...concretamente ao IADE?
Assim, amanhã retoma-se William Morris, e o que escreveu sobre a imagética das Artes Decorativas.
Também sobre os tiques de quem desenha «sem pensar», deixando que a mão seja levada pelo hábito, ou pelas «formas que mais vê»...
Sobre o Pensamento visual, como está no titulo, há que acrescentar:
Alguns, mas são poucos, sabem que o Pensamento é a mente em acção. E que essa acção (para actuar/existir) tem que se apoiar nalguma coisa. Coisa ou coisas, no plural que são referentes. Sejam eles palavras ou imagens o Pensamento refere-se sempre a alguma coisa. Material ou virtual não há pensamento no vazio, porque «se estiver em vazio» a mente não está a actuar... É por tudo isto que uma Escola de Design - o IADE - não se interessar por um tema como o nosso, silenciando-o, ou deixando-o cair, é como estar a contradizer-se: é estar a eliminar-se de um grupo, ou do conjunto de pessoas e entidades, a que pertencem aqueles que compreenderam a essência das ideias de William Morris (legíveis na bibliografia que temos vindo a destacar).
E, nos tempos que correm - esta atitude vinda de uma escola de design - e tomada ao mais alto nível - é como ir dando mais empurrões (extraordinariamente eficazes) a querer colocar o país na «chinesização» que o capitalismo selvagem parece querer estender a todo o mundo...
(clic para ampliar aqui, e na imagem para legenda)
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*Ou Visual Thinking como escreveu Rudolph Arnheim, embora nos perguntemos se nalgumas escolas de design, haja quem o tenha lido, ou se, no mínimo, ouviu falar (?) em:
http://en.wikipedia.org/wiki/Rudolf_Arnheim
