Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Abr 19
publicado por primaluce, às 14:00link do post | comentar

As fotos escolhidas, com mais de 5 anos, fazem parte do nosso arquivo, do que seria um doutoramento em Ciências da Arte na FBAUL. Tendo como objectivo evidenciar, e provar, as relações entre imagens e ideias teológicas.
Ou o que Robert Adam - arquitecto inglês, contemporâneo, "An important figure in the New Classicism...", como escreveu James S. Curl* - designou “The faith-based architectural styles”. Assunto de que já escrevemos  aqui, como se pode confirmar.

Pela pressão imobiliária dos últimos anos, alguns dos edifícios acima podem entretanto ter sido restaurados, ou não? Bem ou mal restaurados? As madeiras substituídas por alumínios, com a expressão inicial alterada? Sabe-se lá...  Porque, diga-se em português, ou em inglês - a "Street Art & Urban Creativity" - que é moda e se faz agora com latinhas de spray, noutros tempos, também se fazia, e com cor, mas aplicada à madeira, ao ferro, nos estuques e argamassas; ou vinda da pedra e materiais naturais.
Assim, algumas zonas das cidades, como acontece no Porto, constituem verdadeiros Museus Sem Tecto. É  Arte verdadeira, ao ar livre. Tendo a capacidade de fascinar os estrangeiros e os turistas (que agora nos descobriram); mas que os nacionais, a maioria, durante décadas, todos, arrogantemente, têm desprezado. 

Como é sabido, desde o Império Romano, o EDI, de Edilidade, tem a ver com o verbo EDIFICAR; tem a ver com o edificado das cidades. Etimologicamente é isso que está também na origem da palavra Édito (decidido pelos governantes): pois era nas urbes que se faziam os avisos** à «cidade e ao mundo»: Urbi et Orbi.
Este preâmbulo é de alguém que estudou e conhece várias das questões inerentes aos edificados; particularmente os citadinos (e sem que a dita "Street Art & Urban Creativity" nos deixe boquiabertos, ou siderados com tanta criatividade, pois nada tem de novo!)
É também o de quem sabe que os geógrafos, os urbanistas, os sociólogos; ou ainda os paisagistas, os arquitectos, os historiadores da arquitectura, os poderes locais – chamem-lhes Edis ou Autarcas – têm que se sobrepor, com os estudos nas áreas em que são especialistas, às decisões do Poder Central que inventou os Vistos Gold.  O que, como é notório, foi feito em total descoordenação com o país que se pretende organizar (e não apenas «recapitalizar»).
País que é vítima das negociatas dos bancos, e da corrupção; em que certas Clientelas do Poder, mais o próprio Poder, todos eles são Mestres.
Só que não há direito, não pode haver, que sejam os mais frágeis a pagar toda esta descoordenação***: i. e., a incapacidade de todos juntos (ninguém quer ditadores) organizarem e administrarem o país.  

Não há direito que sejam os mais frágeis a terem que pagar por todas as adaptações que não foram feitas no devido tempo (desde há décadas que são necessárias), e que na actualidade surgem como a máxima urgência dos tempos em que vivemos. 

Para as cidades e para o país, os autarcas, os poderes regionais e centrais, têm que ser os principais Reguladores. Urgentemente, porque são estes, e não os agentes ou os funcionários das imobiliárias, os protectores dos cidadãos desprotegidos.  

Têm que ter mecanismos de regulação, concretamente para as Cidades, das actividades financeiras, altamente lucrativas, que o Pós-Crise veio criar.

A cidade tem de tudo um pouco: espaços livres, edificados, jardins, comércio, trabalho - do sector terciário, se a indústria quase desapareceu; escolas e ensino, algum artesanato, recintos desportivos; espaços de hotelaria, restauração, transportes e os seus canais. Etc., mas também tem habitação. Só que esta, sempre se soube, tem particularidades:

Já que a Habitação é, tem que ser, pilar fundamental das políticas sociais

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 

 * Não confundir com Robert Adam que viveu no século XVIII, entre 1728-92. 

**De valor legal, eram como leis.

***O que lembra, ou faz parte do "Vão-se embora, emigrem!" de Passos Coelho.


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