Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
26
Mai 24
publicado por primaluce, às 11:30link do post | comentar

... que alguns, indo direitos ao assunto têm procurado desvendar: 

Procurado, muitas vezes sem sombra de sucesso! Ou encontrando apenas, meros ou vagos indícios, muito pouco relevantes.

 

Mas que outros, ora assombrados, assustados, baralhados e/ou confundidos, embora a referirem-se aos paradoxos científicos super-inesperados que têm encontrado pela frente (*), até acabaram por assumir..

Factos que são muito mais do que apenas indícios: pois tratam-se de evidências, que (apesar de dificílimo ou contrariados) mesmo assim ainda conseguem contextualizar:

Num mundo que sendo riquíssimo de informação, também, por vezes, se vê como está saturado (dela), E em que, frequentemente, nos casos de haver mais qualidade e menos quantidade (de informação), não é fácil de ser processada! (**). 

Tal é a força das ideias instaladas!

E com essas a «certeza» (da maioria das pessoas) que a Ciência é, há muito, um pacote todo prontinho, que no futuro será imutável!

(Mas isto, se não fosse triste de mais, seria para rir...)

Só que agora, a propósito de uma exposição que está na Fundação Calouste Gulbenkian, perguntamo-nos se o conservador que em 2021, nas reservas e atrás de umas caixas, ele que encontrou um manuscrito do século XIX, será que teve ou tem a percepção que o mesmo vem fundamentar muitas ideias (desconexas) que andam por aí perdidas? Materiais muito desconjuntados e não/nunca inter-articulados, que em geral não têm sido entendeidos? (***)

Que são Ideias nascidas há milhares de anos. Quiçá muito antes do Augur desenhar no chão, de preferência em pontos altos dos territórios, o melhor lugar para se poder observar o céu, e aí construir o templo?

Será que o referido conservador da FCG imaginou, ou sequer pode imaginar, que atrás desse manuscrito encontrado, é uma boa parte da História da Humanidade - concretamente dos cultos (das crenças e das culturas) do Ocidente Europeu que vêm ao de cima?

Será que percebe que uma boa parte da Humanidade encontrará, doravante, fundamentos concretos, para deixar de se questionar de onde vêm inúmeras imagens, ou palavras, ou conceitos - e as informações com elas concordantes - com que todos os dias, muitos de nós nos deparamos? 

Imagens que há milhares de anos estão em sinais - alguns vistos como simbólicos, em emblemas, na arquitectura - nas formas dos tectos e das abóbadas; na heráldica, nas casas e palácios dos reis e dos nobres...?

Ou por exemplo em Lisboa, e à vista de todos, no tecto de Santa Maria de Belém?

Nas insígnias dos Imperadores, porque vindas de Deus - tal como veio o Direito. Desenhos inscritos em pavimentos (romanos) e/ou na Santa Sé... Nas formas, base (o desenho da planta de implantação - arquitectura) das igrejas e Praças...

A forma circular que um dia passou a ser elíptica, como acontece na Praça de S. Pedro, depois de J. Képler (1571-1630) ter provado que é essa sim a forma mais correcta e rigorosa do movimento dos planetas, no Universo...?

VAMOS VER

E sobretudo será que também vamos poder ouvir? Já que, é nossa convicção, que depois de compreendido e absorvido é uma verdadeira Nova História - também da Arte e da Arquitectura -, que vai aparecer por aí... 

Assim, neste imenso panorama de que estamos a escrever desde 2004, há muitas outras imagens que se aconselham; para as verem e compreenderem. É que à excepção desta primeira (abaixo), existem já em várias publicações nossas (FB e blogs) onde as podem encontrar

FCGulbenkian+desenhoArcaAlcobaça.jpg

Sendo a magem acima do manuscrito do século XIX (em exposição da FCG). Tendo associada um desenho nosso que reproduz o que se considera ser uma representação do universo (Ad triangulum e ad quadratum), inscrito na tampa de pedra de uma arca tumular do Mosteiro de Alcobaça.

(as seguintes vêm de compilações que temos feito)

Desenho-Arcos-formulesStereochimiques-e.jpg

ArmasPortugal.jpg

(ampliar)

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(*) Como nos aconteceu a partir de 2001-02...

(**) Por isso nos lembramos de Hugues de Saint-Victor e de algumas das suas ideias sobre o Saber

(***) Não teria sido melhor deixar quieto e calado o referido manuscrito? Fazendo o que é habitual nalgumas faculdades, quando se decide que "... amigo não empata amigo!"

