Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Out 17
publicado por primaluce, às 17:00link do post | comentar

um «recapitulativo» que merece ser divulgado:

 

PLAGIAR E ESCONDER DESCOBERTAS RELEVANTES

De um Arquivo Morto para uma «montra»: http://primaluce.blogs.sapo.pt/as-aselhices-da-profa-maria-joao-neto-265339.

Mostrando e relembrando como se escondem os trabalhos alheios, para um dia, mais tarde, se fazer passar como seu (novo) autor.

Aqui como sua suposta autora - João B. Neto, numa investigação de que foi orientadora - de Glória Azevedo Coutinho. Por acaso arquitecta, e também por mero acaso com alguma experiência de trabalho, numa área científica que é, na prática, a da «síntese de imagens»!

Investigação em que - e passa-se agora do plural NÓS para o singular eu provei que Robert Walpole embaixador inglês em Lisboa era primo de Horace Walpole;

Investigação em que por exemplo destaquei cartas de Mme. Du Deffand dirigidas a Horace W., com várias alusões a Portugal... Ver em Monserrate uma Nova História e também aqui.

Toda uma Investigação em que relembrei/centrei - no seu verdadeiro papel de obra influenciadora de muitas outras obras - a Arcaria do Aqueduto de Alcântara, que contribuiu para a existência em Inglaterra de uma imensa ‘gothic mania’, a qual surgindo em meados do século XVIII chegou (ainda com enorme força) ao século XIX, e se arrastou, com razoável visibilidade, até meados do século XX.

E em que, ainda - last but not least empurrada pelas preocupações (e vários trabalhos anteriores da própria orientadora dos estudos) chegasse às ORIGENS DO ESTILO GÓTICO.

E esta última foi, em suma, a razão maior para que uma investigação honesta e imensa - que é minha, mas, claramente, com muitas das pistas a serem dadas pela orientadora dos estudos de mestrado -, continue a estar silenciada por várias instituições que se dizem ser de ensino superior.

Hoje, muitos podem preferir ler, avidamente (e compreendêmo-los, completamente!), vários dos ‘best sellers’, que estão a surgir: com o objectivo, muito normal, que têm, de quererem vislumbrar/atingir as origens do Conhecimento e da Cultura Ocidental.

Porém - é a minha opinião, e corresponde aos caminhos que fiz... - seria bem preferível, e muito mais proveitoso, que o fizessem a partir da História: i. e., sobretudo das muitas fontes, mais credíveis e dos melhores autores. Como por exemplo, é a HISTÓRIA DE PORTUGAL – com direcção de Damião Peres e Eleutério Cerdeira (Barcelos MCMXXVIII).

Assim, hoje, de um Arquivo Morto para uma «montra»:https://www.facebook.com/gloria.azevedocoutinho.7

 


21
Out 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... como acontece em Sintra, na Paisagem Cultural, que integra a lista da UNESCO (e da qual Monserrate faz parte). E em que a sua principal característica é ser, em simultâneo, obra do homem e da Natureza

Mas hoje o foco central é outro: Padrões naturais e artificiais.

 

Alguns padrões da natureza – dado seu desenho, e até a sua regularidade... - é impossível não nos fascinarem:

DSCN9467-alterado.jpg

Talvez por se parecerem com alguns outros que a geometria regular, e rigorosa, nos oferece? Ou até com desenhos que já fizemos?

arco-quebrado-mandorla-ovo-oval-d.jpg

Enfim, busca-se num «poço de imaginação», embora já não só das imagens apenas produzidas na mente, mas naquele que contém vários desenhos: por exemplo, os já trabalhados e riscados.

