Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
18
Fev 21
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

É todo um sistema*, foi uma língua, mostrando, com clareza, o modo como esses grafismos nasceram e estiveram ao serviço do Poder

(e por acréscimo, note-se, hoje mostram aquilo a que chamamos Arte, o que frequentemente é um retrato do que foi a política no passado).

 

 

E se os referidos grafismos estiveram ao serviço do Poder, não foi apenas do poder religioso - como muitos tenderão a pensar - mas também do poder dos reis e da nobreza**.

Ou seja, ao estudar História, e mesmo que nos queiramos focar principalmente na História da Arquitectura, aquilo que sobressai é a História dos mais poderosos que foram os encomendantes das obras.

Assim, estudar História é de certo modo estudar a política do passado. Razão para, analogamente, também estarmos atentos e querermos compreender as políticas dos nossos dias.

Sobretudo porque nos dizem respeito, porque são o nosso futuro - a longo ou curto prazo; e também porque, directamente, podem ser políticas mais ou menos de continuidade, protectoras do ambiente e do património***. Ou, por exemplo, disruptivas, e totalmente inovadoras...

Num caso se forem baseadas numa realidade que se prolonga, pois já vinha de trás; noutro caso se forem passos totalmente novos em terrenos nunca pisados.

Claro que a inovação é precisa, mas, também nos mostra a História, raramente é feita ex-novo. Porque se baseia no presente, no já existente, e nas necessidades sentidas 

Em suma, aqui

ArtigoDuarteMarquesSobrePRR-10º.jpg

estamos a dizer que este artigo de Duarte Marques, do Expresso de 16.02.2021, faz todo o sentido ser lido

 

No fim é referido aquilo a que um PM demasiado habilidoso - ou "o optimista irritante" -, nos tem habituado.

Mas é no futuro, e para a História, que se vai ver "...se o governo ouviu ou fez de conta que ouviu os portugueses."

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* Chame-se-lhe Semiologia, Estruturalismo ou Linguística. É/foi um Sistema, embora incompleto. Portanto quando alguns se sentiram muito perto de »descobrir» aquilo que estava na Arte, também se percebe que tenham recuado, algo inseguros nas suas hipoteses ou propostas finais para teorias...

**Reis e Nobreza que, é importante lembrar, administravam a Justiça e exerciam o Poder em nome de Deus

***Ambiente e Património podem ser as áreas que mais nos interessam, mas a indústria, o ensino, a saúde, a natalidade, o desequilíbrio interior-litoral - ou a sua falta de complementaridade...; em resumo não faltam áreas em que os poderes (que é como quem diz a política) têm tudo para fazer, sem deixar para trás os principais interessados que são os cidadãos.   


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