Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
28
Mai 19
publicado por primaluce, às 22:30link do post | comentar

Afinal, uns dias ou horas depois a OMS vem dizer que afinal já pensa de outra maneira

De qualquer forma a nossa redacção (ver aqui, e ainda o que se escreveu*) já tinha mencionado que é um fenómeno de causa e consequência:

Como quem atira uma pedra, depois os danos que provoca podem ser do âmbito da medicina... Mas, as pedras só por si não causam doenças. É quando caiem (sobre alguns, talvez mais expostos e frágeis?) é que provocam males ou danos na sua saúde.

De qualquer modo, é claramente muito estranho que se andem a atirar pedras, e assim a criar acidentes danificando os próprios recursos!

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*Em 2008 era impossível prever este desenvolvimento. Ainda bem que uns vêem que é um problema de saúde, e, espera-se..., que os causadores sejam vistos como culpados!
Mais: desde então «as minhas vertigens» aceleraram e quem queria que eu não acabasse o doutoramento ficou feliz.
Ainda vou dizendo que sou doutoranda, e, sabe-se lá (terá sido da volta que a Europa deu ontem?) hoje já houve vários contactos relacionados com os estragos que me têm imposto.
É que não é só a política - i. e., a governação da Pólis - que muda...
🙃O mundo gira e avança!


publicado por primaluce, às 00:30link do post | comentar

... até lá atrás, à Corte de Justiniano (no séc. VI d.C.), ou à de Constantino o Grande (no séc. IV d.C.), todos sabemos que as sociedades, e portanto a política, mudou de mais:

 

A ponto de muitos fenómenos não serem agora compreendidos, nem sequer aceites...

Image0017-b.jpg

Assim não admira - mas nada mesmo... -, que na actualidade, ninguém perceba HISTÓRIA DA ARTE (sobretudo o que se pode encontrar numa investigação, minimamente organizada!).

Concretamente o que foi a Arte mais antiga; ou como muitas das imagens do que hoje em geral chamamos Arte, foram produzidas ao serviço da política, em sociedades que eram teocracias.

Portanto, dizendo de outro modo, muitas dessas imagens antigas foram criadas também para servir a religião e a liturgia**. Particularmente, muitas delas estiveram ao serviço de grandes valores, ou de grandes ideias, como era a ideia de Deus, do qual emanava o Poder.

No nosso trabalho dedicado a Monserrate*** integrámos imagens que, pelos menos os arquitectos - por pensarem com lógicas da geometria -, facilmente reconhecem a sua semelhança com o que está em diferentes artes visuais, incluindo a arquitectura.

É o caso da Fig. 96 (ver nota) publicada inicialmente na História de Portugal de José Mattoso. A figura reúne marcas e sêlos rodados dos nossos primeiros reis, e onde vemos, nos sinais com o número 12 e 14 as mesmas intersecções de círculos que estão nos "cullots" da imagética cisterciense. Mas essas imagens foram também a cruz pátea, ou, passaram ainda às auras dos santos.

Já nos sinais com o número 15, embora muito reduzidos, vêem-se os escudos que derivaram, como defendemos, da forma que é designada mandorla mística  

Image0024.jpg

O que é interessante observar é a passagem alternada, que se verifica, entre formas da natureza (por exemplo as amêndoas), e as formas puras, abstractas, vindas da Geometria e até do Alfabeto. Como é o XP, chamado Qui-Ró (letras do alfabeto grego), no escudo dos soldados. Ver acima no mosaico de Ravenna, que representou a Corte de Justiniano.

Uma imagem que, sempre que a vejo, me lembra D. Afonso Henriques e a Lenda do Milagre de Ourique, ou ainda, e simultaneamente, o episódio - também considerado milagroso -, ocorrido com Constantino, na batalha chamada da Ponte Milvius que ganhou contra Maxêncio.

A História tem sido assim, em que alguns episódios ocorridos com chefes e reis célebres, transitaram mais tarde (vários séculos depois), e dada a fama dos primeiros protagonistas, para a vida de outros: também eles vistos como Grandes, Fundadores e/ou Magnânimos.  

É muito fácil perceber que as gerações de hoje (ou desde há cerca de 20-30 anos...), que receberam muito menos informação; ou a quem não foram incutidos, por exemplo, valores que eram tradição da cultura europeia desde há 5, há 8 ou há 9 séculos, não consigam entender as lógicas daquilo a que se está a chamar Arte. 

Muito mudou, e se nalguns casos a Arte, as Mentalidades e a Política ainda podem ser relacionadas, no entanto, um fio condutor que por vezes em História ainda se estabelece (e se quer ver), está todo ele emaranhado e cheio de nós, tornando dificílima a percepção de alguma continuidade...

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*Miguel Sousa Tavares em 26.05.2019 

**Que é a administração da Pólis, ou a Cidade.

*** Ver em Monserrate uma Nova História, por Glória Azevedo Coutinho, Livros Horizonte, Lisboa 2008, p. 265.


09
Mai 19
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Aqui fica, porque o Champollion de que António Quadros escreveu, provavelmente não é senão a Cultura Visigótica, e as suas lógicas, que ainda estão dentro de todos nós...?

&

Se o Pensamento tem lugar no Reino das Imgens...que materiais, frágeis, são fabricados?


08
Mai 19
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Durante anos e anos consecutivos, nas nossas aulas no 3º ano do IADE...

 

...numa disciplina que se chamava Higiene e Conforto, mas que também foi designada Conforto para os Ambientes Interiores, nesses tempos era essencial lembrar que os Designers tinham que ser pioneiros, criativos e criadores de novos processos, que permitissem um melhor ambiente, em todos os aspectos.

