Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
30
Jun 13
publicado por primaluce, às 23:00link do post | comentar

Porque não são minimamente profissionais: verdadeiros charlatães - que se apressaram a tomar a governação, ou tudo o que é direcção - eles obstruem o que seria o normal desenvolvimento das instituições, a vida colectiva do país, a transição para o futuro.  

 

A transversalidade do Saber e da Cultura, as operações mais simples de organização, os mínimos desideratos de legalidade, o normal cumprir de regulamentos e normas; a diferenciação entre o estrutural e o acessório, entre o cerne e aquilo que o envolve, etc., etc. Eles - os que nos (des-) governam não sabem discernir.

Há anos que se sente a imensa mediocridade em que o país mergulhou; escrevemos sobre várias destas questões desde 2010, mas agora são mais alguns a detectá-lo? Ainda bem. Talvez esteja a haver algum avanço? 

Eles que oferecem a Lua - e que precocemente «se armaram em dirigentes» - têm portanto que ser exemplares e muitíssimo mais competentes; mas estão longe de estar equipados (com o necessário equipamento intelectual) que as tarefas exigem. Teriam que saber hierarquizar, e depois dividir e delegar o Poder; mas, ao contrário, autocraticamente centralizam tudo, decidem tudo, e quanto a erros, fazem-nos às centenas... O que não admira:

Não aprenderam, não fizeram as transições paulatinas que se impunham...

E disfarçando, afastam os mais velhos e competentes, para um dia se julgar que fizeram obra.

Para um dia se julgar que antes deles era o nada e o caos...

Porém, salvo honrosas excepções, as gerações abaixo dos 55 anos estão mal formadas, são incompetentes

...e, péssima notícia no último dia de Junho: eles estão para ficar!

http://vmais.rr.sapo.pt/default.aspx?fil=512873

http://economico.sapo.pt/noticias/o-dia-em-que-a-geracao-baby-boom-se-reformar_170577.html

http://vmais.rr.sapo.pt/default.aspx?fil=512873


29
Jun 13
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Por nós sabemos bem, por experiência (e com documentação que o prova), que também acontece haver investimento que se concretiza, mas que é/foi desperdiçado. No nosso caso numa área que se sabe ser prioritária - por se tratarem de matérias totalmente inovadoras no Ensino Superior, inclusive a nível internacional. 

Mas os referidos estudos, e toda a investigação que cuidadosamente preparámos, foram boicotados por «Sábios»!

Sim, boicotados, pelos que institucionalmente deveriam ser os primeiros a protegê-los, e a tudo fazerem para colaborar de modo a que chegassem ao bom fim que lhes estava destinado.

E o «bom fim» a que aludimos, seria a aquisição do grau de doutoramento: porque é o normal.

Mas por nós esse fim é também outro: o do verdadeiro sentido de estudos que são, de facto, superiores.

É sobretudo o esclarecimento de uma História da Arte que anda muito mal contada; e que por isso também impede a compreensão não apenas dos tempos passados, mas também a compreensão do tempo presente: aquele que estamos a viver**.

Quer ao nível da Arte, quer sobretudo dos desígnios nacionais. E até mesmo, depois de uma melhor compreensão da cultura e da arte de cada povo e nação, esse entendimento superior tende a tornar mais claras as relações, incluindo as actuais, entre os vários países.

Se a religião explica, como defendemos - e muito melhor do que em geral tem sido constatado pelos estudiosos, a Arte (e a respectiva iconografia que a integra) de cada povo - há portanto um valioso manancial de informações que uma nova História da Arte (da Imagem e da Arquitectura) pode dar.

O Ensino Superior e a Investigação, como se percebe (em nossa opinião) têm objectivos e desideratos superiores. Razão pela qual depois de um mestrado repleto de novidades inimaginadas - como foi o nosso; depois disso entendemos dever aprofundar, para explicar melhor, muito do que encontrámos.

