Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
15
Abr 24
publicado por primaluce, às 13:58link do post | comentar

Note-se que, por aqui temos a perfeita noção que este assunto - que é Arquitectura e Religião - ainda está só no início!

 

Os chamados Gothic Revival, e depois também o Gothic Survival (*), estas duas correntes da Arquitectura europeia, estão muitíssimo mal estudadas. Já que ainda se supõe ser um fenómeno de moda, predominante, quando é,  e foi, um fenómeno religioso!

E isto porque em geral os Historiadores se movem entre conceitos que outros lhes deixaram, há décadas; ou até já há séculos, e (continuam) incapazes de verem, o que é evidente. Assim nem sequer têm coragem para revisitar o que precisaria de ser muitíssimo visitado, e sobretudo depois, muito mais estudado.

Deixemo-los com as suas (auto) limitações, e vamos ao que hoje nos interessa.

Já escrevemos sobre Seteais (ver aqui) , e a fortíssima hipótese de ter tido, inicialmente, um arco quebrado na fachada..

Assim, quanto a imagens ver no nosso livro sobre Monserrate (nas pp. 218-9, as figs 15 e 16), que ilustram vários textos, e as ideias que defendemos, ao longo de todo o nosso trabalho de investigação (**).

É que ainda sobre imagens e desenhos, na zona mais antiga do Palácio de Monserrate, e em que o projecto dos arquitectos J. T Knowles não fez grande mossa. Aí, nessa zona que é a das caves e cozinha, vê-se bem, e por isto sabemo-lo, que a retoma do desenho dos arcos quebrados (que no tempo medieval seria corrente ?); essa retoma, esse savoir faire, deve ter acontecido com vários percalços e talvez, muito possível, com algumas hesitações.

Sabemos o que Paulo Varela Gomes referiu sobre o restauro das ogivas destruídas, aquando do terramoto, e os elogios que fez aos frades que as re-ergueram, no Convento do Carmo. Como também sabemos dos percalços - estão lá estampados e vêem-se - no portal da igreja de Santo Cristo do Outeiro (Bragança).

Enfim, vamos encontrando, pensando, deduzindo, e (re) organizando ideias (por vezes novas...). Dá imenso gozo!

Só que, frequentemente também nos questionamos, relativamente a algumas das imagens que nos chegam. É o que se passa com o desenho seguinte, de uma construção inicial que foi feita por Daniel Guildemeester, e inaugurada em 25.07.1787.

Actualmente temos mesmo muito poucas dúvidas, quanto à existência prévia de um Arco Quebrado, tanto mais que se tratou da residência de um holandês. Depois, o português que comprou a casa - o Marquês de Marialva - seguindo uma regra não escrita, mas que considerava o factor conveniência, teve que mudar o referido arco quebrado, para arco de volta inteira: é o que agora está lá.

Arco que, naturalmente todos achamos lindo, sem se saber que pode ter sido uma segunda escolha, e uma reformulação do primeiro? 

Mas fica ainda a imagem do Guia (cujo titulo é enorme e resumimos) Portugal: or The Young Travellers ... que está na p. 132 desse livrinho «quase milagroso»...

Imagem que nos incomoda, quando se percebe que, é bem possível, terá sido estreitada - é uma pergunta - para caber na largura das páginas do dito livrinho?

Uma representação que, no desenho geral estará certa (?), porém, errada nas proporções. O que, com as tecnologias actuais se torna facílimo corrigir.

E foi o que fizemos: 

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Quem achar que esta operação é uma grande «batota», pode dizer já, visto que, talvez tenha toda a razão ?

Pela nossa parte, a ideia é que ainda poderia ter sido mais esticado (longitudinalmente, nos dois volumes laterais). Aproximando-se  daquilo que ainda se pode ver no local...

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 

(*) Sobretudo não tem sido vista a sua relação - quase directa - com as opções religiosas e as políticas feitas (relacionadas com essas mesmas religiões); pelo menos no território europeu, pelos diferentes países/nações. E portanto menos ainda, muito claramente, o que depois chegou aos novos países, de outros continentes: as ex-colónias de algumas das nações europeias. Concretamente aos EUA.

