Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
26
Out 22
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Um método que, para os Historiadores de Arte nem sequer pode existir

 

Método que é experimental, sem dúvida, donde se hão-de tirar outras ideias, e algumas conclusões

DSCN0453.JPG

Enfim, passados anos, a conseguir ter tempo - hoje* - para desenhar/reproduzir um pavimento de mosaicos romanos, da chamada Casa do Infante no Porto.

Assunto já abordado em alguns outros posts,

a partir desta base (que não é nossa!)  

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

E assim, releituras de outros posts e links, como é o caso deste, também hoje aconteceram


22
Out 22
publicado por primaluce, às 13:30link do post | comentar

Imagens com Losangos (a ler aqui)

 

Sabemos, é impossível esquecê-lo, como a imagem da mandorla/mandala, que ficou no texto (a única nessa situação), no livro que dedicámos a Monserrate, foi uma imensa fonte de informações.

E ainda sabemos mais  - já de há uns anos, mas depois de 2004 (data em que escrevemos essa tese) que o autor desta informação, James Curl, também tinha escrito antes, e por isso tendo recebido um prémio em 1992, este outro livro, cujo título e respectivas referências estão já a seguir:

The Art and Architecture of Freemasonry. An Introductory Study (London: B T Batsford, 1991). Winner of the RIBA Sir Banister Fletcher Award for Best Book of the Year on Architecture, 1992. ISBN 0-7134-5827-5

Ou seja, a imagem que nos foi utilíssima, e da qual lemos/extraímos o máximo que, eventualmente se pode ler; talvez James Curl a tenha obtido (ou a tenha conseguido?) no contexto das suas investigações dedicadas ao estudo da Maçonaria. Ao certo não sabemos, mas é uma hipótese...

Depois, também se fica a saber que este autor voltou ao tema da maçonaria, desenvolvendo-o, com este novo trabalho:

Freemasonry & the Enlightenment: Architecture, Symbols, & Influences (London: Historical Publications, 2011) ISBN 978-1-905286-45-4

JamesCurl-Freemasonry-2.jpg

(imagem vinda de http://www.jamesstevenscurl.com/freemasonry-and-the-enlightenment-architecture-symbols-and-influ)

Não lemos nem um nem outro, embora haja alguma curiosidade (sendo que alguma não é imensa!)

Depois, porque esses livros não estão facilmente acessíveis [1], consideramos simplesmente, quão útil foi o acesso que já se teve, logo em 2002, ao seu  fantástico Oxford Dictionary of Architecture, de 2000. Onde encontrámos a imagem seguinte, e essa, por si só, é (foi para nós) muitíssimo falante.

Isto é, fornecedora de uma série de outras formas: schemata (?) - ler o que escreveu Raymond Bayer em História da Estética, sobre os kala schemata. Formas, ou figuras, que, de igual modo, funcionaram como ideogramas ou vocábulos visuais. Apesar do termo «vocábulo» não ser o mais adequado (visto não haver voz, e o sentido significante ser proveniente das imagens que se formam na mente...)

Mandorla-Curl.jpg

De qualquer forma, sendo a nossa curiosidade sempre imensa, em torno desta temática, e porque «de borla» se podem conseguir obter informações anteriores às de James Curl, como inclusivamente são as imagens seguintes, em breve, alguma continuação a dar ao assunto, far-se-á com base em bibliografia do século XVI de Sebastiano Serlio (ou ainda, e se possivel, de Leonardo Da Vinci).

Mandorla-deL.DaVinci-0.jpg

Acima imagem que é, aparentemente, da autoria de Leonardo da Vinci (obtida algures Internet?)