Quem tem boicotado os nossos estudos sabe porque o faz...

(para legenda clic na imagem)

*http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/06/25/portugal-abaixo-da-media-da-ocde-e-da-ue-no-investimento-em-educacao

**Vejam, está no nosso trabalho o que esteve n'«as origens do gótico»: um tema em torno do qual Maria João Neto muito se empenhou (e no qual tem trabalho produzido), cujos esforços deram resultados. Bastante inesperados é certo, mas também totalmente lógicos...

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=112032


27
Jun 13
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

A um post anterior acrescentaram-se novas informações, que demonstram como as mesmas imagens percorrem o que hoje está separado por diferentes Áreas Disciplinares (e não interrelacionado, como deveria):

http://primaluce.blogs.sapo.pt/155545.html

A que agora se acrescenta este outro site, com o objectivo de chamar a atenção para a forma em amêndoa/mandorla que era dada frequentemente aos selos régios, ou outros, que eram apensos aos documentos como comprovativos da sua validade: http://portugal-sigillvm.net/.

Note-se no entanto que o desconhecimento da Geometria, existente nas Áreas Cientificas (ditas) de Humanidades faz com que, também frequentemente - demasiado, dizemos nós... - se chame à Mandorla Dupla Ogiva!

Melhor seria que lhe dessem como designação a descrição do seu desenho, ou a da sua construção formal-geométrica: que é, em resumo, a intersecção de dois círculos, em que cada um passa pelo centro do outro.. 

http://academia.edu/1992484/_Sigilografia_e_heraldica_eclesiastica_medieval_portuguesa_no_Archivo_Historico_Nacional_de_Espanha_

Uns anos meses depois de se ter escrito este post fizemos vários desenhos. como este acessível indo por aqui


25
Jun 13
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Uma ou duas vezes (?) usou-se o Palácio Valadares, sito no Largo do Carmo, como caso de ensaio/simulação para a disciplina de Projectos de Interiores; ou também chamada Design de Ambientes. E o Thema/Programa para esse edifício talvez tenha sido o de um Hotel de Charme...? 

Para os nossos alunos, lembro-o - pois tenho registos desses estudos - constituiu um trabalho interessantíssimo ao qual se dedicavam com grande entusiasmo.

Talvez porque as visitas ao local lhes permitiam uma visão de Lisboa que é pouco comum, mas magnífica. Ou talvez também porque a história do edifício, e tudo o que foi em diferentes épocas - terminando na Escola Fernão Lopes - isso tê-los-á fascinado? Assim como a localização, ao lado, quer do elevador de Santa Justa, quer do Largo e Convento do Carmo?    

O certo é que das suas pesquisas introdutórias, para avaliar as hipóteses de uso e a adaptabilidade do edifício, com base no rol das utilizações anteriores (que acrescentavam valor, ao imaginário do local), entre elas lá estava, sempre constante, a menção a D. Dinis e às Escolas Gerais...

Onde iam buscar essas informações não sei; mas agora estão na Internet.*

Quanto à nossa memória (?), é avivada cada vez que encontramos desenhos, fotografias ou até os próprios estudantes - alunas e alunos - autores desses estudos que fizeram, tão entusiasmadamente!  

O que, para nós, prova que os Themas dos trabalhos

 - para Ensaio e Aprendizagem - não são indiferentes...**

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~       

*http://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_Valadares

http://pt.wikipedia.org/wiki/Liceu_do_Carmo

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/

**É que esta é uma área - bem diferente das alheiras de Mirandela - em que só o "atar e pôr ao fumeiro" pode não chegar... 


22
Jun 13
publicado por primaluce, às 15:00link do post | comentar

Não sabemos em que data foi escolhido este emblema da Universidade de Coimbra, o certo é que a Mandorla é uma imagem antiquíssima, anterior à fundação da própria Universidade de Coimbra. Universidade que  primeiro nasceu em Lisboa na Rua das Escolas Gerais, esteve ainda junto do Convento do Carmo, até à sua fixação, posterior e definitiva, em Coimbra. 