O protestantismo, na Europa, está ligado mais aos países do Norte, onde a Reforma luterana mais se fez sentir; e onde também há (hoje ainda se verifica isto, com grande clareza) um predomínio da Arquitectura Gothic Revival. Diferentemente, os países da Contra-reforma, romana, são os que negando as opções de Lutero, e dos seus seguidores, preferiram retomar a primeira Arquitectura Cristã. Que foi a dos imperadores romanos, a começar por Constantino Magno, e seus «descendentes». A Arquitectura que em geral é hoje conhecida, como Renascentista, Maneirista etc., etc.   Claro que este devia ser um assunto para as Universidades estudarem, e não para blogs e Facebook - como estamos a fazer -, no estado de atraso científico em que estes temas ainda agora se encontram...

(**) Segundo a Google Books  - ver aqui - a palavra Seteais está 11 vezes no nosso livro.(por exemplo, nas pp. 74 e 98). Relacionado com as investigações dos nobres e milionários ingleses que por aqui andavam (no século XVIII, também relacionado com a construção das arcarias do Aqueduto, no Vale de Alcântara) «à procura» de Arcos quebrados...


12
Abr 24
publicado por primaluce, às 17:00link do post | comentar

Tivéssemos tempo e seria uma compilação bem interessante...

 

Feita com mais ou menos texto explicativo, teria, de certeza, muito razoáveis diferenças, relativamente, ao que em geral tem sido apresentado, sobre o ESCUDO e as ARMAS de PORTUGAL (ver link no fim deste texto*)

Ao estudar Monserrate tivemos claramente a noção da importância daquilo que estávamos a encontrar:

Não só, a certeza que se estava perante uma Arquitectura Heráldica, mas também, e ainda, a perceber/deduzir sobre a proveniência desta Iconografia, vista apenas como Heráldica. Mas que é muito mais do que apenas isso... 

E por este motivo as imagens anexadas ao nosso trabalho de investigação sobre Monserrate foram desdobradas em dois «tipos»: 

ANEXO IMAGENS 1 - DOS PRIMÓRDIOS DO REVIVAL À CASA DE MONSERRATE

ANEXO IMAGENS 2 - UM SÍMBOLO - A SUA ORIGEM E SOBREVIVÊNCIA (é o separador que está a seguir, na primeira imagem)

Depois, apenas a 2ª e a 4ª imagem (o rei D. Sancho I envolto numa Aura em forma de Amêndoa) não estão no nosso livro dedicado ao Palácio de Monserrate (estando todas as outras).

No caso da segunda (ou nesse conjunto de imagens), trata-se da explicação do desenho da chamada Cruz em Aspa. Que está aliás nas bandeiras nacionais de vários países. Imagem que explica também o design de uma insígnia de D. Manuel I.

E na Arquitectura Gótica (inicial) explica todo o misticismo do olhar para o ponto mais alto dos tectos (auge, vindo do verbo latno augere) e assim também a origem das Ogivas

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Já agora ler também aqui indicações muito específicas 

No fim ainda as imagens de dois exemplos: num post de 15 de Maio de 2022; e a Águia visigótica que supomos está, mais directamente, na génese do escudo português  (como desenhado a partir de um relevo tumular, do Panteão de Alcobaça.

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* Como prometido deixa-se este link no fim


10
Abr 24
publicado por primaluce, às 22:30link do post | comentar

 

Sendo o gráfico seguinte relativo a 10 de Abril e dias anteriores:

Visitas-9-10.04.2024.jpg

Será esta lista o que se chama «a prova do algodão»

 

???

