Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
31
Dez 13
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... em Iconoteologia está o nosso último post deste ano*.

 

Num ano em que o amarelo se apresentou como a cor que ri, feliz.

Vá-se lá saber porquê?

Mas a lembrar há 25-30 anos atrás, quando começámos a perceber que o avanço para a ruína do Palácio de Monserrate, era como uma «auto-destruição»: a perca de valores culturais tangíveis! Que tinham sido a materialização e o registo - inscrito/plasmado na arquitectura - de todos os conhecimentos, e de uma globalização já atingida no século XIX**.      

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*http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/62364.html

**Ver em Monserrate uma nova história, Glória Azevedo Coutinho, Livros Horizonte, Lisboa 2008, p. 148.


28
Dez 13
publicado por primaluce, às 15:00link do post | comentar

 ... para quem foi ouvindo relatos dispersos de reuniões dedicadas ao Ensino, e nessas várias, algumas decisões que iam sendo tomadas (internacionalmente); como se previa, a destruição do que foi um património construído, paulatinamente - ao longo de séculos - está já adiantada, muito concretizada*. 

 

Pelo link** seguinte têm acesso a uma conferência/diagnóstico da situação francesa, feita há cerca de um mês. Se ouvirem, poderão perceber que aquilo por que estamos a passar em Portugal, além de não ser muito diferente, consegue ser bastante pior...

Claro que a desgraça alheia sempre foi fraco consolo, mas não deixa de ser relevante saber-se que estamos todos no mesmo barco: o dos desafios da globalização, que têm levado a que se alinhe por níveis inferiores; ou a esquecer o que há muito alguns já sabiam:

Que o Ensino Superior - cujas qualidades os pais dos estudantes desconhecem, mas pagam, confiando no Estado e suas instituições (sem saberem que não há inspecções, e que as referidas instituições são autónomas, para o melhor e para o pior...); e que esse Ensino é, acima de tudo, uma forma de retenção de uma enorme massa de gente, que assim não vai do Ensino Secundário, directa à procura de emprego e para o mercado de trabalho (ficando estacionada) no «ES».

As Escolas e o Ensino Superior parecem funcionar como um equivalente de creches? Pelas quais todos passam e onde assim vão «fazendo tempo»...*** Nem sempre da maneira mais útil, tendo em conta que o Ensino sempre foi visto como uma preparação para a vida, e nesta para o trabalho.

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*O que, pergunta-se: é desleixo? Perca de qualidade daqueles que tomam as decisões? Ou é intencional?

**http://www.canalacademie.com/ida10486-La-France-face-aux-dilemmes-actuels-de-l-enseignement-superieur-dans-le-monde.html

***Ideia que em 1985, numa aula de um curso no IST, pudemos ouvir a Rafael Moneo. Claro que aqui, nessa ideia que foi transmitida, em parte desvalorizou-se o papel da sociabilização e ensinamentos que os estabelecimentos da primeira infância proporcionam: talvez em detrimento do que, em alternativa/contraponto, algumas famílias (mais privilegiadas) podem dar, individualmente, aos seus filhos, netos, etc...?

Sobre Rafael Moneo, ler: http://www.archdaily.com/tag/rafael-moneo/

Ainda sobre o Ensino Superior consultar: timeshighereducation.co.uk

E mais: http://www.timeshighereducation.co.uk/books/a-treatise-on-modern-architecture-in-five-books-by-george-saumarez-smith/2008868.article - um texto de James Curl, onde a síntese que a Arquitectura constitui, volta para o centro das preocupações.


24
Dez 13
publicado por primaluce, às 18:00link do post | comentar

 

Presépio de Meister Bertram von Minden (ca. 1340 - 1414/15)

http://www.artbible.info/art/biography/bertram-of-minden

http://www.wga.hu/support/viewer/z.html
Ver também

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/62035.html

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/61750.html

onde se reuniram exemplos com a mesma Iconografia: os Entrelaçados (de vime) para o «cesto-berço»

E ainda:

http://www.archdaily.com/310908/architectural-history-of-the-christmas-tree/


21
Dez 13
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Dedicado também aos designers - muito actualizados, a quem «pertence» uma única modernidade: a sua! 

Depois das imagens e textos seguintes leiam de Boris Vian - L'Écume des jours.