Se percorrermos vários documentos antigos, e os seus selos*, em cera, chumbo (ou outros materiais?), muitos têm exactamente a imagem da mandorla (ou da vesica piscis): a mesma que originou o Arco Quebrado.

Enfim, tratam-se de temas que como escrevemos no post anterior caíram no esquecimento. Ou... (?), que passaram ao inconsciente.

Onde, por vezes, podemos ir buscá-los, assim como a estudos muito especializados, em que estes temas não são tratados de modo articulado e interdisciplinar**. 

*http://portugal-sigillvm.net/index.php?page=home

**http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA11/morujao1103.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:UC.png

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/52937.html

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/52402.html


20
Jun 13
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

... que a nossa resposta seja superior:

Que haja o máximo de informação!


É essencial - seja qual for a crença e ideologia (ou nenhuma...); continua a ser essencial que nos conheçamos. 

Que estejamos conscientes das informações que permanentemente absorvemos: muitas delas «não filtradas», mas que entram olhos dentro...

Assim,  esta temática (o auto-conhecimento) tornou-se um assunto que não tencionamos largar.

Pois parece-nos que por vezes - embora seja mais trabalhoso ler originais do que romances intensos, bem ritmados, fantasiados e repletos de teorias conspirativas (e também de «técnicas adesivas» como são as promessas de revelação de secretismos imensos); parece-nos - afirmativamente, mas perguntamos - que hoje ainda vale a pena conhecer algumas peças marcantes da cultura europeia?

Sobretudo quando foram trabalhadas para se tornarem mais compreensíveis, e com esforços de tradução e notas, que são da maior qualidade!

*http://expresso.sapo.pt/a-danbrownizacao-do-mundo-ou-a-necessidade-da-teoria-da-conspiracao=f808189

Para quê ter menos se podemos ter mais?

Evitando influências de elites tolinhas e de muitos outros...

http://static.decitre.fr/media/catalog/product/cache/1/image/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/9/7/8/2/2/2/1/1/9782221101254FS.gif

http://primaluce.blogs.sapo.pt/154191.html


18
Jun 13
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

...neste caso para nos questionarmos e nos referenciarmos. 

Por isso fica o link, de um texto que em nossa opinião vale a pena ser lido:

http://www.snpcultura.org/eduardo_lourenco_vaticano_ii_fez_igreja_reatar_se_mundo.html


16
Jun 13
publicado por primaluce, às 18:00link do post | comentar
 

É verdade, este tempo continua a oferecer inúmeras oportunidades:

Mais um post dedicado, e oferecido, a quem não quer saber ver.

Podendo-se acrescentar, que esses que não entendem a Iconografia Arquitectónica e as suas raízes na Teologia, provavelmente também não querem compreender o que se passou na criação dos padrões e painéis azulejares.

E se do caso seguinte sabemos muito pouco...

o mesmo já não se passa com a Iconografia das próximas imagens:
detalhe da bandeira sobre a porta
 (clicar em cada foto para legenda)

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/56806.html

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=111197

http://www.europanostra.org/

http://primaluce.blogs.sapo.pt/110968.html


12
Jun 13
publicado por primaluce, às 16:00link do post | comentar

... o que certos Geómetras* podem aprender nas aulas com os alunos? 

 

Hoje, num exercício escolar a propósito de um Stand para uma conhecida marca de telecomunicações, eis senão quando o "Y" - inicial da referida marca - é levado à ênfase máxima: tornando-se em simultâneo o mote para a Planta, e desenho «figurativo» para definir o AlçadoNo caso praticamente uma escultura, que também iria originar outros elementos do espaço.

