compilando a sua imagética; usando ainda (de modo complementar) algumas informações dos (bons) Dicionários de Símbolos, percebe-se que, permanentemente, estamos perante obras que eram muito mais falantes do que as descrições ou as explicações que hoje são dadas das mesmas. Esquecem-se, como consta no Dicionário de Xavier Barral i Altet, da ideia de Joaquim de Flora sobre as imagens:  "Il affirme de façon explicite que les mystères du divin peuvent être compris mieux en figurae qu'en paroles." Esquecem-se - e hoje é dia de S. Gregório Magno - da ideia que este Papa tinha relativamente ao valor das imagens para catequizarem: "Painting can do for the illiterate what writing does for those who can read"  (como explicado pr E. H. Gombrich). Esquecem-se dos «preceitos» saídos de (em 787) Niceia II, e do século XVI esquecem-se do que foi dimanado do Con. de Trento.

***No livro de Hélder Carita intitulado Le Palais de Santos (1995, ed. Chandeigne)


08
Abr 18
publicado por primaluce, às 20:00link do post | comentar

Mas neste caso, não de Objectos e sim de Espaços Interiores (nobilitantes*)

 

É um post que só agora começa, deste modo, que é em esboço, dedicado ao Corridor de Monserrate.

Já que num certo Catálogo de uma Exposição, (o pobrezito) ficou esquecido, como se sobre o dito nada houvesse a dizer!

Claro que nós escrevemos pouco, muito pouco, sobre o dito, mas demos-lhe o destaque (relativo) que merecia.

Assim, vamos aos poucos, comecem por ler o que escrevemos**, e depois, por exemplo, sigam por aqui. Tratam-se de excertos do Oxford Dictionary of Architecture de James S. Curl (que foi/é "a nossa Bíblia da Arquitectura" para compreender e explicar Monserrate):

galeria-monserrate-b.jpg

galeria-monserrate-c.jpg

galeria-monserrate-d.jpg

Tal como se prometeu

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Nobilitantes, porque como emblemas, havia alguns espaços, ou alguns detalhes arquitectónicos desses espaços, que falavam pelos seus donos. I. e., ao associarem-lhes sinais consagrados e de significação reconhecida, pelos interessados (e os mais intervenientes nestas histórias...), diziam a todos os outros, quem, concretamente, eles eram.

**Ver em Glória Azevedo Coutinho, Monserrate uma Nova História, Livros Horizonte, Lisboa 2008, pp. 141 e 142.


14
Mar 18
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... a mais comprida chama-se "Corridor".

 

O qual, por várias vezes, já nos inspirou.

Primeiro para aceder às instalações provisórias de uma farmácia nas Fontaínhas (em Cascais, projecto e obra anterior a 1997).

Claro que sendo provisório foi demolido, mas enquanto durou foi bem giro, com a ilusão de conseguir parecer mais largo do que de facto era.

(Ou seja o mesmo que está em Monserrate e até agora «a papagaia-mor» ainda não piou!)

Depois para o projecto de uma Academia renascentista, à maneira de Marsílio Ficino e de Cosimo - o seu patrono

Ou ainda para legendar uma foto


02
Fev 18
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Ou demasiado «barroco»?

 

Por nós ficamos nessa, sem dúvida também pitoresco (mas sem ofensa!). Já que andamos a pensar em "ornementum", em latim e como este foi explicado por Mary Carruthers, com base numa frase vinda de S. Paulo.

Ou ainda como exposto por George Hersey, que escreveu The Lost Meaning of Classical Architecture - Speculations on Ornament from Vitruvius to Venturi*.

É Arte? Achamos que sim, sem qualquer dúvida.

Pois há espaço para diferentes leituras (exegeses ou interpretações), na medida em que cada um tem, previamente, na sua mente, uma série de informações que lhe permitem ler (enriquecendo-a) a obra que está a ver**.

