Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
29
Jun 12
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

Se as piores das asneiras, provadas e graves que constituem crimes são premiadas, pergunta-se: há-de haver bom-senso? Há-de haver referentes de correcção e medidas correctas? Há-de haver Justiça?  

Com a crise de valores que vai pela Europa, e estando instaurada a corrupção como sendo «o facto mais normal deste mundo» - já que o Estado perdoa e premeia - o melhor é abrirem-se escolas, podem até ser Escolas Superiores ou UNIVERSIDADES, para ensinar aos atrasados como nós somos, que o mundo vai ser às avessas...

Que tudo o que aprendeu "o burro velho terá que desaprender!"   

Sempre se ouviu - com lamento e demasiada frequência - que para ganhar dinheiro era preciso ser desonesto, trapalhão e aldrabão. Hoje prova-se que essa ironia, finalmente se tornou verdade: que quem foi ensinado, rigorosamente do modo contrário ao que hoje se pratica, e é muito normal, vai ter que entrar numa boa UNIVERSIDADE: onde lhe façam uma cabeça nova, contemporânea, para aceitar aquilo que estruturalmente nunca foi.

Para que aprenda a mentir e a enrolar com sofismas, já que estes serão o Material e a Arte do futuro!

Para quê "Espírito Geométrico e Arte de Persuadir"*? Pois se a Economia se recompuser, se a Crise foi um susto? Ninguém se aperceberá dos valores erróneos!

Enfim retoma-se a História no ponto em que estava em 2007, tudo volta ao «mesmo». Por uns tempos...  

http://noticias.sapo.pt/cartoon/4fed31830e55013f51000319/#vercartoon

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*Preocupações filosóficas de Blaise Pascal (1623-62) autor "Do Espírito Geométrico E Da Arte de Persuadir"; trad. Henrique B. Ruas, Porto Editora 2003

E em Iconoteologia vai havendo mais quadrifólios:

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/29386.html

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/


28
Jun 12
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Muito cedo, ainda durante a aprendizagem, concretamente nos nossos estudos em arquitectura, e agora quando se ensina, tem-se a noção que há que transmitir aos alunos a ideia de que o bom-senso das suas propostas é essencial.

O que nos põe perante o problema (sem dúvida surpreendente!) de questionar o bom-senso (e se tem a ver com senso-comum?):

O que é? Onde começa e acaba? Quem o tem? Como se propaga, propagandeia ou ensina?

Nunca achámos resposta para estas perguntas, mas ele - o bom-senso - parece continuar firme, «como uma rocha»!

Abalado, talvez apenas por alguns mais criativos e inovadores, que não fazem do bom-senso (total, nem do medo) a sua norma de conduta.

Mas quem consegue justificar as suas faltas de bom-senso, total? Os actos que aparentam não ter um mínimo de lógica e de racionalidade; ou alguma verosimilhança com o normal, com o legal, e com o habitual instituído há séculos, como se justificam?

Pela nossa parte especular sobre o Bom-Senso - como muitas vezes tentámos fazer com os alunos, para ver se seria possível diferenciar a noção de CONFORTO e a de LUXO - pela nossa parte, repetimos, o Bom-Senso merece ser pensado! Não pelos tempos em que vivemos, mas enquanto professores que tentam ensinar que o futuro se constrói. 

E que nessa «edificação» não bastam as boas-normas da construção, muito específicas, como é por exemplo a solidez - garantindo que se têm todas as juntas bem fechadas e apertadas, para que a construção não caia.

Que nessa edificação o Bom-Senso «que inova» é talvez a única regra

Isto é, o senso que vale a pena: mesmo que todos desconheçam de onde vem essa regra, que não tem nada de material? Como se formula? Que receita tem? Pois não basta a média entre extremos para se conseguir bom-senso, e senso comum...?

Relativamente à imagem seguinte (que sem dúvida inovou) - uma parede do Palácio da Pena revestida a azulejos - sentimos todos o mesmo? Há uma base de «senso-comum» na apreciação que fazemos desta imagem? E terá havido no passado? Que sentido lhe deram?

