Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
30
Nov 22
publicado por primaluce, às 17:30link do post | comentar

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24
Nov 22
publicado por primaluce, às 21:30link do post | comentar

Sim, escrevemos "doodling", e não "rabiscos", como alias está nesta entrevista a Marco Hernandez do Asia's Newspaper Design, em Lorem Ipsum, Facebook de Ana Serra 

 

E apesar da explicação a seguir ser relativa a infografias, a design e a desenhos muito característicos deste tempo, feitos para informar com imagens, pela nossa parte também já usámos - várias vezes - o verbo to doodle *.  A tentar explicar, praticamente o mesmo:

O que terá acontecido, frequentemente, a muitos outros autores e estudiosos, desde há milhares de anos; e até ainda, quando papel e lápis eram raros ...**

Leiam a explicação sobre a necessidade de imagens, que ajudavam a que, ideias mais ou menos difíceis, se tornassem mais entendíveis:

"We all enjoy doodling"

"At the age of +4 most of us were able to grab a pencil to go crazy expressing our thoughts and imagination. That’s evidence that by nature we want to communicate something, express ourselves and at the same time appreciate it. 

I believe doodling is natural to everyone. The main difference is the judgment of others, no one enjoys feeling silly if they can’t make their doodle understandable. 

Frustration is an incredible brake, maybe you have an idea in your head but you don’t know how to show it visually, but hey good news, absolutely no one was born Da Vinci. It is kind of like learning how to ride a bike, yeah you may end up in the bushes a few times, but I guarantee you will feel it natural later. 

Try to make your colleagues not to feel silly, share your worst doodles too, make the environment feel natural just  like it was when you were about 4 years old.

The power of doodling will make you think differently, no matter if you are working with heavy data, politics or any other topics. There’s always a way to doodle it, then the brain wires this way of thinking.

Said all that, many people just don’t want to go back to being a 4-year-old. So leave them be, you can’t save them all."

Doodling que nos aconteceu numa reunião de trabalho, na FLUL, para explicar à orientadora (do mestrado, entre 2001-2) exactamente o «processo de pensamento desenhado» em que as imagens - ou chamemos-lhes doodles (às imagens seguintes) - têm/tiveram um papel fundamental.

ConversasComDoodles

E o que pode parecer caso raro, ou único, em boa verdade constata-se que os melhores professores também eles passaram por estas problemáticas, detectaram-nas, e ainda escreveram sobre elas. E assim sabemos que, pelo menos parcialmente, eles as entenderam.

Alguns são/foram inclusivamente «super-especialistas» no tema como Noam Chomsky (linguista) e Christopher Alexander (arquitecto, m. Março 2022).

Rudolph Arnheim que estudou Psicologia da Visão ("He learned Gestalt psychology...") é autor da primeira página (seguinte):

E André Grabar - historiador de arte - autor desta segunda página:

A.Grabar-imagem-texto.jpg

Repare-se como são diferentes as suas formações e as áreas cientificas em que trabalharam. Chomsky e Christopher Alexander; Rudolph Arnheim e André Grabar, no entanto, cruzar o que escreveram, revela-se da maior utilidade. Com  R. Arnheim a aperceber-se que nem sempre os que usam as imagens para pensar, têm plena consciência de como se processa o seu pensamento. Ou, como imagens e palavras se complementam!

Já o autor (nascido ucraniano) - André Grabar -, pelo contrário, mostra-se totalmente ciente da ajuda que as imagens, mesmo que abstractas, trouxeram à compreensão das ideias e dos conceitos, que assim passaram a ser de muito mais fácil transmissão.

Enfim, é imensa, infindável diríamos, a informação que existe sobre esta temática. Podendo afirmar-se que os sinais a que chamamos ideogramas - muitos deles inventados na Antiguidade Tardia - com o tempo foram-se tornando não-significantes; porque se esqueceram os seus sentidos iniciais. No entanto, por exemplo os arquitectos vitorianos defenderam que a arquitectura era (e tinha sido) falante.

Como registámos neste post de 2011.

Quanto aos doodles são vários os nossos posts em que se referiram ***

Por fim, vale a pena ler um excerto crítico, relativo ao trabalho de Mary Carruthers, autora que foi Prof. de Literatura, numa universidade de Nova York; também ela captou a grande complementaridade entre palavras e imagens:

(para ampliar abrir noutro separador)

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

* Apesar de um motor de busca nos trazer isto (os doodles), como se fossem apenas desenhos "feitos sem pensar".

Scribble absent-mindedly. "he was only doodling in the margin"

** Marco Hernandez na entrevista também se refere a imagens com mais de 2000 anos, só que, diz ele, seriam apenas para as altas esferas do poder:  "... those were very exclusive documents, intended for only a few in high spheres of political influence. "

Engano (dele!), porque se ainda hoje ninguém sabe da sua proveniência, nem lhes descobre os sentidos, na verdade vemos como muitos desses doodles passaram a, e ainda estão bem visíveis e notórios, nos pavimentos (ditos) romanos:

E, a acontecer, concretamente, na portuguesíssima Conímbriga, como há dois dias se voltou a mostrar.

***  A ver aqui, e ainda aqui


18
Nov 22
publicado por primaluce, às 17:30link do post | comentar

...E também da História Mundial?

 

Quando se pensa que o melhor livro – para nós/para mim! – para perceber a História da Arquitectura, e o que aconselharia a todos, para a compreenderem, é o de Mark Gelernter [1]. É também quando nos ocorre, mentalmente, que muitos «troçavam» de John Ruskin e do seu imenso entusiasmo pelos mais belos edifícios de Veneza.

