Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
31
Jan 17
publicado por primaluce, às 20:00link do post | comentar

Sobre a Beleza e o Sublime, segundo a Tate:

 

The best-known theory published in Britain is Edmund Burke's A Philosophical Enquiry into the Origin of Our Ideas of the Sublime and Beautiful (1757).

O que se pode confirmar aqui.

Mas Edmund Burke é também autor de várias frases e ideias-chave que são frequentemente citadas, em especial em tempos como os que estamos a viver. É o caso da ideia que está no titulo, cuja tradução é:

 “Tudo  o que é preciso para o triunfo do mal é que os bons homens não façam nada”.

Claro que Burke incitava à acção e por isso escreveu também:

"Nobody made a greater mistake than he who did nothing because he could only do a little".

Que é como quem diz:

"Ninguém fez maior erro do que aquele que não fez nada, porque só podia fazer muito pouco".

E assim estamos: activos desde Outubro de 2010!

Também a desenvolver o mundo das imagens


30
Jan 17
publicado por primaluce, às 15:00link do post | comentar

... como estes que se relatam, e tanto incomodam os «doutores alternativos» de agora!


29
Jan 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

'Alternative images' are fancies, not a decree…

 

gothic.by.the.sea.bmp

and may be an upgrading: teach art historians how to deal with visual arts.

Just invented


26
Jan 17
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

Ensinou-me Fernando António Baptista Pereira que em História, quando um fenómeno se torna visível (formalmente), ou por exemplo aparece escrito num documento, em geral esse facto ou fenómeno já existia não escrito, não registado, mas informalmente.

 

E esta afirmação/acepção já a testámos e pudemos verificar várias vezes. Tem razão o nosso «orientador do doutoramento»*.

Também já escrevemos neste blog, e em muitos posts - verdade seja dita, que nem sempre o fizemos nos termos politicamente correctos que a maioria «adora» - que vivemos rodeados de mentira. Ou de factos que ocultam/escondem a verdade. Mas, éramos nós a dizer, e a queixarmo-nos de algo que agora já são muitos mais os que sentem e finalmente se queixam...

Perceberam agora que a mentira anda por aí, desbragada, à solta, e então, alguns ainda muito «atemorizados» (?) e politicamente tão correctos que eles são, decidiram chamar-lhe "Tempo da Pós-verdade".

E ainda assim, às próprias das mentiras - e qual achado magnifico - vem então a nova designação de "Factos Alternativos". Claro que tudo isto só nos faz lembrar A Politeia de Platão, a qual era importantíssimo ler para compreender a Idade Média e as suas obras Arquitectónicas.

Mas hoje, utilíssima também, por ajudar a compreender uma certa vontade de Evergetismo que parece ir já agora atravessar a América do Norte, «à semelhança» do que fizeram os imperadores romanos.

Ou, voltando ainda à total ausência de verdade - que ainda nos prejudica (e ao país...ou ao mundo) - também faz lembrar o doutoramento daquele reitor, magnífico doutorado (em hiboux, na «universidade» do interior serrano), que nunca frequentou escola ou ensino superior; mas que, coleccionando «cursinhos de tanga», lá se fez doutor. Agora, Rhetor, já era! Só que mostra bem a força que a mentira pode chegar a ter. 

Portanto autor de uma (sua) tese «tão-tão-alternativa», que, mesmo que muito perdure esta descarada season da pós-verdade..., a referida tese desse me.doso, quem tudo fez para que o nosso doutoramento não existisse, nunca fará o menor dos sentidos!

E pena mesmo, muita pena, foi a de que o epigrafado não nos tivesse dado ouvidos, quando muito deste ambiente já em 2008 se pressentia (cheirava e infectava o ar).

Do epigrafado dizem que passou «a trabalhar na Cultura»? Mas qual «Cultura»? Aquela que tanto ama? Em que a verdade (muito «pós e alternativa») é a sua base?...