Só que as obras de Joana Vasconcelos (e em geral toda a Arte Contemporânea), que no Verão de 2013 estiveram no Palácio da Ajuda, e nos permitiram fazer uma grande série de fotografias dos interiores do edifício real; as suas obras, como dizemos, estão muito longe do antigo ornamento, e como o mesmo «funcionava» (falando) nas obras em que era incluído.

DSCN2867.jpg

E enquanto nesta fotografia, o parquet, por ser da casa do rei é dito realengo - dirão alguns (mas nestes casos nós preferimos, em francês, a palavra "régalien"). 

[O que obriga a um grande parêntesis:

Note-se que o referido pavimento ainda tem vários desenhos, ou vários emblemas, que obedecem às lógicas antigas: isto é «ornamentar falando»; e neste caso, vê-se, está repleto de sinais que são os mesmos da 1ª Arte Cristã, chamada Paleocristã].

Já o carangueijo, com o «seu pijaminha» de crochet - e até ao contrário do que aconteceu nos padrões de algumas rendas antigas - ele não nos parece que se tenha vestido com a conveniência mais própria e a mais adequada, para entrar na casa do rei***?!

~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 

*The Mit Press, 1988.

**Quase como uma "Obra Aberta", segundo Umberto Eco, e geralmente com prazer. Quando ver é um deleite...

***A conveniência preconizada por Vitrúvio: a mesma que levou a que a Iconografia própria das Vestes Reais, fosse igual à que era normalmente empregue na Arquitectura. Como sucedeu durante muitos séculos.


04
Nov 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

É um dos nossos melhores posts, o que, felizmente. nos é lembrado pelos nossos leitores.

 

Releiam-no todos como é mais frequente ser feito só por alguns: i. e., por aqueles que por aqui andam e já sabem - talvez melhor do que nós? - onde está cada um dos vários temas que lhe interessam.

Para ir lá direitinho: aqui

Mas porque temos fontes, e autores que nos abriram portas,

há outros caminhos, embora menos directos

Finalmente, e porque esta é uma questão moral em que vemos as nossas obrigações, apesar de manietados por um Ensino Superior sem qualquer nível, releiam o que deveria estar (já esteve, mas passou-se por um total descontrolo) nos fundamentos desse mesmo Ensino que ainda «quer dar cartas», apesar de tudo fazer para se auto-destruir...

Depois, há ainda bastante mais, como por exemplo, vários materiais que descobrimos apesar de «sucessivas teimosias» de Fernando António Baptista Pereira 

Por nós preferimos perseverar - o que é bem diferente de teimar... - tendo encontrado, na raiz, por extenso e bastante explicado, aquilo que se pressentia ter existido e esse senhor teimava que não. Pois para ele (e outros) aqui está «resumidinho»!

~~~~~~~~~~~~~~

*Voltando ao título e aos Conceitos a que damos formas visuais (hoje como há 3.000 anos), em processos quase inconscientes, como explicado por Rudolph Arnheim, repare-se todo o tempo que vai ser necessário até que os Historiadores de Arte um dia saibam Geometria. Para que um dia, finalmente, possam estar à altura, ou com as competências que são absolutamente necessárias para se saber explicar a génese das imagens (em que se supõe eles são especialistas...)


03
Out 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Tal como há uns aninhos (tínhamos 16-17) fizemos desenhos para animar o Manual de História Geral da Civilização - que era uma secura sem imagens - hoje aproveitamos essas mesmas imagens para dar alguma energea* a este blog.

Image0116.JPG

Image0106.JPG

E dedicamos estas imagens a Maria João Baptista Neto e a Vítor Serrão, pois é de quem nos lembramos:

Aqui está a prova de que vários assuntos tinham passado pelas nossas mãos, cabeça, lápis, etc., bem antes de termos ido a FLUL «fazer descobertas»! A prova de que o inconsciente pessoal (e colectivo), claro que existe. Na medida em que há temas que um dia, há muito, já os trabalhámos; embora seja possível não nos lembrarmos de que já o fizemos, já passámos por eles, e já não fazem parte do nosso consciente.

Até que um dia, vivinhos, eles aparecem. Talvez para provar muita coisa, sabe-se lá?

