Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Dez 18
publicado por primaluce, às 19:30link do post | comentar

..., Já foi há tanto tempo!”, dirão alguns, face à nossa Carta Aberta dirigida ao responsável do IHA da FLUL

 

Só que, e apesar deste seu timing ser mesmo, mesmo muito conveniente, e ter batido aqui à porta na hora certa (*), temos que responder:

Não, não. Not Yet!

É que por aqui não somos, nem estamos desmemoriados. Pelo menos até ver...

Mais, recebemos infos e vários contributos vindos de Vítor Serrão  que foram bem relevantes, sabendo fazer a diferença, e valorizá-los, quando é o caso.

Ficam então para o fim deste post, agora e para arrefecer «a fervura», várias das razões que nos fazem destacar a nossa visão, e porque não concordamos com a posição de Vítor Serrão. No que desvalorizou os resultados das nossas pesquisas, conduzidas pela sua colega na FLUL e no IHA (da mesma Fac. de Letras da UL) a Professora Doutora Maria João Baptista Neto (**).

Claro que as acções, boas e más ficam com quem as pratica, e por isso neste caso vamos dar um dos bons exemplos  dos seus trabalhos e investigações.

Devo-lhe a ele, Vítor Serrão, o ter conhecido a foto abaixo: uma composição/invenção que apesar do tamanho, da fotografia com brilhos e luzes reflectidas que desvalorizam a imagem, considero ser uma peça de Arte, e absolutamente fabulosa.  

Porque a Arte não é só intelectualidade (excessiva) por vezes a raiar o incompreensível. Podendo ser, como neste caso: humor, ternura, ou aqui a colocação do rei na figura do santo que seria o seu patrono...

s.d.joão v-b.jpg

s.d.joão v.jpg

Para mim acho lindo. Quanto ao Vítor S ?

RE: A ver vamos, como diz o cego

E aqui a fotografia a ver onde está, que é na p. 231, de História da Arte em Portugal, O Barroco. Por Vítor Serrão, Editorial Presença, Lisboa 2003

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 (*) Mas que mão andará por aqui? O que sempre esperei, pois nada fiz de incorrecto? Mas já ele – Vítor Serrão – podia ter feito de outra maneira: muito mais correcta, inclusivamente inspirado (pelo seu D. João V), e portanto com elevação. Mas preferiu ficar calado perante as nossas descobertas... Chegou até a haver, lembro-me bem, duns «zunzuns muito estranhos», por causa do que eu estava a escrever sobre o Aqueduto.

Enfim, foi uma preferência (dele) que não «deu nas vistas», parecendo até que seria só exagero meu. Mas, por outro lado, no chamado Ens. Superior Privado, onde tudo é demasiado fluído, e a qualidade demasiado incerta, aí estão todos os dias – como ontem, e exactamente hoje... -, as provas que vão no sentido daquilo que estou a referir.

Porque no dito Ensino Superior Privado, não é como no Estado. Menos ainda que alguém se sinta herdeiro do prestígio das universidades medievais, ou do tempo em que o Saber e o Conhecimento andaram, razoavelmente a par, das noções de valores pátrios...  

Onde, nas ditas escolas de ensino privado, o marketing faz crescer o que muitas vezes, na cabeça dos que funcionamos pela lógica, e com lógica, nem chega a existir...

Pois esses empolam, empolam, e empolam ainda mais, o que muitas vezes é nada...Só publicidade, e enganosa qb.

Mais, fazem omeletes sem ovos e sem nada, e há muito quem as pague e as coma.

Enquanto no Estado, no Ensino Superior Público, onde alguns tiveram a ingenuidade de ir estudar para progredir na Carreira Docente, por aí há quem se dê ao luxo, num tempo em que a inovação é necessária como pão para a boca (para os países e para as suas Economias). Pois no nosso Estado  há quem se dê ao luxo de esconder descobertas relevantes. Sim, o luxo de esconder temas que a maioria dos autores - e isto que estou a escrever está nos livros -, essa maioria questionou-os.

No entanto em Portugal, no Ensino Superior Público, indícios fortes e muito pertinentes de algo que é novo, inesperado, ou até o que se começa já a revelar como novidade e um imenso paradoxo científico, isso esconde-se...!

Sim, insistimos, pois marcha, e depressinha, para debaixo do tapete...

Tudo isto a fazer-nos lembrar Irisalva Moita, e o que se empenhou para que não se perdesse o muito que estava a aparecer do antigo Rocio, no local que foi do Hospital de Todos-os-Santos; espaços que o Metropolitano de Lisboa iria rapidamente ocupar e destruir (sem dar tempo para se investigar, de maneira normal ) ...

Não sabe Vítor Serrão do valor, mas também da fragilidade das IDEIAS e da INVESTIGAÇÃO? Que se acarinha e ajuda a crescer, em vez de se esconder?

(**) Quem, a certa altura, quiçá contrariada com o volte-face que houve nos nossos estudos, e pela posição tomada por quem era o mais responsável, então achou que poderia ela passar também a «variar»...? “Why not”? Até porque vários dos assuntos eram em inglês? Eram até "from London"...?

“Why not?" E assim, anos depois, bastaria fazer parecer, apenas «fleuma» e mais nada, o que - não totalmente, mas numa grande dose de oportunismo, é também plágio?

O que tendo vindo buscar aos nossos estudos sobre Monserrate, muitas das informações que fomos nós que as produzimos, porque as leva sem parcimónia? Ou, em alternativa, porque não diz que conheceu - E POR DENTRO - os nossos estudos? Quando a cabeça ainda estava a trabalhar e a pensar? Quando, concretamente, os estava a orientar...?


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