 
(legenda - clic na imagem)
 

Talvez se deixem influenciar pela ficção criada (em 1947) pelo seu autor, na maneira como descreve a preparação de uma refeição? Claro, nada a ver com objectos da Idade do Cobre

Menos ainda com o charme que vemos nas formas escolhidas para esses objectos, que alguns - muito poucos - têm a óptima ideia de ir pesquisar; mesmo antes de alguém as vir declarar Patrimónios Intangíveis (ou uma qualquer outra categoria...)

Quiçá, pois seria uma hipótese: as "formas de um inconsciente colectivo"? Mas, corrigindo: talvez apenas semi-colectivo - para não deturpar o conceito «junguiano» - que parece não ter sido regional (aqui dir-se-ia europeu ou ibérico); mas aplicável com carácter universal, incluindo nele os lugares recônditos: onde nenhuma civilização  (quase) ainda não chegou?

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*Visitantes especialistas, que não chegam via google.com.br, e estão muito por dentro - nalguns casos mais do que nós, relativamente ao Estado da Questão (que levantaram, porém, não arriscam nada de novo...) - das temáticas que em 2002 começámos a questionar. Por isso daqui se afirma: é um vício profissional, nosso, não desistir de obras começadas, e portanto não as deixar a meio! Claro que «o ponto em que ficámos» em 2005, já deixava entrever a imensidão de uma Nova História da Arquitectura, necessária escrever; e a qual está por detrás das nossas "trouvailles". Nesta perspectiva: sejam muito bem-vindos, porque aqui há Ensino Superior a sério: não inferior, não requentado!  

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/


17
Dez 13
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

I. e., destinado aos que nunca projectaram. Para os que pensam que a investigação substitui o know how da capacidade operativa e de síntese, que a actividade projectista forçosamente exige:

 

“It does make a difference where one thinks or writes, whether from within the walls of the university or outside. The position of an academic is, in many respects, much more comfortable than the position of a designer or an architect — or a politician. The academic does not have much to decide. (…) The simple fact that a university decides to give an honorary doctorate to such a figure as Rem Koolhaas, though, implies an acknowledgment that elsewhere, outside the university, there exists a kind of knowledge, of thinking, that is different, motivated by a sense of possibility, urgency and necessity, and takes the perspective of action (...)”**

 

É este Conhecimento que não existe dentro da Universidade que faz a maior diferença quando é preciso fazer obra. Sim fazer obra = a construir edifícios (ou stands de exposições, pequenas obras ou objectos efémeros) que podem ser necessários para, no interior dos mesmos se desenvolverem as mais variadas actividades. Ou seja, referimo-nos a obras que não são apenas "Obras de Artes Visuais" de «encher o olho», em geral caras, mas que não funcionam: i. e., cujo principal desiderato não foi cumprido!

Por isso, para que tudo «corra bem», exige-se previamente a execução de um projecto, cuja complexidade pode ser grande, e portanto a necessidade dos seus autores serem e estarem informados é ainda muito maior...

Já que - e vamos ao básico, quer em termos linguísticos quer em termos operacionais (pois estamos a referir os processos de uma forma muito abrangente) - uma construção pode não ser «arquitectura», nem nenhum dos exemplos acima referidos; continuando no entanto, apesar dos nomes e da terminologia que vamos empregando, a necessitar do "know how" da materialização: ou seja, da capacidade de síntese (operativa)***.

A qual é diminuta, normalmente, nos trabalhos operados por académicos (que não correm grandes riscos, já que pouco produzem de novo). Quem faz projectos sabe que, depois das fases de análise e recolha de informação do que já existe, seguem-se novas fases, propositivas, que têm que culminar na materialização/concretização de uma obra. Obra que, claramente, segue alguma das propostas (hipotéticas) que em fases anteriores tinham sido colocadas. 

Enfim, são vidas de experiências novas sobre outras anteriores; portanto vidas que são também muito recompensadoras por serem de desafios e de riscos, que permanente se colocam e depois se ultrapassam. É a experiência acumulada, totalmente oposta à das vidas muito protegidas, e quase «de redoma», que vivem os Académicos:  

Dos que «não se sujam» pois também pouco arriscam!