Finalmente, na governação e nas empresas - como nos processos de edificação - pode haver um bom-senso e um senso-comum de ordem moral? 

http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=66943 

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Em http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/, ainda sobre "Carréaux d'Octagnes", um Ideograma da História da Arquitectura, ensina-se um pouco de estereotomia de pedras.


25
Jun 12
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Estamos em maré de exposições e de trabalhos inovadores. Já fizemos referência a Ruin'arte e ao blog de Gastão Freire de Andrade de Brito e Silva em 8 de Junho. Já usámos uma das suas fotografias, a de um Vão Bífore para explicar a respectiva construção e como se aproxima do desenho do Arco Quebrado. Agora voltamos para comentar a maneira dramática como o autor trabalha as fotografias das ruínas que vê, e decide fotografar.

Ao imprimi-las parcialmente a cores, com o domínio do P & B, consegue conferir e assim acentuar uma expressão de drama, dando às ruínas que proliferam na cidade, nem sempre em becos, mas muitas vezes em lugares destacados; dá-lhes, definitivamente, um ambiente sublime.

Se o seu objectivo não foi apenas o de valorizar a Ruína, tentando que pareça Bela, mas pelo contrário, assim chamar a atenção para os Crimes Públicos que são perpetrados, quando se deixam importantes edifícios da nossa história da arquitectura, alguns valores de arqueologia industrial, em estado de absoluta degradação? Esse objectivo não está a ser conseguido. Pelo menos que o saibamos.

Fica a Arte, parecendo-nos que, tal como acontece com muitos trabalhos, a mediocridade quotidiana que se vive, apenas aponta para o imediato: para as sondagens políticas, em que se sabe que Ministros subiram ou desceram na opinião pública? Que Partidos ganhariam hoje as eleições, e pouco mais...

Hoje as principais metas e objectivos são, por exemplo, mostrar à Europa que somos cumpridores, e bons alunos (os marrões, bonitinhos e pirosinhos que só dão conta de um recado, o resto eles ignoram*). Não estando muitos dos responsáveis - incluindo os das áreas do Ensino e da Cultura (que geram emprego), e os de toda a governação que deveriam almejar o bem público - eles não estão interessados em ir para além das aparências. Ou seja, em cumprir o "check list" mínimo que foi imposto pela Troika

Pensarão assim: "Há que satisfazer a Troika? Então a receita é mínima: chega..., já está, basta isso! Esforços p'ra quê?"...

Mesmo que o País, as Pesssoas mais débeis e Idosas, ou a Cultura mais sensível, e os Valores mais frágeis, «se lixem...»**   Assim aconselhamos a que vejam a exposição na Capela das Casas da Gandarinha, em Cascais, para que se veja o LIXO a que este país tem chegado.

Não vejam nas fotos o Sublime criado, mas as caras dos governantes que tomam o poder com promessas de resolução dos problemas, e pouco se diferenciam dos anteriores (que nos puseram no caos em que estamos)***.  

http://ruinarte.blogspot.pt/

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/

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*É o retrato dos bons alunos, excessivos: são perfeitos num único objectivo, e nulos em tudo o resto!

**Em tempo de balanços, e porque um ano e um dia depois do principal responsável pelo nosso doutoramento ter querido concretizar a ideia que ele próprio deu, para comunicar e explicar ao IADE a importância do nosso doutoramento. Mostrando-nos assim (dado o prazo dilatadíssimo que entretanto decorreu), mais uma vez, o desleixo a que Valores Culturais e o Ensino que referimos, estão votados. Neste tempo de balanços de fim de ano, mas em que também se fica a saber que a Europa quer voltar a pôr mais MILHÕES DE EUROS, sobre o desenvolvimeno da CIÊNCIA na EUROPA, vamos preparar um post sobre o assunto. 

