Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
02
Out 18
publicado por primaluce, às 09:00link do post | comentar

Em 1964 - por razões que agora não interessa - mas, lá por casa apareceram mais de uma dezena de livros sobre Cascais, numa idade em que devorávamos de tudo: claro, foram tempos de outros consumos

(e sobretudo de «outras obesidades»...!!!**)

Image0047-e.jpg

Terá sido por isto que fui parar ao IADE, convidada por António Quadros?

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*Ou, sem o saber andava já à procura de um "theoretical and historical material..." capaz de justificar as formas da arquitectura?

**Mas não engordavam, pois atafulhar-se de leituras não dá mais volume - não é como batatas fritas -, já que:

"o Saber não ocupa lugar"


18
Set 18
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Novo Ano, Novinho em Folha, promessa de vida

e de venda!!!

 

Depois, há UMA NOVA HISTÓRIA DO MUNDO - de PETER FRANKOPAN, THE SILK ROADS, publicado em 2015* - e em que o nosso Monserrate “avant la letter” já se inscreveu:

"Drawing on a rich series of sources in Greek, Latin, French, Italian, German, Dutch, Spanish, Portuguese, Swedish, Russian,Arabic, Turkish, Persian, Hebrew, Syriac and Chinese, The Silk Roads provides a major re-assessment of world history from antiquity to the modern day."

E sobre esta obra de P. Frankopan o Le Point escreveu:  

"We have been dreaming of a history of the world'. Here it finally is."

Ora aqui, e pela nossa parte particularmente, estamos no mesmo ponto (exacto): Pois finalmente foi feita e passou a existir uma  Nova História do Mundo.

Image0043.JPG

Que contempla vários factos, pouco conhecidos - mas de que nos apercebemos -, sobretudo da sua importância, ao estudar Monserrate

 

Por isso escrevemos avant la letter”, sobre o nosso estudo dedicado a Monserrate - que as universidades lisboetas escondem, mas que a Google analisou metódica e sistematicamente; por isso o inscrevemos, já que, sabíamos, haveria de acontecer um dia uma reviravolta mais do que inevitável...

E ainda porque, como temos dito, o tempo joga a nosso favor:

Sendo claro que seria impossível continuar-se a viver nesta podridão - de ignorantes e para ignorantes**.

Aliás, é por esta mesma razão, que este (nosso) Blog se intitula

Primaluce: Nova História da Arquitectura

Para trazer/levar aos que nos lêem, novas visões, mais actualizadas, do Mundo

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Vejam por aqui https://www.peterfrankopan.com/the-silk-roads.html os elogios que este trabalho tem tido, e as referências que lhe são feitas. No nosso caso foi Monserrate, apenas esse exemplo, que nos mostrou como a historiografia (portuguesa) anda especialmente equivocada.

Isto é, foi a extraordinária obra de Sintra - que muitos não têm entendido (desde meados do século XIX) - que nos mostrou como a História Geral (e depois a História da Arte) tem andado a ser tão exageradamente mal-contada.

**De Universidades e Ensino Superior que esconde os melhores trabalhos...


03
Set 18
publicado por primaluce, às 16:00link do post | comentar

É verdade, a procura de conhecimento e informações sobre Deus - Uno e Trino - por Joaquim de Flora; essas suas buscas foram transformadas por outros, depois da sua morte,  em «Milenarismos» e vários outros ismos, como são os "secretismos"...*

Tratam-se de materiais que, como se sabe (pois vêem-se, tão claros e tão nítidos) chegaram ao século XX, de várias maneiras.

 

Acontece que ainda muito antes de Joaquim de Flora ter nascido já se empregavam imagens com inúmeros entrelaçamentos e entrecruzamentos, de faixas, de arcos ou de filacteras. Como também se mostrou em post anterior, por exemplo nos mosaicos da Villa Romana do Rabaçal.

Inclusivamente (antes de Joaquim de Flora), os entrelaçados já estavam na arquitectura, das mais variadas formas: fossem elas arquitecturas gráficas ou tridimensionais/monumentais

England-11th_century300ppp.jpg

Como está na imagem acima, vinda do capítulo 9 - intitulado The Language of Architecture** - de Early Medieval Architecture, da autoria de Roger Stalley, publicado por Oxford University Press, 1999.