E assim, num ápice, quase se podem recriar ou interpretar as imagens da natureza (foi o que fizemos).

geométrico-e-natural.jpg

Que neste caso, como se prova, fomos buscar a ambientes, a contextos e a arquivos (pré-existentes, e não só os mentais...), que sabíamos onde estavam:

DSCN9464-b.jpg

(abaixo desenhos feitos para explicar a geometria do arco quebrado e outras formas que, frequentemente lhe foram associadas)

arco-quebrado-mandorla-ovo-oval.jpg

Pelo que surge uma questão dirigida aos Historiadores de Arte (especialmente aos profs do Instituto de História da Arte da FLUL): será que têm presentes, e têm em consideração, sempre ou quase sempre, os “processos mnemónicos” que as imagens proporcionam?

Como o pensamento abstracto (geométrico ou não), que está/esteve na origem da arquitectura, se interliga - e ora «liga», ora «desliga»? Como se fosse um jogo de ténis (e já alguém o descreveu assim)? Isto é, num jogo de ténis (entre as lógicas de) Aristóteles que passam para as de Platão, e depois vice-versa, voltam à base, para voltarem a ser conceptualizadas, tornando-se novas ideias e noções que vão entrar noutras ideias?*

Como toda a Arte parece ser - e no caso das obras visuais é claramente – uma permanente alternância entre esses dois pólos e processos conceptuais?

Terão presente os doutos do IHA-FLUL como funciona a corrente da consciência nos processos criativos? Como corre/flui, apoiando-se agora no mundo real, das experiências já vividas, para logo depois, por associações lógicas, se ir apoiar num outro mundo, muito mais feito de ideias, mais teórico e abstracto (mas que, forçosamente, na origem, nasceu no real)?

E que essas correntes que estão na base do «discurso imagético» (ou todo o encadeado visual de uma composição), por exemplo de um só autor, vão-se alternando, no decorrer da concepção dessa mesma obra?

E que assim, depois também deve acontecer o mesmo, na sua leitura, na interpretação ou a exegese que se faz das obras de arte - para se poderem compreender as referidas obras? PPara secompreender a história que integram e as motivações para ter sido assim? E que todas essas tarefas exigem muito mais conhecimentos do que podem proporcionar (apenas ou principalmente) as visitas à Torre do Tombo, ou asdescobertas dos registos de nascimento, de propriedades, de casamentos ou óbitos?

Perceberão que quando na Arquitectura as imagens (rigorosas) falam - as “effable shapes” como lhes chama George Hersey –; perceberão que a Gramática dessa língua visual, já longe das formas do mundo natural, foi a Geometria?    

Enfim, poderão aperceber-se (como está nas fotografiasacima) que tal como na natureza cada espécie obedece a ordens que configuram a posição, a disposição e organização de cada parte componente? Pois também nas obras de Arte, sobretudo nas mais antigas e tradicionais da cultura clássico-cristã, o mesmo se passou?  Que Niceia II, em 787, e Trento - na IIIª e última sessão, em 1563 - foram essenciais para moldar a Arte Ocidental, da Europa e Américas?**

Perceberão que, seguindo ordens, a grande maioria dos pintores, escultores ou ‘architectores’, se comportaram muito mais como instrumentos das lógicas existentes no tempo em que viveram; do que como agentes criadores, que de facto pudessem ter sido inovadores a partir do nada. Ou ex-nihilo, como é de facto muito mais fácil acontecer na actualidade?

~~~~~~~~~~~~~~~~

*Porque essa é, normalmente, a ordem lógica dos raciocínios, embora não a ordem temporal das vidas dos dois Filósofos...

**E consequentemente a Cultura Visual contemporânea, que é ainda hoje - não sempre mas muitas vezes -, sua herdeira.


18
Out 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... quando se descobrem coisas lindas, imagens originais impregnadas de frescura, e de uma enorme beleza, faz sentido partilhá-las:

 

VENTO SOL VENTO

e sempre Monserrate


16
Out 17
publicado por primaluce, às 14:00link do post | comentar

... ou as mais apropriadas, e o sentido prático/didáctico que devem ter em situações específicas, de perigo:

 

Francamente pareceu-nos estranho! Muito estranha a frase da Senhora Ministra citada pelo Público:

Número de mortos sobe para 31. "As comunidades têm de se tornar mais resilientes", diz ministra”.

Na frase parece referir-se a incombustibilidade, ou a incomburência!? Como se dependesse das pessoas a velocidade a que o fogo alastra; ou as pessoas se tornassem resilientes, assim, de um minuto para o outro...

É que as pessoas, dizemos nós, e as comunidades que elas constituem, para se defenderem precisam ser «formadas» em diferentes áreas, atendendo às suas «preparações» (ou habilitações) e também ao contexto de alterações climáticas* a que se está a assistir.

É que não se está a ver que as comunidades, só por elas, ou com iniciativas desencadeadas pelos municípios onde vivem, consigam criar as condições para a auto-defesa e a resiliência que é preconizada pelos governantes. Sobretudo a conseguirem por em prática receitas de que estão razoavelmente distantes:

... a pessoa resiliente procura descobrir as causas dos problemas e das adversidades para poder lidar melhor com as circunstâncias e evitar ficar em situação de risco.”

E isto, transcrevemo-lo - ponto 4, de um Expresso de Agosto de 2011. Porque afinal, parece, talvez a palavra resiliente não esteja errada? Ou tivesse sido empregue inapropriadamente.

Mas será que as populações compreendem...?