 


20
Mai 24
publicado por primaluce, às 15:30link do post | comentar

Tinha-se ouvido o anúncio, mas, com o tempo sempre a correr, estávamos longe de pensar que já tinha começado...

 

No entanto e como se vê, não só começou como já está no fim. Com destaque para Monserrate que é o último episódio. 

Ouvimo-lo há minutos, não é longo, mas Deo Gratias - ou sendo tudo em inglês até calha bem dizer Thanks God - porque

"...é mesmo o meu MONSERRATE, sem tirar nem pôr!" *

87191-Monserrate_observador-b.jpg

Ora o que se vê desde que fiz este trabalho - felizmente publicado pelo melhor editor de Lisboa em 2008 (capa a seguir) - é que todos, por ele (ou por mim?), lhe querem colher os frutos. ** 

Sem devidamente explicarem onde encontraram, assim já pronto, tudo interpretado, e tudo tão bem vestidinho - numa história tão direitinha, tão escorreita e sobretudo tão lógica (que até chateia ..., sem dúvidas nem enigmas) - com a papinha já toda feita?

Em suma, corre-se o risco, o mesmo que encontrámos nos anos 80-90 do século passado, de todos repetirem "de cor e salteado" uma nova cantilena, super-enjoativa, como era uma vez: "... a do Padre Gaspar Preto, que tinha ido em Peregrinação a Monserrat ... " (na Catalunha)

capa-livr-definitiva.jpg

Só que, sobre Monserrate, dificílimo para nós foi encolher e resumir os materiais que tínhamos: acrescidos de todos os outros que entretanto foram surgindo, para uma Nova História da Arte, que, em grande parte está por escrever.

Nova História da Arte em que os Ideogramas de uma linguagem visual deram forma  aos mais importantes, e mais expressivos, dos detalhes arquitectónicos que ao longo do tempos foram sendo fabricados. 

E que inclusivamente estão no Italianate-Neogotico que é o Palácio de Monserrate...

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

* Como já se tinha percebido no RTP ensina, apresentado (ou representado?) pela pantomineira que foi a orientadora dos nossos estudo na FLUL.

Só que, se podemos dizer que é nosso (ou meu), foi porque, para afirmar que o Palácio do século XIX, dos Cook, projectado por J. T. Knowles é uma evolução do que estava já construído na Quinta, foi porque muito trabalhámos. E porque construímos ideias com base nos elementos que encontrámos e aos quais Schedel, M., Pereira, A.N. aderem integralmente (!!!). Apetece rir...

É que, sabendo nós onde estão os gaps e as maiores fragilidades das nossas teorias, faz sentido perguntar, se não seria boa ideia, tentarem ir mais longe: em equipa, fazerem um trabalho sério (e com seriedade)? Em vez de tomarem o pacote inteiro para si mesmos, e de papaguearem os estudos alheios ? Em vez de aceitarem, acriticamente, plagiando, os trabalhos dos outros. Mais ainda quando se sabe, que estamos perante cozinhados/demasiado requentados. Numa cozinha cuja «higiene», não só deixa a desejar, como é completamente insalubre?

** Melhor dizendo, o que eles querem são mais os louros, do que os frutos! Porque os frutos são garantia de futuro, enquanto os louros só servem para o presente - que se goza, mas também esgota...

(quiçá em entradas triunfais ?, mas não mais !)


15
Mai 24
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

É verdade, parece-nos que é mais fácil aceitar o passado, e o que nos deixaram (já feito e prontinho) do que criar e inovar

 

Já não dizemos criar ex-novo, até porque não é precioso ir tão longe, mas pelo menos com base nos dados mais fiáveis que nos vêm de trás; incluindo os que a Ciência, antiga e actual, foi/é capaz de produzir (e também de actualizar). 

A nova geração teve contestatários, sim! Alguns, que por se distinguirem até ficaram para a História: a grande e a pequena. 

Mas o resto - a maioria da população - disse sim à incontestabilidade. Como se nada fosse para mudar...

E por aqui chegámos ao hoje: sem grandes sonhos, sem ideias, nem sequer as gerais, mas sempre com a frase feita (tão triste, tão derrotista...), havendo sempre muitos a dizer, a lamentarem-se - "o diabo está nos detalhes" !

Mas por nós , o que vemos (a agigantar-se, e assim talvez capaz de fazer medo?) é o trabalho.

Porque o trabalho é trabalhoso! 