E se os entrelaçados invadiram a Europa e as suas artes como escreveu H.-I. Marrou - em Décadence romaine ou Antiquité tardive? IIIe-VIe siècle -, na verdade pode-se verificar que depois dessa invasão houve uma caminhada infindável.

É que os Entrelaçados ou Entrelacs como escreveu Marrou vieram para ficar:

"A  partir du IIIe ou du IVe siècle il se fait plus envahissant et devient parfois le motif principal d'un décor.". (Ver op. cit., último capítulo).

Na imagem seguinte, de novo os Entrelaçados. Estes na Sacristia da Capela que foi do Marquês de Abrantes (Palácio de Santos, actual Embaixada de França***)

Le Palais de Santos.jpg

Por tudo isto (e muito mais que se encontra sem «escavar» muito), a obra a seguir - que é um trabalho gráfico de M. C. Escher - esta não deve ser vista apenas e só por ela, como uma imagem bonita, gira, divertida; ou simplesmente chamada Casca (como está no catálogo), qual casca de laranja, ou de algum outro fruto, e tudo mais o que se quiser... 

Porque esta imagem, pode ter sido feita em 1955 para ser também «uma piscadela de olho», um jogo de irreverências, ou até um imenso atrevimento (?) - como fez Almada Negreiros na grande maioria dos seus trabalhos gráficos e desenhos.

Enfim, este desenho, e muitos outros mais, de Escher - basta olhá-los (nem é preciso ver muito, ou sequer parar e ver com atenção...) -, por tudo o que já havia para trás, desde há séculos ou até no mínimo há cerca 1500 anos, é de certeza uma alusão a realidades do passado.

Será um "Secret Knowledge" como escrevemos no título?

Será alusão ao Milenarismo? Será a Joaquim de Flora, ou à Maçonaria...? As várias (muitas das) imagens que compôs, seriam elas reminiscências de que tinha conhecimentos e supunha secretos...?  Eram desafios?

Desafiantes de exigência e muita habilidade gráfica/técnica, foram de certeza! Porém, é ainda muito certo que a maioria já não sabia o seu significado ancestral.

E ainda agora continua a não saber...

Perdem o melhor! Que é como quem diz: as ligações, as associações mentais e várias outras intenções com que as obras foram feitas

Deixá-los, pois por aqui se pode dizer: Quem empobrece por gosto... é porque gosta!

