Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
28
Jul 21
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

Sempre que algum post interessa mais a alguns (esteja no nosso facebook ou num dos blogs), então há uma «romaria».

 

E assim tem sido nos últimos dias.

Seja a Primaluce,Iconoteologia, ou a Casamarela. 

É verdade que os nomes que demos aos ditos blogs não primam pela beleza; mas - sobretudo em ICONOTEOLOGIA - o que se procurou foi divulgar um conceito que está atrás de uma palavra que, é poderosamente significante.

E, é ainda mais verdade, não ficámos embevecidos a mostrar que sabemos as diferenças entre Iconologia e Iconografia , à maneira dos «adoradores» de Panofsky; ou do que se ouviu/ouvia na FLUL, no início do século XXI. Que é como quem diz, bem mais de 50 anos depois de ter sido escrito (tal a actualidade!).

Diferentemente, aproveitámos o que se aprendeu em óptimos livros da biblioteca da UCP: concretamente sobre a percepção que muitos têm daquilo a que todos chamam ARTE: ou seja, que em geral é uma Iconoteologia.

Porém, se ontem foi assim, nas visitas que tivemos:

  1. Primaluce: Nova História da Arquitectura - 3
  2. Um dos blogs mais bonitos... - 2
  3. Quanto maior a evidência, ou a importância das novidades e valor da notícia... - 2
  4. Sim, sim - "É para o lado que eu durmo melhor!" (só que agora queixam-se) - 2
  5. Sobre a formação do olhar de uma nação, relativamente à sua Arte - 2
  6. Uma elipse não é uma oval, mesmo que muitas destas formas pareçam iguais - 1
  7. É tudo gente honestíssima - 1
  8. Retratos de "Uma Barbárie" - 1
  9. Factos inesperados (isto é, super-inesperados como nos aconteceu desde 2002) - 1
  10. Sempre que surgem informações... - 1

Acontece que a 30 dias (ou a 6 meses) os que procuram este nosso blog - e bem ao contrário do que possa parecer - não são assim tão poucos...

Estastíticas28.07.2021.jpg

Estastíticas.jpg

 

No entanto, o que esses todos são é muito discretos; embora, ou principalmente, possamos dizer que são muito contraditórios!

O que é mais uma razão para continuarmos a escrever, e desta maneira continuando a publicar as nossas ideias.

Sabendo nós que os nossos leitores habituais primam pelo silêncio; ou, se falam do que escrevemos, muitos deles mostram-se desdenhosos, como se fizessem questão em não se deixarem influenciar por aquilo que abertamente eles  apoucam. Como é o caso de Vítor Serrão, Maria João Baptista Neto «e família»... Já que, é este o sentido da palavra desdenhar.  

Mais: se esses forem aos meios de comunicação de maior audiência, o que eles dizem - e se lhes ouve (pois não somos surdos!) - é, ipsis verbis, aquilo que nós escrevemos*: seja aquilo que leram no livro, ou o que muitos vêm ler aqui aos vários posts.

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*Embora, temos que o dizer, também aconteça haver nalgumas citações que vamos encontrando do nosso trabalho, algum erro. Como está no texto seguinte, quando se diz que em Lisboa, um amigo de Gérard De Visme, era irmão de Horace Walpole. Na verdade o erro está em que Robert Walpole - enviado/embaixador do governo inglês - era primo de Horace, e não seu irmão. É esse o erro.

No restante parece-nos correcto, este excerto que encontrámos em O REAL PAÇO ACASTELADO DA PENA EM SINTRA: EDIFICAÇÃO DE CASTELOS NEOMEDIEVAIS OITOCENTISTAS. Da autoria de Joaquim Rodrigues dos Santos (na Escuela Técnica Superior de Arquitectura y Geodesia - Universidad de Alcalá de Henares:

"As relações entre Monserrate e o mundo britânico não ficariam somente pelo seu projectista, pelo seu
proprietário ou pela decisiva influência romântica recebida: segundo Glória Coutinho, existiriam prováveis
relações de proximidade entre De Visme e o escritor britânico Horace Walpole através do irmão deste
último, que estaria por aquela época a viver em Lisboa; inclusivamente tinham sido comprados nesta cidade alguns dos móveis que Walpole possuía na sua residência de Strawberry Hill, provenientes de Goa6.
"Também o novelista britânico William Thomas Beckford viveu em Monserrate entre 1774 e 1799, antes de
voltar ao Reino Unido. Walpole e Beckford foram indubitavelmente dois personagens significativos para o
desenvolvimento dos revivalismos neogóticos no Reino Unido.
Walpole, considerado o introdutor do romance gótico negro no Reino Unido com o seu poema The
Castle of Otranto[…]7, tinha comprado em 1747 a residência de Strawberry Hill em Twickenham, perto de
Londres. Dois anos depois iniciou a sua ampliação apoiando-se num comité de consultoria constituído por
projectistas como William Robinson, John Chute, Richard Bentley, James Essex e James Wyatt. Imbuído
pelo espírito romântico dos ideais cavaleirescos, o excêntrico novelista pretendia transformar a sua residência num castelo, promovendo uma disposição pitoresca do edifício que aludía aos cenários da sua obra
literária. A fantasia e extravagância dos fragmentos góticos, livremente interpretados e incluídos na sua
construção, concediam assim um ambiente de carácter goticista."

