Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
30
Mar 18
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

Inteiros, e à nossa frente, são fantásticos!

 

Por isso veio a palavra "Joie", e foi o que saiu*:

Bonheur_Matisse.jpg

É também quando (a reflectir), obrigatoriamente nos lembramos do lado tão positivo da internet, e também a razão de ser do feriado.

Mas será que Sexta-feira Santa obriga a tristezas? Pode ser que sim. Que para muitos seja essa a tradução da ideia, a grande sensação (ou um must) deste dia!?

Só que, é o tipo de Agenda que não apetece... (e portanto obriga a outras reflexões):

Por exemplo, a constatar como os altos e baixos da vida ficaram tão bem expressos por João de Melo no seu romance Gente Feliz com Lágrimas. Cujo título parecendo mentira (ou próprio do paradoxo?) traduz tão bem a expressão "linhas tortas".

E logo de seguida surgem outras perguntas:

Mas será que por detrás dessas linhas tortas, houve algum desenho inábil, sem graça e  Arte nenhuma? Ou há desígnios hábeis, cujos propósitos não param de nos interpelar?

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 *Sobre Le bonheur de vivre  de Henri Matisse


27
Mar 18
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

...e como na nossa agenda estamos «numa de filosofar» que é como quem diz de ser como os Gregos - "Amigos do Saber".

Assim também se apresentam outras e diferentes noções de Cultura, que sem dúvida foram associadas à Arquitectura. 

Vitral-notre-dame.jpg

(Detalhe de um vitral de Notre Dame - vindo de um artigo sobre os restauros de Viollet-Le-Duc*)

Nesta época em que procuramos reforçar-nos, como quem «carrega baterias», abaixo (e como no post de 24 de Março) ficam outros vídeos com o filósofo Rémi-Brague, e a sua vontade de explicar a história, a filosofia e a fé. Com palavras e de forma simples, por vezes quase transparente:

Conferência da Quaresma de 2016, do filósofo Rémi Brague, na catedral Notre-Dame de Paris (o vídeo inclui oração e "Adoração do Santíssimo Sacramento").

Depois, num outro caso questiona-se: "Poderá haver uma Cultura sem transcendência?"

As respostas são de diferentes autores, com perspectivas diferentes de acordo com as respectivas áreas de estudo. Estão aqui, onde se chega a falar da Agricultura e de variedades diferentes de produtos hortícolas; inclusivamente para fazer a sopa, ou para a salada. Por tudo isso ser, quem sabe? (e eles dizem que sim) indissociável da cultura...

Ou, onde também ao abordar a questão da transcendência, se associa a pergunta: poderá esta ter a ver com a Economia?**

Ora, é sabido, que por estes dias, seja em Braga ou em muitos outros pontos do país e da Europa, que aos milhares todos responderão afirmativamente, que sim!

E em muitas cidades de Itália - como há tempos constatámos - nesta altura serão organizadas e feitas inúmeras visitas a monumentos, em que (hoje diremos) a História da Arte, e toda a Cultura, são valorizadas pela especificidade concreta, de alguns factos da História Religiosa e do Cristianismo.

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*Arquitecto que viveu no século XIX (1814-1879, portanto contemporâneo dos arquitectos J.T. Knowles autores de Monserrate). Viollet-Le-Duc pelos seus interesses, e depois pelos trabalhos que realizou, veio a tornar-se especialista a nível mundial da Arquitectura Gótica. Com uma fortíssima incidência, não apenas na «imagética» típica do estilo do século XII, mas também na sua mecânica estrutural (o que veio a reflectir-se em trabalhos posteriores, em várias áreas científicas). Ver em Notre-Dame de Paris, Le Figaro, collection L'Ésprit des Lieux (imagem vem da p. 126).

**Claro que não esquecemos os Ca' Du Art desta vida, que se julgam no direito de impor a sua (FALTA DE) CULTURA aos outros. Seja ela sobre a Arquitectura de Veneza - na área Religiosa/Antropológica - expressivamente patente nas fachadas dos mais belos edifícios da cidade de Itália; ou inclusivamente na área Económica.

Mas esquecendo sim a ideia de -"Les beaux esprits se rencontrent"


25
Mar 18
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

Todos fazemos fotografias, alusivas aos mais variados assuntos...

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mas há muito tempo que não víamos nada tão verdadeiro e ao mesmo tempo tão bonito: Quando as palavras ficam a mais!

Claro que não é nosso, Parabéns ao autor


24
Mar 18
publicado por primaluce, às 23:00link do post | comentar

Livros de qualidade garantida, que os meios de comunicação (especializada), de alguma forma nos trazem: hoje podem-se ouvir.

 

Como é este caso, exemplo de livro(s) que nos interessa particularmente, por se estar convicto da relação antiga entre a Religião e a Arte, que é essencial conhecer.

Primeiro em termos gerais e depois talvez, sobretudo nas universidades*, de maneira mais aprofundada?