Catálogo-Escher.jpg

Imagem do Catálogo da Exposição de M.C. Escher, Lisboa Museu de Arte Popular (2017/2018), ver op. cit., p. 116

~~~~~~~~~~~~

*Ver o que desenvolvemos e está em https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/claro-que-sabemos-todos-que-a-112758

**Na verdade, nos melhores trabalhos feitos ao longo dos tempos (da História da Arte), percorrendo-os, comparando e compilando a sua imagética; usando ainda (de modo complementar) algumas informações dos (bons) Dicionários de Símbolos, percebe-se que, permanentemente, estamos perante obras que eram muito mais falantes do que as descrições ou as explicações que hoje são dadas das mesmas. Esquecem-se, como consta no Dicionário de Xavier Barral i Altet, da ideia de Joaquim de Flora sobre as imagens:  "Il affirme de façon explicite que les mystères du divin peuvent être compris mieux en figurae qu'en paroles." Esquecem-se - e hoje é dia de S. Gregório Magno - da ideia que este Papa tinha relativamente ao valor das imagens para catequizarem: "Painting can do for the illiterate what writing does for those who can read"  (como explicado pr E. H. Gombrich). Esquecem-se dos «preceitos» saídos de (em 787) Niceia II, e do século XVI esquecem-se do que foi dimanado do Con. de Trento.

***No livro de Hélder Carita intitulado Le Palais de Santos (1995, ed. Chandeigne)


12
Jun 18
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Leiam, já que a descrição é assim:

 

A vinha vindimada, é de uva moscatel, as vinhas estão seguras e engavinhadas em arames.

Os arames estão ferrugentos, por vezes até já remendados. A uva foi óptima, como se espera desta qualidade, até meados de Setembro. E depois vieram as mulheres (e homens) com baldes, cestos e alguidares de folha metálica, tiravam-nos do ombro, punham no chão e com alicates iam cortando os cachos. Ao lado o tractor vagaroso, puf, puf, puf, esperava que um imenso contentor fosse sendo enchido

Nalguns casos, algum galho já meio-seco, com apenas 2-3 uvas, já passas, foi comido...

Os esteios de pedra altíssimos, furados pelos arames, ficaram nus, ou seja bem visíveis.

São lindos, muito altos mesmo, invulgar, marcam um ritmo naquela Alameda. Às vezes interrompidos dão entrada para os pomares e laranjais.

Ao fundo a varanda da casa senhorial, agora vê-se melhor; também o lago, e a sua fonte, rematada por uma esfera...

Do outro lado o Tejo, escondido pelas marachas de cana ao fundo do mouchão. Só sabemos que existe pela Ponte: uma das do Eiffel.

E lá vai o Cão! Parvalhão*, não repara em nada, nem na vinha, agora já vindimada.

Só quer o seu (dele - pronome possessivo) post:  O tal com a metáfora. Boa ideia que foi fazê-la...

E assim no fim, volta-se à pergunta: Mas será preciso desenhar? Ou, conseguimos imaginar?

Claro que sei de uma série de pessoas, que, neste caso, entre o desenho e o texto, preferem-no escrito...

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*O Cão tem nome: chama-se Rethor, e muitos aqui até o conhecem (bem), pois vem de Rethorica. Mas é ao contrário dos Cães Ribatejanos, em que, conta a lenda (ou como sempre nos disseram) se chamam Tejo, Mondego, Dique (dos Vinte). Porque deviam ter nomes de água, ou de rios: "já que assim se afugenta a raiva" (vox populi!). De qualquer modo, ou parecendo os locais em que Saramago cresceu, é

Um post que deu gozo...


11
Jun 18
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar
  1. Primaluce: Nova História da Arquitectura - 2.319
  2. Uma elipse não é uma oval, mesmo que muitas destas formas pareçam iguais - 540
  3. Agregados Naturais e Artificiais*... - 432
  4. Pesquisa - Primaluce: Nova História da Arquitectura - 258
  5. Sim, sim - "É para o lado que eu durmo melhor!" (só que agora queixam-se) - 145
  6. Em Ruinarte encontram-se ruínas, em adiantado estado de degradação... um óptimo retrato, METÁFORA deste país. - 140
  7. O que nos mudou a cabeça: como ficou transparente o muito mau que se passa nas Universidades de Portugal - 76
  8. PRESENTES, Presentes, e ainda mais presentes... - 58
  9. O Aqueduto das Águas Livres de Lisboa, os maiores arcos de pedra do Mundo*... - 47
  10. As «aselhices» da Profª Mª João B. Neto (MJN), ... - 46
  11. Que Metáfora: quando a Ética é uma palavra vazia, sem sentido e utilização prática - 43
  12. "Tout passe, tout casse, tout lasse et tout se remplace…" - 39
  13. As vantagens de integrar a Lista do Património Mundial da UNESCO - 37
  14. O prometido é devido, e ainda fica a faltar um pouco mais: - 33
  15. Ainda da Carta de Nicolau Copérnico ao papa Paulo III*: ou como no melhor pano caiu a nódoa - 32
  16. Uma preocupação...* - 30
  17. Um outro 'post' há muito prometido (sobre a elipse no Claustro da Sé de Portalegre)... - 28
  18. Os Números e o seu sentido... - 28
  19. Who cares?* - 28
  20. As lições que todos esqueceram - 25

Por fim, caros leitores, pedimos desculpa pelo desinteresse do post de hoje. Mas... é a vida!


10
Jun 18
publicado por primaluce, às 00:10link do post | comentar

... lá vai ele direitinho ao seu "poste", para marcar o território.

 

E territórios, a nós não nos faltam (é o Pensamento associado ao desenho), mesmo que alguns os queiram restringir!

 

Com o mundo ao contrário, ou na mesma...


09
Jun 18
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

...mas também se pensa, como está o mundo - cheio de Trumps, Brunos, Carlões e outros aldrabões, como Marias Joões - pessoas que censuram e impedem os trabalhos dos outros, só porque os ditos, quando acabados e validados lhes retirariam o tapete*.

Screenshot-2018-6-14 Gloria Azevedo Coutinho.png

E assim pensando também se deduz que não foi mau (tanto como desejavam), o caminho, que por isso se passou a fazer, contornando.

Cascais-de-longe.jpg

Legenda1

Cascais-de-longe-transformed.jpg

Legenda2

DAPRAIAdaRAINHA-CASCAIS.jpg

Legenda3

E contornar é também preparar as próximas fases, pois a vida é feita de transformações e novas adaptações que precisam de tempo antecedente (de preparação). Ter ido à FL-UL, arranjar temas e espaço para 10 (ou 20?) anos depois é um privilégio das longas vidas que hoje se podem viver...

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Fazendo (lhes) cair as fantasias e as irrealidades a que as suas mentes se agarraram: sem oportunidade de as aferirem e corrigirem!


08
Jun 18
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

,,,, como escreveu Rudolph Arnheim, fonte do conhecimento?

Então aproveitem, passem por lá. Mas atenção que não é na Casa das Artes, é outra!

Por fim uma pergunta que se impõe:

Há paciência para gente que acorda tão tarde? Ou ainda que acha que pôr à porta uns dizeres, que isso lhes confere uma outra ou nova personalidade?


07
Jun 18
publicado por primaluce, às 13:30link do post | comentar

Ou, além de ao contrário, «de pernas para o ar», o que se quiser, mas é a verdade!

 

Quem ler este livro,

e ler também os nossos posts,

E pode ser por exemplo, já aqui -----> o último;

Ou quem ler ainda outros textos que nos deram igual gosto e foi -----> um imenso prazer tê-los escrito. 

Quem os ler e os puser a par com o livro acima não vai ter dúvidas, e vai confirmar:

 

O mundo está mesmo de pernas para o ar!!!

 

E não é da Quantidade da Informação que vem o mal, mas da sua total falta de qualidade!

 

São os EUA que usam e abusam da palavra "fake", e que depois também têm o proveito de a espalharem, tudo muito fake, pelo mundo fora...

Mais: se os nossos estudos, e os seus contributos científicos, não correspondem à continuidade, no tempo, de uma boa parte do que está neste livro? Então gostava de saber o que eles são?*

E como em cada dia, sempre mais à frente (como nos aconselharam), os nossos posts e os seus conteúdos estão a ser autênticos "provedores de inovação", e fornecedores de imensa informação?**