E é com esse que ninguém se quer comprometer, pelo que se tem visto nas últimas décadas ... e como ainda se vê! Incluindo as tarefas mentais, como é a necessidade, premente, de mudar as mentalidades

Como se vê, é mais fácil fugir (emigrar) para outras realidades e sociedades, onde muito já está pronto e organizado, do que querer ficar: com a certeza que é para enfrentar dificuldades. Começando, quiçá, pelo fazer debandar dos muitos arcanos entranhados? Prejudiciais, embora também pareça - 50 anos depois de Abril - que a sociedade mudou muito! Mudou (talvez...), ao mesmo tempo que alguns não mudaram nada!

Enfim, quanto mais se conhece e se domina um assunto - os que passámos a estudar a partir de 2001 (quando já estávamos com 25-30 anos de vida profissional) -, mais esse assunto nos fascina!

Neste caso fascinada com o que a História - ou com detalhes da história, e o que esses podem revelar; desde que olhados com novos olhos e diferentes perspectivas.

Sim, contestando os olhares demasiado antiquados, e por isso incapazes de verem, e de terem abertura para compreender, o que em geral não tem sido visto (e assim continua). 

Em post anterior já ficou uma imagem introdutória para este assunto de hoje, tão novo The Heaven Machinery (*)

Algo que é difícil de definir, possivelmente comparável a um teatro ou drama religioso-litúrgico, criado para envolver, e catequizar, os que dentro das igrejas estariam habitualmente em posturas, predominantemente, de misticismo e oração

Sigam o link (no fim) movendo o mouse e cursores, para que a exibição digital se desenvolva e vá «passando» no écran. Notem as explicações e importância dada à Mandorla

Vasari-Machinery-4.png

(ampliar imagem)

Vasari-Machinery-3.jpg

(*) The Heaven Machinery in the Florentine Theatrical Tradition (artes-exhibition.digital)


03
Mai 24
publicado por primaluce, às 14:30link do post | comentar

... e por vezes certezas!

 

Sempre achámos estranho que uma gravura de Seteais que aparece em -  Portugal; or the Young Travellers: Being some account of Lisbon and its environs and of a Tour in the Alemtéjo, In Which The Customs and Manners of the inhabitants are faithfully detailed. Harvey & DartonLondon 1830.(titulo completo e data de publicação) - fosse desproporcionada...

Ou seja, aparentemente certa no centro da imagem, mas encolhida nas alas laterais...?

Desta vez (há dias) atrevemo-nos a fazer o que já estava a tardar. Ver aqui

De repente desconfiámos, tão simplesmente, que a imagem teria sido estreitada para caber nas páginas, do muito pequenino livro de onde vem (*).  

Com as técnicas digitais de hoje, nada mais fácil:

Da desconfiança passou-se à hipotese, e desta à quase certeza...?!

 

Embora, parece-nos, talvez ainda pudesse ser mais esticada

PalácioDeSeteais.jpg

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~~~~~~~~~~~~~~~~~~

(*) Imagem mencionada e publicada por nós em Monserrate, Uma Nova História, em 2008, Livros Horizonte. Ver p. 218, fig. 15.

Já agora ver também esta outra imagem, vinda do mesmo livro. Pois nunca admitimos que estivesse completamente certa (?)

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Entretanto, e face a alguns comentários, reunem-se informações de outros posts e comentários publicados.

Ler aqui. Incluindo a noção que temos, da existência duma fortíssima relação entre Arquitectura e Religião: 

"Obrigada pelo Excelente. Mas é Excessivo. Será excelente, talvez, se um dia com apoio de vários livros e seus autores - como por exemplo MOLANUS, autor do Traité des Saintes Images - conseguir desenvolver, bastante mais, a ideia que temos da relação directa entre Religião e Arquitectura. Porque é que o norte da Europa seguindo Lutero e os «descendentes de Carlos Magno» fez prevalecer a Arquitectura Gótica? A que foi a dos primeiros ocupantes do Império romano (não lhes chamando Bárbaros, já que (estes) até tiveram um comportamento bastante civilizado, na atitude de quererem viver entre povos mais evoluídos...). E porque razão, os descendentes dos povos romano-latinos, nascidos na Península Itálica, e ocupando as zonas mais a sul da Europa, foram buscar o estilo arquitectónico do tempo do Imperador Constantino I (272-337 d. C.) ? E ainda, poderá vir a estar mais próximo do excelente (?), se assim explicarmos porque é que esta casa de Seteais, um dia deixou de ter arcos quebrados (os "pointed arches" dos ingleses) e passou a ter arcos de volta inteira:

I. e., os semi-circulares que lá estão na fachada, e são tão bonitos!" 

(vindo daqui) 


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