Por nós nada mudou, e há que interligar tudo:

incluindo o que nos saiu na rifa

~~~~~~~~~~~~

*Teve razão em muitas matérias que nos ensinou, ganhámos imenso, ao contrário de quem (como também ele) perdeu imenso... Mas a ambição humana de ser grande, toca de mais, sobretudo quando se é como Pépin - Le Bref.

Por fim, e porque vai ser a maior moda, gostaríamos de poder dizer com Jill Abramson: 'I just bought my first official souvenir of the Trump era. No, it wasn’t a pink pussycat hat. It’s a black T-shirt with white typography that says “Alternative Facts are Lies”.'


25
Jan 17
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

... na Faculdade de Letras de Lisboa.

 

Cuja orientadora, Maria João Baptista Neto, a um mês da entrega (finais de Agosto de 2004) nos dizia para escondermos os resultados e algumas das imagens. Por isso este, e outros blogs que escrevemos, recebem visitas muito dirigidas. Para o que já sabem que não está em papel, nem publicado de outras formas:

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/vaos-e-vergas-ainda-as-notas-de-um-69479


22
Jan 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Durante anos ensinámos materiais e entre esses os Plásticos. Muitos terão ouvido falar em Polímeros, e a importância da sua produção, depois, também sobre a sua transformação, para a indústria portuguesa...

 

E não sendo nós formados em química, nem os alunos de design especialmente sensibilizados para a compreensão de alguns tópicos (mínimos e) essenciais deste ramo da indústria e do design; por isso tínhamos que recorrer a vários tipos de analogias, como sempre se faz no ensino, para conseguir transmitir e entusiasmar, ou criar curiosidade em torno de questões que, se não o conseguíssemos, seriam altamente abstractas e inatingíveis*.

Mas a Ciência muda todos os dias - ao contrário do que sucede com a História (e a compreensão do que foi um símbolo da fé gótica...) - e eis que hoje, se estivéssemos ainda ligados ao ensino das mesmas matérias que durante mais de 20 anos ensinámos, teríamos que falar no átomo de carbono de outra maneira.

Já não como uma bola que se imaginava dura de 4 braços (valências), que lhe permitiam uma série de outras ligações com outros átomos: formando assim moléculas, mais ou menos estáveis, constituintes dos materiais plásticos.

Os quais, era importante explicar, podem/poderiam ser de dois tipos principais: os termo-plásticos e os termo-estáveis. Os primeiros alteráveis facilmente pelo calor e solventes orgânicos; os últimos com propriedades que sendo resultantes da estrutura molecular, os tornavam mais resistentes ao calor e aos solventes. Também mais duráveis, e portanto menos próprios para serem usados em objectos e produtos de consumo rápido.

Claro que entrava aqui (ou podia entrar) toda a preparação para novos temas, igualmente «instáveis»**, como o da sustentabilidade dos recursos do planeta, e o uso intensivo, versus reciclagem, dos materiais mais usados como consumíveis/embalagens: i. e., relativo aos produtos e objectos que a vida contemporânea - mais a alta-funcionalidade que a todos exige - veio criar.

Segue-se a 1ª página dos apontamentos que fizemos para os alunos do IADE, entre 1976~78, e o link de uma notícia que consideramos extremamente interessante, por poder alterar a maneira como se entendem os produtos da química orgânica (entre os quais estão os plásticos).

Carbono.JPG

(Apontamentos para os alunos do IADE)

O link fica, para lembrar que quase tudo se desactualiza, sendo úteis todos os novos contributos - de quando se faz ciência com seriedade.     

~~~~~~~~~~~~~~

*E claro que agora, para a geração melhor preparada que frequenta as faculdades, são-no cada vez mais...

**Que precisam de pesquisa constante, e actualização dos conhecimentos.


21
Jan 17
publicado por primaluce, às 11:30link do post | comentar

Re: Achamos que sim, mesmo que para «certos decisores», isso nada tenha que ver com a Quantidade de Informação, ou com a Marca...

