Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
29
Abr 22
publicado por primaluce, às 17:00link do post | comentar

Concretamente...

 

O nosso estudo dedicado ao Palácio de Monserrate, abriu/abre importantes perspectivas sobre a historiografia do Estilo Gótico[1].

Como aliás ficou logo registado no título com que foi apresentado - e a tese assim defendida em 2005 – na Fac. de Letras da Universidade de Lisboa.

Concretamente, foi a propósito desse estudo, sobre o Palácio do século XIX, que pudemos verificar como o estilo gótico nasceu de vários ideogramas (gráficos)[2].

CapaP&B-3.jpg

Assim, da página 264 do livro retiram-se várias fotografias. 

p.264.jpg

Embora se queira chamar a atenção para as duas últimas, que são de duas ARCAS TUMULARES do Panteão de ALCOBAÇA[3]

Ampliando (o que também se pode ver ainda maior num novo separador):

p.264-b.jpg

E se pegarem no nosso livro, poderão ler na nota nº 77, p. 165, esta nova referência:

Ver em Manuel Diaz y DIAZ, Codices Visigoticos en la Monarquia Leonesa, Leon 1983, lamina 22 e p. 37 [comparem-se ainda as seguintes figuras que apresentamos: Figs. 93, 94, 95, 96, e 112 a 114].”

Pois tínhamo-nos apercebido, que várias imagens (grafemas - ou o que lhes queiram chamar...) correntemente usadas pelos visigodos passaram, séculos mais tarde à Arquitectura Gótica

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

[1] Perspectivas que, apesar da generalidade dos historiadores ainda não as conhecerem, nos têm sido da máxima utilidade. Por permitirem uma visão da História da Arte razoavelmente diferente da que está instituída.

[2] Que, mais tarde, com sucessivas experiências vieram a ganhar volume; i. e., de bidimensionais passaram a tridimensionais. De indicações gráficas, passaram a fórmulas arquitectónicas, caracterizando os diferentes estilos artísticos e suas «correntes»  

[3] Normalmente conhecido como  Mosteiro de Alcobaça.

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Por fim repare-se que quem andava fascinada com as Origens do Gótico, e em "torno" delas tudo rodava, era Maria João Baptista Neto, cuja prova está (por acaso) aqui mesmo ao lado, numa photobox que transborda com materiais eloquentes:

MagnaQuestão-urgente.jpg

muitoURGENTE-b.jpg

E um dia - face ao assédio moral que cada vez mais vem ao de cima, em diferentes faculdades da UL -, talvez esta magna questão, ainda possa mudar de nome, e ser vista por outro prisma, e com outra designação... ? 


10
Abr 22
publicado por primaluce, às 16:00link do post | comentar

Como várias vezes se tem escrito, o nosso estudo dedicado ao palácio sintrense revelou-se uma verdadeira caixinha de surpresas:

 

Apercebemo-nos estar perante o que terá sido uma Teologia pela Imagem. O que nos levou, e continua a levar, a estudos fascinantes. E também a olhar para este campo da Arte - antiga e religiosa - como uma autêntica Iconoteologia.  

Razão para também escrevermos noutro blog, onde se promove (ainda mais*) esta noção de ICONOTEOLOGIA 

As imagens seguintes - que podem ampliar, abrindo em novo separador -, registam:

1.  Nas duas primeiras imagens está uma página de Edward Norman - que exactamente explica o Diagrama gerado pelo Credo de Atanásio. É a partir desse diagrama, e com centro nos três círculos exteriores, que se  esquematizou uma Ideia(-Imagem) da Trindade, em que a procedência do Espírito Santo - do Pai e do Filho - gera um "Y". Já designada como Littera Pythagoraetendo-lhe dedicado um post (pois há muito sabemos da importância desta letra enquanto ideograma)

Um "Y" que também organiza os três círculos, diferentemente do que está no diagrama a  seguir. 

É este diagrama, ou ideograma, como preferimos chamar, que está na origem do arco, ou edícula do lado direito; o qual, por sua vez, passou (indirectamente) às janelas do Palácio de Monserrate...

ARCO-CREDO-ATANÁSIO-3.jpg

2. Neste caso (imagem obtida na Internet) os três círculos trinitários foram desenhados de tal modo que se enfatiza, ao máximo, a intersecção (ou sobreposição) dos três círculos.

É o Uno e Trino, mas é também, como está na primeira imagem, uma outra tradução visual do chamado Credo de Atanásio.   

tri-unitas.jpg

3. Por fim, note-se na fotografia do Palazzo Vechio, e respectivas janelas, em maior detalhe. 

O seu desenho  é praticamente o mesmo que está na edícula, criada a partir do «emblema trinitário» nascido do Credo de Atanásio. Não é forçoso, e por isso não o dizemos, que as janelas do Palácio de Monserrate venham directamente do Palazzo Vechio de Florença: porque, como sabemos, são inúmeras as cidades italianas antigas, com edificios em que há janelas com este mesmo desenho...

Por fim, e aproveitando ainda a última imagem, repare-se nos escudos que estão acima das janelas:

Por vezes, as formas dos escudos já evoluíram e encontram-se alteradas, mas não é este o caso.  Este exemplo  prova bem que é o mesmo desenho do chamado Arco Quebrado, mas rodado.

Aqui a apontar para baixo.

1280px-CoA_Façade_Palazzo_Vecchio_Florence.jpg

PalazzoVecchio.jpg

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*De certo modo esta palavra foi criada por Eugenio Marino, OP, de Santa Maria Novella (m. 2011), que se referiu a algumas obras como Icono-Teologia.

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É verdade, 20 anos depois de termos iniciado os nossos estudos e feito as primeiras "trouvailles"  o assunto Diagramas Medievais passou a existir (mas não em Portugal!)

20yearsAfter-c.jpg

Não exactamente como nós o vemos - i. e., mais básico (de base, e mais simples como se fossem pictogramas, mas simples imagens criadas a partir de ideias, e por isso ideogramas).

Porém, os Diagramas Medievais e o seu estudo, que foram chamados ao Congresso acima indicado são imagens mais completas, e sobretudo são razoavelmente complexas: vistas agora como assunto científico (por isso o título adoptado The Mediaval Diagram as Subject) .

Portanto, tornadas imagens devidamente valorizadas, e passíveis de estudo ao nível universitário.

Em resumo, em nossa opinião está-se ainda a descurar os elementos mais básicos (que são imagens), constituintes de composições, que, para transmitirem ideias - chamemos-lhe catequeses, e conhecimentos religiosos que se queriam divulgar - essas composições (que eram como verdadeiros mapas), integravam diferentes tipos de grafemas:

Quer alfabéticos (relativos a sons), quer grafemas ideológicos (relativos a ideias).


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