Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Dez 24
publicado por primaluce, às 20:10link do post | comentar

Professores que decidem a universalidade do seu Saber, cuja - e agora dando os nomes certos aos bois - essa universalidade do conhecimento (deles), é a verdadeira e mais completa das ignorâncias (*)

 

Como os leitores dos nossos posts podem ler, ou também pela leitura do livro dedicado Monserrate, estamos desde 2004 a defender a importância de imagens e de grafismos para exprimir ideias.

E como esses primeiros grafismos, de certo modo esquemáticos (para fazerem a tradução de uma ou várias ideias), foram ordenados/organizados visualmente, tornando-os «simpáticos para os olhos». Ganharam assim um estatuto. e qualidades visuais, que, enquanto esquemas não tinham.

Tornados portanto um pouco mais agradáveis à vista, passaram a ser considerados convenientes, e adaptados às linguagens visuais da arte. Ou seja, decorosos: i. e., os verdadeiros elementos de décor, ou os comummente designados motivos ornamentais.

De entre esses esquemas visuais percebemos como uma afirmação da teologia cristã - a do Filioque (contraposta ao Perfilium) - esteve na origem da Arquitectura Gótica (**).

A imagem seguinte do nosso caderno do 6º ou 7º ano do liceu (?), de quando na disciplina de Filosofia aprendemos lógica - apenas com 16  ou 17 anos - evidencia a importância do uso dos círculos para se construirem figuras tradutoras de ideias. Leiam (ampliar para ler).

Image0219-circulos.jpg

Porém, mais de 30 anos depois (com a velha a fazer de aluna) - e é a imagem abaixo - foi preciso explicar à orientadora dos nossos estudos na FLUL (à Professora Doutora Maria João Neto - aqui autora dos rabiscos seguintes) como tão frequentemente a imagem fora usada para ajudar a explicar as ideias mais difíceis

(ampliar para ler)

E ainda agora, quando toda esta questão vem ao de cima - porque estando simplesmente a arrumar nos apareceu o caderno de Filosofia de 1966/67. Quando vemos estes esquemas em círculos, como são as figurae de Joaquim de Flora, e tudo o que destes círculos passou a estar integrado nas obras de arte - seja Pintura, Escultura, Arquitectura; Vitrais ou Ourivesaria.

Portanto ainda agora nos perguntamos:

Será que de 2012 para cá alguma coisa melhorou? 

Será que há esperança, que em 2025 se recuperem estes temas? E estas nossas trouvailles essenciais para a História da Arte poder avançar? Ou é para ir para lixo, tão breve quanto possível, logo que nos formos deste mundo? 

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

(*) De que deviam ter vergonha e publicamente pedirem desculpa

(**) Resumida nos dois esquemas seguintes, como defendemos desde 2002:

A fig. 1 representa o Filioque - que deu origem ao Arco Gótico, e a fig. 2 representa o Perfilium - que esteve na origem do Arco Ultrapassado dos Visigodos: os que tendo sido vistos como hereges, foram depois chamados Moçárabes, e assim ficaram conhecidos.

POST-15.102024-FILIOQUE-&-PERFILIUM.jpg

Para ampliar abrir noutro separador, ou ler o que era um desejo de Aby Warburg, para o melhor conhecimento da Arte!

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Acrescentando notícias recentes da Artis/IHA da FLUL a que entretanto tivemos acesso

artis-meu-comentário.jpg

(abrir em novo separador)


29
Dez 24
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Num presépio POP-UP feito há anos (*), tentámos reunir as duas imagens que são mais conhecidas, e de certa maneira, na actualidade, simbolizam o Natal

 

Referimo-nos à Árvore de Natal e ao Presépio, que como se pode ver neste post desde que o criámos  - sem quaisquer limitações (já que nos pertence a autoria) -, temos mudado, mexido e remexido: para introduzir as variantes que tem apetecido experimentar...

17867432_6KZQq-presépioPOPUP-h.jpg

(aqui o original com instruções para cortar e montar)

 

Entretanto vemos que a National Geographic, há anos, explicou a origem pagã e depois luterana/protestante da árvore de natal.

Em Portugal, como é sabido, foi D. Fernando II - primo de Alberto, marido da rainha Vitória - também o responsável pela introdução do Pinheiro de Natal: 

Contribuindo assim para a aproximação entre as imagens mais características do Natal da Europa do Norte, e as da Europa do Sul 

É um artigo que vale a pena ler e guardar

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

(*) Ver post de 2014


22
Dez 24
publicado por primaluce, às 21:00link do post | comentar

Sim, do século passado

IMG_20241220_142056-b.jpg

De quando havia paciência e tempo, para em papel de cenário pintar fundos para o presépio e árvore de natal. Este terá sido o último.

Mas feito muito antes de termos percebido que o design arquitectónico dos vãos tinha estado relacionado com a Teologia, e a ideia de um Deus de Luz. 

Como o prova a arquitectura gótica, em cada um dos seus detalhes, com maior destaque para os elementos - como grelhas e vãos - que são atravessados pela luz (que é Deus).

De acordo com as lógicas dessa época

 

No segundo caso ressalta para nós a ideia de um trabalho feito com o aerógrafo - muito provavelmente!