*** Predomina a mentira, ninguém se esforça por ver a junção das inúmeras variáveis com que a GOVERNAÇÃO tem que tratar: um país não é um monólogo, está repleto de diversidades que exigem diálogos.

Lembra-se:

1."O Amor Ao Outro Como Critério de Gestão" (dos bens públicos e privados) - vozes que não se calam e ainda bem! http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=74&did=64911

http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=74&did=67525

2. Já escrevemos sobre o tema, que não se perca mais tempo:

http://primaluce.blogs.sapo.pt/20221.html

http://www.economist.com/node/13610197?story_id=13610197


21
Jun 12
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

"Encounters" assim se chamava uma exposição que vimos há anos na National Gallery*. Muito mais tarde, ao escrever o trabalho sobre Monserrate, várias vezes recordámos essa exposição. Pois tínhamos a noção que os Revivalismos do Gótico muitas vezes foram diálogos feitos com base no século XVIII, ou, preferencialmente no século XIX, com as obras do passado: algumas 600-700 anos antes.

Nessa exposição da National Gallery explicava-se que a proposta foi feita aos autores, visando, em parte, a recolha de novos olhares sobre o passado; assim como a hipótese de se redescobrirem os métodos que os autores iniciais - por exemplo um dos autores «trabalhado» foi Jan Vermeer - poderiam ter usado para «construírem» as cenas que pintaram.

Há dois anos assistimos a um filme de Manuel de Oliveira, de 7 a 10 minutos, que, peça a peça, e analiticamente, «desmontava» os painéis de S. Vicente, do pintor Nuno Gonçalves. 

Aliás, o mesmo foi feito por J.-A. França, numa descrição que é talvez pouco conhecida, mas que em nossa opinião vale a pena ser lida.

Acontece que há alguns meses atrás conhecemos este trabalho do Paulo Andrade, que está na mesma linha; mas cuja «simplicidade», breve, sintético e directo (sem perca de tempo com palavras supérfluas e inúteis) é impossível não surpreender!

Entre as visões que lemos (de J.-A. França), as sequências de imagens de Manuel de Oliveira, e as inúmeras especulações dos mais variados autores, a síntese de Paulo Andrade - quase instantânea, quase silenciosa - é muitíssimo eloquente. Mais, ela pode tornar-se na metáfora óptima, capaz de encerrar (ou apenas calar por um tempo...?) as dúvidas eternas à volta dos Painéis?

Com a sua ideia de uma realidade - que é a imagem invertida e apresentada a cinzento - da qual se extrai a cor e a nitidez que conhecemos, e que uns mais do que outros (ininterruptamente) captam, parece um «lembrar» da Caverna de Platão. Será?**

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*http://www.studio-international.co.uk/reports/ng_encounters.asp

** Ou esta interpretação é só nossa, e provavelmente abusiva? De qualquer forma, e a riqueza dos bons trabalhos é essa: à volta de uma obra de Arte, quanto mais gostada e reconhecida for, mais ricas, e em maior número, serão as suas interpretações. Parabéns, esse olhar para os Painéis é um encontro de tempos diferentes: um diálogo criativo (i. e. o que cria), e portanto muito útil!

http://interferencias.org/wp-content/uploads/2012/01/Poliptico_Paulo-Andrade.jpg

http://interferencias.org/tag/jose-macas-de-carvalho/ 

http://www.behance.net/paulojorgeandrade

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/


20
Jun 12
publicado por primaluce, às 10:30link do post | comentar

A fotografia sempre foi uma paixão ... para qual nunca tínhamos tempo!

Não fazia sentido abandonar tarefas muito mais importantes, para fazer simples desenhos ou até para fotografar; algo que - embora para muitos seja a essência das respectivas vidas e profissões, sendo inclusivamente especializados (apenas) nessas áreas - para nós eram, e ainda são, actividades menos sérias. Isto é, para nós muito menos ganha-pão, porque, sobretudo, essas actividades não respondem às necessidades do país: que claramente precisa de técnicos competentes, e não de «enxames de supostos artistas»!

