Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
12
Jun 18
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Leiam, já que a descrição é assim:

 

A vinha vindimada, é de uva moscatel, as vinhas estão seguras e engavinhadas em arames.

Os arames estão ferrugentos, por vezes até já remendados. A uva foi óptima, como se espera desta qualidade, até meados de Setembro. E depois vieram as mulheres (e homens) com baldes, cestos e alguidares de folha metálica, tiravam-nos do ombro, punham no chão e com alicates iam cortando os cachos. Ao lado o tractor vagaroso, puf, puf, puf, esperava que um imenso contentor fosse sendo enchido

Nalguns casos, algum galho já meio-seco, com apenas 2-3 uvas, já passas, foi comido...

Os esteios de pedra altíssimos, furados pelos arames, ficaram nus, ou seja bem visíveis.

São lindos, muito altos mesmo, invulgar, marcam um ritmo naquela Alameda. Às vezes interrompidos dão entrada para os pomares e laranjais.

Ao fundo a varanda da casa senhorial, agora vê-se melhor; também o lago, e a sua fonte, rematada por uma esfera...

Do outro lado o Tejo, escondido pelas marachas de cana ao fundo do mouchão. Só sabemos que existe pela Ponte: uma das do Eiffel.

E lá vai o Cão! Parvalhão*, não repara em nada, nem na vinha, agora já vindimada.

Só quer o seu (dele - pronome possessivo) post:  O tal com a metáfora. Boa ideia que foi fazê-la...

E assim no fim, volta-se à pergunta: Mas será preciso desenhar? Ou, conseguimos imaginar?

Claro que sei de uma série de pessoas, que, neste caso, entre o desenho e o texto, preferem-no escrito...

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*O Cão tem nome: chama-se Rethor, e muitos aqui até o conhecem (bem), pois vem de Rethorica. Mas é ao contrário dos Cães Ribatejanos, em que, conta a lenda (ou como sempre nos disseram) se chamam Tejo, Mondego, Dique (dos Vinte). Porque deviam ter nomes de água, ou de rios: "já que assim se afugenta a raiva" (vox populi!). De qualquer modo, ou parecendo os locais em que Saramago cresceu, é

Um post que deu gozo...


11
Jun 18
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar
  1. Primaluce: Nova História da Arquitectura - 2.319
  2. Uma elipse não é uma oval, mesmo que muitas destas formas pareçam iguais - 540
  3. Agregados Naturais e Artificiais*... - 432
  4. Pesquisa - Primaluce: Nova História da Arquitectura - 258
  5. Sim, sim - "É para o lado que eu durmo melhor!" (só que agora queixam-se) - 145
  6. Em Ruinarte encontram-se ruínas, em adiantado estado de degradação... um óptimo retrato, METÁFORA deste país. - 140
  7. O que nos mudou a cabeça: como ficou transparente o muito mau que se passa nas Universidades de Portugal - 76
  8. PRESENTES, Presentes, e ainda mais presentes... - 58
  9. O Aqueduto das Águas Livres de Lisboa, os maiores arcos de pedra do Mundo*... - 47
  10. As «aselhices» da Profª Mª João B. Neto (MJN), ... - 46
  11. Que Metáfora: quando a Ética é uma palavra vazia, sem sentido e utilização prática - 43
  12. "Tout passe, tout casse, tout lasse et tout se remplace…" - 39
  13. As vantagens de integrar a Lista do Património Mundial da UNESCO - 37
  14. O prometido é devido, e ainda fica a faltar um pouco mais: - 33
  15. Ainda da Carta de Nicolau Copérnico ao papa Paulo III*: ou como no melhor pano caiu a nódoa - 32
  16. Uma preocupação...* - 30
  17. Um outro 'post' há muito prometido (sobre a elipse no Claustro da Sé de Portalegre)... - 28
  18. Os Números e o seu sentido... - 28
  19. Who cares?* - 28
  20. As lições que todos esqueceram - 25

Por fim, caros leitores, pedimos desculpa pelo desinteresse do post de hoje. Mas... é a vida!


10
Jun 18
publicado por primaluce, às 00:10link do post | comentar

... lá vai ele direitinho ao seu "poste", para marcar o território.

 

E territórios, a nós não nos faltam (é o Pensamento associado ao desenho), mesmo que alguns os queiram restringir!

 

Com o mundo ao contrário, ou na mesma...


09
Jun 18
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

...mas também se pensa, como está o mundo - cheio de Trumps, Brunos, Carlões e outros aldrabões, como Marias Joões - pessoas que censuram e impedem os trabalhos dos outros, só porque os ditos, quando acabados e validados lhes retirariam o tapete*.

Screenshot-2018-6-14 Gloria Azevedo Coutinho.png

E assim pensando também se deduz que não foi mau (tanto como desejavam), o caminho, que por isso se passou a fazer, contornando.