~~~~~~

*Claro que as Alterações Climáticas não são o foco de ignição; mas as cargas térmicas acumuladas em zonas onde, praticamente, não chove desde Março, levariam a prever uma enorme perigosidade. 


14
Out 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Sim quem diria?

 

Que um assunto, à partida difícil, chato, sintagmático, paradigmático ou simbólico; um tema – que é também Ciência (para muitos) – mas cheio de precisões e tantas outras referências ou «definições quase milimétricas» (porém sempre bastante equívocas...), poderia conseguir dar origem a um romance?

Que é, às vezes de gargalhada, outras a precisar que nos lembremos de alguns autores e seus contributos (Estruturalistas) para as Ciências Sociais.  Mas também intriga, romance meio policial, com muita política, e a cultura francesa dos anos 1980...

Quem diria (?) que a Semiologia - disciplina que A. Quadros no IADE quis que se chamasse Semiótica (para não se confundir com a Semiologia médica) – e que tanto trabalho nos dera na ESBAL (entre 1973-76).

Semiologia que se «misturava» então (e talvez ainda agora?, sabe-se lá...) com várias teorias projectuais. Mas sobretudo, com a “linguística de Chaussure”, como também aparece aqui (na Obra Abaixo...).

DSCN9477.JPGQuem diria que as ditas Ciências (auxiliares do Design e da Arquitectura) podiam ter o condão de nos divertir e prender - feitas cenário/contexto de um romance -, durante umas boas horas?!

Quase a meio do livro continua o «apetite». Ou será talvez mais voragem e avidez (?), por saber da intriga que o autor – e de certeza que este se divertiu imenso a escrevê-la... – conseguiu engendrar, com o sub-título: “Quem matou Roland Barthes?”  

Para já, e So far, so good, vamos ver se assim continua - bem giro - até ao fim?

Óptimo fim de semana


10
Out 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Quem quer contar?

Pois aqui vamos reunir alguns casos mais recentes, e sobretudo os outros - mais insistentes:

http://primaluce.blogs.sapo.pt/os-numeros-e-o-seu-sentido-388606

http://primaluce.blogs.sapo.pt/arquitecturas-falantes-ou-the-language-357027

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/correspondencias-entre-imagem-e-104222

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/novas-explicacoes-sobre-o-pensamento-97538

Neste caso, leiam, uma curiosa associação, de que nós não nos lembraríamos nunca: sobre Amor e Geometria. Sim a mesma Geometria que dizemos ter sido uma espécie de Gramática Formal (para o desenho das formas):

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/a-questao-de-deus-uma-so-ou-varias-73038 - Contém informação vinda de um projecto que é um luxo: Isto é, que a FCT apoiou, apesar do tema essencial ser Religião. Ou, quem sabe (?), por não ter nascido associado a uma auto-promovida (e muito presumida) melhor escola de design...?  

