Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Out 20
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Porque acabei de encontrar a mesma parede lateral da Sé Velha de Coimbra - que passou a estar na nossa página do Facebook. Ver última foto lado esqdº, indo pelo link (e também no fim deste post):

https://www.instagram.com/idademediapop/

(está no Instagram, numa página dedicada à «IDADE MÉDIA POP»)

 

Claro que não nos atreveríamos a tanto, não é preciso (ou será que é mesmo ????) usar LINGUAGEM verdadeiramente POP para se conseguir desmontar as barbaridades de «um certo ensino» que ainda se faz na Faculdade de Letras de Lisboa*.

O que, thanks GOD - dizemo-lo nós, mil vezes - tivemos que aturar nessa escola.

Só que aturámos, filtrando-o! Por estarmos habituados aos cidadãos comuns, que pensam com prazer e com gosto, quando descobrindo, neste caso a História da Arte; ou ainda também, usando linguagens abertas, descomplexadas e não forçosamente enfáticas para falar do passado.

Linguagens que não precisam de excessos de erudição, mas sim da espontaneidade (e da curiosidade) que nasce ao lado do prazer de conhecer...

Não é que as palavras - a filologia - não tenha tido a maior das importâncias na tradução das ideias; ou, que não tenha estado na base de muitas imagens, quando essas palavras e as ideias que as ditas expressavam foram versadas em... (ou transpostas para...) imagens.

Sim, sem dúvida, a «qualidade» das palavras e os discursos que com elas se fazem, são/eram importantíssimas. Mas não podem, nos conjuntos (de textos) elaborados, torná-los herméticos e inacessíveis. Não podem...!

Diz o povo que "não é com vinagre que se apanham moscas". Daqui dizemos e repetimos, não é com hermetismos bacocos, ou com conceitos de dificílima compreensão; com uma erudição inatingível, que se divulga Ciência e Cultura:

Geral, básica e essencial, para nos compreendermos a nós mesmos, e também ao mundo onde estamos. E com o qual nos relacionamos...

Se hoje ouvimos falar de Inês Abreu e da sua ideia de haver uma Idade Média Pop {https://observador.pt/.../a-idade-media-pode-ser-pop-ha.../}, logo depois também viemos procurar e encontrámos excertos e textos, que poderiam não ser escritos, se a Fac. de Letras da Universidade de Lisboa tivesse valorizado os nossos estudos, e as nossas propostas.

Por exemplo, o que se segue, e as dúvidas que vão aparecendo, depois ao longo do texto (que nem chegamos a citar), consideramos ser  uma verdadeira perca de tempo**. Leia-se então:
"OS BRASÕES DOS REINOS MEDIEVAIS: Origens e evolução.
Os brasões ou escudos de armas, na tradição europeia medieval, foram desenhos especificamente criados - obedecendo às leis da heráldica - com a finalidade de identificar indivíduos, famílias, clãs, corporações, cidades, regiões e nações. O desenho de um brasão é normalmente colocado num suporte em forma de escudo que representa a arma de defesa homónima usada pelos guerreiros medievais...”

Para concluir, visto que o assunto é vastíssimo, mas sobretudo porque não concordamos com o que está acima, há que o dizer: na raiz o escudo português vem exactamente dos círculos entrelaçados que se começaram a usar para exprimir a ideia do Filioque.

E em Portugal esses círculos existem, que o saibamos, desde o século IV. Ou seja bem antes de haver heráldica (e muito menos falar-se nas «suas leis»...)

Já que foi essa intersecção dos círculos, geradora de uma imagem que numa primeira fase foi chamada 'mandorla', ou, uma amêndoa, que posteriormente evoluiu. Em "...a arma de defesa homónima usada pelos guerreiros medievais...”, como está acima, o homónima  mostra-nos/demonstra como em rempos fundacionais (ou na raiz de substantivos) algumas imagens influíram nas ideias, e vice-versa

É por isto (para nós) interessantíssimo encontrar uma imagem, muito ingénua, que segundo José Mattoso representa o rei D. Sancho I, dentro dessa mesma amêndoa.

Em suma, uma moldura que ao envolver o rei com essa forma (i. e., a forma em feitio de amêndoa), assim tentou exprimir a sua total adesão (a do rei) ao cristianismo.

sanchoI-300.jpg

E, claro, com a adesão do rei, todo o povo o seguiu... Como também aconteceu que alguns dos primeiros escudos foram em forma de amêndoa como há exemplos

escudoD.SanchoI-2-100ppp.jpg

Forma que - confirma-se, como está nos escudos seguintes - não deixou de evoluir

escudoD.SanchoI-300ppp.jpgPorque nesses tempos - mal ou bem, e independente do que agora possamos pensar - era assim.

E se quisermos classificar esses regimes (todos) da Europa, usando uma palavra pouco corrente - e nada POP (até politicamente incorrecta), hoje temos que dizer que foram TEOCRACIAS***.

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*Sabemos disto, passámos por lá entre 2001 e 2005, e claro que fiquei chocada com mentalidades tão fechadas e tão retrógradas. Posts sobre este assunto temos imensos, e escrevemo-los desde 2010.

**Perca de tempo e de energias, em assuntos que (para nós) estão esclarecidos desde 2004. Só que a FAC. de LETRAS achou que era bom esconder...

***Não porque nos dá jeito, mas porque com essa palavra, a mente vai atrás da ideia e percebe o que se passou. E sobre isso que aconteceu, este nosso post {https://primaluce.blogs.sapo.pt/90534.html}, ou outros, há muito que estão escritos.

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