Hoje em dia, sou, tornei-me (super) adepta de S. Tomás
Mais, tenho aqui ao meu lado o São Tomás de Aquino, livro de G.K. Chesterton, do qual, só por acaso, talvez ainda não tenha escrito. E mesmo assim não tenho bem a certeza, de ainda não o ter feito?
Mas enfim, agora isso interessa menos, porque é de um outro livro que quero escrever. Já que, é nesse livro - O Significado Perdido da Arquitectura Clássica (ver a capa abaixo) que neste momento estou a pensar.
Só que, ao mesmo tempo penso também naqueles profs catedráticos (imagine-se..., e ao ponto a que eles chegaram!*1), de quem se esperava muito mais AMOR à CIÊNCIA, e à CULTURA em geral.
Isto é, penso em profs que concretizam - tal e qual como se diz no ditado popular sobre São Tomás - a disparidade que vai entre o que apregoam e aquilo que verdadeiramente praticam.
É triste, mas existe...
Por aqui, leituras, estudo e mais estudo, tem sido aquilo a que nos temos dedicado desde 2001-2002. Por puro fascínio!
E exactamente por percebermos como no rectângulo luso, impera uma «satisfaçãozinha», «pequenininha»..., que conduz ao nada (e de certeza que a Economia não cresce!).
Melhor, uma satisfaçãozinha, que leva depois à definição de um nível, baixíssimo, para qualquer acção (futura) a empreender.
E tão baixo, tão baixo, e tão comezinho, que dá pelo nome de MEDIOCRITAS. Ou Mediocracia, onde o sufixo 'CRACIA' - como em autocracia, burocracia - significa o poder. Aqui é o dos medíocres (*2), porque o têm de facto. Sim, sempre prontinhos a serem os «sonsos bonitinhos», que têm a nobre tarefa de esconder o trabalho e o mérito alheio!
Claro que os visados sabem quem são, até vêem aqui ler, e por isso lhes dedicamos este post: é todo para eles.
Porque se hoje começássemos do princípio, com método (e note-se que esse princípio não foi como as descobertas nos foram acontecendo - o que fez também com que o nosso orientador de doutoramento nos «azucrinasse q.b.»)!
Se agora começássemos a querer relatar aquilo que nos aconteceu desde 2002, mas o fizéssemos, principalmente, obcecados com a preocupação de ordenar cronologicamente o tempo histórico, e os acontecimentos ou as práticas (artísticas) que eram postas nas edificações. Práticas que vinham detrás e vão depois entrar na Arte Cristã – fazendo da arquitectura uma verdadeira língua (*3) plasmada nas construções. Insisto, se optássemos por essa metodologia (absolutamente radical), por exemplo, e por analogia, no fazer de um projecto, nunca ninguém chegaria a fazer qualquer obra (*4).
Hoje, aos que tudo fazem para manter a sua historiazinha pequenininha, e como a aprenderam, daqui dizemos-lhes que se abram!
Que tenham capacidade de se maravilharem, com aquilo que ainda cá não chegou, porque eles mesmos, são adeptos (e defensores) da mesquinhez, do pequenino e do minúsculo, tal e qual como a concha hermética onde decidiram viver.
Uma Nova História da Arte, como se começou a escrever a propósito de Monserrate, e como Jacques Le Goff defendeu, está ai à porta:
PERCAM O MEDO E ABRAM-NA!
E se começarem por este trabalho de Georges Hersey, depois há outros – deste e de outros autores -, onde bebemos e nos informamos, para logo a seguir se poder acrescentar muitíssimo mais:
Por exemplo, para depois transitar para a Arquitectura Clássica, mas já cristã, do tempo de Constantino I , chamada Paleocristã e desta para os designados Estilos Históricos... como aprendemos na FLUL

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(*1) Sim, imagine-se, e por isso nós também, pela necessidade óbvia de se denunciarem todos aqueles que pelas suas acções entendem prejudicar a referida Ciência e a Cultura (nacional). Por isso, «referida» é como quem diz - nas Universidades Públicas e com Bolsas da FCT, que é o Ministério da Ciência e do Ensino Superior – a Ciência e a Cultura do país...
(*2) Obviamente é o oposto do que se designa como MERITOCRACIA
(*3) Aliás é, etimologicamente, o que se pode deduzir da palavra arquitectura. Ou seja ARQUI (= principal) + TECTURA/TECTÓNICA (= construção): ora isto significa que algo, alguma coisa, um qualificativo qualquer (?) seria posto nas principais construções... Deduz-se então que esses adjectivos e qualificativos, funcionassem como uma língua.
(*4) Usar de uma visão rígida e absolutamente restritiva face à Ciência - e às descobertas que ainda estão (ou querem ver como tal), em estado embrionário - por se tratarem de materiais frágeis, é o mesmo que dizer: "Não vamos, não queremos evoluir! Porque somos os donos destas visões curtas."