Ou ainda quando sabemos, como diz o filósofo Rémi Brague (e pôs legível na capa do seu livro mais recente), que "a religião não morde..."

religiões-DELUMEAU.jpg

Pelo contrário, logo nas primeiras páginas "Des Religions et des Hommes", Jean Delumeau explica (acima a capa desse livro), que as religiões nos trazem a riqueza do conhecimento mútuo, como deixou registado na frase seguinte:

"Notre mot «religion» vient du latin religare qui veut dire «relier». L'homme a vraiement mérité son nom quand il a cherché a se relier à ses morts et donc à un au-delà de la mort." 

~~~~~~~~~~~~~~

 *Mas será que as universidades compram para as suas bibliotecas e para os seus estudantes, livros sobre Filosofia, as Religiões e Antropologia? Ou preferem apenas os livros com ideias vagas, vindas não se sabe de onde. Como disse G. K. Chesterton e U. Eco relembrou em Quem já não acredita em Deus acredita em tudo. Artigo incluido A Passo de Carangueijo, Difel, Lisboa 2007 (p. 305).   

LIVROS que serviriam para se CONHECER A ORIGEM DAS IDEIAS DE BELEZA E DE ORDEM: vindas do COSMOS


22
Mar 18
publicado por primaluce, às 09:00link do post | comentar

... tem sensibilidade e perspicácia suficiente para perceber de onde vem a pobreza.

Pois não é desígnio!

 

A imagem que colocámos no post de ontem - desenhada há muito tempo, corrigida há poucos anos, e associando-lhe dizeres, sobretudo de uma «bondade ingénua» que era muitas vezes característica (do carácter) de A. Quadros; essa imagem e a alusão ao design-desígnio, serve-nos agora para lembrar Marcelo Rebelo de Sousa e o que ontem disse, envergonhando-se, sobre a pobreza em Portugal.

Porque obviamente não é um designio! E sendo claro que muitas vezes é estrutural, no entanto pode-se/deve-se combater. Mas também, claramente, muitos de nós vemos todos os dias, como por exemplo a própria falta de Justiça e muitos dos «métodos sociais em vigor», induzem a pobreza. Quer por não permitir o que seria a normal ascensão social; quer pelos «encontrões» dados a uns e outros, que não são respeitados mas tratados arbitrariamente. Obrigando-os cair do patamar ou do banco onde estavam.

Para A. Quadros o Design vinha de concepções do trabalho típicas do início do século XX, em que as tarefas manuais e artesanais, ou as indústrias de pequenas séries, eram de enorme importância na Economia (tout court, ou economia social).

E nessa sua concepção ele destacava, frequentemente, a figura de Joaquim de Vasconcellos, como há anos também o MUDE conseguiu provar*, por fazer todo o sentido.  

Não temos dúvidas que foi para suprir várias lacunas, também como estas que descrevemos, que fundou o IADE

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Assuntos que já abordámos:

http://primaluce.blogs.sapo.pt/a-nocao-de-pertenca-a-um-grupo-306038

http://primaluce.blogs.sapo.pt/numa-certa-escola-de-ensino-que-se-diz-380679

http://primaluce.blogs.sapo.pt/depois-de-um-estudo-que-originou-uma-381025


21
Mar 18
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... lembramo-nos sempre de António Quadros

e do seu conceito fascinante do Design como «desígnio»MaisDoQueMerosRetoques.png

(legendas)

Será coincidência?

http://primaluce.blogs.sapo.pt/bom-dia-ora-como-quem-nao-deve-mesmo-346840

http://primaluce.blogs.sapo.pt/a-quadros-e-uma-escrita-iberica-186667

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/ontem-recebemos-homenagem-a-antonio-66071

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/a-geracao-angustiada-lima-de-freitas-a-65925

http://primaluce.blogs.sapo.pt/artigo-a-ler-sobre-uma-industria-209138

Do muito que já se percorreu, será o que fôr...


19
Mar 18
publicado por primaluce, às 20:00link do post | comentar

..., mas em português se se disser Regalista, ou Realengo então é que ninguém percebe mesmo nada!

 

Assim vamos pelo estrangeirismo que já um dia ouvimos ao Embaixador Martins da Cruz. Talvez se estivesse a referir à Justiça? Mas aqui estamo-nos a referir a imagens que, à época seriam plenamente entendidas, como sinais ou detalhes arquitectónicos (quase heráldicos), mas especificamente convenientes para a casa do rei. Como Vitrúvio explica...

Trata-se do Palácio da Ajuda, onde, uns a seguir aos outros*, encontramos sinais, de génese antiquíssima, ligados a marcas, que eram/foram, indubitavelmente, como as «prerrogativas» reais**.

DSCN3133.jpg

Palácio_Ajuda.jpg

DSCN3134-f.jpg

É o que se passa com o vão acima

Porta de elaboração, ou design, complexo: a «descender» das rosáceas medievais. Como sucedeu com grande frequência no georgian, o estilo inglês que em Portugal teve alguns seguidores; ou melhor dizendo, alguma sequência até à Questão do Mapa Cor de Rosa (Porto, Vale do Douro, Lisboa, Baixa Pombalina...)

Como é notório, inclusivamente nobres e também a casa real - aqui no Palácio da Ajuda - adoptaram algum desse vocabulário formal que os ingleses queriam como especificamente seu.

Mas voltemos à palavra Régalien:

No Larrousse "Régalien" - (...) Se dit d'un droit attaché à la royauté, ou qui manifeste une survivance des anciennes prérrogatives royales...

Do Palácio da Ajuda, nos interiores, de quase tudo dizemos ser Régalien: pela maneira como essas imagens e os detalhes construtivos, de dimensão por vezes mínima, eles insistem e fazem sobreviver sinais das prerrogativas reais 

~~~~~~~~~~~~~~

*E como em cada cavadela sua minhoca, nesta «analogia»: cada detalhe é um outro emblema!