Excerto retirado de um pdf a que podem aceder indo por aqui


25
Jul 21
publicado por primaluce, às 17:00link do post | comentar

Quando alguém abre um caminho...

 

Sim, quando alguém abre um caminho, depois muitos outros, muitas mais áreas territoriais passam a estar acessíveis. Visíveis, compreendidas e compreensíveis para a maioria.

E aqui neste post, poderíamos até não escrever mais, já que tudo se encaixa e está à vista nos textos abaixo (e se preciso ampliem-nos para ler, ou abram ainda este link, se quiserem perceber melhor).

 

Mas, vá lá! Ainda fica mais esta ajudinha:

De Vítor Serrão - já escrevemos o bastante sobre ele - tem sido um «personagem» da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, cheio de mérito, ... até que, de tanto mérito, e mais muita auto-propaganda, para nós caiu do pedestal.

E caiu por ele, pois aliás fez tudo para isso acontecer.

De Maria João Baptista Neto - quem também teve imensos méritos - e para nós bem mais do que ele; só que, idem aspas, ela própria também decidiu saltar da peanha; mas fê-lo com tanto azar, e a pontaria foi tal, que calhou logo dentro dos"meus sapatinhos".  

Depois, e já que posta fora de jogo a autora inicial (que somos nós), então tratou-se de aproveitar e fazer a festa: i. e., «calçar» também a família...

Ou seja, "passou a ser tudo nosso!" Não meu, mas que é como quem diz deles, dos da FLUL e seus responsáveis*.

Agradecimentos-Monserrate-h.jpg

MonserrateRevisitado-TeresaNeto-f.jpg

Felizmente este é um caso, ou uma estória, em que está tudo escrito:

Quer no nosso trabalho publicado com o título Monserrate uma Nova História, Livros Horizonte 2008 (donde vem a imagem superior).

Quer ainda, e como também consta escrito, no Catálogo da exposição Monserrate Revisitado (inaugurada em 2017, a que se refere o texto da segunda imagem); e aí, concretamente, sobre a nossa colaboração para a mesma...**

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 

* É verdade que a parte mais importante do nosso trabalho - a descoberta das Origens do Gótico (que aconteceu a propósito de Monserrate) ainda está silenciada pela FLUL. Assunto que, contrariamente, nós já deixámos no nosso livro suficientemente esclarecido e delimitado, e que afinal nos mereceu a tão honrosa expulsão da Fac. de Letras 

**Não se surpreendam, pois na verdade aqui só há verdades (apesar da ironia posta no título) 


19
Jul 21
publicado por primaluce, às 16:30link do post | comentar

Hoje produzem-se Informações Visuais  - por exemplo sinalizações, obras de design e obras de arte – naturalmente, com base e de acordo, com as lógicas e o Saber actual.

Se quiserem, dito de outro modo, esses elementos visuais são agora produzidos e trabalhados em conformidade com os ensinamentos escolares, ou a Ciência actual que acontece nas Universidades e Escolas

Ora o mesmo se passava há 500 anos, tal como antes, seja  há oitocentos anos ou até mesmo há milhares de anos.

É por isso um verdadeiro anacronismo querer entender obras antigas apenas com as lógicas de hoje:

Olhamos para elas - já se escreveu - como que estando infectados pelo PRESENTE; ou, estando imbuídos de um «presentismo» que, simplesmente, ignora o passado.

Claro que é uma atitude ignorante, porque se queremos dialogar - e neste caso de certo modo é como dialogar com um sujeito (que é o) passado – então é forçoso conhecer o outro, esse interlocutor que não se apreende facilmente.

Porém, alguns podem já ter ouvido falar em ARTES LIBERAIS.  

 

trivium-180dpi-b.jpg

 

E, analogamente, como hoje acontece, perceberem que essas Artes e as disciplinas que as constituem foram minimamente organizadas e estruturadas. Não tanto, e não tão exaustivamente, quanto se passa com as Ciências actuais (veja-se o «catálogo» das áreas cientificas da FCT), mas a verdade é que o foram...

Assim a nossa imagem é alusiva (ou mnemotécnica) desse conjunto de saberes cuja «organização» é atribuída a Martianus Capella.

Já agora, note-se que na organização de Martianus Capella é ainda curiosa ou interessantíssima a analogia que o mesmo fez entre os Conhecimentos e a própria Vida, ao referir-se às Bodas (com o sentido de união/casamento) de Filologia com Mercúrio...

Neste link ver On the Marriage of Philology and Mercury:

no que é uma alegoria muitíssimo completa e elaborada...

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E, por outras razões muito nossas, fica também este outro link

 


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