 

  1. Primaluce: Nova História da Arquitectura - 28
  2. I'M SO PROUD : A RTP ENSINA ... - 12
  3. Sobre palácios e palacetes de Lisboa, um tema a explorar, relacionado com o modo como essas casas articulavam a Rua e a Colina, onde estava o jardim, para o qual as salas (desses palacetes) se abriam - 5
  4. Pesquisa - Primaluce: Nova História da Arquitectura - 3
  5. Monserrate «pivot» da História da Arquitectura? ... - 3
  6. Uma elipse não é uma oval, mesmo que muitas destas formas pareçam iguais - 2
  7. 'Alternative Images' - 2
  8. "All that is necessary for the triumph of evil is that good men do nothing" - 2
  9. O Palácio da Vila de Sintra: uma ICONOTEOLOGIA, mas também HERÁLDICA - 2
  10. Carta a Vítor Serrão... - 2
  11. Os assuntos que muitos desconhecem ... mas todos discutem ! - 1
  12. Uma re-edição - 1
  13. “Alternative Facts are Lies”: - 1
  14. A incrível Ideia (e a sua origem) de António Damásio: - 1
  15. De hoje - no tempo dos "urbano-depressivos comedores de alface"* -, recuando... - 1
  16. Os Estuques de Monserrate - 1
  17. Sobre a Fábrica da Valentim de Carvalho em Paço de Arcos (que não visitámos) cujo Programa Estético hoje interessa destacar*... - 1
  18. Cascais: Casas de Veraneio e um envidraçado (lindo) cujo padrão nasceu no que designamos Ideogramas Medievais - 1
  19. Viver em Terra de Cegos... (os PROFs de História da Arte, que, não sabendo ver, ocultam o que os outros vêem) - 1

09
Abr 24
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

... com as minhas palavras, exactamente, mas ditas por uma pantomineira.

E com um tom que nunca seria o meu!

MariaJoãoNeto-RTP-4.jpg

(ampliar e ver em Arquitetura romântica no Palácio de Monserrate - RTP Ensina

 

Pantomineira que repete as ideias, que são da minha autoria, expressas com palavras que são exactamente as minhas, com as metáforas que (eu *) inventei, para explicar e sobretudo para conseguir «vestir» Monserrate!

Repete como se fossem dela!

Porém, o que está neste vídeo que agora serve à «escolinha da RTP» foi pensado milimetricamente, aqui - onde AGORA estou sentada - mas há 20 anos.

Quando em 2004 consegui a dispensa para escrever, o que iria ser a base (teórica, ou outra !) para a minha progressão na carreira docente.

De facto, são as ironias da vida. O que progredi? Foi o trabalho ter sido escondido, e continuar a estar escondido, como se fosse dela/deles. ** 

 

Mas progredi bastante mais, já depois de ter terminado o Mestrado, na FBAUL. Onde também aí, alguém, que afinal também «estava feito» com os Pantomineiros de Letras, lhes fez o favor de boicotar os meus trabalhos, não tendo havido doutoramento...

Por razões familiares e de saúde, dificilmente tenho condições para escrever. No entanto, nos blogues, e ancorado no trabalho inicial - que se chamou mestrado, mas foi uma imensa investigação, original por relacionar imagens mínimas (geométricas), com ideias e palavras ***. Assim, actualmente, temos muito mais escritos publicados nas redes sociais do que aquilo que ficou no livro dedicado a Monserrate.

Embora esse, por tudo o que ainda lhe consegui meter dentro - para fúria do Vítor Serrão, da Maria João Neto, e também  do próprio Fernando António Baptista Pereira - para nós Monserrate continua a ser a fonte fantástica.

E em 2017, fez-se no Palácio uma grande exposição, para a qual não fui sequer convidada, ou chamada ... ou nada. Como aconteceu!

Exposição que nos chegou pelas notícias “Monserrate Revisitado – A Coleção Cook em Portugal” em exposição - Sintra Notícias (sintranoticias.pt), já que, a Pantomineira-mor - que foi minha orientadora, e tanto quis que trabalhasse na questão das "Origens do Gótico" - nem sequer nos conhece !!!

Assim para o Observador ****, tão informado, e que resumiu  a diversidade de Monserrate, fica a que seria a verdadeira notícia.

Óptima, para que se tenha em mente um pais cheio de gente - oh ironia... - muito culta e sobretudo honestíssima, a começar na UNIVERSIDADE !!!