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*De quem «põe a mão na massa» e tem amor à acção, como fez António Champallimaud e fazem todos os dias os Empresários das PME, do Norte ou do Sul: sem receio de sujarem «fatiotas domingueiras»...! Empresários de Empresas que são mais fábricas, fabriquetas e oficinas: e que por isso há décadas são chamadas Ateliers.

http://expresso.sapo.pt/quando-os-nossos-magnatas-gostavam-de-fazer-coisas=f846440

**http://journal.eahn.org/article/view/ah.al/28. No referido texto, outras passagens, como a que se segue, reforçam o que aqui estamos a escrever desde 2010. Fica, pois destina-se a ser útil:

"Crucial among those classical ideas and concepts that have become problematic is our relation to time. The way western culture and western societies deal with the past is deeply rooted in the languages we use and in the basic metaphors underlying our world views. At the heart of both ‘Generic City’ and ‘Junkspace’ is the meaning of origin, history, tradition, heritage and ‘identity’ — identity as embracing a specific, particular set of meanings and signs." Um excerto que contém afirmações merecedoras doutras reflexões. 

***Como por exemplo os Caricaturistas, regra geral, demonstram ter enorme capacidade para «operarem»... 

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/

bien.faire.et.laisser.dire.gac@gmail.com


15
Dez 13
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

"...sendo praticado, principalmente por quem exerce actividade projectual (e exercita as «sínteses projectuais»)."

 

Acrescentando agora: Por isso - na maioria das Escolas cujo ensino é virado para a prática profissional - há aulas em ambiente de projecto.

Ou seja, tanto quanto possível a recriar "o ambiente de um atelier".

Porque, no tempo em que havia Indústria (para a qual se formavam projectistas), uma das componentes essenciais da formação de Arquitectos e Designers, passava pelo "Know How". Era um tempo em que não se endeusava a «Empresa», e muito menos a «Terciarização» - que a mesma trouxe consigo: sem grandes vantagens...

A não ser talvez o entrar e sair da empresa com a roupa «lavadinha»? Mas hoje, mesmo que os cotovelos dos Yuppies fiquem «coçados e lustrosos» (de tanto se auto-secretariarem?), botam-se-lhes as cotoveleiras da moda: «cheiinhas de estilo»!

As que previamente já vêm aplicadas nas mangas dos modelos preferidos desses falsos trabalhadores, e a quem apropriadamente se pode chamar «os verdadeiros mangas de alpaca».

Enfim, ironicamente tudo muda, e a uma velocidade em que o que ontem era válido é já agora «redundante» (e até risível?); assim hoje acrescenta-se esta ligação, para uma grande crónica. Parabéns ao autor:

http://expresso.sapo.pt/quando-os-nossos-magnatas-gostavam-de-fazer-coisas=f846440


14
Dez 13
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Assim pergunta-se: a obra de Arte é intuitiva!? Será? 

 

Achamos que sim e que não!

É: para os mais sensíveis e verdadeiros artistas.

Não o é: para os que são muito menos criativos e informados. Ou também, os muito menos sensíveis que por isso têm que aprender a sentir e a ser intuitivos. Frequentam as escolas e instituições de ensino artístico para saberem fazer as sínteses que aparentemente são simples, e o simples resultado de uma intuição; a qual depois de estar interiorizada é mais fácil de usar (e de aplicar nos trabalhos) de modo operativo.

Isto é, aquele modo «activo e dinâmico» que faz sentido (caracterizado pela vivacidade criativa) e que até uma maquette - ou modelo reduzido da nova realidade que se está a pretender criar - serve para se trabalhar nele: e nesse modelo simular a obra a realizar.

Assim, os projectistas experientes, mas sobretudo os alunos que vamos ensinando - e que estão a querer adquirir hábitos trabalho - é desejável que não estejam nos ateliers encolhidos, com frio, com o corpo tolhido em rigidez muscular, e colados ao computador. É que assim ninguém é criativo...

Parecerá que chegámos agora a um ponto diferente daquilo com que acima começámos: mas não é, trata-se do mesmo. O facto de sabermos que, por exemplo, algumas obras de Nadir Afonso (ele que falou de um saber intuitivo) estão repletas de figuras geométricas básicas - as que vários programas e software desenham instantaneamente (embora o computador seja zero em «vivacidade»*). 

Imagens que, em geral, são também as mesmas figuras (que se podem autonomizar) que atravessam os Estilos Medievais, os do Renascimento e Barroco, mas também nas Artes Populares.

Na sua «operacionalidade intuitiva» Nadir Afonso conseguiu trabalhar com esses elementos - os mesmos de que Miguel Ângelo também usou e abusou** - ambos sublinhando, em simultâneo (nas obras que cada um fez) o seu carácter matemático e de rigor.