~~~~~~~~~~~~~~

*Uma função da imagem (nos textos) segundo Mary Carruthers


15
Ago 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Num ENSINO feito por pessoas que se respeitassem*, este caso – um Case Study paradigmático, e a vários títulos riquíssimo – seria fantástico:

Seria fantástico para as Instituições de Ensino Superior de Portugal que o tratassem e apresentassem internacionalmente**.

 

Referimo-nos à Sala do Capitulo de Bristol, ao facto de Martin Kemp o expor - como está abaixo, na página digitalizada de um trabalho que publicou.

E ainda ao facto da sua reputação e nomeada o colocarem como alguém altamente conhecedor na área cientifica da História da Arte. Apesar de ter escrito o que consta nas legendas das fotografias escolhidas.
Este caso seria fantástico quer para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa quer para o IADE. Porque teriam elucidado – para as Universidades de todo o mundo, que estivessem interessadas neste tema de Humanidades (e não são poucas!) alguns dos maiores enigmas da História da Arte.
No entanto, percebe-se (vemos, indagamos) pelo IADE o que há são meras questões internas, de Poder: como o quem manda em quem, segundo infindáveis e muito úteis diagramas***?

Já pela FLUL, onde toda esta nossa questão nasceu, aí os maiores interesses dos profs do Instituto de História da Arte (IHA que é dirigido por Vítor Serrão e Maria João Baptista Neto), os seus interesses estão nas passerelles (de vaidades?); nas idas à televisão, e em publicações de álbuns para encher o olho. Mesmo que se pudesse, ainda, e muito mais, encher a alma:

Matar a avidez de conhecimentos que leva muitos a devorarem as literaturas à «Código de DãBrau»: as quais entretêm, é verdade, mas ainda baralham mais as pobres mentes ávidas e perscrutadoras de um passado que as instituições de Ensino Superior deveriam querer e gostar de elucidar: i. e., mostrando também para que servem? Se é para esclarecerem as mentes de quem compra esse tipo de best sellers, num tempo em que compreender - ou ver com luz (e claramente) - daria bastante jeito! Pois levaria a que as pessoas pudessem ter nas suas vidas comportamentos mais seguros, conscientes, cultos e civilizados: numa palavra mais adultos. E portanto também menos sujeitas aos poderes obscuros, redutores e infantilizantes em que assim «lá se vai vivendo»...

Image0097.JPG

(para legenda clic na imagem, desenvolvimentos do tema - a aprofundar - em ICONOTEOLOGIA:PT)

*Mútua e normalmente, assim como às tarefas digníssimas que têm nas mãos, e aqui incluindo – como é normal (pois devem ser o centro e foco das atenções dos seus professores) - os respectivos alunos…

**Não esquecer que o IADE nos desvinculou/expulsou da UNIDCOM; não esquecer que o nosso orientador dos estudos de doutoramento na FBAUL nunca quis apoiar a publicação de qualquer artigo nosso. E como se não bastasse, à medida que foi vendo (mais do que nós!) aquilo que estávamos a fazer, então passou a ter uma frase feita que de inicio muito nos surpreendeu: "Não vai fazer uma História da Arte!" E claro que, de tão repetida, começámos a entender o muito maior alcance daquilo que tínhamos em mãos... Ainda bem que o repetiu, inúmeras vezes, e assim nos alertou (para o que ainda não se estava a ver com essa nitidez)

***Tão falantes para quem os entenda como os elementos parietais, decorativos - Portae Caeli - que os monges do Capítulo de Bristol deveriam ver e rememorar, numa Contemplatio (eterna) como a que descreveu Mary Carruthers.


