Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Mar 18
publicado por primaluce, às 20:00link do post | comentar

..., mas em português se se disser Regalista, ou Realengo então é que ninguém percebe mesmo nada!

 

Assim vamos pelo estrangeirismo que já um dia ouvimos ao Embaixador Martins da Cruz. Talvez se estivesse a referir à Justiça? Mas aqui estamo-nos a referir a imagens que, à época seriam plenamente entendidas, como sinais ou detalhes arquitectónicos (quase heráldicos), mas especificamente convenientes para a casa do rei. Como Vitrúvio explica...

Trata-se do Palácio da Ajuda, onde, uns a seguir aos outros*, encontramos sinais, de génese antiquíssima, ligados a marcas, que eram/foram, indubitavelmente, como as «prerrogativas» reais**.

DSCN3133.jpg

Palácio_Ajuda.jpg

DSCN3134-f.jpg

É o que se passa com o vão acima

Porta de elaboração, ou design, complexo: a «descender» das rosáceas medievais. Como sucedeu com grande frequência no georgian, o estilo inglês que em Portugal teve alguns seguidores; ou melhor dizendo, alguma sequência até à Questão do Mapa Cor de Rosa (Porto, Vale do Douro, Lisboa, Baixa Pombalina...)

Como é notório, inclusivamente nobres e também a casa real - aqui no Palácio da Ajuda - adoptaram algum desse vocabulário formal que os ingleses queriam como especificamente seu.

Mas voltemos à palavra Régalien:

No Larrousse "Régalien" - (...) Se dit d'un droit attaché à la royauté, ou qui manifeste une survivance des anciennes prérrogatives royales...

Do Palácio da Ajuda, nos interiores, de quase tudo dizemos ser Régalien: pela maneira como essas imagens e os detalhes construtivos, de dimensão por vezes mínima, eles insistem e fazem sobreviver sinais das prerrogativas reais 

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*E como em cada cavadela sua minhoca, nesta «analogia»: cada detalhe é um outro emblema!

**Embora também não se possa duvidar que alguns nobres - o que talvez dependesse do grau de nobreza? - também usaram algumas das marcas em que estamos a pensar. E sim, está cá dentro, na nossa mente, e até poderemos continuar a explicar isto (como vamos fazendo), mas nunca encontrei nenhum livro com estas informações.

Aliás, se se falasse não de quantidade de informação, mas da sua qualidade, a dita carga informativa, de uma qualidade que é admirável existente no Palácio da Ajuda, é simplesmente muita, e principalmente - possivelmente (mais) para quem como nós a compreende - de uma imensa beleza!


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