E, quantas vezes, não aplicável apenas aos espaços interiores, mas as todos: O apelo e as chamadas de atenção feitos aos alunos iam no sentido de lhes lembrar a sua responsabilidade nos produtos e serviços que viessem a criar, de modo a não poluírem.

A palavra poluição - que na origem significa sujidade (do latim polluo, -ere) - era então usadíssima, em vez da noção de sustentabilidade, ou da noção (e da preocupação) das alterações climáticas, que ainda não estavam, de todo, na ordem do dia, como hoje estão...

Mas o tempo passou, e no mundo todo, o respeito pelo ambiente e pelo equilíbrio natural não melhoraram; assim, claro que o planeta Terra foi ficando cada vez mais contaminado e conspurcado, havendo necessidade de passar a ver a questão de modo muito mais amplo e sistemático:

Ou seja, o ambiente natural - crescentemente tornado insustentável -, e as suas condições de equilíbrio (para poder haver renovação) ficaram alteradas. Por outro lado, e concomitantemente, fruto do aquecimento global, o Clima cada vez mais degradado, aqui e ali fez surgir fenómenos extremos.

Vêmo-los nas televisões, senão em directo em diferido, sendo sucessivas as filmagens com as consequências desses eventos climáticos extremos. Como são exemplo os furacões com ventos a velocidades destruidoras - da maioria das estruturas construídas; ou chuvas intensíssimas que vão alargando os rios e transformando-os em lagoas e mares nas zonas baixas, onde antes viviam camponeses.

E ainda ao contrário, enormes secas ocorrem em territórios onde durante anos seguidos não chove. Ou, nos pólos, há o degelo de glaciares enormes, capazes de causarem subidas do nível do mar. Tal como nos campos, por regra são as populações mais pobres as que também sofrem mais com as consequências tornadas rigorosas e difíceis (sobretudo mais instáveis, imprevisíveis e de danos inevitáveis) criadas pelos novos parâmetros climáticos. 

Enfim, com uns mais do que outros a imputarem aos humanos e às suas actividades massivas (e globais), a responsabilidade pela degradação dos ambientes naturais e das condições de vida, torna-se também possível, a alguns, pensar que essas alterações ainda estão a tempo de serem revertidas. De haver, inclusivamente, algumas hipóteses de melhor adequação das condições de vida, e dos cenários em que a mesma decorre - caso das habitações, escolas e outros espaços - aos novos dados climáticos.

Percebe-se portanto que alguns profissionais possam vir a mudar os seus interesses, e as suas actividades laborais, passando a considerar como áreas de estudos científicos e tecnológicos, as questões da adaptação, e protecção, das edificações aos novos parâmetros e condições climáticas

Por fim ficam alguns links*, e a opinião de quem acha que isso - a adaptação a outras condições até aqui inexistentes - já devia estar a acontecer.

É que se estamos num mundo em mudança, e a mesma é já palpável, com certezas adquiridas, pois mudemos também!

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*1 - Do RIBA; 2 - Do AJ ou  Architects' Journal; 3- Da BBC


04
Mai 19
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Significa que da rua se leva tudo já feito para casa?

 

Ou que os UberEats e os «Glova-transportas» de bacalhau já pronto e outros petiscos, vão ter que acelerar ainda mais? 

Tirar a cozinha das casas e dos apartamentos é o mesmo que ampliar a circulação viária de vários dos citadinos? Significa aumentar o tráfego e o número dos trotinetters ?

https://www.archdaily.com/793370/the-kitchenless-house-a-concept-for-the-21st-century

https://www.theguardian.com/society/2018/jun/24/homes-without-kitchens-ubs-report

Mas há também esta versão, provavelmente muito mais inovadora: http://kerethouse.com/

Que é como quem diz, muito mais exigente do ponto de vista da concepção.

Por isso, se eu fosse prof. agora (que é como quem diz, ... de facto!) este seria um trabalho para os alunos, porque os obrigaria a abrir a mente, como este exemplo mostra: "baixo custo de design de alto nínel!"


02
Mai 19
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

De tudo um pouco tratou este episódio da Sociedade Civil, dos REITORES...

 

... e também das suas preocupações:

Concretamente do alojamento para os estudantes nas cidades onde se localizam as melhores instituições de Ensino Superior, chegando ao tema da Produção de Livros para as diversas áreas do Saber.

Tomámos nota, pois por sorte ouvimos, quase do principio até mesmo, mesmo ao fim!


01
Mai 19
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Muito antes de J. Képler* «ter permitido» que a representação do Universo, deixasse de ser feita apenas a partir de círculos, e se usasse a elipse

 

Representações que eram alusivas a Deus, e feitas de circulos entrecruzados, ad quadratum ou ad triangulum como James Ackerman estudou a proposito da Catedral de Milão**.

Acontece que a referida "tracerie visigótica" que, vários seculos depois de ter nascido, foi adoptada pelos medievais - de variadas maneiras -, a referida "tracerie" chegou aos dias de hoje.

Recentemente abordámos, em vários posts colocados nas redes sociais, esta questão do foro da Iconografia Cristã

No Facebook, uma outra vez no facebook, e em Casamarela

Image0155-b.jpg

E neste último caso sobre varandas lindas que há em Portalegre

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*Ver também este post em que se referem os círculos, usados por várias razões, talvez abusivamente, como parece ser a ideia de N. Copérnico, na carta que escreveu ao papa Paulo III.

**Embora não se saiba, exactamente, se Ackerman compreendeu as discussões dos teólogos e dos construtores medievais? Sobretudo as suas hesitações, que em nossa opinião foram reflexo das imensas dúvidas que tinham relativas ao conhecimento de Deus.

Ver aqui


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