12
Ago 15
publicado por primaluce, às 13:00link do post | comentar

... a D. João III; são nossas, dirigidas a quem quer ignorar os muitos males que está a praticar:

http://primaluce.blogs.sapo.pt/o-instituto-de-historia-da-arte-da-235751

Aos profs. que durante mais de 10 anos escondem o melhor que se encontrou em Investigações que eles próprios orientaram e supervisionaram:

Um melhor, note-se, que tem interesse e importância a nível internacional...

...para depois roubarem? Assim, vamos ver/ler se usou as terminologias próprias; as suas, ou se prefere continuar a usar toda a nossa terminologia*, como foi fazer para a televisão?

Em resumo registam-se comportamentos muito pouco éticos, que cada passo que vão dando permite agora demonstrar...

Eis enfim o retrato-metáfora da que é a  verdadeira Rã - muito Preguiçosa:

uma Saltarica que muda de tema porque aquele que tinha eleito, passou a estar solucionado. Tendo-se provado, aliás, a sua boa escolha inicial; as razões que existiam para não abandonar o tema e antes pelo contrário ter continuado a investir e a investigar

~~~~~~~~~~~~~~~~

*A das lógicas de Designers e Projectistas como Richard Perassi explica no seu e-book para os trabalhos contemporâneos. Em suma aquilo que o IADE desde 2008 tem guerreado, manietando-nos e impedindo a concretização de um doutoramento que inicialmente apoiou


11
Ago 15
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

E ler para encontrar escrito, aquilo que devia praticar: i. e., para aprender a dar importância às imagens* e ao seu sentido figurativo, já que muitas vezes foi preciso partir da imagem para conseguir definir com maior clareza (ou conseguir escrever o texto**).

 

Claro que o conselho acima se aplica a todos os que habitam e circulam pelo Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras de Lisboa.

E deve-se aplicar porque não basta V. S. (como frei Tomás) pregar este sermão, e depois todos fazerem exactamente ao contrário.

Por muito apelativo ou interessante que possa ser para os Historiadores fazerem muitas trouvailles em arquivos e na Torre do Tombo, na verdade, face à obra de Arte, deve ser ela própria, no seu contexto temporal, cujas características é preciso entender (portanto ver o excerto seguinte de M.-D. Chenu, onde algumas dessas características estão muitíssimo bem apresentadas); deve ser essa obra, a tal que querem estudar e conhecer, a sua principal fonte de informações.

Deve ser ela - a obra de Arte em questão - como diz Vítor Serrão (e nunca pratica, mas aqui estamos nós a insistir e lembrar um ponto que é seu, e refere continuadamente), a prover, ou a fornecer a informação daquilo que se quer saber dizer sobre essa mesma obra:

Claro que inserida no tempo, vista nos contextos e propósitos de execução; até mesmo comparada com obras anteriores, contemporâneas e posteriores...

 

Excertos de M.-D. CHENU(1)

*O que, como Historiadora de Arte - convenhamos - é a única coisa que é a mais importante (e deve saber fazer).

**No caso definir o Símbolo (da Fé), como claramente sucede com o texto conhecido como Credo de Atanásio.

Por fim note-se que Chenu usa (e abusa) da ideia de Simbolismo, de que a Arte medieval está fortemente impregnada. E, portanto, no seu sentir M.-D. Chenu não se enganou. Apenas que «esse simbolismo» era também, mais restrito: uma vontade de deixar em cada obra a essência da Fé Cristã, que é o Símbolo da Fé. E nesta época, as imensas/inúmeras polissemias que se encontram no que hoje se chama Arte, essas polissemias também radicam, exclusivamente, neste ponto. Porque dava jeito ter muitos mais vocábulos visuais, para, em ênfases crescentes poder dizer o mesmo (sempre a reforçar o sentido das ideias a transmitir); do que ter apenas um vocabulário mais escasso, ou muito limitado.

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/

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