Dizemo-lo porque já nem nos lembrávamos, ... tendo sido uma surpresa o re-encontrar destes desenhos

IMG_20241220_142352-b.jpg

Por fim, a grande árvore!

Desta, talvez por ter sido a primeira vez que fizemos este tipo de trabalho, sim ficou na memória e há fotografias in situ  

IMG_20241220_142225-b.jpg

Mais recentemente passámos aos presépios POP-UP

como este é exemplo


08
Dez 24
publicado por primaluce, às 20:30link do post | comentar

... e a sua gratidão.

 

Hoje, em 1920, há 104 anos foi baptizada na igreja de S. Lourenço, em Portalegre, e por isso achava que este era o seu dia.

Desde então, é a primeira vez em que não está cá, num dia 8 de Dezembro.

Viveu-os, desde 1948, como sendo o dia da Mãe e não aceitando nenhum outro...

Se a sua religiosidade sempre me espantou - talvez porque «nela não havia beatices» ...? -, mas sim uma fé firme, e um positivismo  algures entre S. Tomás de Aquino, e as suas provas cientificas da existência de Deus. Ou, nesse meio termo, apoiada também em ideias e imagens completamente platónicas, descrevendo a Trindade como 3 velas acesas, cuja chama era só uma.  

Dessa maneira, cada vez mais sua e já independente de quem (e como) a tinha ensinado, tentava instilar nos que a rodeavam aquilo em que sempre acreditou.

Na verdade, nos últimos anos, e sobretudo nos últimos meses, com maiores dificuldades de saúde, a tal religiosidade passou a gratidão. Essa tornou-se a sua palavra-chave (e postura). 

Assim, os «ralhetes e raspanetes» que tinham sido durante decadas uma espécie de prova de vida; ou sinal de vivacidade e de saúde mental non stop, de quem diz ainda aqui estou. Cada vez mais perto do fim deram lugar - como síntese e resumo de tudo (pela vida que teve...) -, a um permanente agradecimento.

Image0200-b.jpg

Image0198-b.jpg

Se seguirmos o mesmo caminho? Se conseguirmos .... nada mau!

Gracias a la vida 

E a pedido, depois do som agora fica aqui a letra

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Agradeço à Vida

Gracias a La Vida

Agradeço à vida, que tem me dado tanto

Gracias a la vida, que me ha dado tanto

Me deu dois olhos, que quando os abro

Me dio dos luceros, que cuando los abro

Distingo perfeitamente o preto do branco

Perfecto distingo lo negro del blanco

E no alto céu, seu fundo estrelado

Y en el alto cielo, su fondo estrellado

E nas multidões, o homem que eu amo

Y en las multitudes, el hombre que yo amo

Agradeço à vida, que tem me dado tanto

Gracias a la vida, que me ha dado tanto

Me deu o ouvido, que com todo seu tamanho

Me ha dado el oído, que en todo su ancho

Grava dia e noite, grilos e canários

Graba noche y días, grillos y canarios

Martelos, turbinas, latidos, aguaceiros

Martillos, turbinas, ladridos, chubascos

E a voz tão terna do meu bem-amado

Y la voz tan tierna de mi bien amado

Agradeço à vida, que tem me dado tanto

Gracias a la vida, que me ha dado tanto

Me deu os sons e o alfabeto

Me ha dado el sonido y el abecedario

E com ele, as palavras que eu penso e declaro

Con él, las palabras que pienso y declaro

Mãe, amigo, irmão, e luz iluminando

Madre, amigo, hermano, y luz alumbrando

O caminho da alma de quem estou amando

La ruta del alma del que estoy amando

Agradeço à vida, que tem me dado tanto

Gracias a la vida, que me ha dado tanto

Me deu a marcha de meus pés cansados

Me ha dado la marcha de mis pies cansados

Com eles, atravessei cidades e poças

Con ellos, anduve ciudades y charcos

Praias e desertos, montanhas e planícies

Playas y desiertos, montañas y llanos

E sua casa, sua rua e seu quintal

Y la casa tuya, tu calle y tu patio

Agradeço à vida, que tem me dado tanto

Gracias a la vida, que me ha dado tanto

Me deu o coração, que perde o compasso

Me dio el corazón, que agita su marco

Quando olho o fruto do cérebro humano

Cuando miro el fruto del cerebro humano

Quando olho o bom tão longe do mal

Cuando miro el bueno tan lejos del malo

Quando olho o fundo de seus olhos claros

Cuando miro el fondo de tus ojos claros

Agradeço à vida, que tem me dado tanto

Gracias a la vida, que me ha dado tanto

Me deu o riso e me deu o pranto

Me ha dado la risa y me ha dado el llanto

Assim eu distingo fortuna de falência

Así yo distingo dicha de quebranto

Os dois materiais que formam meu canto

Los dos materiales que forman mi canto

E o canto de vocês que é o mesmo canto

Y el canto de ustedes que es el mismo canto

E o canto de todos que é meu próprio canto

Y el canto de todos que es mi propio canto

Agradeço à vida

Gracias a la vida

 
 
Composição: Violeta Parra.
Traduzida por Juliana. Legendado por Flávia e mais 3 pessoas. Revisões por 5 pessoas . 

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