Mas, os tempos têm mudado, assiste-se à destruição dos empregos, dos conhecimentos, e até do saber. Destróiem-se planos de doutoramento, como nos aconteceu, e é fácil prová-lo, acçaõ que foi protagonizada pelos que deviam ser os mais interessados nesses mesmos estudos!?

Por nós, já o dissemos, "dondoca eu não vou ser", e como tal, tudo o que estava planeado mantém-se, sendo (porque não há outro caminho) necessário compatibilizar as nossas actividades, com as adversidades que entenderam deverem colocar-nos. Assim, lá vamos, mais lentamente... mas vamos!

Contada a história resta dizer que enfim a paixão antiga encontrou o seu espaço certo, e aqui está a mostra:

Excerto de uma das casas mais bonitas da baía de Cascais (click na imagem para ampliar)

Aqui há-de haver mais notícias de fotografia, e como ontem dos valores que quisermos destacar.     

 Ver também em

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/


19
Jun 12
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

Quem corre por gosto, escreve sobre aquilo que quer, e assim é:

Há dias em conversa sobre esta exposição, alguém nos dizia, absolutamente o contrário, daquilo que pensamos da obra desta artista.

Claro que nos ocorreu, no nosso íntimo, aquilo que já se sabe e infelizmente é comum: a hipótese de haver alguma inveja, ou ciúme, relativamente à visibilidade que a artista adquiriu. Ainda por cima, por ser bastante nova, por não haver a autoridade de outros consagrados (por exemplo, há décadas a de Maria Helena Vieira da Silva).

Consagrações que muitas vezes, também elas foram conseguidas pela acumulação/produção de muitas pequenas obras (ou trabalhos); que, cada um deles, também ía anunciando a existência de olhares vindos do interior, ricos, irónicos, subtis..., que não há Escolas que ensinem e que são próprios de cada um... Sei lá que mais? Visões, olhares interpretativos da realidade, de uma maneira que a maioria dos comuns não temos, mas gostávamos de ter: sendo menos intelectuais «pesadões», muito mais alegres e leves!

Claro que se pode e deve conversar (embora hoje todos pensem que isso é apenas «interagir»...) sobre a obra de Joana Vasconcelos, sem excessos e sem "partis pris".

Tentando compreender o que vai dentro daquela cabeça - mesmo que racionalmente seja difícil fazê-lo - para captar o sentido que põe no seu trabalho.

Porém, no nosso caso, com as notícias que temos lido, sinto-me cilindrada: espanto e admiração, e portanto incapaz de ser imparcial. Embora no fim a autora reconheça algo por que já passámos várias veses: ter feito todo um estudo, com maquettes e antevisões que são sempre optimistas, e sentir-se ultrapassada pela realização: a obra ir para além das melhores expectativas. Resultar bastante mais e melhor do que aquilo que se esperava**, como ficou registado:     

"A artista disse estar surpreendida com o resultado: «Entre aquilo que estava projetado, o que se vê é mais extraordinário", disse à Lusa. «Apesar de ter projetado, de ter feito fotomontagens, de ter preparado muito bem esta exposição, fiquei muito surpreendida com a relação das peças com o espaço e com a maneira como elas conseguem manter a sua autonomia e interagir com essa arquitetura muito particular que é Versalhes: superdecorada, superluxuosa, e com uma tendência para abafar tudo aquilo que se ponha lá dentro»"***.

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*Que nos faz perguntar porque é que os portugueses têm (e vivem) com complexos de inferioridade... Ou então se passam para o outro lado, em exacerbamentos futebolísticos? Uma grandeza que escasseia no mais simples «bom senso», de e para o quotidiano? 

**Hoje, que com tanta frequência passámos a estar no papel do analista e do crítico das obras feitas - mesmo que sejam as do passado, como têm feito (um pouco) os historiadores - parece-nos que é mais fácil olhar para trás e comentar, do que fazer algo novo: nosso, que se distinga, como no caso referido por Joana Vasconcelos, de um ambiente que há muito parece estar acabado (hermeticamente encerrado). E como tal não admitiria, facilmente, a introdução de novas peças. Que correm o risco de não encontrar (aí) o cenário «quase neutro» que as poderia valorizar.

