Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jul 20
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Neste caso tratam-se de desenhos de Francisco de Holanda, de uma obra que o fascinou, e que ainda hoje nos fascina a todos.

 

Mantendo-se ainda agora incontornável como um dos marcos da história da arquitectura romana, é repetidamente fotografada e incluída, não apenas em compêndios de História, mas nos melhores álbuns. Que têm contribuído para a divulgação artística, e sobretudo - pela qualidade visual das fotografias -, para um maior reconhecimento pelo público, do valor das obras.  

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Imagens vindas de:
1. Francisco D' Ollanda, por Jorge Segurado, Edições Excelsior, Nov. de 1970. Ver p. 32 e seguintes. Ler concretamente na p. 35, o que o arquitecto J. Segurado esclarece, sobre o que consta nas legendas de Francisco de Holanda, erroneamente, julgando tratar-se de um templo (pagão) dedicado ao deus Baco. Por isso, como legenda a um desenho (planta) de Palladio, escreveu:

"O grande arquitecto Palladio também se equivocou quanto à origem deste monumento. Trata-se na verdade da Igreja de Santa Constança erguida pelo imperador Constantino (...)"

e ainda de:


2. A Alta Idade Média, Da Antiguidade Tardia ao Ano Mil, por Xavier Barral i Altet. Taschen 1998. Ver p. 37 onde se lê:

"Possível testemunho da arte dos grandes comanditários, Mausoléu de Santa Costanza, Roma (...) decoração em mosaico, cujos motivos de cepas de vinha entrelaçadas, de pássaros no meio das ramagens, flores, frutos e objectos diversos se destacam sobre um fundo branco."

Para nós, um dos grandes interesses desta obra (e da iconografia acima descrita) radica nos círculos entrelaçados da barra inferior da abóbada. Concretamente, como se fez «decoração» a partir de um esquema de ideias que então já preocupava todos. O que veio mais tarde a ser designado Filioque e que Carlos Magno obrigou a que se inserisse no Credo.

 

Como M. Justino Maciel explica para a Arte do fim da Antiguidade Tardia assiste-se então a um emprego, crescente, de formas abstractas e anicónicas.


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