E assim Nadir Afonso fez obras de um cunho híbrido, que dificilmente sabemos classificar:

Se são modernistas, actuais ou antigas, por recorrerem aos «Ideogramas» ancestrais?

Mas, é opinião geral, são bonitas, simpáticas e cheias de cor, como aqui não se conseguiu ter... 

Copiar atalho ou visitar:

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=132360;

http://primaluce.blogs.sapo.pt/76081.html

http://www.arquitectos.pt/?no=2020494683,154

http://www.arquitectos.pt/imgs/imagens/1386956474F0cEU3oy5Vb52VH5.jpg

*Claro que os computadores - utilíssimos - são zero em Figuras de Estilo, em Metáforas ou Anáforas; Aliterações ou Analogias, ou ainda na imensa vivacidade que uma Ekphrasis exige. Nada disto é fácil, por isso a criatividade exige intuição (que pode ser simples e já estar na mente de alguns); ou, em alternativa exige muito saber, que talvez consiga substituir e completar a mais fraca intuição? Um Saber que, como Rem Koolhaas explicou, não é o ingrediente bastante para fazer projectos: por isso em geral as escolas não o ensinam, e (na prática) pouco conhecem o processo: sendo praticado, principalmente por quem exerce actividade projectual (e exercita as «sínteses projectuais»).

Assunto de um próximo post sobre alguns aspectos da SÍNTESE referida por Rem Koolhaas.

**Apesar de ser a nossa opinião, aqui e ali encontram-se informações que a corroboram, como neste caso (conhecido): "Le premier tiers du XVIe siècle est «un temps des génies », une ère des synthèses, comme l’a bien montré André Chastel, le mythe de la Renaissance s’est cristallisé à Rome sous la forme de quatre projets grandioses auxquels architectes, peintres, et sculpteurs, appelés dans la capitale furent associés : le Nouveau Saint - Pierre commencé par Bramante ; le mausolée de Jules II, dessiné par Michel Ange ; le « miroir historial » peint par Michel-Ange au plafond de la Chapelle Sixtine ; enfin, le « miroir doctrinal confié à Raphaël dans la Chambre de la signature."

http://www.canalacademie.com/ida9670-La-chapelle-Sixtine-de-Michel-Ange-racontee-par-Dominique-Fernandez-de-l-Academie-francaise.html

http://revistas.ulusofona.pt/index.php/revlae/article/download/1856/1673

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/

bien.faire.et.laisser.dire.gac@gmail.com


12
Dez 13
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

...because, traditionally, windows were summaries of specific meanings, and therefore used to have some relevance

 
Enjoy Google images (see below*), and this one from Oporto.  

Notice here that the significance of the window - a Quatrefoil - has been altered: because of the «connotation» given by the eye, in the banner. This almost direct translation, changes the ancient value, and the mood, of the pretty small window.

Even different, Quatrelobes can be seen in Strawberry Hill, in the Gothic Revival Villa, conceived by Horace Walpole, in Twickenham, London**.

Rua das Flores, Porto
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http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/


09
Dez 13
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

... indo de Saramago a Jorge Segurado: passando por autores franceses que retiraram ao Ornamento qualquer simbolismo ou significado; e ainda o que, talvez temporariamente (?), pode ter sido um «código».

 

Em Iconoteologia há de novo informações privilegiadas: de quem vai buscando e prossegue - quase aleatoriamente, mas sempre com resultados muito «simpáticos» - aquilo que justificaria uma nova atitude relativamente à História da Arquitectura*.

Muitas vezes dissemos que as nossas descobertas não alteravam «a velocidade de rotação da terra» (felizmente), e isso continua a ser verdade. Mas, a perca geral de conhecimentos - do vocabulário e de inúmeros outros referentes do pensamento - começa a ser tão grave, que a nossa situação, ou também a de quem quiser informar-se como temos feito, pode ser a de um imenso privilégio:

O de quem capta o inconsciente (o seu e o alheio)...

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*Que é uma parte da História da Arte. Ver http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/61750.html


05
Dez 13
publicado por primaluce, às 20:20link do post | comentar

...mas durante anos demos aulas (e estudámo-la) na Sala de Baile do Conde Farrobo*

http://iade-u-doutoramento.tumblr.com/

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*http://fotos.sapo.pt/g_azevedocoutinho/fotos/pinturasaf/?uid=FZLrZAdSP66jcT04uNGv


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