Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
08
Mai 19
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Durante anos e anos consecutivos, nas nossas aulas no 3º ano do IADE...

 

...numa disciplina que se chamava Higiene e Conforto, mas que também foi designada Conforto para os Ambientes Interiores, nesses tempos era essencial lembrar que os Designers tinham que ser pioneiros, criativos e criadores de novos processos, que permitissem um melhor ambiente, em todos os aspectos.

E, quantas vezes, não aplicável apenas aos espaços interiores, mas as todos: O apelo e as chamadas de atenção feitos aos alunos iam no sentido de lhes lembrar a sua responsabilidade nos produtos e serviços que viessem a criar, de modo a não poluírem.

A palavra poluição - que na origem significa sujidade (do latim polluo, -ere) - era então usadíssima, em vez da noção de sustentabilidade, ou da noção (e da preocupação) das alterações climáticas, que ainda não estavam, de todo, na ordem do dia, como hoje estão...

Mas o tempo passou, e no mundo todo, o respeito pelo ambiente e pelo equilíbrio natural não melhoraram; assim, claro que o planeta Terra foi ficando cada vez mais contaminado e conspurcado, havendo necessidade de passar a ver a questão de modo muito mais amplo e sistemático:

Ou seja, o ambiente natural - crescentemente tornado insustentável -, e as suas condições de equilíbrio (para poder haver renovação) ficaram alteradas. Por outro lado, e concomitantemente, fruto do aquecimento global, o Clima cada vez mais degradado, aqui e ali fez surgir fenómenos extremos.

Vêmo-los nas televisões, senão em directo em diferido, sendo sucessivas as filmagens com as consequências desses eventos climáticos extremos. Como são exemplo os furacões com ventos a velocidades destruidoras - da maioria das estruturas construídas; ou chuvas intensíssimas que vão alargando os rios e transformando-os em lagoas e mares nas zonas baixas, onde antes viviam camponeses.

E ainda ao contrário, enormes secas ocorrem em territórios onde durante anos seguidos não chove. Ou, nos pólos, há o degelo de glaciares enormes, capazes de causarem subidas do nível do mar. Tal como nos campos, por regra são as populações mais pobres as que também sofrem mais com as consequências tornadas rigorosas e difíceis (sobretudo mais instáveis, imprevisíveis e de danos inevitáveis) criadas pelos novos parâmetros climáticos. 

Enfim, com uns mais do que outros a imputarem aos humanos e às suas actividades massivas (e globais), a responsabilidade pela degradação dos ambientes naturais e das condições de vida, torna-se também possível, a alguns, pensar que essas alterações ainda estão a tempo de serem revertidas. De haver, inclusivamente, algumas hipóteses de melhor adequação das condições de vida, e dos cenários em que a mesma decorre - caso das habitações, escolas e outros espaços - aos novos dados climáticos.

Percebe-se portanto que alguns profissionais possam vir a mudar os seus interesses, e as suas actividades laborais, passando a considerar como áreas de estudos científicos e tecnológicos, as questões da adaptação, e protecção, das edificações aos novos parâmetros e condições climáticas

Por fim ficam alguns links*, e a opinião de quem acha que isso - a adaptação a outras condições até aqui inexistentes - já devia estar a acontecer.

É que se estamos num mundo em mudança, e a mesma é já palpável, com certezas adquiridas, pois mudemos também!

        ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*1 - Do RIBA; 2 - Do AJ ou  Architects' Journal; 3- Da BBC


mais sobre mim
Maio 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
29
30
31


arquivos
pesquisar neste blog
 
tags

todas as tags

blogs SAPO