Formas-Significantes-contraste.jpg

Tratam-se de Polígonos reunidos por Louis Sullivan, autor da noção (sua) de ter havido uma certa elasticidade na Geometria. Com o objectivo de se adequar a diferentes ideias, que (a Geometria) teria a capacidade de traduzir. É uma proposta interessante, porém, preferimos a nossa, associada a processos mentais básicos (da que foi, quiçá uma das primeiras ciências), e ainda à perspicácia de que escreveu o Pseudo-Dionísio

 

Os posts seguintes são sobre a génese do arco ultrapassado e do arco apontado: como várias imagens associadas traduziram ideias (teológicas) antagónicas - o perfilium e o filioque

http://primaluce.blogs.sapo.pt/89925.html

http://primaluce.blogs.sapo.pt/90235.html

Logo mais vamos acrescentando a lista, no entanto não se esqueça que estes blogs nasceram da nossa necessidade de tornar visível o que a melhor escola de design portuguesa (e «seus compadres»!) decidiram esconder e calar. Portanto, quase tudo - ou nada escapa - e é o mesmo assunto que não pára de nos entusiasmar. Thanks God


08
Out 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

...associados às Imagens e à Arte.

 

Como sabemos, Lima de Freitas escreveu sobre este tema - tal como fizeram muitos outros autores -, mas, nem sempre com um foco dirigido, exclusivamente, para os Números.

Na verdade, de entre os elementos que «intermediaram» (ou estiveram em substituição) dos Números, para formar as composições e as suas imagens (finais nas obras), aludindo a ideias concretas; esses elementos - como cada vez mais sabemos (ou temos provas e informações) - eles foram gerados pela Geometria.

Uma Geometria que nem sempre foi apenas Matemática, ou a Ciência como é hoje entendida. Da qual Hugo de S. Victor em Didascalicon escreveu ser: "source des sensations et l'origine des expressions".

E o Painel Começar,  de J. de Almada Negreiros, no Átrio da FC Gulbenkian, que Lima de Freitas analisou (no livro cuja capa aqui está), é, por exemplo, uma das melhores provas da forma como a Geometria sempre serviu para exprimir Números que foram associados ao Deus-Uno e Trino.

Aliás, o dito Painel Começar talvez devesse ser abordado como reflexão (ou como uma enorme e longa citação?) de inúmeras outras obras.

Exactamente sobre muito daquilo que se encontra ao longo do tempo e está registado na História da Arte; ou se quiserem (?), e portanto essencial, em DOUTORAMENTOS sobre IMAGEM e CULTURA VISUAL*...

Em nossa opinião o mencionado painel "Começar" poderia talvez ser visto como uma espécie de "Encontro com o passado". Pois lembra-nos uma exposição da National Gallery que vimos há uns bons anos... O Painel Começar é sem dúvida um óptimo registo daquilo que ao longo de toda a História da Arte se vê e constata. Ou seja, como "do velho se fez novo".

As imagens antigas geraram as novas, porque as mais novas (ou mais recentes), foram actualizações necessárias das anteriores. Quando a ideologia era ainda a mesma, apesar de tudo, muitas vezes houve necessidade de actualizar.

Mas mais tarde, e fale-se do meio do século XX para a frente, quando as ideias já não eram as mesmas e a religiosidade - apesar do Concílio Vaticano II -, continuava a decair no Ocidente Europeu. Então, uma espécie de saudade das formas (mais antigas) veio também fazê-las reviver**.

Uma vontade muitas vezes sem sentido (?), e até sem saberem porque surgiu, mas que fez com que as fossem buscar. Como escrevemos, talvez só por uma simples continuidade, memórias ou lembranças cujas raízes eram apenas de ordem afectiva: talvez a fazer lembrar, por exemplo, a saudade que alguém tem dos cheiros e sabores da casa, e dos ambientes onde cresceu.

Talvez algo muito proustiano..., e sem outras motivações relevantes?