Sobre ele Michael Lewis escreveu:

"Ruskin was scarcely able to admire a building without making it a pivot of world history. In «The Stones of Venice», he portrayed the Ducal Palace as the architectural embodiment of Venice, poised between northern Europe with its gothic achievement and the Italian peninsula with its Classical legacy, and uniquely qualified to distil the best of both…”.

Na verdade, as palavras acima aplicam-se bastante bem ao trabalho que fizemos sobre Monserrate, e por isso, com todo o gosto, «enfiámos a carapuça» e aceitámos a ironia vinda desse autor - Michael Lewis [2], quando percebemos que também nós tornámos Monserrate num verdadeiro “pivot”; ou seja, à maneira de John Ruskin, com o mesmo sentido com que olhava para cada obra que estudou, vendo nela toda a História [3].

CapaP&B-3.jpg

(capa do trabalho como apresentado na FLUL, Setembro 2004)

 

Porque, Monserrate não só nos ajudou a ver e a compreender a Historiografia do Estilo Gótico – como Maria João Neto tanto quis, e conseguiu. Thanks God : fúria de Vítor Serrão - e ambos desentendidos, esquecidos, que os primeiros reis de Portugal também descendiam dos VISIGODOS (e não apenas dos Borgonheses!). 

Como, crescentemente vamos adquirindo, sempre e cada vez mais, mesmo que em slow motion, novas informações [4].

Melhor dizendo: neste caso percebendo que, um edifício como é o Palácio de Monserrate (por exemplo - o que se deve à imensa qualidade do trabalho dos arquitectos James Thomas Knowles) ao integrar-se na História da Arquitectura, também se integra na História Mundial.

Monserrate-pivot.Hist-b.jpg

(abrir imagem em separador)

 

Porque, só com o auxilio desta – História Mundial, e a Filosofia, e tantos, tantos outros conhecimentos... - se podem compreender os mais variados elementos visuais, que serviram (e foram criados) para traduzir ideias. Os quais em simultâneo, deram forma - i. e., terão dado quase todas as formas - que conhecemos e vemos patentes, nas obras da História da Arquitectura Ocidental [5]

~~~~~~~~~~~~~~~~

[1] E ao qual nos vamos referindo frequentemente. Ver nota 5

[2] Ver em Michael LEWIS, The Gothic Revival, Thames and Hudson, London 2002, p. 114.

[3] Apesar de apenas termos lido algumas súmulas do seu trabalho; como: RUSKIN, John, - The Lamp of Beauty: Writings on Art. Selected and edited by Joan Evans. Phaidon, London 1995.

[4] É infindável. E apesar de Mark Gelernter – para nós ser talvez o melhor autor para se poder perceber a História da Arquitectura – , não se lhe referir, é ainda em André Grabar que se apanham óptimas informações, para reunir a tantas outras (sobre a génese das formas arquitectónicas medievais). E isto, segundo defende, relativamente a um tipo de Iconografia, que ele (André Grabar) localizou na Pens. Ibérica.    

[5] Como está no título do livro de Mark Gelernter – Sources of architectural form, a critical history of Western design theory.

capaLivro-MarkGelernter.jpg


05
Nov 22
publicado por primaluce, às 18:30link do post | comentar

Algumas imagens que reunimos e desenhámos

SISTEMAdeSINAIS.png

Das 16 imagens, 4 foram redesenhadas por nós, tendo presente a expressão que André Grabar usou para definir (certas) invenções iconográficas que atribuiu aos «mozarabes».

Explicando (adapt./trad. nossa):

"...tratam-se de fórmulas estereoquímicas que tentaram traduzir, por este processo, as noções mais abstractas...". Da teologia cristã, acrescente-se.

Tal como é várias vezes repetido por André Grabar, em Les Voies de la Création en iconographie chrétienne*.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Obra que reúne trabalhos diferentes, de 1968, 1979 e 1994 respectivamente, como se informa (capa e página 6).

_Grabar-Les voies... .JPG

_Grabar-Les voies... 0002.jpg

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

E a que hoje (18.11.2022) se acrescenta (1) este texto de Rudolph Arnheim (vindo daqui), para compaginar (ler logo a seguir) com (2) o que André Grabar escreveu em Les Voies de la Création en iconographie chrétienne :

_Grabar-Les voies... p.334-b.jpg

Porque se tratam de operações mentais (ou utensílios conceptuais), como muito bem explica Jacqueline Russ em Panorama des idées philosophiques, de Platon aux contemporains. Ao referir-se a Leucipo e Demócrito, e da sua importância para a invenção do átomo. 


04
Nov 22
publicado por primaluce, às 13:00link do post | comentar

... já se escreveram vários posts [1]

 

Sendo fortemente provável, que haja vários outros em tudo o que temos reunido e escrito.  Este é sobre um palacete da Mouraria de que guardamos imensas recordações. Vividas mas sobretudo imagens mentais (quase como verdadeiras fotografias a partir das quais até se poderia redesenhar...).

Mas, é também a Casa que é referida numa curta biografia de Lucien Donnat (que ontem encontrámos e para a qual aqui fica o link)

No ponto mais alto do jardim, e onde se tinha uma óptima vista, para a Pensão Ninho das Águias - não exactamente esta que está na fotografia (visto que era de um outro ângulo...) - também se dominava, visualmente, a área arrelvada, e muito mais ampla, que era a dos jardins do antigo palacete, que pertenceu a Joaquim António Araújo Jusarte. 

 

[1] Ver em: 1. http://primaluce.blogs.sapo.pt/40704.html,

2. https://primaluce.blogs.sapo.pt/das-nossas-coleccoes-214042,

3. https://primaluce.blogs.sapo.pt/falta-de-agua-claro-que-os-governantes-394739,

4. https://primaluce.blogs.sapo.pt/sobre-palacios-e-palacetes-de-lisboa-um-475797.


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