Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
26
Nov 25
publicado por primaluce, às 20:30link do post | comentar

... embora tendo uma opinião, muito respeitosamente diferente!

 

E bem que a escrevo, e tento por tudo divulgar !

Depois de um trabalho escrito (Monserrate uma Nova História - em que estas questões nos surgiram pela primeira vez).

Em especial tem sido em blogs e no facebook - na Internet - que em geral temos tentado contornar o desinteresse militante (e lesa pátria) da Universidade de Lisboa.

Aparentemente são muito poucos os que querem saber de um assunto, que além de entusiasmante e muitíssimo interessante, tem a capacidade de mostrar como a Arte, em tantos casos e exemplos, funcionou como uma língua!

Por outro lado, também nunca (eu) antes tinha visto este vídeo, em que José Hermano Saraiva tenta explicar o que podem ter sido as Quinas (*). Muito interessante, já que é o sinal de que pelo menos existe/existiu alguém, para quem esta questão não foi indiferente.

Retirámos a imagem seguinte do vídeo de Lisboa Tours, agradecendo a divulgação que estão a fazer deste tema, para vantagem - e enorme utilidade - de todos nós.

CruzPátea-LisboaTours.jpg

José Hermano Saraiva refere-se a Cruz Templária,  nós temos preferido a designação Cruz Pátea...

Embora concordando que a forma (numa evolução geométrica que se pode observar ao longo dos tempos, em diferentes exemplos) terá nascido para traduzir uma ideia essencial do Cristianismo: o FILIOQUE

E se a vemos associada a Afonso Henriques, que há 900 anos, num dia de Pentecostes se armou cavaleiro - Catedral de Zamora 1125. É no entanto forçoso reconhecer que a sua génese remonta ao Concílio de Niceia. Há 1700 anos:

O primeiro  concílio que foi considerado ecuménico, convocado por Constantino, em 325. Na sua tentativa de unir a fé dos cristãos.   

Esta questão de enorme relevância já a deixámos registada em Monserrate uma Nova História (2008),como a seguir se prova

P. 38-MeuLivroMonserrate.jpg

(ampliar)

 Já que também «vimos», nas imagens/ideogramas criados (com apoio da geometria, como a Cruz a que J.-H. Saraiva chama Templária ), alusões à considerada a verdadeira fé, proclamada em Niceia.

Isto é, o que se passou a considerar verdade essencial, o Credo Católico : primeiro designado  Símbolo de Niceia. Que foi mais tarde aperfeiçoado, ficando com a designação, que se mantém ainda agora, de Símbolo Niceno-Constantinopolitano.

Portanto, a terminar, lembra-se a ida - amanhã - do Papa Leão XIV à Turquia, a Iznik e a Niceia, assim como a Carta Encíclica, agora publicada

In unitate fidei: a Carta Apostólica de Leão XIV sobre o Concílio de Niceia 

(Vatican News https://share.google/C53XZmITz0Cu3Cemy)

  ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

(*) E em nossa opinião não anda muito longe...


22
Nov 25
publicado por primaluce, às 13:00link do post | comentar

Hoje pegamos nos dois posts anteriores (*) deixados no Facebook, juntando o que é para nós o mais importante do conteúdo:

 

IMAGENS DE TORRES, reunidas agora aqui para se poderem comparar...

Torres-insignia-chaminés-2.jpg

Em cima são de facto duas torres - do Castelo de Santa Maria da Feira; e em baixo a insígnia do Infante D. Henrique - que é a frase "Talent de Bien Faire", escrita em caracteres alfabéticos, mas também em ideogramas e pictogramas.

Perguntando-se - para reflexão - se é mesmo necessária esta ultima distinção, entre ideogramas e pictogramasPorque podemos fazer a distinção...

Já que nas acepções actuais, muito tende a ser confundido, ou esquecido. Por vezes até, devido a uma excessiva vontade de «cientificar» (quem sabe?), são dadas interpretações novas, antes inexistentes.

Se repararem na legenda, demos como título à imagem - CHAMINÉS DE ESCUTA. Já que numa visão rápida - Gestalt, e portanto não analítica -, o que nós vemos são as Chaminés do Palácio da Vila de Sintra: as mesmas que o Arquitecto Souto Moura entendeu levar para a Casa das Histórias de Paula Rego, em Cascais.

Chamar a Torres que foram Insígnia    (a do Infante D. Henrique, como está na imagem acima)    ------»  Chaminés,  temos que admitir que é uma interpretação/opção nossa (consequència da semelhança visual que a imagem demonstra).

E aqui a escrever, lembramo-nos de George Hersey (autor de The Lost Meaning of Classical Architecture, the MIT Press, 1988) que explica como imagens - ou até sons - como «certos referentes», diferentes, nas fusões e até nas confusões que originaram (ou propositadamente foram feitas de modo muito criativo!), podem ter estado na génese, ou integradas na composição de várias obras.

Obras que hoje reconhecemos como Arte.

Acontece que a designação CHAMINÉS DE ESCUTA, não é nossa mas de Luis de Lobato Faria. Que in loco se tem fascinado com inúmeros exemplos de grafismos que encontra apostos/gravados ou escritos em Chaminés.