Design é, principalmente, Ergonomia, criação de Condições de Conforto

E o conforto não é apenas visual, estético ou «psicológico»: a sua dimensão humana é total


20
Jan 17
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Re: sempre!

Sobretudo com o frio. Porque como saber isolar e obter conforto térmico pode ser muito real e importante. Mais do que passar o dia no computador à volta de ninharias e inutilidades pouco ou nada produtivas.

 

Claro que estes eram temas/matérias que se ensinavam em muitas (demasiadas...?) vertentes; mas que nunca deixaram de (nos) ser úteis. Com as alterações climáticas pode agora ser agradável que não chova, mas, mais à frente vão ser notadas as consequências, e, é normal, pode esperar-se que os designers saibam apontar soluções...

É quando nos lembramos de tudo o que caiu em desuso, e deixou de ser preocupante. Como se está a regredir no saber e como em tempos se tentava ensinar, teoria e prática, de modo a apetrechar os alunos, futuros profissionais, a saberem resolver problemas de diferentes origens: i. e., transversais a várias disciplinas, e não apenas de desenhos feitos para ecrãs! 

É que, quando se é especialista, e sobre conforto térmico são muitos os detalhes que fazem toda a diferença.

Por exemplo, pode-se ensinar como devem ser as texturas (qual o ponto?) dos cobertores, os seus materiais - fibra ou lã, qual a combustibilidade dessa substância? E ainda, qual a melhor ordem de colocação de cada peça numa cama. Como quem se veste... Ou como quem tem que decidir qual o isolamento térmico a pôr nas paredes de uma casa, e em que face, ou camada, são aplicados esses materiais?

DSCN7115.JPG

Enfim, ensinava-se! Por exemplo vindo dos apontamentos de A. Lobato Faria (e não propriamente do Feng Shui)  - qual a melhor orientação - com bases científicas, para as fachadas dos edifícios. E dentro destes por exemplo para a habitação, ensinava-se qual a melhor posição dos quartos, das salas, das cozinhas, etc...

Seria esta uma característica do espírito e da mentalidade pós-guerra? Da atitude construtiva que tiveram os EUA e a Europa, que muito queriam progredir?

Havia então (comparado com a actualidade), como que uma sede de Saber e de Ciência; a noção de que deveriam ser inúmeros os conhecimentos a entrar no Design - a nova disciplina que a certa altura passou a estar na moda (depois dos precursores, meio século antes) - e a colaborar com um núcleo central de saberes, para produzir, industrialmente, os artefactos necessários à vida contemporânea: fosse em ambiente doméstico ou nas empresas e nas fábricas.

Os tempos mudam, e o que foi moda já não é. Porém, o Hygge de que se fala, não é só uma mentalidade: principalmente é feito de Design


19
Jan 17
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

... era diferente o Átomo de Carbono.

Pois!

Há que escrever sobre o assunto, mas até lá aguardem (com esta ajudinha), e não se «desagreguem».

É que seria uma perca para o mundo científico português!


17
Jan 17
publicado por primaluce, às 19:00link do post | comentar

Quando, pelo simples prazer, nos pomos a desenhar, logo vêm ao de cima interessantíssimas questões: filosóficas, pois claro! Já que o desenho é muito mais feito com a cabeça, do que abaixo do pescoço, os ombros, o braço ou a mão

 

Concretamente, nos últimos dias temo-nos lembrado de David Hume, e daquilo que pesquisámos para escrever sobre Monserrate. Pois terá sido David Hume, que era amigo pessoal de Horace Walpole, quem inspirou o Commitee of Taste, que existiu, para ir acompanhando as obras de Strawberry Hill. Obra que por sua vez, é impossível desligar do Monserrate-I de Gérard De Visme.

A fachada abaixo, como se deixou escrito em Monserrate uma nova História - e chegámos a explorar esta questão (e a dar uma aula sobre o assunto) - pode ter tido, inicialmente, é muito provável, um arco quebrado. Mal desenhado, ao que parece, e até semelhante ao arco tudor: i. e., com alguns troços rectos e não curvos como é um (normal) arco quebrado, a que os historiadores chamam de terceiro ponto*.