***http://mulher.sapo.pt/atualidade/noticias/joana-vasconcelos-inaugura-exp-1249232.html

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/


17
Jun 12
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Hoje retoma-se a imagem de uma arca tumular de que John Beckwith escreveu:

 
 como se vê apresenta 3 edículas diferentes.

Em cima a greco-latina - com uma verga recta - refere-se aos povos pagãos, e do Antigo Testamento.

No caso das vergas inferiores defendemos que são já alusivas aos cristãos, e ao Novo Testamento. Estas informações são complementares e compagináveis com o que temos escrito sobre vãos bífores, edículas, etc.   

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Avançando, em breve havemos de nos referir ao que está no último Jornal de Letras, sobre o 'Museu Mundo', ou ao Centro Internacional das Artes José de Guimarães, construído na sua cidade.

Para escrevermos sobre os passos que a História da Arte em Portugal irá dar brevemente (é muito provável que aconteça...?), mas também os dará paulatinamente. Agora, na mudança a acontecer, será com base na ideia da memória e da "deusa mnemosyne". 

Ou seja, no «esconde esconde da ciência portuguesa», que nos disseram para fazer, e que vergonhosamente é praticada por várias instituições de ensino superior (isto passou-se connosco, portanto sabemos do «tema»), será só, talvez, quando formos todos muito idosos e muito velhinhos, que se há-de reparar na imensa (total?) verosimilhança entre as interpretações que damos, e o que terá sucedido, lá atrás no tempo: há séculos e há milhares de anos. Até lá, ao que parece, agora hão-de aproximar-se primeiro as ideias de Aby Warburg e as dos seus seguidores!? Já não é mau; já é mudar, mesmo que vá "au ralentiiiiiiiiiii"...

E se tudo tem que ser assim em Portugal, sempre diferido no tempo, cerca de 30-40 anos? Que seja! Que lhes dê muita saudinha, aos «pisa-ovos». Na prática pessoas defensores da lentidão... e donos de mentes sem espaço para um qualquer short-cut*!

Que cumpram, como se pode ler numa certa introdução a uma tese sobre "A narratividade visual", todas as etapas do método. Que não lhes faltem todos - os mais pequeninos detalhes e elementos - necessariamente integrantes de um "corpus metodológico", muito muito académico, que não há-de levar a lado nenhum! 

A não ser ao empate em que sempre apostam. Como são as obras desses exímios produtores das Ciências Humanas, a História em especial, cá do burgo... 

Esquecem-se (ou escondem?) que lesam o país. A não ser que, como nos parece a nós (mas somos só nós...), que eles nunca tenham contado para esse mesmo país?

Que as Artes, e hoje as tecnologias, o conhecimento transversal e interdisciplinar, sejam assuntos totalmente antípodas, e nada relacionáveis entre si?    

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Nós somos demasiado impacientes, e já seguimos pelo nosso caminho (ou atalho) desde 2002; francamente não temos muita paciência para mentes lentas, e desprovidas das informações que consideramos essenciais! Chamam-nos Geómetras? É uma honra, tal como ser arquitecta, topógrafa, e tantas, tantas mais especialidades!   

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/

http://gervereau.com/reactions.php

http://gervereau.com/regards.php


15
Jun 12
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Estamos a funcionar com dois blogs em simultâneo, sendo que este, o primeiro, é mais generalista. E o segundo - dedicado mais especificamente à Iconoteologia - apresentando, quotidianamente, uma imagem e informações sobre a mesma.

Estamos a tratar da Casa dos Bicos, sendo que terminaremos com um comentário à intervenção de 1983, de Manuel Vicente.

O detalhe da imagem seguinte permite que a vejam, atentamente, para irem pensando, criticamente, sobre essa mesma intervenção.  