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Quanto ao (eu) que está em cima, é preciso acrescentar, que apesar de fora de prazo, no fim de Outubro de 2001, fui aceite na FLUL para fazer um mestrado em Arte Património e Restauro. Entrei fora de prazo, e mais tarde percebi a razão: porque à senhora lhe interessava especialmente o tema. Ela vinha a estudar "As Origens do Gótico", e aquilo que a partir do fim do século XVII e depois no XVIII (no tempo em que viveu Horace Walpole 1717-1797) tanto preocupou os ingleses.

Nesse país, muitos questionavam-se sobre as suas origens, e porque razões estavam, continuadamente, a usar o Estilo Gótico.

Foi, inicialmente, neste contexto, que Monserrate lhe interessou. Depois, ... alguns sabemos a História. É por isso que mais para o fim do filme, que algumas das palavras e explicações lhe pertencem (essas não são minhas), concretamente quando fala dos jovens ingleses, alguns arquitectos, que vieram desenhar e assim estudar o Mosteiro da Batalha.

** Porém, Muito Azar! Houve um editor - o melhor de todos! - que ainda antes de morrer se empenhou na publicação do meu trabalho. Que por exemplo foi lido, por profs normais e honestos, doutras universidades

(assunto a desenvolver logo que possível)   

*** Imagens mínimas a que chamamos Ideogramas, e estão por exemplo no que é habitual designar - certa ou erradamente...? - Quinas/ Chagas/ Escudos/ Armilas e Esferas etc., vindas da Iconografia Medieval  e em que a Bandeira Nacional se baseia

**** Perguntando-se, aos Observadores que passam: será que vos estamos a esclarecer?  Monserrate: o romantismo esclarecido – Observador

 

Outras ligações, de posts da Glória AC e da BienFaire Et LaisserDire  

 

Termina-se com um excerto da capa do nosso trabalho, defendido na Sala D. Pedro V, na FLUL em 31.01.2005 (quiçá, entre as 14 e as 17 h ?)


publicado por primaluce, às 08:44link do post | comentar

Claro que todas as manhãs se dá, de relance, uma vista de olhos pelo interesse que os nossos escritos podem ter tido...?

 

E ele há dias em que, como hoje, se encontra uma enorme diversidade:

Do que vieram ler, damos mais valor ao ponto 4., que é sobre a relação que foi estabelecida entre a topografia da Cidade de Lisboa, e a estrutura arquitectónica dada a muitas das Casas, Palácios e Palacetes lisboetas.

De qualquer forma, e também porque projectei há anos uma moradia com uma situação deste tipo, foi em Monserrate que ficámos mais alerta, e conscientes, desta característica tão interessante.

Divirtam-se (e aprendam) que é o que fazemos:

  1. Os assuntos que muitos desconhecem ... mas todos discutem ! - 6
  2. Uma elipse não é uma oval, mesmo que muitas destas formas pareçam iguais - 4
  3. Primaluce: Nova História da Arquitectura - 4
  4. Sobre palácios e palacetes de Lisboa, um tema a explorar, relacionado com o modo como essas casas articulavam a Rua e a Colina, onde estava o jardim, para o qual as salas (desses palacetes) se abriam - 1
  5. Num Dia do Pai, hoje 19 de Março de 2024: Lembranças... - 1
  6. Pesquisa - Primaluce: Nova História da Arquitectura - 1
  7. O Românico «Proto-Gótico» - 1
  8. A Cruz em Aspa e o seu significado (II) - sinónima da mandorla, e de várias «formas ogivais». - 1
  9. Tomás Taveira. O "enfant terrible da arquitectura portuguesa" - 1
  10. Cascais: Casas de Veraneio e um envidraçado (lindo) cujo padrão nasceu no que designamos Ideogramas Medievais - 1
  11. Carta a Vítor Serrão... - 1
  12. Neste país, quando não se estava à espera - forçosamente – há, ou houve uma revolução - 1
  13. Os Estuques de Monserrate - 1

05
Abr 24
publicado por primaluce, às 13:00link do post | comentar

A síntese também é uma operação da Química, e cortar elementos componentes é reduzir e simplificar; mas não é sintetizar, nem é fazer mais sintético [1].

