Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
28
Jul 20
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Porque se re-escreve ou se pode dizer de outra maneira:

 

De um post antigo, e não tanto velho como acima se escreveu, retiramos o que agora se quer ligar – visualmente – ao post anterior

Porque os "Círculos e mais Círculos" de que já escrevemos (aliás, vezes sem conta), são os mesmos a que Copérnico se referiu quando escreveu ao Papa Paulo III. 

Assim aqui fica:       

"Para terminar: talvez que novas interpretações daquilo que a Arte foi pareçam obscuras - tal como Copérnico admitiu que as suas teorias fossem:

"Even though what I am now saying may be obscure, it will nevertheless become clearer in the proper place."

Talvez... os círculos que referiu - “…nevertheless I knew that others before me had been granted the freedom to imagine any circles whatever for the purpose of explaining the heavenly phenomena…” - e as analogias que esses mesmos círculos sempre permitiram a todos fazerem; talvez tudo isso não tenha tido a menor importância!?

Porém, na História da Arquitectura, eles (os citados círculos) ficaram lá e estão lá ainda, muitíssimo visíveis nas obras. "

 

Assim mais uma vez se evidencia - com algumas das imagens que publicámos, mais recentemente - que não faltam círculos na Arte. Concretamente nas obras antigas e tradicionais:

SINTRA-PAL.DA.VILA-SCALA&IPPAR.jpg

Livro-PÚBLICO.jpg

caminhosDeUmaIdeia.jpg

AURA-VirgemAPdeÉVORA-sobreposição.jpg

ONDE-está-o ORIGINAL.png

DSCN4276-PA-PORTALEGRE.JPG

Vergas-Ideogramáticas.jpg

Image0150-b.jpg

Por tudo isto, e muito mais que aqui não caberá, nunca!, não admira - achamos nós - o «remoque» de Copérnico:

"... any circles whatever for the purpose..."


22
Jul 20
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Mas que se empregaram pelas mais diferentes razões:

 

As primeiras desconhecidas... dizem alguns*. Como estão na imagem já a seguir- Mausoléu de Santa Constança - e ainda nas imagens seguintes...

StaCostanza-detalhe.jpg

yo4.jpg

CruzPátea-Culots.jpg

Iconografia-minhota-jugo de bois-2.jpg

Que se usaram em fachadas antigas, ou nas de edifícios emblemáticos, recentes - como acontece na Biblioteca de Birmingham.  Empregues, quem sabe, "por alguma reminiscência, ou de sentido vagamente conhecido"? Como no século XVIII escreveu William Chambers,  o arquitecto que foi professor de William Beckford

fachadaBirmingham-2.jpg

Que os vemos num jugo de bois, minhoto (de que data?...)

Minho-JugoBois-detalhe.jpg

E ainda num "colar honorifico" - dizemos nós. Seria condecoração, efectiva, ou apenas uma mera "legenda visual". Enfática, a sugerir o "mérito" daqueles em quem fosse colocada?

ludovico-colar.Argolas-mandorlas

Só que, depois desta imagem lembramo-nos de um monumento português, incontornável e Património da Unesco. Em que nesse caso até existe fivela...**maria-i.jpg

Ou, enfim, em galões multicolores, que, como se explica na legenda acima foram moda no século XVII, entre os nobres... Por isso aqui dizemos - e corrigimos Judith Miller a autora de The Style Sourcebook*** - que no século XVII ainda se usavam, e acreditamos, com a consciencia plena do respectivo significado antigo.

Embora mais tarde, por exemplo no Porto, na casa-atelier que foi do arquitecto José Marques da Silva, numa varanda, estejam lá os mesmos circulos entrelaçados que viu e contactou (como há provas disto) no túmulo de Egas Moniz. Assim como, também em Lisboa, na Av. da Liberdade, se vêem os mesmos círculos - como na Casa de Marques da Silva - a aparecerem num contexto e gosto art déco.  

E onde, note-se, não parece haver qualquer vontade de revivlismo; ou, nem sequer de «heraldização»!

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Alguns entre os quais se destacam os Historiadores da Arte. Mais propriamente os que ignoram «os ingredientes» de que a Arte era feita. Enfim os que desconhecem que Arte significava, e ainda significa (mesmo que muitos o esqueçam) habilidade:

A habilidade mental que alguns tinham, exactamente para, com imaginação, juntar e trabalhar os referidos ingredientes - ou motivos - como lhes chamava Robert Smith. Ingredientes que, como também lemos, Miguel Metelo de Seixas «quer  agora» que sejam heráldicos.

Quase a concluir este post que é sobretudo visual:  estamos perante Círculos e mais círculos (que ninguém quer entender) - coisa de que alguns têm medo, como se o passado os atormentasse? E por isso, como há dias pudemos ler, pela Connaissance des Arts, também são vistos como Esoterismos

** Ver aqui

***Judith Miller - The Style Sourcebook, ed Mitchell Beazley. London 1998.


08
Jul 20
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Neste caso tratam-se de desenhos de Francisco de Holanda, de uma obra que o fascinou, e que ainda hoje nos fascina a todos.

 

Mantendo-se ainda agora incontornável como um dos marcos da história da arquitectura romana, é repetidamente fotografada e incluída, não apenas em compêndios de História, mas nos melhores álbuns. Que têm contribuído para a divulgação artística, e sobretudo - pela qualidade visual das fotografias -, para um maior reconhecimento pelo público, do valor das obras.  

J.Segurado-1.jpg

J.Segurado-2.jpg

J.Segurado-3.jpg

J.Segurado-4.jpg

.Santa Costanza.JPG

StaCostanza-detalhe.jpg

Imagens vindas de:
1. Francisco D' Ollanda, por Jorge Segurado, Edições Excelsior, Nov. de 1970. Ver p. 32 e seguintes. Ler concretamente na p. 35, o que o arquitecto J. Segurado esclarece, sobre o que consta nas legendas de Francisco de Holanda, erroneamente, julgando tratar-se de um templo (pagão) dedicado ao deus Baco. Por isso, como legenda a um desenho (planta) de Palladio, escreveu:

"O grande arquitecto Palladio também se equivocou quanto à origem deste monumento. Trata-se na verdade da Igreja de Santa Constança erguida pelo imperador Constantino (...)"

e ainda de:


2. A Alta Idade Média, Da Antiguidade Tardia ao Ano Mil, por Xavier Barral i Altet. Taschen 1998. Ver p. 37 onde se lê:

"Possível testemunho da arte dos grandes comanditários, Mausoléu de Santa Costanza, Roma (...) decoração em mosaico, cujos motivos de cepas de vinha entrelaçadas, de pássaros no meio das ramagens, flores, frutos e objectos diversos se destacam sobre um fundo branco."

Para nós, um dos grandes interesses desta obra (e da iconografia acima descrita) radica nos círculos entrelaçados da barra inferior da abóbada. Concretamente, como se fez «decoração» a partir de um esquema de ideias que então já preocupava todos. O que veio mais tarde a ser designado Filioque e que Carlos Magno obrigou a que se inserisse no Credo.

 

Como M. Justino Maciel explica para a Arte do fim da Antiguidade Tardia assiste-se então a um emprego, crescente, de formas abstractas e anicónicas.


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