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/25/CasaBicos1.jpg

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/

http://primaluce.blogs.sapo.pt/104243.html


14
Jun 12
publicado por primaluce, às 15:00link do post | comentar

Hoje, mais do que nunca, a Europa sente-se à beira do precipício. Os governantes, ou principalmente os ex-governantes, como é Mário Soares e outros, desdobram-se em declarações e frases deitadas para o ar, a ver se ainda alguém as apanha. Se alguém minimamente «absorvente» as capta e as amplia, na tentativa de que tudo isto – as sociedades em que vivemos, com o que têm de bom, mas também tanta podridão (que se dispensava) – ainda seja reversível e recuperável...

Pela nossa parte, nos estudos em que nos envolvemos, nas actividades a que nos dedicámos, e no que temos feito crescer em relação à visão da necessidade de uma nova história da arte e da arquitectura (novas posturas que internacionalmente há muito, estão presentes). Pelo muito que adquirimos, lamentamos que o Estado* não funcione!

Que não promova a Justiça em vez da «Cultura do Encontrão» em que vivemos. Em que não há clareza em nada, tudo é informal, tornando facílimo que tudo se resolva ao encontrão. Ou, como em tempos alguém (ir/responsável) me disse: "Não tem um Plano B?, mexa-se, faça alguma coisa por si!"

Como quem diz, neste tom, e com esta toada subjacente: não vê que isto é a cultura do informal, do atropelo, do cada um que se amanhe! Não há lei...

O que de facto a realidade só tem confirmado, quando se assiste, com toda a evidência e com toda a nitidez, às maiores das ilegalidades, a que ninguém põe cobro.

E, pior ainda, que a maioria não percebe – porque desconhece a Lei, e francamente, também porque têm medo de tudo... – continuando a ser enganados!

Pela nossa parte, sabemo-lo, que a mediocridade de cada um de nós, nas diferentes áreas em que nos movemos, arrasa com qualquer economia. Ou, com um  crescimento económico, mesmo mínimo, que se pretenda que algum dia aconteça...

Para concluir: bem pode o Senhor Ministro da Economia querer pôr Portugal a crescer. Querer fazer das migalhas – como no caso dos pastéis de nata – oportunidades de negócio; que, aquilo que impede o crescimento, chama-se injustiça; chama-se inveja, chama-se, com todas as letras, do Ensino Superior Público ao privado, e vice-versa, “Cultura do Encontrão” .

Em Portugal é assim que cada um tem, ou não tem, a possibilidade de «se safar na vida»!

 

Que alguém aproveite o melhor da informação e cultura contemporânea para actualizar a visão do passado**, e eventualmente tentar corrigi-la, parece-nos, não é crime? É tentar que a Ciência avance. É tentar que o valor que a Ciência tem, e representa, nas sociedades actuais, não seja só um «trunfo inatingível»: que se refere e se apregoa, mas ao qual nunca se dá espaço para acontecer...

Crime é não haver Justiça. Crime é aceitar a «Cultura do Encontrão»!

É nunca haver responsáveis pelas malfeitorias e pela mediocridade que, quotidianamente, todos temos que engolir!

~~~~~~~~~~~~~~~~~

* Estado e instituições, como FCT, MEC, Secretarias de Estado do Ensino Superior, etc., etc...

**Os estilos foram uma linguagem equivalente às Sinalizações Visuais contemporâneas. A imagem superior é nossa; a inferior vem de Early Christian and Byzantine Art, de John Beckwith, Yale University Press, 1970, p. 44. 

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/


13
Jun 12
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Em dia de Santos Populares - de Arquinho e Balão - talvez não esquecendo que Santo António é um dos grandes doutores da Igreja, vejam como o que hoje se entende por Sinalização Visual (quase resposta à «mudez» da arquitectura); como no passado essa linguagem era muito eloquente. Tanto que fez com que muitos desses arcos, ou até a totalidade das Aedicules , fossem significantes e informativas.

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/24102.html


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