Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Abr 19
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

ASSUNTO QUE VAI DESDE FRONTEIRAS VIGIADAS (e com arame farpado!) à SOPA DE CASA DA MÃE…


No passado a Scientia era o Saber e foi sobretudo uma disciplina. Porque exigia lógica - ou as lógicas inerentes ao saber (geral ou mais especifico) -, e, portanto, exigia também aprendizes ou alunos disciplinados; quer dizer, muito empenhados e esforçando-se por conhecerem
Mas hoje (cada) CIÊNCIA - ou ÁREA CIENTíFICA na classificação da A3ES -, não é mais do que um Core (ou Núcleo Duro), porque mais nada interessa, que esteja à sua volta, nem sequer se estiver próximo...
Melhor, diríamos que é um verdadeiro hard core, hiper-delimitado, com fronteiras vigiadas e intransponíveis. E ai de quem as queira atravessar!
Acontece que Uma muito tonta – arqui-tonta, por-tanto – se lhe passar pela cabeça viver na Ciência designed by A3ES, e não como sempre fez, na forçosa e obrigatória interdisciplinaridade em que se licenciou (a arquitectura); então, a dita Archê - que é o mesmo Arqui do prefixo – essa tal arrisca-se a contactar o arame farpado, e aos seus danos que podem ser profundos.
Mais: e ainda, ao tiroteio dos super-zelosos, que são os guardas fronteiriços!
Como se pressente não é uma história com Happy End , apesar de, felizmente, aqui inspirada pelo optimismo de Leibniz. E no qual se acrescentam, por serem o cenário de fundo, os Affectus de Espinosa.
Isto é, do «Cientista» que António Damásio estudou, e ensina a conhecer - mas não como é mais divulgado (e muitos sabem): que foi Filósofo ou “…o arquitecto político, o pensador que descreve as características de um estado democrático ideal, habitado por cidadãos responsáveis e felizes.”
Num dos seus livros*, para António Damásio o que lhe interessou, verdadeiramente, foi Espinosa o “protobiologista”.
Só que a nós, nem tanto ou apenas um pouco (e até mesmo, em quantidade, quase nada...), interessam-nos António Damásio, e Espinosa, quando se pensa no sentir a Arte, e muito particularmente no gostar da Arquitectura**.
Mas neste tempo, em que agora todos estão tão felizes - tão cheios de likes e de gostosuras -, não valerá a pena perceber porquê:

geométrico-e-natural.jpg

Onde estão as razões para gostar da Arte que é a Arquitectura? ... Ou até da Sopa de Casa da Mãe?

Haverá analogias?

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* Ao Encontro de Espinosa, As Emoções Sociais e a Neurologia do Sentir. Publicações Europa-América, Forum da Ciência, 2003. Ver op. cit., p. 29.

**Mary Carruthers em Machina Memorialis refere-se a António Damásio, e às emoções. No entanto, para acaber este post interessa-nos sobretudo uma ideia de Rudolph Arnheim (de que já se escreveu) ; uma ideia que deduzimos, fortemente ligada aos ideogramas, e em geral a todo o «formulário» da arquitectura antiga e tradicional do Ocidente: "Thinking calls for images and images contain thought. Therefore the visual arts are a homeground of visual thinking..."


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