~~~~~~~~~~~~

*Será que alguém nos responde que são propriedade de Maria João Baptista Neto? Oh... Ou, a de um "Monserrate Revisitado"? Porque não? Dava-lhes jeito trocar as autorias e os respectivos direitos, para, com as Éticas e as Compliances absolutamente ridículas (que nos são dadas conhecer...) «ajudar a endireitar» o Mundo?

**Para o Mundo da Ciência, que sedento/ávido de verdadeira Cultura e de Inovação, pouco quer saber de «tricas» criadas por medíocres.


06
Jun 18
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

... como Francis D.K. Ching, nos fala de Diagramas, como elementos constitutivos da obras arquitectónicas:

 

Não seremos capazes de aceitar/compreender o mesmo fenómeno, e como este ocorreu (com outras formas, e a que chamamos IDEOGRAMAS) para a grande maioria, das mais antigas das «edificações sagradas»?

Como usando processos ultra-básicos - no caso seguinte apenas escavando -, se construíram templos?

E como para ser significante se usou quiçá a mais simples e a mais «simbólica» de todas as formas - no contexto do cristianismo - e de entre todos os sinais passíveis de serem aplicados? Isto é, empregues como desenho básico da obra*?

Uma obra a que nem sequer podemos chamar edificação, pois o processo de moldagem foi sempre a retirar o excesso material rochoso, para criar o espaço e o tornar habitável...

Image0002-detalhe.jpg

Acima em maior ampliação

Image0002.JPG

Aqui a foto mais completa, vinda de Edward Norman, Maisons de Dieu, Thames & Hudson, London 2005, p. 8.

Na descrição o autor diz tratar-se de uma região rochosa da Etiópia onde o Cristianismo foi implantado c. 330. Mas mais tarde esquecida, por ter sido rodeada de ocupações islâmicas**

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*O desenho que é normalmente conhecido como Planta

FrankChing.jpg

 **Provavelmente a região mítica que "os portugueses dos Descobrimentos" procuravam como sendo a do Preste João das Índias. Tema que me lembro (ainda no ensino primário, pequenina, de ter ouvido falar), como completamente misterioso e mítico, e hoje está bastante mais esclarecido.


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