Porém, também no Palácio de Monserrate, da fase inicial (de De Visme), estão lá vãos de verga em arco quebrado, cujo desenho deixa supor o que queriam ser, mas não conseguiram...

Enfim, quem sabe que esta casa foi inaugurada com um jantar em 25.07.1787, e que duas décadas depois passou ao Marquês de Marialva, pode perceber - desde que devidamente informado pela história, da arquitectura (mas também pela história de alguns personagens que por lá viveram e estiveram); esses poderão compreender alguns dos detalhes arquitectónicos que integram o desenho da fachada (e toda a casa). Concretamente, e apesar das várias campanhas de obras, a imagem que patenteia.

Como as intervenções de uns e de outros (e parece-nos ser difícil dizer quem foram), somadas, elas conseguiram produzir um cenário de equilíbrio e beleza, como é raríssimo em Portugal.

E por isto nos lembramos de Hume (e depois de vários outros, filósofos, que aprofundaram temas da Imagem e da Estética); exactamente porque as sucessivas intervenções na casa de Sintra terão sido também melhoramentos visuais, rumo a um «embelezamento», conseguido de facto.

Centeais.jpg

Imagem vinda de uma casa e de um trabalho que nos diz muito. É também repositório de ideias que continuamos a defender***

Mas o que está na imagem, a base - notem os vãos do R/C e os do 1º andar, o seu ritmo: a acentuação da horizontalidade, combinada com o (sentido) vertical, que algumas molduras e pilastras acentuam; essa base vem dos primeiros tempos do Georgian.  

O qual, por sua vez – já que nada acontece por acaso – se filia em influências que vêm de trás, também dos Países Baixos. E aqui há que lembrar que William (de Orange) reinou em Inglaterra com a sua mulher Mary II. Que os foram buscar num tempo em que a religião professada pelos reis se tinha que coadunar com as opções da nação, como um todo.

E desse todo (qual emblema) fazia parte a Arquitectura.

Isto que aqui deixamos hoje, é muito mais vasto. Está num trabalho que muitos consideram um doutoramento. Talvez (?) porque em cada capítulo há materiais para vários doutoramentos: diversas questões que levantámos e levantamos, já que apontam para uma Nova História da Arte, onde as relações forma (ou ornamento, integrante dos estilos) e respectivos conteúdos, foram muito ricas e directas (como a pobre cultura visual de hoje não permite admitir!).  

Já escrevemos sobre esta temática**, que talvez agora se abordasse de maneira diferente, e que precisava de ter tido sponsors, uma verdadeira instituição de acolhimento, ou instituições universitárias onde a curiosidade, o gosto pela pesquisa e pela inovação fossem genuínas e não as falácias que são...

Há no entanto uma grande vantagem: é que ficaram informações que vamos relembrando e retrabalhando (também quando se está a desenhar).

~~~~~~~~~~~

*Vá-se lá saber porquê? Talvez por a sua base ser um triângulo equilátero perfeito… (e pleonasmo)

**Ver em Monserrate uma Nova História, p. 17 em diante, ligando inclusivamente ao Palladian (ver p. 21), que é também uma marca da arquitectura portuguesa: no Porto e em Lisboa – onde por vezes se lêem as proporções estudadas e trabalhadas para conseguir atingir proporções harmoniosas e formas imediatamente simpáticas. Se a beleza de Monserrate é muito mais «intelectual», como também acontece no Palácio da Pena; já a Beleza da Casa de Seteais é muito mais imediatista/sensível. Tema da Filosofia e da Estética ou das Neurociências?

Certo que é que novas áreas cientificas permitem compreender melhor o passado 

***Ver http://primaluce.blogs.sapo.pt/23711.html e http://primaluce.blogs.sapo.pt/28577.html

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