Idem, imagem da Internet, de Joaquim de Flora (e de que já se escreveu várias vezes, como aqui se pode ver, relativamente a circulos, e sobre entrelaçados aqui)

~~~~~~~~~~~~~~

[1] Dada a nossa falta de tempo, um investimento não prioritário, etc... Quando por exemplo, o compaginar de algumas imagens de Leonardo Da Vinci, com desenhos de pavimentos da Antiguidade Tardia (Conímbriga e outros a que tenhamos acesso), se apresenta como bastante mais interessante. 


17
Out 22
publicado por primaluce, às 12:30link do post | comentar

..., ou como quem diz, (defensora) das ideias que passei a defender depois de me terem mandado ir à procura das "Origens do Gótico".

 

Voltamos ao post do Museu de Conímbriga que entendi republicar e comentar. E as reacções de quem sabe sempre tudo melhor, naturalmente não se fizeram esperar... Como se pode ver:

InfosDeConímbriga.jpg

Thanks God, pois podíamos ter feito um qualquer engano que merecesse ser corrigido, e portanto seria de agradecer a atenção.

Mas não, não fora engano, porém continuamos a agradecer a atenção, e a acrescentar mais alguns comentários, exactamente vindos a propósito do "gozo" gerado que para nós é sinónimo de "gozo ignorante" *.

InfosDeConímbriga2+3.jpg

E ainda este outro comentário, que também faz sentido lembrar, pois a nossa expulsão da FLUL - é cada vez mais - uma enorme honra:

"Será ironia adorar (incluindo comentários ignorantes)? Sim adorar ver o habitual paradoxo científico? A não aceitação porque se foi ensinado no contexto de teorias que ainda são as consideradas válidas...? É bom que se saiba da honra que sinto por ter sido expulsa da FLUL, ao ter feito um mestrado em que essas ideias foram suficientemente bem expostas, e portanto tornadas muito incomodativas para os catedráticos!"

Tão incomodativas que era urgente ser despedida!

Quanto a imagens de Conímbriga, que nos ajudaram a ver a importância das imagens criadas na Antiguidade Tardia, para serem postas ao serviço do Cristianismo, recolhemos algumas, como as que se seguem **:

Conímbriga 007-infinito.jpg

Conímbriga 006.jpg

Conímbriga 004.jpg

Para terminar, é importante acrescentar que é em Itália, em muitas obras da Arquitectura Cristã, que melhor se vê a evolução contínua (ou sobretudo muito menos interrupta) entre a iconografia empregue na Antiguidade Tardia, e a dos estilos (cristãos) medievais  

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Nota: todas as imagens se podem abrir em novo separador para melhor leitura.

* "Gozo ignorante" que é sem dúvida alimentado por catedráticos, ainda mais ignorantes...

Razão para várias vezes termos citado M. J. Maciel, e o que explica (por palavras diferentes destas nossas), relativo a um abstraccionismo crescente, e paralelo ao desenvolvimento do cristianismo 

**Claro que, adoraria que alguém fotografasse estes pavimentos com drones, e portanto sem as deformações «perspecticas» das nossas fotos.


16
Out 22
publicado por primaluce, às 11:30link do post | comentar

... e um mundo de "caixinhas" para tudo!

 

Vejam este episódio.

Vale a pena destacar alguns pontos. Já agora pontos que são indicados ao minuto e ao(s) segundo(s):

No 2' 22'' é referido Galileu e a sua «definição» do Universo. Como se percebe, socorreu-se da Matemática, melhor dizendo, da Geometria para o explicar.

Dizendo que está escrito em Linguagem Matemática:

GalileuIstoéMarematica-7.jpg

Mas logo acrescenta, para que se saiba, que na prática, existe outra linguagem:

GalileuIstoéMarematica-6.jpg

Ora com esta frase - tradutora da linguagem matemática, e das ideias de Platão (dita para os mais comuns mortais) - com ela Galileu lembra-nos que estamos na Terra:

Onde nem todas as mentes são iguais. De tal modo, que alguns fazem questão de tudo diferenciar (milimetricamente), como por exemplo fez um desses - igualmente muito conhecido - chamado Aristóteles, que por acaso até foi seu aluno; embora hoje seja a FCT, quem tem caixinhas para tudo*, podendo ser vista como sua herdeira ou descendente...

É quando o nosso matemático, que afinal também está a explicar o que é a Lógica chega ao minuto 8 (e alguns segundos), com uma mesa cheia de molduras:  

IstoéMarematica-9.jpg

As ditas representam as caixinhas e caixilhos onde tudo é colocado, pelos que, preciosa e milimetricamente fazem questão de tudo diferenciar...

Mas enfim, está certo!

Como poderia ser? Que de outra maneira, se não soubéssemos que há categorias, classes..., e tantas coisas diferentes? Se não soubéssemos que há até a Taxonomia**?

Em suma, é tal e qual como faz a FCT, que ignora as etapas de construção - uma espécie de "making of" -, daquilo que é hoje a Ciência?

E como a seguem, milimetricamente, ...mente, ...mente, ...mente, «as mentes hiper-matemáticas» dos Historiadores de Arte***!

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

* E daqui deseja-se que a FCT dure tantos séculos, ou pelo menos um décimo do tempo em que a Academia de Platão existiu...

**Tantas vezes dada como exemplo, para, por analogia se perceber a Arte?

*** A ponto de se perguntar: será que leram? Da Editorial Estampa (Lisboa 1995), a fantástica tradução da História da Estética, de Raymond Bayer.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Já agora, um dos temas que interessou (imenso) a Leonardo da Vinci - Squaring the circle - Wikipedia, que, normalmente, dizemos a quadratura do círculo, é um tema predominantemente matemático

Embora saibamos que há autores (lido na Internet, texto anónimo ver no fim) que a propósito do tema "the squaring of the circle and the theory of the lunulae" refiram ainda que, esses mesmos estudos - de enorme produção matemática - se transformavam em jogos geométricos, de uma imensa imaginação, e respectiva produção pictórica.

E embora sabendo pouco de onde vem a informação, e a sua autoria, a verdade é que temos o texto que podem ler a seguir:

"These activities on the lunulae and curvilinear surfaces sometimes give free rein to the pictorial imagination of Leonardo who indulges in real “geometrical games”, as he himself declares. In these games there clearly is a more pictorial will than a mathematical one, even if underneath always lie hidden problems of transformation of rectilinear figures into curvilinear ones, and vice versa: the topic to which Leonardo gave his greatest contribution of all his mathematical production"

SobreLeonardo-textoAnónimo.jpg

Divirtam-se: aproveitando o melhor da Arte, e da Matemática!


mais sobre mim
Outubro 2022
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

18
19
20
21

23
24
25
27
28
29

30
31


arquivos
pesquisar neste blog
 
tags

todas as tags

subscrever feeds
blogs SAPO