... este é talvez um primeiro post de outros que tencionamos escrever, relacionados com a exposição que há dias pudemos ver:
Estamos de acordo: "...muito pouco investigada …" {como consta em https://gulbenkian.pt/agenda/sarah-affonso-e-a-arte-popular/}.
Fomos lá, e de lá voltámos - é sempre assim..., thanks God - com a cabeça cheia!
E há tanto para rever e para perceber, para lá da nuvem que é (continua a ser!), a nossa Historiografia da Arte.
Numa "Área Científica" em que MORE IS MORE - e por isso até lhe chamam "fortuna crítica" -, o que se pratica é o oposto; na total incompreensão do que foi o ornamento.
Incompreensão que foi lançada por Adolf Loos (como se o ornamento fosse "Crime"*), e aprofundada, ao máximo, e assumidamente, por Mies van der Rohe com o seu LESS IS MORE.
E é nesta, de LESS IS MORE que todos se mantêm.
É nesta que se continua a tactear, explorando o mínimo - em leituras que são «exegeses curtíssimas» (e que mereciam bastante mais) - o que é/foi muito rico, e bem menos simples do que tem sido considerado...
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(*) Assunto que é devidamente tratado na entrada "Ornement" do Dictionnaire Critique D'Iconographie Occidental: mostrando-se o contributo, tão negativo, de A. Loos (em 1908) para a perca de sentido da arte.