Cascais-de-longe.jpg

Legenda1

Cascais-de-longe-transformed.jpg

Legenda2

DAPRAIAdaRAINHA-CASCAIS.jpg

Legenda3

E contornar é também preparar as próximas fases, pois a vida é feita de transformações e novas adaptações que precisam de tempo antecedente (de preparação). Ter ido à FL-UL, arranjar temas e espaço para 10 (ou 20?) anos depois é um privilégio das longas vidas que hoje se podem viver...

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Fazendo (lhes) cair as fantasias e as irrealidades a que as suas mentes se agarraram: sem oportunidade de as aferirem e corrigirem!


08
Jun 18
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

,,,, como escreveu Rudolph Arnheim, fonte do conhecimento?

Então aproveitem, passem por lá. Mas atenção que não é na Casa das Artes, é outra!

Por fim uma pergunta que se impõe:

Há paciência para gente que acorda tão tarde? Ou ainda que acha que pôr à porta uns dizeres, que isso lhes confere uma outra ou nova personalidade?


07
Jun 18
publicado por primaluce, às 13:30link do post | comentar

Ou, além de ao contrário, «de pernas para o ar», o que se quiser, mas é a verdade!

 

Quem ler este livro,

e ler também os nossos posts,

E pode ser por exemplo, já aqui -----> o último;

Ou quem ler ainda outros textos que nos deram igual gosto e foi -----> um imenso prazer tê-los escrito. 

Quem os ler e os puser a par com o livro acima não vai ter dúvidas, e vai confirmar:

 

O mundo está mesmo de pernas para o ar!!!

 

E não é da Quantidade da Informação que vem o mal, mas da sua total falta de qualidade!

 

São os EUA que usam e abusam da palavra "fake", e que depois também têm o proveito de a espalharem, tudo muito fake, pelo mundo fora...

Mais: se os nossos estudos, e os seus contributos científicos, não correspondem à continuidade, no tempo, de uma boa parte do que está neste livro? Então gostava de saber o que eles são?*