 

É mais ou menos divertido perceber que andam todos a discutir assuntos que desconhecem. Incluindo-se nesses desconhecimentos - é fortemente provável - o autor dos «desainhes» visados (prof. portuense...).

Para nós (ou para mim muito concretamente) foi escândalo em Nov. passado ter-me deparado com aquela porcaria de imagem que criou, e pela qual o Estado pagou mais de 70.000 (e tudo o mais que incluísse esse trabalho, para uma imagem que não presta!).

Fiquei furiosa, sobretudo por todos os que hão-de vir a seguir - os pobres dos jovens - , que são cada vez mais empurrados para a ignorância completa [2].

Já tínhamos escrito sobre os Escudos e outros Símbolos nacionais.

Apercebemo-nos de um imenso manancial de materiais, ao estudar “As Origens do Gótico”, a partir de 2001-2, quando «quase obrigada» por uma orientadora de Mestrado, tive que estudar Monserrate - na Faculdade de Letras de Lisboa - pelo prisma de "As Origens do Gótico", .

Onde, matematicamente e proporcional à importância das nossas descobertas, tudo desvalorizaram, e tudo esconderam. Assim se provando a solidariedade (e o interesse) do Ensino Superior, com a Economia e as Finanças do país. Muitas vezes verdadeiro sorvedouro de dinheiro, posto na mão de diletantes...

Idem na Faculdade de Belas-Artes, também da Universidade de Lisboa.

Agora, com a reposição dos referidos símbolos nacionais, questão que tinha chocado uma multidão - de informados, ou nem por isso... – decidimos revisitar os nossos posts de 2023. Aproveitando no fim para questionar aquilo a que muitos se referem – Castelos, Quinas, Chagas de Cristo e Esfera Armilar.

Referem, mas, dizemos nós, sem que se saiba (eles e nós não sabemos!) o que é que de facto lhes corresponde? Dos Castelos, Quinas, Chagas de Cristo e Esfera Armilar, só sabem aquilo que é icónico. Porque o mais abstracto, e o que é anicónico NÃO SABEM!

E daqui, perguntando às nossas maquinas, as respostas obtidas também são inconclusivas 

Depois, mesmo que se avance para outras ligações – aparentemente muito honestas e que as informações que aí são fornecidas - como é o caso desta: O Hino e a Bandeira: os símbolos de Portugal - Jornal o Interior   continua a não haver grandes avanços.

Ou ainda para esta outra, «moderníssima», já com AI {Bing Chat com GPT-4}, onde se encontrou o seguinte:

"As chagas de Cristo referem-se às feridas ou marcas que Jesus Cristo teria sofrido durante a crucificação. De acordo com a tradição cristã, essas chagas incluem:

  1. As mãos: Representam os pregos que perfuraram as mãos de Jesus quando ele foi crucificado na cruz.
  2. Os pés: Simbolizam os pregos que foram cravados em seus pés.
  3. O lado: Refere-se à lança que perfurou o lado de Jesus enquanto ele estava na cruz.

Essas chagas são consideradas sagradas e são frequentemente mencionadas em contextos religiosos e artísticos. Elas representam o sacrifício e a redenção de Jesus Cristo para a salvação da humanidade. "

Por fim, e recapitulando o que já se produziu, remetemos os leitores para os nossos posts, de diferentes datas, do facebook e dos blogs, em que temos vindo a tratar estes temas: 

 

Para o de 3.12.2023 

 

Seguido de um outro de 3.12.2023

 

Depois o post de 1.12.2023

 

E o post de 30.12.2023

 

A nossa lista acaba agora com o Post de 26.11.2023

Mas, ainda deixamos iconografia essencial de túmulos de Alcobaça, onde talvez se devesse procurar (quiçá para encontrar, directo?) aquilo a que estão a chamar Quinas e Chagas, e também as Armilas  

Alcobaça-arca.tumular2.jpg

(ampliar)

Inclusivamente pergunta-se: aquilo a que estão a chamar Quinas e Chagas, não é a que também foi chamada Amêndoa Mística ?