Nestas situações divertimo-nos, e não é pouco, num verdadeiro gozo interior (que é, sem dúvida muito intelectual!) e que em geral não transmitimos a ninguém, mas que hoje fica aqui.

Ninguém sabe, nem sonha - como acontece no caso da Capela de Santa Maria da Falperra, desenhada a partir de um Losango (referiu-se em post anterior**) - que a História da Arquitectura está repleta de exemplos destes...

Muito poucos (ou quase ninguém !) têm percebido estas questões: como no passado Esquemas, Diagramas e Caligrafias tridimensionais foram «habitados»***.    

Ninguém sabe, nem sonha, como em geral funcionava a criatividade e o processo de invenção de themas e narrativas - a que hoje alguns chamam Conceito, e que eram as ideias a materializar. Actualmente são as formas arquitectónicas do passado, que agora vemos como meras abstracções, «arabescos» e iconografia suposta insignificante.

Enfim, ninguém sabe nem sonha, que uma obra «bem projectada» nos dias de hoje (seja Design ou Arquitectura...), pode estar a usar as mesmas lógicas compositivas do passado; em especial as da Idade Média (que para Jacques le Goff, nalguns casos, chegou ao século XVIII).

Lógicas que eram muito enfáticas, altamente obsessivas e repetitivas, a tal ponto que alguns ainda hoje mencionam o horror ao vazio como sendo uma característica essencial de alguns estilos.

Mas, como nos parece, a interpretação deve ser ao contrário...

 ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Nós: a Geómetra, conforme terminologia empregue pelo nosso orientador dos estudos de doutoramento...

**http://primaluce.blogs.sapo.pt/153831.html

***Ver em Monserrate, uma nova história, o caso de palácios em honra da Rainha Elizabeth I, que por isso foram desenhados a partir da forma do "E".


09
Jun 13
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

... agora pouco interessa! O mal vem de longe e está feito*.

 

Embora nos pareça - deve-se fazer esta advertência - que ao falar-se em Elites, definitivamente nem todos são iguais: desde a condição, à pretensão, e à capacidade. 

Para que não se diga que todas as Elites não têm cumprido o seu papel, parece-nos que é de avançar, criando um, ou vários mini-cursos nas matérias em que temos feito sucessivas trouvailles**:

Dando continuidade ao prazer que temos a ensinar; em especial nas áreas em que ao longo da vida nos fomos tornando especialistas, e onde vemos que o muito material produzido - escrito e publicado (com alguns dos melhores posts aqui incluídos) - pode ser transmitido. 

Constituindo assim uma certa inovação cultural/científica: a que desde 2002 não parámos de produzir.

Vamos passar à acção, e mais tarde, pode ser (?), expande-se para ciclos mais extensos...

(legenda: clic sobre a imagem)
 

Nunca esqueceremos que enquanto as Elites portuguesas viviam, fascinadas, O Código Da Vinci e as suas conspirações - que muitos tomaram como rigorosamente fidedignas e acontecidas (!) - nesse período explorámos centenas de imagens, cujas conexões (como linguagem visual) era impossível nunca terem existido. 

E cujos propósitos eram para nós, crescentemente, os mais óbvios...

Hoje não temos dúvidas - mesmo que nalguns casos não saibamos interpretá-las (como na imagem acima, de Owen Jones - ver legenda); é que alguns monumentos são, por fora e por dentro, de alto abaixo, excluindo as fundações (mas não a implantação), verdadeiros textos: caligrafias enfaticamente repetidas e ornamentadas, feitas tridimensionais.

 ~~~~~~~~~~~~

*http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=108788

**http://primaluce.blogs.sapo.pt/tag/l%E2%80%99histoire+d%E2%80%99une+d%C3%A9couverte+%281%C3%A8re+partie

http://primaluce.blogs.sapo.pt/tag/l%E2%80%99histoire+d%E2%80%99une+d%C3%A9couverte+%282%C3%A8me+partie 

Ver também: http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/


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