Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
08
Abr 19
publicado por primaluce, às 18:00link do post | comentar

...  Ou ainda, será que não sabem o que é o «Ph» de um Ph.D ?

Mais: não é por acaso que nos temos visto na necessidade de apregoar - o que não nos fica rigorosamente nada bem (mas é preciso fazê-lo*) - sobre a relevância das nossas descobertas

 

E também sobre a aplicabilidade dessas mesmas descobertas**, em que um dos pontos mais interessantes (ou o de maior utilidade), é mostrar a relação, que há muito achamos óbvia e sabemos ter existido, entre as Neurociências e a Arte.   

E é a partir desse nosso conhecimento - o sabermos da relação directa entre Arte e actividade mental/produção linguística (mesmo que feita a partir de formas julgadas abstractas) - que passámos a conhecer e a valorizar, tendo agora grande interesse pelos diferentes artigos que, uns e outros vão escrevendo***, dedicados a esses temas.

Como é este sobre:  La Beauté dans le cerveau : vers une “neuroscience de l’art
Entretien avec Jean-Pierre Changeux, membre de l’Académie des sciences

Que se passe-t-il dans notre cerveau lorsque nous écoutons une symphonie de Mozart, que nous contemplons une toile du Caravage ou une sculpture de Rodin ? Comment expliquer les vives émotions qui nous submergent, à l’instar de Stendhal qui, après avoir admiré les Sibylles de Volteranno dans la basilique Santa Croce de Florence, « marchait avec la crainte de tomber » ? C’est à ces questions et à bien d’autres que répond le neurobiologiste Jean-Pierre Changeux dans un livre fruit de plusieurs décennies de travail : La Beauté dans le cerveau. Ouvrage de scientifique autant que d’amateur et de collectionneur d’art, il lève le voile sur la relation singulière des êtres humains à la beauté et ébauche le programme d’une future « neuroscience de l’art ». Que l’on se rassure toutefois : comme en témoigne la passion intacte de Jean-Pierre Changeux pour la peinture, ce progrès des connaissances n’enlèvera rien à l’émotion que nous procure l’art, bien au contraire !

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*Fazê-lo primeiro por convicção, e logo depois como defesa em causa própria. Dada a relevância enorme de se ter percebido que a Geometria foi o equivalente a uma Gramática aplicada às Formas.  Ou, formulado à maneira de António Quadros - que se referiu a um Champollion da escrita ibérica -, podemos dizer ter «apanhado» o funcionamento dessa escrita. Porque é uma escrita que está patente, a três dimensões (mas primeiro era desenho, bidimensional, como acontece no CAD) em toda a Arquitectura do Ocidente. Quer se tratem dos estilos  cristãos «mais puros» (casos do Românico e do Gótico); quer sejam as misturas desses vocábulos cristãos com o formulário das obras clássicas, de origem greco-latina. E neste último caso, percebem que nos referimos às Arquitectura do Renascimento - Maneirismo, Barroco. Assunto que podem encontrar em Monserrate uma nova história (op. cit., p. 116, em NEOCLÁSSICO VERSUS NEOGÓTICO)

Por fim volta-se a sublinhar a questão da convicção: se não somos nós, convictamente, a defender o nosso trabalho, quem é que o fará? Quem explica e põe em evidência o valor do que se encontrou? Os nossos orientadores? Re: Tem-se visto...

**Se nos tivessem apoiado em vez das perseguições e das declarações de guerra permanentes sobretudo na fase de maior entusiasmo que naturalmente tivemos...

*** Artigos que nos chegam via Canal Académie, neste caso de https://www.canalacademie.com/ida11443-La-Beaute-dans-le-cerveau-vers-une-neuroscience-de-l-art.html


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