ALMADA-E-o-NUMERO2.jpg

Mas enfim, aqui há que dar a volta ao texto:

Pois que seja boa e bonita a lição sobre Lima de Freitas!

Começando a haver, crescentemente, razões de regozijo (nosso) porque os que nos têm afastado, ou escondido e apagado os frutos dos nossos trabalhos e descobertas, irão ouvir dizer amanhã, dirão até eles mesmos - em lição especial para alunos de um doutoramento - que afinal numa escola de Design os temas da Geometria (antiga, e tal como George Hersey a explica***) - sendo uma das principais disciplinas das Artes Liberais, e integrante de um antiquíssimo «sistema» de ensino - devem ser, obrigatoriamente abordados...

Só que tudo isto é também a maior das ironias!

Pois no nosso caso convivemos de perto - muitas vezes, a sorrir e até a rir: a troçar (!) de algumas das questões que autores como A. Quadros, Lima de Freitas, Natália Correia, Gilbert Durand, foram lançando.

E ainda podemos rir, e não há que ter arrependimentos! Fez sentido. Essa é uma constatação, de quem reconhece que ainda bem que cresceu e evoluiu, tendo podido perceber a origem do que muitas vezes os atormentou... (a eles)

Lamentando que esses mesmos autores não tivessem tido a sorte, como tivemos, de poderem ter visto muito mais luz (ao fundo do túnel).  

Lamentando, o que hoje é ainda muitas vezes feito, e se lê por exemplo em autores best sellers, ou não, como Rodrigues dos Santos, Dan Brown (ou ainda M. Gandra) e tantos outros que nem sequer podemos conhecer!

Porque, e aqui estamos a pensar e a incluir alguns escritos de Lima de Freitas, que também consideramos «chocantes». Pois em vez de citarem e se apoiarem, directamente, em textos concretos das Escrituras (ou da Patrística, e até da Escolástica); na verdade quando os lemos percebe-se que há neles falhas gravíssimas: Que estão a citar de cor, sem informação devidamente aprofundada; ou a referirem-se a um antigo "lore" de que G. Hersey escreve em Architecture and Geometry in the Age of the Baroque.

Referem-se ao que são/foram somatórios de equívocos; de conhecimentos mais ou menos muito vagos e adulterados, e menos sabidos por todos eles. E ainda também, mais ou menos desentendidos de todos esses autores...   

Por fim, resta-nos dizer que lemos e aproveitamos imensa informação (fantástica) de Lima de Freitas. Porém, se hoje Lima de Freitas quisesse fazer um doutoramento, baseando-se teoricamente - e de acordo com a metodologia científica, rigorosa, que está em vigor (e não apenas em «ideias feitas» de quem não as foi confirmar!); i. e., se tivesse aprofundado e ido confirmar as suas suspeitas e as dúvidas científicas que teve, então Lima de Freitas teria ido, eventualmente, bastante mais longe. Quiçá teria confirmado hipóteses de que passou ao lado...? Mas também seria hoje, para muitos, um autor muitíssimo mais respeitado.

Assim, que amanhã - desejamo-lo sinceramente - no lançamento do livro "As Imaginações da Imagem", ao apresentá-lo o nosso orientador dos estudos de doutoramento lembre aos estudantes do IADE a absoluta necessidade de haver a máxima convicção e o máximo rigor. Sobretudo toda/ a máxima qualidade (e não apenas «a habitual quantidade de encher»...) nos temas que se pesquisam.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

 *A mesma História da Arte que o nosso orientador dos estudos de Doutoramento - FABP (Fernando António Baptista Pereira), ele próprio, não queria que escrevêssemos?

**E muitas dessas serão pastiches. Mas atenção, não estamos a falar de Pier Luigi Nervi. Porque esse autor conhecia, muito provavelmente, o sentido antigo de muitos dos elementos de suporte - nervuras semelhantes a ogivas, ou os artesãos que lembram tectos da Sé de Portalegre -, que usou nos seus projectos.