E como em cada dia, sempre mais à frente (como nos aconselharam), os nossos posts e os seus conteúdos estão a ser autênticos "provedores de inovação", e fornecedores de imensa informação?**

~~~~~~~~~~~~

*Será que alguém nos responde que são propriedade de Maria João Baptista Neto? Oh... Ou, a de um "Monserrate Revisitado"? Porque não? Dava-lhes jeito trocar as autorias e os respectivos direitos, para, com as Éticas e as Compliances absolutamente ridículas (que nos são dadas conhecer...) «ajudar a endireitar» o Mundo?

**Para o Mundo da Ciência, que sedento/ávido de verdadeira Cultura e de Inovação, pouco quer saber de «tricas» criadas por medíocres.


06
Jun 18
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

... como Francis D.K. Ching, nos fala de Diagramas, como elementos constitutivos da obras arquitectónicas:

 

Não seremos capazes de aceitar/compreender o mesmo fenómeno, e como este ocorreu (com outras formas, e a que chamamos IDEOGRAMAS) para a grande maioria, das mais antigas das «edificações sagradas»?

Como usando processos ultra-básicos - no caso seguinte apenas escavando -, se construíram templos?

E como para ser significante se usou quiçá a mais simples e a mais «simbólica» de todas as formas - no contexto do cristianismo - e de entre todos os sinais passíveis de serem aplicados? Isto é, empregues como desenho básico da obra*?

Uma obra a que nem sequer podemos chamar edificação, pois o processo de moldagem foi sempre a retirar o excesso material rochoso, para criar o espaço e o tornar habitável...

Image0002-detalhe.jpg

Acima em maior ampliação

Image0002.JPG

Aqui a foto mais completa, vinda de Edward Norman, Maisons de Dieu, Thames & Hudson, London 2005, p. 8.

Na descrição o autor diz tratar-se de uma região rochosa da Etiópia onde o Cristianismo foi implantado c. 330. Mas mais tarde esquecida, por ter sido rodeada de ocupações islâmicas**

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*O desenho que é normalmente conhecido como Planta

FrankChing.jpg

 **Provavelmente a região mítica que "os portugueses dos Descobrimentos" procuravam como sendo a do Preste João das Índias. Tema que me lembro (ainda no ensino primário, pequenina, de ter ouvido falar), como completamente misterioso e mítico, e hoje está bastante mais esclarecido.


12
Mai 18
publicado por primaluce, às 10:30link do post | comentar

... sugiro que oiça:

Mais, sendo essencial (nalgumas profissões) conhecer o país e a sua população, pergunto-me porque é que as escolas não fazem parcerias com a PORDATA?

Porque não há Ciclos de Conferências, onde se levem aos alunos de cursos de arquitectura e de design, informações que são de grande importância para as respectivas práticas profissionais?

Fica a sugestão e as perguntas, dirigidas ao nosso principal L(R)eitor/decisor:

Pois já que «açambarcou» poderes a que numa situação normal e honesta não teria direito, ao menos que faça bastante mais pela vida dos outros, e que os promova. mesmo! Na sua casa das artes, para não serem só licenciados (de ou) da fachada...


02
Mai 18
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

O inconsciente colectivo, dentro de todos (e de cada um) que em português se quer calar, mas que em inglês fala (com mais liberdade e até tem nome): são os designados "faith-based styles"

 

Pela nossa parte ainda não desistimos de provar como vale a pena conhecer o funcionamento da Arte, e como se geraram muitas das imagens que hoje estão nas cidades, consideradas apenas como meros elementos decorativos, sem qualquer significado...

Se no texto seguinte o entrevistado - Tiago Cavaco - se refere a "carcaças" que foram antigas igrejas: edifícios inteiros a que agora se dão outros usos, e podemos lembrar o Museu do Banco de Portugal, instalado numa igreja antiga (ao lado do edifício dos Paços do Concelho em Lisboa), é também importante lembrar que as cidades europeias, todas, estão, ainda, e felizmente, repletas de "motivos" ditos decorativos (vindos dos "faith-based styles"). 

Ao andarmos pelas cidades muitas vezes deparamo-nos com aquilo a que alguns chamam "as carcaças de cristandade", igrejas abandonadas ou feitas outras coisas. Em alguns lugares na Europa são bancos, são lugares turísticos.” (...)

E esta geração, se por um lado se pode tornar indiferente, por outro há nela quem reaja e tente perceber o que é isto e que carcaças são estas, o que é que elas significam..."*1

Referimo-nos a inúmeras «peças» que são bem menores do que os edifícios e as referidas igrejas, e que eram motivos (como lhes chamou Robert Smith) de ordem mnemónica, ou da memória. Isto é, eram formas e desenhos que dentro das igrejas eram para contemplar*2, mas que não se restringiram a esses espaços. 

Motivos que vemos - pois são os mesmos - que também «saltaram» para as JANELAS; que eram muitas vezes sinónimas da Luz (e) de Deus (como acontece com os vãos que foram modelo para os do Palácio de Monserrate). Ou para as grades das VARANDAS, e ainda, por exemplo, no interior das mais belas salas, esses motivos passaram igualmente para os TECTOS.

Como aliás se podem ver, no Palácio de Belém (na foto seguinte, vinda do Museu da Presidência).

Tectos que alguns - sendo em madeira - são chamados de MASSEIRA, ou TAMPA DE CAIXÃO*3.

No caso (seguinte) são em estuque, e o que parecem ser as bordaduras de um jardim, esse foi o modo (ou como um «truque») de introduzir no tecto uma forma considerada falante - simbólica -, ou seja sinal de Deus, no cristianismo.

E portanto também - nas imensas polissemias da arte cristã - imagem que foi indicadora da condição (nobre) do dono da casa. Tecto com Bâtons Rompus (PR)

* - Post dedicado àquele Reitor Pro(fessional...... da destruição da diversidade e da riqueza científica, interdisciplinar). Sem ironia, claro, falamos de um «homem cultíssimo» que achou que com um estalar de dedos matava as religiões e as suas obras, que, inconscientemente, estão dentro de todos! Note-se ainda que o advérbio de modo - inconscientemente - significa, tal e qual o que se passa e ele mesmo pratica: Sem Ciência nenhuma! Aliás, para que serve a Ciência, se na sua cabeça as Religiões estão "fora de moda"? Se são Carcaças que nos atemorizam e perseguem, em bibliografia 'best seller', que vende bem graças à avidez dos leitores,  "e a uma sede de compreensão que normalmente já ninguém tem!" Como pensa (se é que pensa?) o dito Pro Reitor de uma grande casa das artes...

*1 - Excerto. Ler a entrevista em: http://rr.sapo.pt/noticia/111964/tiago-cavaco-a-palavra-de-deus-nao-esta-escrita-para-nos-acomodar

*2 - A contemplatio de que escreveu Mary Carruthers autora deThe Craft of Thought: Meditation, Rhetoric and the Making of Images, 400-1200.  Pelo que se aconselha (link anterior) a leitura da 1ª página de um artigo dedicado a esta sua obra. Aqui fica essa página com sublinhados nossos:

492911.fp.png_v03-marycarruthers-b.jpg

Ou ainda, na análise de Barbara Obrist, em JSTOR

*3 - No que se considera ter sido uma enorme «derivação», com sucessivas percas de sentido...

Vistos do exterior, os volumes que lhes correspondem são chamados "Telhados de Tesouro", mas na verdade correspondem também ao altear dos tectos dos espaços por razões/motivos que eram sinalizadores da nobreza dos respectivos proprietários. Só que tudo isto, muito, e muito longínquo no tempo, ainda deriva da Arca de Noé, e como é descrita no Livro do Génesis.

Enfim, são conhecimentos incrivelmente inovadores e tão inesperados a que chegámos, mas que várias Universidades de Lisboa do mais alto gabarito continuam a silenciar e a anular... Pois para estes só o país de picuinhas que inventou o "Design" é que também se deu ao luxo de inventar uns "faith-based styles".


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