Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Fev 13
publicado por primaluce, às 13:00link do post | comentar

Aqui em Primaluce começámos o ano a agradecer a Bento XVI* as suas referências à Genealogia de Cristo: todos os que vão desde Adão até Jesus. 

Acontece que sabemos que essa Genealogia e depois também os que construíram a Igreja (a instituição), ficaram mencionados e expressamente inscritos em determinados elementos construtivos da Igreja Gótica.

I. e., na Bíblia dos Pobres como Émile Mâle lhe chamou, havia vários sentidos, mas a inscrição da Genealogia foi também uma referência ao tempo, e sobretudo feita para traduzir a Sabedoria de uma Igreja que sempre pretendeu ser Universal.   

Ao incluir essas informações no último livro sobre Jesus - A Infância de Jesus - Bento XVI surpreendeu-nos pela forma «completamente livre»** como se dirigia aos seus leitores: ou seja a Adultos e Pessoas Responsáveis, que normalmente podem estar interessadas em conhecer a sua própria Fé; e não apenas dirigido aos Teólogos e aos Sábios embrenhados no interior da Igreja - por vezes muito pouco comunicantes com o exterior.

Bento XVI tratou-nos a todos como sendo capazes (e tendo vontade) de entender a sua própria Fé. E para os não crentes - que não estão proibidos de ler os seus livros - também criou a possibilidade, e assim facilitou-lhes, o conhecimento da Fé Cristã. A qual, como é sabido (mesmo que os próprios historiadores não sejam crentes), muito contribuiu para a História da Humanidade, não podendo portanto ser ignorada. 

Este post talvez revele ideias julgadas contraditórias, ou que se pensem estar articuladas incorrectamente?

Talvez, pode ser... Tal não nos admiraria já que estamos rodeados de interditos, de mentiras (e omissões) sem fim, ou de sofismas. Permanentemente, a realidade em que vivemos é deturpada em prol dos mais diversos objectivos.

No ponto concreto que referimos, a liberdade total de Bento XVI ao assumir e exprimir a História da Igreja, foi algo que nos surpreendeu!

Por isso há muito que não temos dúvidas: se estivéssemos perto de pessoas adultas e responsáveis; e não de inseguros e pessoas que sabem dos seus telhados de vidro. Caso a clareza fosse um objectivo da Ciência e da Investigação (para dela retirar resultados úteis a todos) o nosso doutoramento estaria já defendido, publicado e conhecido...

Na nossa área profissional seria útil. Não só à compreensão do passado, mas também a facilitar a aprendizagem da criatividade para a Arquitectura e o Design contemporâneo***

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*Ver http://primaluce.blogs.sapo.pt/2013/01/01/

**«Completamente Livre», ou que outra expressão usar em alternativa?

*** Arquitectura e Design contemporâneo que não precisam de ter marcas do passado ou da tradição. Acontece que a Arte Religiosa é uma óptima lição: até sobre como fazer a reunião/concreção de inúmeras ideias numa única obra. Ver próximo post.

 Em http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/52192.html continua o mesmo tema:

Se a Arte, as obras e os Monumentos falam, o que é que dizem?

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1365&did=96288 


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