Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
07
Ago 18
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Ouvido há cerca de uma hora na RTP1:

 

 "O País percebeu que passou a ser normal a anomalia climática".

Marcelo Rebelo de Sousa

(dito em férias, pelas praias fluviais do interior)

foz-d´égua-penacova.jpg

(Foz-d´égua-Penacova foto Jornal Económico)

Claro que o optimismo do Senhor Presidente da Republica, nas suas peregrinações pelo país, a querer insuflar novas ideias (como Professor que é), novos comportamentos, e a querer chamar a atenção para locais que são pouco vistos, pouco filmados e pouco fotografados; claro que estas suas démarches estão repletas de optimismo e bondade. Só que, pergunta-se:

O dito país tem verdadeira compreensão (e consideração) por isto que acabámos de ouvir na televisão?

Num país onde há os mais conservadores (e idosos) impreparados para aceitarem mudanças. Mas em que também há uma infinitude de interesses instalados, de hábitos arreigados, de planos que se fizeram para haver lucros e benefícios, e em que o «desmontar da casa antiga»*, ou a criação de uma nova (mudança de) direcção de desenvolvimento, não pode ser facilmente realizável**?

Será que com as parafernálias tecnológicas que hoje acompanham e vivem com os mais abonados que somos, temos (nós teremos***) capacidade de ver o real, e a realidade, para além delas?

De perceber que as palavras do Senhor Presidente da República nada têm de ligeiro, estando Marcelo Rebelo de Sousa muito longe de ser um teórico destas matérias, ou até de estar a ser pioneiro...

Enfim, teremos capacidade de reconhecer uma postura de Prof., e do quem te avisa..., teu amigo é

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*A Casa comum que é o planeta Terra, preparado que está (leia-se infra-estruturado) para funcionar como o conhecemos. Mas em que a Pegada de muitos de nós exigiria mais uma ou duas Terras, para podermos continuar a viver como temos feito até aqui.

**Veja-se o Brexit... 

***Vale a pena, ou haverá sequer o tempo para poder usar verbo no futuro? Será que não se impõe um muito drástico (nada soft), de mudanças que não podem esperar?

Durante  mais de 35 anos, para as áreas de Projecto e para o Design, ensinámos diversas matérias considerando contextos de Ecologia e de Sustentabilidade... Cadê tudo isso? Que ouvidos nos deram, numa escola de design que se diz «a melhor do país»?

Mas fiquem sabendo que isto é só um perguntar nosso. Pois por aqui não há tristezas ou mágoas! Já que, felizmente, nos obrigaram a ir abrir novas portas, ou «a ir pioneirar» para outras áreas científicas.

Quiçá a ir perceber, como do mundo real, e do contingente terreno/terrestre, os homens pretenderam elevar-se. Numa procura (e descobertas) sempre inquieta, das Regras do Universo, do superior e do transcendente. Só que, a esses pobres coitados nossos contemporâneos, que nem no real eles acreditam (não têm saber ou cursaram para isso, e sempre lhes vimos muita pressa a quererem afastar-nos...), daqui apetece agora perguntar:

O que lhes sobra desses anos todos é um tapete de ráfia plástica: verde, já repisada, cada vez mais suja e repugnante?


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