..., e é assim, um somatório de distracções e desiluminações:
A RTP (que é do Estado*) julgou que podia informar; Maria João Baptista Neto (que trabalha para o Estado) fez-se o mais alta possível. Destacou-se da multidão, e a RTP que é cegueta lá a viu, sem a «desencantar»**...
Mas, a dita Maria João Baptista Neto não contou lá muito bem como a FLUL (que é o Estado) lixou o IADE (que é privado).
No IADE, como há alguns doutores «nascidos de combinações PPs» (público-privadas), logo por azar, foi ao lado de um desses - "big rhetoricians" - que a bola foi chegar.
E, apesar de muito avisado, o dito que é musculado, que sabe de mares, ventos e marés, esse atirou a bola lá para bem longe, em tarde de Nortada. Claro que a bola nem ao Espichel foi parar...
No fim ninguém tem culpa: irão dizer como no BES que não há responsáveis! Porque o Crato nunca viu desenhadas Teorias de Conjuntos, nem sabe de um Símbolo do Infinito, menos ainda quem seria esse Infinito (onde a bola «quis» chegar)?
No MEC, cartas ou postalinhos rosa, tal como na FCT, são mensagens que não colhem. A todos lhes deu um vento - é a Autonomia das Instituições - que não é Inspiração, um Bater de Asas ou um Ruah!
A ninguém chegou um Sopro estrondoso, ou Ventos vindos de todos os lados, como é a rosa dos ditos (ventos):
Aos que acham que o seu mal vencerá, respirem-no com muito CO+CO2
que lhes dará vida e fará tão bem
Enfim, conclui-se que não há Rosácea, Luz ou Espírito que os ilumine?
Gente demente, hiper-sombrios...
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*E, como central das informações a controlar, nunca será privatizada...
**Não se lembrando daquela outra história, também muito demonstrativa deste saber português - encantador - que se ensina nas universidades e que para lá fica «fechado a sete chaves». Historinha de Isabel Pires de Lima, a Ministra da Cultura que achou boa ideia ir a um país árabe pedir apoio/dinheiro para restaurar Monserrate, desconhecendo totalmente como esse palacete foi feito: que Programa Estético (como ensina Vítor Serrão), muito Knowlesiano (como diz Maria João Neto) esteve na cabeça dos arquitectos J. T. Knowles? Qual o retrato da "Globalização Oitocentista" - dizemos nós, hoje - quiseram esses arquitectos fazer?
Levezinhas, como a bola que voou para o infinito, ficam estas reflexões:
Claro que a Arquitectura, as suas Formas e Ornamentos, nada têm a ver com a História.
Os/As Ministras da Cultura, podem ter o mesmo nível de Sabedoria que se dá ao Povo, qu'até já é de mais!
Ao Povo basta-lhe a praia, muita praia, imensa praia...