***Ou o Pseudo-Dionisio, o Areopagita escreveu e deu exemplos. Também Santo Agostinho quando comparou Deus a um Círculo e a uma Esfera; ou Blaise Pascal usou e escreveu sobre um Pensamento Geométrico

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

E a que hoje (3.3.2021) - por razões várias - se acrescenta este link


05
Out 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... na Arquitectura posterior ao Cisma de 1054 e as suas sobrevivências".

 

Seria este o título e tema do nosso doutoramento se não tivesse havido um «orientador desistente».

Pode parecer estranho e ao contrário do mais habitual, mas na verdade, em 2012 ainda ele iria ler o que desde 2006 lhe tínhamos entregue...

Por aqui havia problemas de saúde, vertigens muito complicadas, tendencialmente incapacitantes, mas do lado que normalmente se supõe forte, a fortaleza era pouca, ou até nenhuma?

Por essa data (2012) já me sugeria que escolhesse outro tema e outro título, insistindo que não podia fazer uma História da Arte, ideia que ainda não consigo perceber onde ele a foi desencantar (?).

Porém, bem antes do muito que pesquisei e escrevi, já na UCP, neste url: www.ucp.pt/site/resources/documents/Biblioteca/.../Arte.pdf, o meu tema constava como sendo de um doutoramento acabado*.

Acontece que para essa ideia de História da Arte que andava na cabeça do professor da FBAUL - nosso orientador, faltavam outros elementos. E esses podemos talvez dizer que os adquirimos recentemente. Vindos de Louis Sullivan - para a época em que viveu, e daquilo que escreveu sobre «regras/receitas» do fazer da Arquitectura do fim do XIX ao ínicio do século XX. E vindo ainda de George Hersey - análises que explicam, especialmente a Arquitectura Barroca,

Ora a nossa percepção de que as formas presentes na arquitectura, que alguns outros também as perceberam como invariantes (para lá do estilo e ambiente em que se integrassem), essa percepção que já vinha dos nossos estudos dedicados a Monserrate, ela não só estava certa, como, com a ajuda de G. Hersey, ganhou uma ainda maior amplitude quando se faz uso (como premissas) daquilo que compreendeu da Geometria.

Se fôssemos re-escrever (ou completar) o título da nossa tese, agora iria também referir uma abrangência ou elasticidade da geometria (qual baby-grow), e ainda a effability** de que George Hersey escreveu.   

 ~~~~~~~~~~~~~~

* E, para muitos, deveria ter aproveitado a confusão e feito como eles, autopromovendo-me... Só que, daria pouco jeito! Como a esses chicos-espertos hoje se vê que foram tão úteis os ditos graus: adquiridos sem sentido, obrigam-nos a malabarismos ridículos, e a figuras-tristes. De quem já subiu tudo o que podia subir, já caíu, faltando apenas o resto do trambolhão...  

**Effability que, como se pode ver tem a ver com as Línguas naturais. O que (e mais uma vez se faz a pergunta) para as Escolas de Design e Comunicação Visual, percebe-se que nada tem a ver com essas entidades de ensino, que, dizem eles é superior!

E foi por causa dos Sinais do Espírito Santo... - que estão no título - há 7 anos começou este blog


03
Out 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Em nossa opinião, claro que não faz mal. Nenhum...

 

Pois é-se hábil, com todas (muitas ou inúmeras) as capacidades que a Natureza - ou Deus (?), nos deu.

Mais, em nossa opinião, o ser-se hábil é um talento: Algo que devemos agradecer! A alguém...

E este post de hoje tem um pouco a ver com a política da actualidade.

Com um PM que parece saber agarrar vários problemas em simultâneo (por ter informação e capacidades intelectuais para isso), e deles fazer soluções.

Como já aconteceu quando era Presidente da CM Lisboeta, e transferiu o seu Gabinete dos Paços do Concelho para o Intendente. 

Mas, sobre este tipo de habilidade, que é talvez também a dos artistas, já em tempos (há 4 anos) escrevemos sobre ela

Enfim, temos muitos temas para repescar, e re-apresentar...


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