Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
20
Mai 24
publicado por primaluce, às 15:30link do post | comentar

Tinha-se ouvido o anúncio, mas, com o tempo sempre a correr, estávamos longe de pensar que já tinha começado...

 

No entanto e como se vê, não só começou como já está no fim. Com destaque para Monserrate que é o último episódio. 

Ouvimo-lo há minutos, não é longo, mas Deo Gratias - ou sendo tudo em inglês até calha bem dizer Thanks God - porque

"...é mesmo o meu MONSERRATE, sem tirar nem pôr!" *

87191-Monserrate_observador-b.jpg

Ora o que se vê desde que fiz este trabalho - felizmente publicado pelo melhor editor de Lisboa em 2008 (capa a seguir) - é que todos, por ele (ou por mim?), lhe querem colher os frutos. ** 

Sem devidamente explicarem onde encontraram, assim já pronto, tudo interpretado, e tudo tão bem vestidinho - numa história tão direitinha, tão escorreita e sobretudo tão lógica (que até chateia ..., sem dúvidas nem enigmas) - com a papinha já toda feita?

Em suma, corre-se o risco, o mesmo que encontrámos nos anos 80-90 do século passado, de todos repetirem "de cor e salteado" uma nova cantilena, super-enjoativa, como era uma vez: "... a do Padre Gaspar Preto, que tinha ido em Peregrinação a Monserrat ... " (na Catalunha)

capa-livr-definitiva.jpg

Só que, sobre Monserrate, dificílimo para nós foi encolher e resumir os materiais que tínhamos: acrescidos de todos os outros que entretanto foram surgindo, para uma Nova História da Arte, que, em grande parte está por escrever.

Nova História da Arte em que os Ideogramas de uma linguagem visual deram forma  aos mais importantes, e mais expressivos, dos detalhes arquitectónicos que ao longo do tempos foram sendo fabricados. 

E que inclusivamente estão no Italianate-Neogotico que é o Palácio de Monserrate...

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

* Como já se tinha percebido no RTP ensina, apresentado (ou representado?) pela pantomineira que foi a orientadora dos nossos estudo na FLUL.

Só que, se podemos dizer que é nosso (ou meu), foi porque, para afirmar que o Palácio do século XIX, dos Cook, projectado por J. T. Knowles é uma evolução do que estava já construído na Quinta, foi porque muito trabalhámos. E porque construímos ideias com base nos elementos que encontrámos e aos quais Schedel, M., Pereira, A.N. aderem integralmente (!!!). Apetece rir...

É que, sabendo nós onde estão os gaps e as maiores fragilidades das nossas teorias, faz sentido perguntar, se não seria boa ideia, tentarem ir mais longe: em equipa, fazerem um trabalho sério (e com seriedade)? Em vez de tomarem o pacote inteiro para si mesmos, e de papaguearem os estudos alheios ? Em vez de aceitarem, acriticamente, plagiando, os trabalhos dos outros. Mais ainda quando se sabe, que estamos perante cozinhados/demasiado requentados. Numa cozinha cuja «higiene», não só deixa a desejar, como é completamente insalubre?

** Melhor dizendo, o que eles querem são mais os louros, do que os frutos! Porque os frutos são garantia de futuro, enquanto os louros só servem para o presente - que se goza, mas também esgota...

(quiçá em entradas triunfais ?, mas não mais !)


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