Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
05
Mai 12
publicado por primaluce, às 20:00link do post | comentar

 Não desistimos, não desistiremos! Não foi para tropeçar ao virar da esquina, no atavismo de pessoas que temem as mudanças, sobretudo num tempo em que o Saber tem valor (vale dinheiro!!!), e em que a inovação faz falta, como «pão para a boca», que nos esforçámos a trabalhar.

Quer a pesquisar e a recolher informação; quer a gastar dinheiro em bibliografia, e em visitas que fizemos. Ou a dar o tudo por tudo, para mostrar a importância do tema e conseguir uma bolsa.
Quem julga que a questão há-de caír no esquecimento, visite estes blogs, e venha ver tudo o que já estava no Mestrado, e deveríamos integrar numa nova tese: mais ampla, mais explicada - com a geometria que todos desconhecem (e é preciso explicar desde o nível do ensino básico) - e, incluindo também a etimologia. Porque as palavras e as ideias estão, frequentemente, associadas a imagens.

Imagens que, como hoje acontece com os desenhos em CAD, de caligrafias no plano, passaram à tridimensionalidade!

Vejam também

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/13975.html

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/


04
Mai 12
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Não é possível exauri-lo (ao tema), porque há vãos bífores desde o período da chamada arquitectura românica, até aos neomedievais, por toda a Europa Cristã. Mas não só, pois também se vêem, por exemplo, e com enorme frequência, nas fotografias feitas em Istambul, por qualquer turista.   

Aproveitem para reparar na semelhança que os vãos de Monserrate têm com estes
(do Palazzo Vechio, de Florença)
 

Poderão muitos não gostar (?) - em especial aqueles que nos deveriam ter dado as condições para a prossecução dos estudos de doutoramento. Ou os que acham que perdem algum valor, com um mais completo, divulgado e adequado, conhecimento da História da Arte? Mas vão ter que se habituar. Há uma nova História da Arquitectura que permite explicar os mais variados casos, «enigmas da história» - se lhes quiserem chamar assim, e sobretudo os Estilos Arquitectónicos

Um dia todos poderão entender este tema, se lhe dedicarmos atenção, gosto, e o aprofundarmos. Exige mais conhecimentos e menos superficialidade. Como temos dito, exige que dominem Geometria e conheçam mais e melhor a Teologia Cristã. Com esses conhecimentos deixam de se fazer afirmações infundadas e sem sentido, em torno da espacialidade das edificações; da eficácia estrutural, das influências (de onde vieram?), de supostos anacronismos; até de enigmas, e de charadas, etc., etc., etc.

Compreender-se-á que os autores usaram, com mais ou menos liberdade, os Ideogramas que entenderam usar; ou, aqueles que a Igreja aconselhava que se empregassem, nos diferentes períodos históricos. 

Compreender-se-á o que foi a inovação, independentemente da história de cada arquitecto ou de cada pintor. Perceber-se-á que a História da Arte passa bastante mais pela história das obras, do que pela história dos seus autores...

Haverá casos em que a história dos autores os tornou mais criativos e interventivos - poderemos notar isso - mas em geral, veremos como foram «agentes», e autores típicos, do tempo em que viveram.

Vejam em Iconoteologia 

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/13975.html

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/Firenze.PalVecchio05.JPG

 

PS. Em Monserrate uma nova história alertámos para  aquilo que se designou uma "indumentária visual", que, dissemos aí, foi característica da arquitectura medieval. Hoje sabemos que essa indumentária visual, como é destacado por José Manuel Fernandes, chegou, em muitos casos, à arquitectura do século XX. No entanto essa nossa ideia nasceu, lembro-me bem do momento, a falar com Maria João Neto, tendo à frente uma miniatura (com moldura e tudo!) dos Painéis de São Vicente. Se há obra que se deva comparar com a arquitectura medieval, no sentido de reunião de ideogramas, apostos no exterior e na aparência, não de edificações mas de pessoas, é essa.

Altamente simbólica, porque quer estar em total consonância com o Símbolo de Niceia-Constantinopla: a Fé que fundamenta a Igreja Cristã, e que, tal como o fenómeno chamado romanização também foi uma cristianização; assim também, nos séculos XIV-XV-XVI, era o Império do Espírito Santo - a principal questão/tema inscrito nos vãos bífores, e depois no arco quebrado, em todas as igrejas (e na Igreja) - que os portugueses queriam levar ao mundo.

É essa, em nossa opinião, a mensagem essencial dos Painéis de São Vicente. Enfim, aquilo que foi feito: Cristianizar


02
Mai 12
publicado por primaluce, às 17:00link do post | comentar

Não sabemos se isto ainda se passa, pela Baixa ou no Chiado? - já que não temos reparado nesses anúncios - mas sabemos que eles existiram.

Na verdade, e depois de uma pesquisa muito rápida, as antigas Ferrari, a Casa Batalha e a Livraria Férin, aparentemente, algumas dessas casas extinguiram-se, e outras já não usam os seus antigos pergaminhos de «Fornecedores da Casa Real». Talvez apenas a Leitão & Irmão, que ainda exibe, depois do nome, a sua qualidade de "Antigos Joalheiros da Corôa"?

Vem tudo isto a propósito da Manteigaria que foi, inicialmente, de Daniel Guildmeester. E claro que passa pela cabeça de alguém que tem «uma quase paixão» pela Baixa Lisboeta!

Talvez devessemos tirar o quase? Mas, assumir essa paixão, não! Ainda não estamos preparados... Em tudo há uma escadinha de valores, e a Lisboa Pombalina está quase no topo. Porém, está ex aequo com muitas outras obras, outros monumentos e outros valores.

Embora se pergunte: será que Portugal, depois desta zona de Lisboa, tem alguma área tão valiosa? Quer do ponto de vista comercial, negócio, vida urbana? Não seria de estudar - mais e melhor esta  situação - para tirar mais partido dela?  

Enfim, regressa-se à Manteigaria da casa de Sintra (de Seteais), para perguntar algo que não nos parece, de todo, impossível: seria o Cônsul Holandês, além de detentor do Monopólio dos Diamantes, também um fornecedor de manteiga, para a Casa Real?

No exemplo inglês, e salvaguardadas todas as distâncias - incluindo o sistema político - o "by special appointment to Her Majesty"* é ainda hoje um label: sinónimo de qualidade.     

E para quem tem outros amores, como Sintra, os seus monumentos, a investigação e os projectos; ou, sobretudo aqui, um gosto pelas pequenas notícias que permitem ver a história de uma forma  (talvez?) bem mais completa, assim a dispersão é muita. Há que esperar, pois ainda hoje não se encerra o assunto da Manteiga Holandesa.

Porque D. João V - que também teria bom gosto, apesar de algumas referências pouco favoráveis (como a do «artesanato de luxo» de J.-A. França) - terá trocado ouro do Brasil, por manteiga holandesa?      

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*http://www.facebook.com/pages/By-appointment-to-Her-Majesty-the-Queen/112235405469488

Ver também Iconoteologia:

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/13767.html

 


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