Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Nov 13
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

Esta frase é uma das mais extraordinárias que ouvimos. Imaginem quem a disse! Pergunta-se e desde já se ajuda...

 

Não terá sido de quem viu muito mais do que nós? De quem escreveu sobre o que tratava o nosso trabalho de investigação no doutoramento: Origens, Significado e Evolução dos Estilos Artísticos – Evolução dos Conceitos nos seus Contextos Culturais desde a Antiguidade até ao Mundo Moderno

De quem foi que nos repetiu (várias vezes até que entrou...): Não vai escrever uma História da Arte!

E assim dando ideias que nunca tínhamos pensado, ou algum dia queremos pensar: ou algum dia haveríamos de querer passar à prática... Pois sabemos o que fazemos*!

Mas entre ideias disparatadas, vindas de quem se perde e fica fora de si (mais ou menos controlado...), e as de quem vê que a realidade está errada e é insistentemente ensinada errada, não há termos intermédios? Não há um passo em relação ao que é «honestidade intelectual»? Deixa-se andar...?

Não há algumas correcções para já ir adiantando, como por exemplo tem feito Dana Arnold, embora nos pareça que ainda nas suas propostas algo está a falhar...?

Não há a hipótese de se irem escrevendo algumas sínteses, a incluir aqui e ali alguns acertos mais importantes, e a alertar para erros fulcrais que se deparam na História da Arte, tal como está escrita?

Como também já fez Peter Burke a desmontar o mito/mentira/equívocos, que todos, mais ou menos, tivemos que interiorizar, ou memorizar com dificuldade, sobre o Renascimento?

Ao contrário de Françoise Choay - com quem aprendemos tanto, e cujos livros comprámos depois de 1970: a autora que em 1982 escreveu sobre Património e sobre a Arquitectura Cristã.  Pois ainda em A Alegoria do Património cita vários «historiadores» que a precederam - como Dom Michel Félibien, Quatremère de Quincy, ou o Abbé Cordier; mas fê-lo deixando no ar grandes confusões... Que fazem perguntar:   

Será que a «onda de Françoise Choay está à espera de um homem (como Fernando António Baptista Pereira) para ser arrumada»?

 E como Françoise Choay perguntou, sem se atrever a arrumar - por saber a imensidão de trabalho que essa tarefa comporta...? - será que para os lados do Chiado, no Largo da Biblioteca Pública, não há nenhum Homem (um «quase-deus, grande herói) com essa vontade de começar «a arrumar algumas ondas»?

Não há um Neptuno, que siga aquilo que nós aprendemos nessa mesma casa, no Largo da Antiga Biblioteca Pública:

Que um projecto se acerta, e «não vai para a obra» (ou não se ensina como aqui é o caso) cheio de erros e de confusões? Que se destrinça e se anuncia o que já se sabe, daquilo que ainda se questiona, e ainda se põe em dúvida, por não se conhecer? Inclusivamente, que para grandes tarefas se trabalha em equipa...

Porque há informações demasiado generalistas - e estão «em vigor» desde o fim do século XVIII - que alguma investigação mais recente e mais sistemática tem tido a capacidade de desmontar: que a Historiografia deve ser acertada, pois existem dados e fontes que permitem esses acertos.

Concretamente a História de como os Povos Germânicos se instalaram na Europa; e que ainda hoje mantêm a máxima actualidade (sendo útil conhecer): como as fronteiras do Antigo Império Romano, estão esbatidas aqui e ali - e assim Dana Arnold está certa ao focar a Geografia, considerando-a disciplina essencial, e auxiliar da História da Arte. Embora, atrás dessas localizações, nem todas estando apagadas (pelo contrário...) havendo imensos «motivos», também decorativos, que são falantes: ou até demasiado eloquentes!

Não seria de os conhecer? Para nos conhecermos? Para conhecer a Crise em que estamos? Para que serve afinal a História da Arte?

Só para futuros Designers irem buscar as formas simpáticas, sempre gostadas e sempre usadas? Serviria..., se isso hoje se praticasse!

E a Arte não elucida e informa a História Geral?

Se tudo isto serve para nada..., não será muito ridículo, e inútil, andar a investigar para nada?

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*E haver um professor que ADMITE termos capacidade para escrever uma História da Arte, não é surpreendente?

Não é exagero!? Um «Elogio» fora de tempo?  

http://primaluce.blogs.sapo.pt/72822.html

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/

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