Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jul 18
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Só (como se fosse pouco!) sobre o atraso da História da Arte em Portugal

 

Muitas vezes tentei procurar, e esclarecer-me, sobre as datas em que viveram ou em que publicaram os seus livros/estudos/trabalhos de investigação, muitos dos autores que admiro e em cujos trabalhos reconheço haver contributos significativos para o avanço dos conhecimentos na área cientifica que é as das imagens.

Podia talvez chamar-lhe Cultura Visual?, mas é tanta, são tantas e tão díspares as confusões existentes neste meio - que vai do Design à História da Arte (mas que obviamente toca tantas outras ciências e saberes*) - que vamos preferindo dizer o que ficou acima, sublinhando por isso a designação: área cientifica das imagens.

E o atraso da História da Arte em Portugal, aqui para nós, ele ronda os 60 anos, e até mais.

Pois temos como referência o meio do século XX, exactamente a data em que nascemos, e em que os melhores autores revelaram os progressos que vinham a fazer.

Daí para a frente, e quando deveria ter sido sempre em crescendo, aconteceu o oposto: alguém, ou muitos ao mesmo tempo? (eles) não viram nada melhor do que repartir, partes e mais partes, uns pelos outros: «disjuntando» assim conhecimentos que sempre tinham estado unidos.

Por exemplo, sem que se preocupassem se era o tempo do texto ou o das imagens...?

Resultado, tudo «bem divididinho» levou ao que hoje se passa: ninguém se entende, ninguém sabe pensar. Porque, ou usam exactamente a palavra e a expressão certa (exclusivamente a que aprenderam, e não sabem sinónimos), ou, meus amigos... : "sff., não se importa de repetir, não ouvi bem, não compreendi!?" 

Mas, em geral não é um problema de audição, e é antes, tout court: "falta de equipamento mental!".

Ou, como diz o outro: "Ah! falta-me o link, mas só esse link..."

Assim, para quem perdeu o dito link «e se desagregou», cá está ele: aqui mesmo!

Quanto à prova das evoluções culturais, a passagem de umas para outras palavras - como referentes do pensamento e das Ideas que ocorrem/ocorreram no dito, ao longo dos tempos (seja individual ou colectivamente) - , aqui fica a contratacapa de um livro díficil de ler, com sublinhados (levezinhos) nossos, sobre como a Arte - geralmente repositório de Ideas - foi passando a ser outra coisa, e mais outra, e outra, e outra**;

i. e., foi evoluindo.

Idée-Panofsky-C.jpg

*Ou seja, «metodologicamente» tão amplo - pela grande diversidade de áreas cientificas que pode implicar - mas depois restrito, curtinho. Ou até, vergonhosamente «mosquitnho-minusculinho», de um pais que não apenas se reduz, geograficamente, à mera e estreita orla litoral, mas apenas e quase só às antecâmaras dos poderes dos gabinetes ministeriais, e pouco mais. A lembrar o resumo de Eça, e como se o mais importante fosse só residual:

... o resto é paisagem...

**Como é por exemplo, nada despiciente, a questão da distinção entre o Bom e o Belo.


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