Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Jun 21
publicado por primaluce, às 18:30link do post | comentar

E ainda, no Ensino Superior: A História - e os que a fazem - normalmente designados historiadores.

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Não é segredo nenhum, desde que Vítor Serrão quis ser nosso amigo na rede que é o facebook, desde então os seus textos e as suas opiniões, passaram a estar à nossa frente todos os dias. 

O nosso "parti pris" - ou a visão que tivemos, e que chegou a ser altamente favorável, pelo imenso gosto que tínhamos tido ao estudar na FLUL entre 2001 e 2005* - entretanto tinha mudado. E passou mesmo a ser bastante desfavorável

Mudou, à medida que estudámos muito mais, e que percebemos a forma inaceitável, com que fomos tratados. Mas sobretudo mudou, por vermos a obliquidade - ou melhor dizendo, a versão (que é uma perversão), ideológica, que conduziu àquilo a que, agora vemos claramente, como tendo sido uma expulsão 

Ora não se põe um aluno fora, obrigando-o a ir procurar outro Centro de Estudos** onde seja aceite, por meras razões ideológicas!

Porque já não estamos no Estado Novo, nem nos revanchismos de uma "certa esquerda" - seja ela qual fôr? - que decide o que é certo ou  errado, neste caso sobre "a formação do olhar de uma nação, relativamente à sua Arte."

Pelo contrário, a objectividade e a consistência - nos ensinamentos daquilo que se quer seja uma Ciência - são fundamentais. 

Não queremos escrever um post enorme, tanto mais que já hoje, fomos dar a nossa visão, em comentários deixados nas páginas de quem (apesar do que escrevo...) foi nosso professor.  Em que num caso - como por aqui nos é mostrado - ressaltam os prismas ideológicos...

E já num outro caso, ou outro dia - ver aqui, como se aumenta a chinfrineira -, e se clama por Heródoto.

Ou seja, quer-se o ensino da História, dizendo que é essencial, mas faz-se tudo ao contrário...

O que nos leva a perguntar: como é possível tanta dissonância? Tanta incoerência? Tanta falta de crítica, vinda de quem diz que a "A História tem sempre de ser crítica e analítica com base na heurística e no rigor a interpretção factual, usando a dúvida metódica com cautelas...".

Ou ainda de quem escreveu isto (com erros e tudo, e naturalmente, com muito coração a mais !): "A pr´tica dox historiador é sempre transdisciplinar, e precisa de ter, além de rigor, coração."

Pois se buscasse a razão e a lógica, ou a heurística - no seu verdadeiro sentido (onde o coração não é sentimento, ou estados de «alma caprichosa») -, teria aprendido e seguido Émile Mâle. 

O autor que na Sorbonne, um século antes (a partir de 1905/06) deu a maior força à História da Arte, quando em França, essa era ainda a única cadeira, a nível nacional; pois nem sequer existia nalguma outra universidade, em cidades da província.

A visão de Émile Mâle - que segundo nos parece, não foi a de um ateu e comunista militante (sem mais..., ou apenas a de alguém preocupado em deixar a marca das suas opções ideológicas?) - foi, ao contrário, muitíssimo criativa.  

Descrita por vários autores, como M. DANIEL RUSSO (em artigo a que podem aceder pelo link baixo); ou, por exemplo, também por Annie Regond. Autora que refere, e enaltece, as suas metodologias inovadoras.

Informando-nos (ambos) que fez buscas em textos e documentos, que até então não eram empregues: como foram textos teológicos, textos da liturgia, ou os das devoções, para poder compreender, e depois explicar, a Arquitectura Medieval.  

Assim, de M. DANIEL RUSSO aqui fica um excerto do que escreveu em 2004***: 

"A une vingtaine d'années d'intervalle, les deux citations portaient sur le moment où Emile Mâle venait d'être nommé en Sorbonne pour y faire un cours sur l'art chrétien du Moyen Âge, en 1906. Toutes deux insistaient sur la rupture fondatrice que cet enseignement instaurait alors : celle de Huissman portant sur la façon d'enseigner l'histoire de l'art, non plus d'après les principes intangibles hérités d'Hyppolite Taine (1828-1893), et assez éloignés au fond des œuvres d'art elles-mêmes ; celle de Lafont sur la date à laquelle la nomination d'Emile Mâle intervenait, dans l'histoire de la République, après la séparation de l'Église et de l'État, comme pour mieux souligner la nécessité d'une étude objective de l'art médiéval, saisi comme un objet d'histoire à part entière. En effet, par son enseignement comme par ses livres, Emile Mâle allait former le regard de la nation sur l'art religieux du Moyen Âge."

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Como se pode ver nos agradecimentos que fizemos e está em Monserrate - Uma Nova História, na p. 279.

** Centros de estudos que hoje na lei também se referem - para as Instituições de Ensino Superior (IES) - concretamente, como devem fazer o acolhimento aos estudantes.  E se são considerados no relatório seguinte (ler aqui) os estudantes do primeiro ciclo, naturalmente não faz qualquer sentido, «desacolher», passar a despedir, e pôr fora, quem já está dentro.

Mais: quem tendo dado provas de competência (bastante - como é legível nos diplomas e certificados que foram emitidos) para a realização de trabalhos de qualidade, por isso mesmo deve - muito mais do que pode... - permanecer na instituição: i. e., continuar a trabalhar, normalmente.  

*** Quando por coincidência, e sem o sabermos, estávamos nessa mesma data, em Lisboa, «puxada por uma orientadora», a trazer ao de cima várias informações, que, algumas nem sabíamos que tínhamos. Mas também outras de que me lembro, muitíssimo bem, já que aos 15-17 anos, numa redacção, num exame na Alliance Française, tinha tido que comentar um texto de Émile Mâle: "As pedras falam à nossa inteligência e à nossa sensibilidade...(etc) ".

Por fim, sublinhar que esta foi a maneira francesa, de levar o país a gostar de História, e a ter orgulho nos seus monumentos. Na Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa (na capital do país, no século XXI) está, e mantém-se, «a maneira de Vítor Serrão»: para formar o olhar da nação portuguesa. E só ele sabe...

    Ver em https://doi.org/10.3406/crai.2004.22817

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A imagem acima, está no nosso estudo, na p. 220, é a Fig, 18, com esta legenda: "Monserrate Neogótico em 1808". Archivo Pitoresco 1808, in Regina Anacleto, Arquitectura Neomedieval Portuguesa.


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