Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jan 22
publicado por primaluce, às 21:00link do post | comentar

Quando comecei a estudar Monserrate na FLUL, todos sabiam (MUITO) o que era (É AINDA AGORA, oficialmente...) o Revivalismo  do Gótico

 

Mas com o tempo*, nós fomos descobrindo, e nalguns casos mostrando, que antes desse dito Revivalismo, tinham existido várias sobrevivências, já essas razoavelmente marcantes:

Várias, em número mais ou menos limitado, a ponto de ser possível tipificá-las, elencá-las (e delimitá-las) para estudos de caso, integrantes de um doutoramento (que depois passámos a querer fazer...).

Só que - oh ingenuidade a nossa! - quando o assunto se tornou numa avalanche em que, todos os dias ainda agora nos caiem em cima, óptimas informações, vindas dos mais variados quadrantes e disciplinas. Informações que comprovam que a Sobrevivência do Gótico foi uma realidade.

Então, assim o assunto interessantíssimo (que ainda o é) tornou-se dificílimo. Porque de todos os lados surgem provas da existência de um conceito teológico, muito especifico, que foi associado a um (ou vários) Símbolo da Fé, que recebeu o nome de Gótico.

O qual por sua vez, quando se fala abreviadamente (e depressa), também foi logo associado a várias formas visuais, geralmente coerentes, que se vêem - mais particularmente, mas não exclusivamente - no chamado Estilo Gótico.   

Monserrate-GothicSurvival.jpg

A imagem acima é uma síntese que vem de um dos PPT feitos para as Apresentações na FBAUL em 2011 (podem ampliar abrindo noutro separador). Com ele pretendíamos chamar a atenção para a existência do Gothic Survival.

Transpondo para os nossos (muito prosaicos) passeios cascalenses - em especial os montestorilenses, e para as construções que em Cascais se chamam Arquitectura de Veraneio , verifica-se que há, na verdade, razões para os que se queriam mais próximos da monarquia, serem adeptos do Gótico.

Fosse ele, qual fosse - Gothic Survival ou Gothic Revival. Isto é, ora o dos "fortins seiscentistas e inúteis", de que escreveu J.-A. França. Ora o dos palazzos e dos castelos de cariz veneziano, colocados exactamente sobre essa base, suposta inútil. Mas que na verdade serviu/serviram para proteger a costa lisboeta dos ataques espanhóis depois de 1640.

vãos-aluminio4.jpg

vãos-aluminio8.jpg

veduta-255.jpg

No Monte Estoril, ao fundo da Rua Conde Moser, uma janela fantástica e inesperada que se abre tangencialmente à costa 

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* Não porque o tempo estivesse a passar, mas porque com ele fomos tendo condições, para tornar notórias várias situações e circunstâncias que mostravam que podia haver muito maior profundidade, nos conhecimentos gerais (e superficiais), com que em geral se tinham deduzido/moldado vários dos conceitos historiográficos que ainda agora são correntes.  E que constituem as lógicas - bastante erradas - da maneira de pensar da maioria


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