Geralmente em grandes chaminés, as quais, em nossa opinião, não foram feitas para serem de escuta. Mas para «simbolizarem» (casos de Monchique?, as do Palácio Almada no Rossio, e tantas outras...) a nobreza dos proprietários das Casas, onde eram construídas (**). 

sintra-226794_640.VindaDe-PIXABAY.jpg

Por fim, destaque para esta fantástica fotografia de PIXABAY (vinda  daqui)

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

(*) Este post {A divisa do Infante D. Henrique era: - Primaluce: Nova História da Arquitectura}, e este outro post { "Talent de Bien Faire"... - Primaluce: Nova História da Arquitectura}

(**) Mas também não se pode descartar, obviamente, a funcionalidade, pode-se dizer principal, que em simultâneo, qualquer grande chaminé desempenha. E deseja-se que bem. Porque o facto de serem altas e largas, afuniladas na parte superior, permite apanhar uma área grande na base, e criar assim, na coluna de ar, uma enorme diferença de pressão atmosférica. O que é essencial para a saída dos fumos. E é aqui que a palavra «escuta» pode exigir alguma explicação extra? Porque ESCUTA é uma consequência, e não uma necessidade determinante no design (ou na construção) de uma chaminé. Isto é, este tipo de grandes chaminés, pela forma como o som se propaga, permitem ouvir os ruídos distantes: como normalmente não os pode ouvir quem vai à janela de uma casa de rés-do-chão...

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E acrescenta-se hoje (23.11.2025), o que está no site do SIPA (ou em monumentos.pt), confirmando que outras chaminés tinham dimensões (extra) e formas que, como dizemos seriam significantes; claro está, para os que, mais informados, conhecssem os respectivos significados: 

"Chaminés cónicas monumentais, de aparato, filiadas em modelos das de abadias medievais francesas e inglesas e com semelhanças estilísticas com as do Palácio dos Condes de Almada, em Lisboa (v. PT031106310027),..."


19
Nov 25
publicado por primaluce, às 15:00link do post | comentar

HOJE COM O APOIO DE:

Uma imagem que é para nós especialmente informativa 

 

Como se diz abaixo, na legenda do livro onde a encontrámos (*), trata-se da tampa de um estojo, representando S. Jorge.

Image0297-C.jpg

Image0297-D.jpg

São Jorge, um Santo que, como é dito, nasceu no Médio Oriente, talvez na Capadócia. E que se tornou uma figura lendária, quer no Oriente, quer do Ocidente, em especial para Inglaterra.

Como é habitual, na Catholic Encyclopedia encontram-se bastante mais informações do que as que constam na maioria das hagiografias:

"Further the famous decree "De Libris recipiendis", attributed to Pope Gelasius in 495, attests that certain apocryphal Acts of St. George were already in existence, but includes him among those saints "whose names are justly reverenced among men, but whose actions are only known to God". (...)

Frase de quem parece ter sido um homem especialmente esclarecido, tendo vivido na segunda metade do séc. V.

Gelasius foi Papa de 492 a 496. E apesar de aparentemente ter «desvalorizado muitos dos feitos e actos», apócrifos, atribuidos a S. Jorge, de entre os vários/muitos santos (como acima se sublinhou) seria "reverenciado entre os homens, mas cujas acções só Deus conhece". 

Porém, este Papa Gelasius - pouco conhecido, mas com contributos relevantes na História da Igreja (assim como pela sua generosidade com os pobres e coerência de vida) - , foi considerado santo. É festejado em 21 de Novembro. 

Mas voltando a S. Jorge - "cujas acções só Deus conhece" - vêmo-lo com uma expressão naif , de criança. Embora tenha aura e empunhe uma espada: certamente para lembrar a lenda do Dragão, que a Catholic Encyclopedia também refere; apesar de colocar a sua divulgação tardia (no século XIII, admitindo que tal se deva a Voragine):  

(...)

"This episode of the dragon is in fact a very late development, which cannot be traced further back than the twelfth or thirteenth century. It is found in the Golden Legend (Historia Lombardic of James de Voragine and to this circumstance it probably owes its wide diffusion." (**)

E passando agora ao que mais nos interessa, este S. Jorge criança, com olhos de menino assustado, tem do seu lado direito, em caracteres do alfabeto grego a palavra GEOR, sendo que à sua esquerda, pois também começa com a letra gama (som G) deveria estar o resto do nome (GUIUS). 

Mas verdadeiramente o que mais nos interessa, é que GEOR, como está na imagem/legenda seguinte, é precedido de um circulo, em cujo centro se pode ver talvez um ponto; ou mais um triangulo ?

Image0297-anotado-b.jpg

Seja o que for, vindo agora da nossa «fonte especial de sinais e ideogramas» (***)  ficam algumas informações relativas ao sinal que é o círculo com um ponto no centro.

Acrescido de imensas variantes que podem interessar aos leitores, já que o círculo/sol é indissociavel da Arte Cristã

Image0295-ideograma.jpg

Image0295-ideograma-sol2.jpg

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(*)  HISTÓRIA DO CRISTIANISMO, por Tim Dowley, Bertrand Editora, Lisboa 1995 

(**) Ver em CATHOLIC ENCYCLOPEDIA: St. George, e também https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Jorge

(***) Symbols Encyclopedia of Western Signs and Ideograms - por Carl G. Liungman, (1995), ed. HME Publishing, Stockholm, Sweden. Ver capa aqui


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