A imagem que há séculos - i. e., desde a época medieval, e assim está nos dicionários de símbolos - por ter servido para aludir  a Cristo.

(ampliar e ver também aqui)

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Entretanto deve dizer-se que ontem o Eixo do Mal não esteve ao nível a que nos tem habituado: muito longe. Pior para nós que ficámos desiludidos, percebendo que nem sempre se pode ser bom!

É que todos, mas PML e DO primaram, convencidos de que as qualidades do Designer em causa, só por si, podem validar um trabalho em que podia ter sido educativo e não redutor...

O que nos permite constatar como esta discussão está repleta de virtudes: pois servirá, a alguns (talvez a muitos) para lhes alargar os horizontes?

~~~~~~~~~~~~~~~~

[1] Origem da designação SINTÉTICO, que é comum aplicar aos PLÁSTICOS. Para muitos são duas palavras sinónimas

[2] Jovens que quando estão ávidos pot conhecer e saber de certas matérias, as únicas portas que se lhes abrem são as da literatura best seller. Os "DANES BROWNES" e os romances históricos que estão cheios de romance, mas lhes falta, pelo menos a aproximação, à verdade histórica. Não é literatura a que os seus avós, ou bem menos os seus pais tinham à disposição.

E já agora, quem nos conhece mais facilmente nos acusa de sermos de esquerda, do que ser de direita. Como se as pessoas fossem obrigadas a optar por um clube. Ou, forçosamente a pensar um pais formado por equipas de futebol, que se guerreiam como hooligans, e não jogam, e sobretudo não pensam como pessoas!


30
Mar 24
publicado por primaluce, às 13:00link do post | comentar

Nem sempre nas vidas de todos, mas nas de alguns...

 

Estava-se tranquilo, a vida seguia com os afazeres normais e o empenho máximo que alguns sempre têm, porém, grande surpresa, vem lá mais uma grande mudança!

Neste caso estamos a pensar no que nos aconteceu em 2001.

Em parte ainda bem que aconteceu, pois de 2001 a 2005, e perante o chamado Tratado de Bolonha [1], acabei por fazer um trabalho que é um dos pontos mais altos da minha vida profissional, por ter culminado na sua divulgação, ao ser publicado em livro em 2008.

Como se tudo o que já tínhamos feito antes - centenas de papéis ainda guardados, provam-no – não tivesse valor! (e bem ssim algumas "obras de pedra e cal" ).

Foi então, de 2007 em diante, quando deveria ter tido férias sabáticas para escrever o que se estava a descobrir nas investigações - e que estava muito longe de ser despiciendo -, que fomos postos de castigo.

Nós: isto é algumas dezenas de professores, acusados de não trabalhar por um “bando de arrivistas”, que não só tinham acabado de chegar, mas que, ainda por cima, ao abrigo de Bolonha – o chapéu de chuva que por «regra» (por eles inventada) - só iria servir para abrigar os novos, mas não para abrigar os mais velhos, já com décadas de trabalho, e de serviço... [2].

E foi assim que passámos a ser obrigados a estar na escolinha, o dobro do tempo. Mais: em horários que nunca tínhamos tido!

De castigo, dizemos nós, visto que nem úteis podiamos ser! Já que os alunos não sabiam que estávamos lá para eles, disponíveis para as suas dúvidas, e todos os questionamentos que quisessem, em horários que passaram a ser chamados de Horas Tutoriais [3].

Assim, agora ao abrir blocos e papéis (que temos a mais...) vemos que foram essas «horas parvas» as responsáveis por termos voltado ao desenho à vista, à mão e à (re)descoberta dos detalhes (que as tarefas de desenho, e também a fotografia, normalmente permitem notar):

Depois, já que fechada numa sala que era um fantástico miradouro sobre alguns dos trechos mais fascinantes da cidade, fazia todo o  sentido tirar partido da situação. 

(embora também tenhamos escrito, ou, volta não volta, «fugido para a biblioteca»!)

Image0108-F.jpg

(ampliar  - desenho que embora colorido com o paint não nos permitiu pôr na vertical o pára-raios do MNAA)

Ao fazê-lo o que mais me fascinava era o tamanho dos veículos em cima da ponte!

~~~~~~~~~~~~~~

[1] O Tratado de Bolonha foi firmado em Junho de 1999 na cidade italiana de Bologna. Na realidade, o nome usado oficialmente é Declaração de Bolonha por se tratar de um acordo e não de uma lei. O acordo foi firmado entre os ministros da educação de 29 países europeus com o objetivo de fortalecer e fomentar a educação superior na Europa. Informação vinda daqui 

[2] Contrariando exactamente alguns dos propósitos e disposições dos referidos «acordos de Bolonha».

[3] Culminando ainda, anos mais tarde, alguns de nós a sermos TUTORES. O que, mais uma vez, pretendia «desgraduar» esses profs. Porém, a azelhice era tanta, que alguns de nós (como se chegou a constatar), com esse titulo seriam vistos em escolas normais, como os mais habilitados, e os mais capazes para exercerem essas funções. O que era uma honra e não um castigo.

Pouco lhes importando os trabalhos recentes ou os planos de estudo na designada progressão na carreira dos docentes mais antigos... 

... os ditos arrivistas, que nem sequer tinham ido a eleições, queriam instalar novas regras: as que lhes conviessem, bloqueando quem estava há mais anos na instituição.

Porque, se esses adquirissem mais habilitações, ou fossem reconhecidas as que tinham de acordo como Tratado de Bolonha, obviamente, teriam sempre prioridade...


21
Mar 24
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

JN - 21.02.2014 - LUÍS MONTENEGRO dixit 


Para quem só se lembra vagamente, reler aqui 

Montenegro-2.jpg


E claro, desejando todos nós que a lucidez com que esta frase foi dita não o abandone.

Porque para bem de todos, deseja-se que a vida das pessoas acompanhe a do país, melhorando mais e mais, sempre.

Que isso seja possível!

Que fiquem longe as arrogâncias, como aquela do - "Vão ser quatro anos, habituem-se!".*

 

Ressaltando ainda, do que disse em 2014 

"Em declarações ao Jornal de Notícias (JN), Luís Montenegro confessou que o próximo dia 17 de maio – data em que Portugal cessa o programa de ajustamento – não será “um dia especial de festejo”, mas sim “um dia especial de memória”.

Porque sim! Todos queremos que os «festejos» sejam substituídos por memórias: chamada "memória histórica", que também serve de aviso...  

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

* Que não esqueçam, as histórinhas e figuras ridículas que fazem (PMs, ministros arrogantes e quejandos da mesma laia) frente ao povo, que não os elege para espectáculo, ou para fazerem figuras tristes;  mas para se elevarem, e serem elevados! 


19
Mar 24
publicado por primaluce, às 15:00link do post | comentar

... não pelo que escreveu, mas pelo que promoveu. 

Claro que há memórias na mente, estão ainda nalguns escritos e em casa; havendo também  álbuns e fotografias. Mas, acontece-nos por vezes, ser na Villa, ou até nos arrabaldes de Cascais, que mais nos lembramos daquilo que foi, e o que fez. 

 

A começar por estes livros (editados pela CMC - lista no fim do post),  e em geral pela forma como actuou, delineou ideias e projectos. Também como soube ouvir, nunca acriticamente - porque me lembro, e bem - sei, vejo-o, o meu pai «ficou por cá».

Muito do seu trabalho está por aí, e à vista de todos...

Por isso, com enorme frequência, deparamo-nos com vários sinais dessa sua passagem.

Image0091-C-390PPP.jpg(ampliar)

A imagem acima, com algumas diferenças (que vemos), corresponde ao verso "...da medalha da autoria do escultor João Fragoso mandada cunhar na Casa da Moeda pela Comissão executiva das Comemorações"  (ver em Discursos e Documentação Fotográfica, Edição da Câmara Municipal de Cascais, 1964). 

Image0091-2.jpg

(ampliar)

A bibliografia mostra-o, quer em livros que terão saído ainda em 1964, quer posteriormente.

Mas se também o provam obras materiais - como é a estátua de D. Pedro, junto à sede do Concelho. 

Idem,  ficaram ainda vários eventos, e festas, que anualmente celebram Cascais, e/ou, «atraem a turistada».

A ponto de hoje, muitas vezes apetecer dizer que os seus seguidores empolaram, demasiado, a ideia de que era preciso atrair turistas...

Image0089-C.jpg

(e desta, oh se me lembro!, por exemplo da importância que terá tido a escolha de um granito rosa, da região de Viseu, para se construir o pedestal da estátua. )

Image0092-B.jpg

E no mesmo livro da autoria de Ferreira de Andrade, Cascais - Vila da Corte, Oito Séculos de História, deparo-me (só agora!), com este desenho de Mestre Lapa. A quem teria perguntado - se o tivesse visto há 45 anos - como fez para dar «tanto realismo» ao retrato de D. Pedro I?

Claro que as memórias são imensas, materiais e imateriais: mais ou menos presentes, ou que, facilmente se avivam quando se vêem e lêem os registos e documentos, que os há, alguns feitos propositadamente, para memória futura.

E estes, exactamente por essa intenção com que foram feitos, a precisarem de ser lidos e entendidos, com o conhecimento dos contextos, temporais, em que foram produzidos.   . 

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(ampliar)

E ainda hoje, por estranho que possa parecer (!), as que foram as Festas dos Pescadores,  celebradas agora como Festas do Mar, nos lembram os 600 anos da Villa de Cacais. 

E, forçosamente, quem tanto se empenhou nessas celebrações *.  Porque, tal como a Feira do Artesanato, tenho para mim que foi ele quem as inventou... ? **

Image0094-2.jpg

Ler em Resultados da pesquisa por “Festas do Mar” – SINTRA E CASCAIS (wordpress.com), onde se diz: 

"Remontando a 1 de Setembro de 1964, as Festas dos Pescadores de Cascais, posteriormente designadas Festas do Mar, surgiram associadas às comemorações do VI centenário da vila (...)"

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

* Quando se vêem os vários livros publicados pela CMC - a propósito e a partir do VI centenário - não faltam referências (assim como fotografias) em que está também o Vice-Presidente D. António Castello Branco

** Claro que, como em todas as invenções (sabemos disto) há quase sempre antecedentes que se encontram: factos e obras que podem ter tido influência para o aprofundar e desenvolvimento de certa ideias e projectos. Muitos deles, dificilmente teriam visto a luz, se não fosse a colaboração fantástica que terá existido (dizemos nós, com base em tudo o que nos lembramos !) entre as duas primeiras figuras que então estiveram na presidência da CM de Cascais. 

Image0097-b.jpg(ampliar).  Note-se que alguns títulos, podem ter sido alterados posteriormente e não estarem certos, como se passa com o Cascais Vila da Corte 


12
Mar 24
publicado por primaluce, às 16:00link do post | comentar

Uma imagem re-encontrada*.

Obra de Eduardo Nery, que já nos levou a obter mais informações sobre a «Geração Angustiada»: numa designação de Alain Besançon, que facilmente se adoptou.

E.Nery.jpg

POST dedicado a Vitor Serrão, a Maria Joâo B. Neto e Fernando António Baptista Pereira de quem forçosamente nos lembramos, sempre que encontramos este tipo de iconografia.
 
Espantosamente a representação do Infinito, geralmente um "8" colocado ao baixo, que na Idade Média representou a DUPLA PROCEDÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO", designado FILIOQUE, aqui, tratado por Eduardo Néry. Como se constata recebeu uma interpretação ainda mais fascinante, do que é mais comum.
 
Veja-se como os núcleos dos círculos, que representam Deus, o Pai e o Filho, são sublinhados cromaticamente, com uma troca de cores, que (enfaticamente também) alude, a uma outra visão teológica chamada PERICORESE.
 
Enfim, desde 2002, até agora, é um enriquecer permanente (com a FLUL vergonhosamente calada...)
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Reencontrado este post . Ver  em: Basílica de Fátima, Capela de S. José, 1993 - Eduardo Nery - WikiArt.org


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