**Embora também não se possa duvidar que alguns nobres - o que talvez dependesse do grau de nobreza? - também usaram algumas das marcas em que estamos a pensar. E sim, está cá dentro, na nossa mente, e até poderemos continuar a explicar isto (como vamos fazendo), mas nunca encontrei nenhum livro com estas informações.

Aliás, se se falasse não de quantidade de informação, mas da sua qualidade, a dita carga informativa, de uma qualidade que é admirável existente no Palácio da Ajuda, é simplesmente muita, e principalmente - possivelmente (mais) para quem como nós a compreende - de uma imensa beleza!


18
Mar 18
publicado por primaluce, às 21:00link do post | comentar

DSCN9737-b.jpg

Em 2001, com mais de 24 anos a ensinar (desde 1976) era urgente ir fazer um Mestrado, porque ai! ai! ai!, afinal não passava de «Assistente Estagiária»!?

Em 2005-06**, com mestrado terminado e porque ai! ai! ai!, era preciso ter um doutoramento, lá fomos nós...

Em 2008, com o livro sobre Monserrate publicado, idem porque ai! ai! ai!, já é demais!

Em 2010, porque precisamos muito de si para dar aulas, fica só com 1 semestre de dispensa sabática, e já agora o doutoramento deixa de ser prioritário.

Em 2013 - a meio, agora fica por aqui, pois vai ser TUTORA, porque ai! ai! ai! ai! ai!

Em 2015 - também porque ai! ai! ai! a lei tinha determinado que se aplique aos Profs com mais de 10 anos de Ensino, o título de "Especialistas, Técnicos de Reconhecida Competência".

E assim, ou por uma qualquer outra ordem (?), temos 3 graus académicos: sendo dois mestrados e um outro ainda mais acima, qualquer coisita. Porque sim! E ai! ai! ai! ai! ai!

Brinca-se como no recreio, em que à mínima - aos infantis Batoteiros - o que lhes dá jeito é mudar as regras do jogo:

Não para eles - "Os", - porque "rough and draft is more than enough", para sempre.

Mas se forem elas - "As" - e por cima com muito mais do que 24 anos (42) de experiência profissional a ensinar e a projectar, não passam e nunca serão mais do que estagiárias...

Há que tempo isto devia estar em vigor!

Só que, quem sabe (?), talvez este post seja sobre os "Jacintos":

A flor da época, que é gira, mas tem um cheiro empestante,

uma mitologia arrepiante...

~~~~~~~~~~~~~~

*Em que "empestantes" é igual a "doutores por favor", que a legislação também deveria cuidar de pôr "in situ". Por isso dizemos: "Quem sabe, sabendo daquilo que sabe, logo identifica, à distância, os ignorantes fedorentos, «empestantes».

** E 30 anos depois do grau de licenciatura.


16
Mar 18
publicado por primaluce, às 10:30link do post | comentar

Comportamentos verdes - "being green" - podem não ser nada fáceis, mas impõem-se, urgentemente.

 

Em especial na indústria da Construção, e em todas as áreas do Design

FOLHA.PAL.AMARELO 007.jpg

Pois ter comportamentos verdes e lógicos para a sustentabilidade do planeta, não tem a ver com a cor da tinta

Onde se explica de onde vieram os materiais reciclados

 


15
Mar 18
publicado por primaluce, às 14:00link do post | comentar

, neste país de folclores, no dia seguinte já pode não ser (nem parecer): portanto guardou-se tudo! 

 

Felizmente houve a inspiração para ir deixando em arquivo, e cuidadosamente registado.

Cartaz-VítorSimões-2.jpg

Acima Cartaz de Palestra realizada no IADE (com design de Vítor Simões)

monserrateB-trienalSintra-penúltima-página.jpg

(depois: artigo nosso - excerto in Ordem dos Arquitectos, Jornal da 3ª Trienal de Arquitectura Sintra, de Setembro 1998 – com o tema Arquitectura & Paisagem)

Ainda a seguir, como está no nosso livro (Ed. Livros Horizonte 2008 - ISBN 978-972-24-1528-6), os passos que então eram previsíveis dar. e como estavam a decorrer:

contrA-capA-B.jpg

Assim a mentira e as realidades alternativas que «alguma historiadora» queira vir impor, não passam disso!

Claro que contra as "fake news" da moda, têm-me salvo os Livros Horizonte e o seu fundador : maior defensor da Cultura e da Ciência do que várias Universidades.


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