É que esses «eu diria, eu diria, eu diria» muito originais, são aliás confirmações de quase tudo o que a arquitecta Azevedo Coutinho deixou escrito em Monserrate uma nova história*.
Mais, eu só posso confirmar, porque essa é, para este tema, a minha principal fonte. Mais ainda, eu diria, eu diria, eu diria… que ainda bem que a referida arquitecta ensinou materiais toda a sua vida no IADE, e se arriscou a dizer - o que apenas Maria João Neto confirma (ou acredita, e ainda bem, já que o confirma doutoralmente**) - que as pedras são da região: os abancados - Encarnado e Amarelo de Negrais...
...Uma pele, ... a agarrar à casa que já existia... eu diria, eu diria, eu diria:
: Do octógono, eu diria, eu diria, eu diria..., mas... ainda não memorizei (não tenho tempo, é de mais!) tudo o que «a minha fonte» - a arquitecta Azevedo Coutinho - tem escrito:
"Como é o caso do Hall central de Monserrate – o «Octógono»
– como lhe chamou Francis Cook. E quase apetece dizer, «chamou pomposamente». Pois se esta forma antiga e simbólica se tinha tornado moda (embora enquanto forma significante se tivesse usado continuamente), também ele tinha que a ter***; daí o seu orgulho em referir o octógono. Conhecesse ele, sim ou não, o seu significado antigo..."
Eu diria, eu diria, eu diria, ...eu diria muito mais:
"Sobre os arcos quebrados do gótico, note-se que na galeria central de Monserrate são mais abertos, do que o arco inscrito no triangulo equilátero; e sendo mais baixos do que esse, aproximam-se da expressão do arco Tudor, e do estilo que veio a ser conhecido como Gótico Perpendicular. Por outro lado, ao pronunciarem um certo fecho na base do arco, como é característico do arco ultrapassado ou arco em ferradura, dessa forma os Knowles introduziram exotismo, e a expressão arabizante, que estava na moda desde o século XVIII."
Eu diria, se pudesse absorver mais (que nem uma esponja), dos temas de que a arquitecta-autora já escreveu, e até actualizou, sem eu saber. E então oiçam por fim os muitos eu diria, eu diria de Maria João Baptista Neto:
http://www.rtp.pt/play/p1867/e197709/visita-guiada
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*Editado pela Livros Horizonte, em Lisboa Fev. 2008
**Claro que preferíamos ver confirmada esta matéria por Luís Aires-Barros, cuja Ciência vale muitíssimo mais, do que a do perroquet...
***À maneira do coleccionismo inglês tipicamente victorian, como se pode ver no museu Victoria & Albert, que parece, muitas vezes, ser uma reunião de cada peça, ou de cada obra, existente algures no mundo: http://amigosdemonserrate.com/sites/amigosdemonserrate.com/files/conferencia_vitoriana.pdf
Por fim, um Esclarecimento, pois não queremos ser tão doutorais ou absolutamente «certinhos» como Maria João Baptista Neto. No livro escreveu-se: