Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
29
Dez 11
publicado por primaluce, às 14:00link do post | comentar

É um caso no panorama artístico português, e o que nos fascina nos seus trabalhos é a forma de usar a cor. Mas também, em muitos deles, as imagens geométricas que vai buscar. Sobre elas escreveríamos algumas páginas, se fossemos sistemáticos a olhar para os seus trabalhos. Será que existe uma reunião, ou compilação, do muito que tem criado, «ao longo da sua longa vida»?  

A imagem seguinte é nossa, e apenas as cores, talvez, vagamente, sejam as suas? Estão ao nosso lado na capa do DN de hoje. 

O tempo para estar «a brincar com imagens», ou ocupado desta maneira - como tantas vezes fizemos - «maneira» que faz  bem ao espírito, e nos deu enormes recursos e vantagens, poderá parecer perdido? Sim pode. Mas, no meio da improdutividade que grassa no país (e aquela a que nos obrigam), o tempo é um bem valioso de que há que tirar partido.  


28
Dez 11
publicado por primaluce, às 13:09link do post | comentar

Pois é, há dias referimos «o sapal e o lodaçal» em que tudo isto - as pessoas, o país em que vivemos, as suas instituições... - anda, e já há tempo de mais.

Mas, de facto, e continuando na linguagem figurada, há também que proteger a natureza, inclusive a humana. É que se na natureza (terrestre), sabemos que por vezes os rios mudam de curso, por erosão, lentamente, ou de repente, devido a um cataclismo. Que os pântanos podem ir secando, ou o contrário: podem surgir infiltrações e as terras tornarem-se húmidas.

No entanto tudo depende, também, da acção do homem, e não apenas das forças naturais, deixadas a seu bel-prazer. Quando pensamos em natureza - se nos lembrarmos do Egipto da antiguidade, ou de grandes obras como barragens - sabemos que a natureza pode ser ajudada «a tornar-se melhor». Num grande avanço, e falando agora apenas de pequenos trechos do território, o Paisagismo Inglês do século XVIII é um dos melhores exemplos do que acabámos de escrever.

Vejam em Monserrate uma nova história, pois estão lá exemplos e referências ao assunto. Também estão outras relativas ao que descobrimos, e a uma nova história da ARQUITECTURA, que, desde então (2002, e sobretudo a partir de 2005) queremos inscrever, e haveremos de concretizar! 

E aqui entra a mensagem de Boas Festas do PM, com a ideia de que não se podendo emigrar, há que passar a regular a natureza (humana), dos habitantes do rectângulo. Um (quase) novo tema, que, em nosso entender, faz todo o sentido.

É que «a desgraça a que o país chegou» não é apenas o resultado dos desvios paulatinos, dos valores (e conceitos tradicionais), que foram sucedendo. O desvio vem do facto de alguém ter acreditado, apenas, na bondade da natureza humana. Confiando  nela como se estivesse preparada para se auto-regular, e auto-avaliar.

Ingénuos e «santinhos» somos todos os que confiaram, pois nada disso aconteceu, e como na natureza terrestre, onde todos sabemos que chega a imperar a «Lei da Selva», sendo, frequentemente, preciso interferir e normalizar, para impedir a progressão do caos. 

Connosco, passou-se, inclusivamente, na instituição que imaginam, e que devia ter normas e procedimentos instituídos - por isso se chama instituição (ou é INSTITUTO!) - que alguém (ir-)responsável nos tenha dito: "Faça, mexa-se, é cada um por si"! Confirmando com esta frase a total ausência de regras - e a permanente instabilidade das estruturas que deviam ser estáveis. Pode-se resumir a ideia no superior valor do encontrão, ou no dos gritos e dos maus modos entre todos, como verdadeiros cães engalfinhados, para chegarem a progredir na carreira*.   

Desejamos portanto que várias frases do PM se concretizem, tão rápido quanto possível: "transformações que incidirão em profundidade nas estruturas económicas"; em 2012 haverá "muitos compromissos para honrar". Insistindo também na necessidade de uma atitude reformista na organização da sociedade, e suas estruturas.

Assim, numa passagem do discurso de Boas Festas aludiu a pontos específicos, que nos dizem respeito: "São estas estruturas que muitas vezes não permitem aos portugueses realizar todo o seu potencial, que reprimem as suas oportunidades..." Acrescentando que as referidas estruturas "protegem núcleos de privilégio injustificado**, que preservam injustiças e iniquidades, que não recompensam o esforço, a criatividade, o trabalho e a dedicação." Portanto, adiantou: "são estruturas que têm de ser mudadas".  Finalmente, para nós, deixou aquilo que é óbvio, e que havemos de retomar. Em palavras nossas trata-se de colocar as pessoas, e a sua criatividade, no centro da renovação! 

~~~~~~~~~~~~~~~

*«Progressão» que não traduz qualquer progresso verdadeiro, invenção ou trabalho inovador. Apenas um canto específico, para, como no reino animal, as lapas alaparem, ou os sapos assaparem, bloqueando qualquer abertura à novidade. Tornando ínvios e mais difíceis, todos os caminhos alheios. Acontece que, tal como na natureza há cataclismos imprevistos, também nas mentes podem surgir "Tempestades de Ideias". Vulgarmente provocadas, e conhecidas como Brainstorms, elas podem acontecer sem que tivessem, sequer, sido provocadas!

**Alguns destes"núcleos de privilégio injustificado", conhecemos bem, e nós chamamos-lhes «doutores da mula russa». Porque o privilégio que querem ver justificado - no caso uma suposta superioridade de saberes e conhecimentos, que justificariam o grau académico adquirido - é, comparativamente, com a maioria dos casos (que são honestos) não existente, e um enorme logro!

Portanto, bem pode o Primeiro Ministro - e desejamos profundamente que o consiga - falar em justiça e correcção das estruturas, que albergam privilégios injustificados, mas, só com mão firme, atendendo a queixas e desvios, é que pode atingir e identificar as imensas fraudes e disparates que vêm a ser produzidos!

Que 2012 seja a concretização das boas intenções do PM

e um ano cheio de cores

25
Dez 11
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Natividade, Notre-Dame Chartres, século XII

Em obras antigas, paleocristãs ou já medievais, sejam dípticos portáteis, ou pequenas esculturas e relevos, a arquitectura é sempre integrada. Porque a ideia de «arte maior» perde-se nos confins dos tempos, muito antes do nascimento de Cristo, associada a todos os que fossem dignos da maior importância. Por isso, seja no desenho de um trono, ou no de uma manjedoura, a Edícula - neste caso formada por colunas e arquitrave recta - está sempre presente.      

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Lucas, 2,7


24
Dez 11
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

A imagem abaixo, do início do século XX, pertence a uma colecção privada:

"Em Vão José Procura Refúgio em Belém" - é da autoria de Lu-Hung-Nien, autor chinês*.

A originalidade está no facto de retratar a procura do lugar onde o Menino pudesse nascer, em vez das divulgadas Natividades, tendo por cenário um estábulo. Também o «relato orientalizante» que assim foi criado.

~~~~~~~~~~~~~~~

* Ver em Mary, Martina Degl'Innocenti e Stella Marinone. Abrams, New York 2008.


23
Dez 11
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Que ideias tiramos nós do discurso empolgante, e inflamado de entusiasmo, de Miguel Gonçalves? Não desistir?

Pois também nós não desistimos, e tal como nas suas palavras: Seguir os sonhos! Recodificar significados! Mudar o mundo!

É o caminho, é isso que faremos! Porque não desistimos...

Talvez não a falar «Chelente» como os nossos «Doutores de Cheleiros». Isso não, de certeza, mas preferindo a "Ousia": a Essência, que é muito mais do que  substância (e por isso está na origem da palavra Altar) dos Aristos Gregos. É que foi lá, na Grécia, que tudo começou: daí a importância de recodificar significados, e entender linguagens esquecidas.

Tu bais ber... habemos de conseguir! "Call final: cross the expertise"!

http://www.youtube.com/watch?v=M_f6Txwc-kk&feature=related


21
Dez 11
publicado por primaluce, às 13:00link do post | comentar

O blog citado não é do Expresso. Reproduz um artigo de Clara Ferreira Alves, que se mantém como o retrato, mais que perfeito, de um país inconclusivo: típico de empatas, de quem não faz, nem deixa fazer!

 

Antes do fim de mais um ano lembremos que nada mudou (ou, sequer tem hipóteses de mudar...): Moscas e Humanos, têm o mesmo ADN, como há dias alguém nos informou.

Valham-nos estes progressos da Ciência, pois se não fossem eles, no nosso caso, muito mais triste seria a vida!

Assim, ao menos, alguns sorrisos, risos e até francas gargalhadas vão nascendo do que ouvimos. Neste país inconclusivo - e releiam para lembrar, o mais do que actual artigo de Clara Ferreira Alves, escrito em 2008; pois neste país, qual sítio mal-frequentado (sem regras nem normas de comportamento), no nosso caso nunca fomos avaliados. Felizmente? Talvez...

Também talvez tenha sido sorte nunca termos emigrado? Porque, parece, foram os caminhos ínvios das avaliações inexistentes, das injustiças, e dos sapos que "assaparam" - em tudo quanto é sítio, obstruindo os caminhos normais das nossas vidas e suas progressões - foram eles que desenharam as nossas «vias de circulação»? Isto é as estradas livres, que pudemos percorrer - com todo o à vontade - conseguindo assim produzir os materiais novos que todos querem ignorar.

Talvez tenha sido muita sorte nunca termos atingido o topo da carreira, como alguém nos dizia, frequentemente, a partir dos seus 40 ou 45 anos de idade? Se tivéssemos tido esses «louros», de que alguns se alimentam, nunca teríamos tido razões para progredir como progredimos. Em suma, não teríamos aprendido a ler as imagens que hoje sabemos ler...

Quem lê nas obras de Borromini, o registo dos avanços científicos mais recentes, do seu tempo? Quem vê «diagramas» - e o respectivo significado, muito específico - em obras de Florença? Concretamente, no caso da planta do Espíritu Santo, de Brunelleschi*? À qual assim se confere, na forma, total (tridimensional), o sentido mais especifico, próprio do Espírito Santo? Quem vê «outros diagramas», em cálices, nos seus alçados, e nas vistas inferiores? Em custódias, em lanternas, ou em lanternins, como o de Turim, da obra de Guarino Guarini**? Quem vê o Diagrama do «Credo de Atanásio» noutras obras de Arquitectura? 

Resposta (pronta): Se vê não devia ver! Esconde-se já e sempre, porque Portugal é um país inconclusivo! Para «passinhos mínimos», sem ambição...Quer ambicionar? Lá fora é que se ambiciona bem! Este lôdo e o seu lamaçal destina-se apenas a sapos afamados (cá dentro). Aos que ambicionam tornarem-se tão opulentos como bois que hão-de rebentar. E que depois, muitos outros farão o mesmo caminho. Sempre em sequências non stop; que nem um só fique para a história! 

Retorquindo: Acalme-se, oh senhor! Certo, certo, nunca serão transformados em Príncipes! Mas também não foi isso que, algum deles tivesse sonhado***? 

~~~~~~~~~~~~~~~

*Note-se que nesta data já tinha vivido Joaquim de Flora (c.1130-1202), que pôs uma enorme ênfase no Culto do Espírito Santo. Em Portugal o Joaquimismo teve/mantém alguma importância, resultante quer da vontade de o valorizar, claramente. Quer também de vários equívocos que não distinguem o contributo que deu a França, com base na questão do Filioque, para a passagem do «Ambiente Românico» para o «Ambiente Gótico».

**Que como escrevemos provém de um «Diagrama de Isidoro de Sevilha», ver em Monserrate uma nova história, op. cit. pp. 69 e 272, fig. 113. Vemos tudo isto desde 2002-2004, um período extraordinário, graças às dificuldades que nos criaram (antes), e nas quais não nos encerraram. Passámos depois a ver, ainda com maior profundidade, a partir de 2006, quando de forma mais sistemática ultrapassámos as investigações anteriores.

***Neste país alguém sonhou transformar-se em Príncipe? Quem, os Sapos das Fábulas; os Sapos Reais?

http://bancadadirecta.blogspot.com/2008/11/artigo-demolidor-de-clara-ferreira.html


19
Dez 11
publicado por primaluce, às 10:45link do post | comentar

Sabemos que pensar em Monserrate, é também pensar na Índia, quase automaticamente. Porém, pudemos mostrar como o palacete (em linhas gerais) é muito mais influenciado por obras de Itália (e influências específicas de John Ruskin), do que por elementos da Índia, mesmo não portuguesa*, que tivessem sido sintetizados na obra.

Eis o programa de ontem, no qual Paulo Varela Gomes fornece dados muito interessantes, sobre a história desta região do sub-continente asiático: particularmente os aspectos religiosos, que, nalguns casos - como sucede neste de Goa - são indissociáveis de muitos aspectos da «cultura material», sobretudo a Arte, que era criada.  

http://www.rtp.pt/play/#/?tvprog%3D24806%26fbtitle%3DRTP Play - CÂMARA CLARA%26fbimg%3Dhttp%3A%2F%2Fimg.rtp.pt%2Fmultimedia%2Fscreenshots%2Fcclara%2Fcclara_1_20111218.jpg%26fburl%3Dhttp%3A%2F%2Frtp.pt%2Fplay%2F%3Ftvprog%3D24806

~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Note-se que no programa alguém diz que a Índia (o país), foi uma «invenção» inglesa, em 1947.


18
Dez 11
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Lembro-me, não quase como ontem, mas anda lá perto, desse dia 18 de Dezembro de há 50 anos: em 1961...

Porquê? Por várias coincidências: o aniversário de alguém que tinha nascido, ou vivera desde muito cedo  (?), e por longos anos, na Índia. Portanto, nesse dia, no seu próprio aniversário, sentia que em vez de algo oferecido, ao contrário, estavam a retirar-lhe uma parte da história da sua vida (decorrida na Índia). Depois, durante semanas, talvez meses, alguns usaram a palavra Nehru como sinónima de um qualquer papão, que servia de ameaça às crianças, para se portarem bem! 

Por nunca mais termos esquecido esse dia de 1961, houve filmes e livros - como romances históricos, particularmente um de Catherine Clément, intitulado Por Amor da Índia; ou outro, do meu colega Hélder Carita, dedicado aos Palácios de Goa - que sempre nos interessaram.

Claro que mais tarde, tendo passado para outro nível de interesses, já o 18 de Dezembro de 61, e outras memórias reminiscentes, e dispersas, da infância, estavam esbatidas. 

Quando passámos a ver certas obras da Arte Indo-Portuguesa, desde o Mobiliário a Marfins, e, especialmente agora, depois de termos compreendido a imagética do passado, e de ter conseguido identificar inúmeras formas iconográficas do cristianismo; agora, detendo novas informações, e sobretudo o confronto, ou a alteridade, da imagética da Europa, face à do Oriente - e como, simbioticamente, nalgumas peças, as duas culturas ficaram unidas - agora é mesmo impossível que a Arte Indo-Portuguesa (ou Indo-Europeia) não nos fascine.

Assim, e porque tudo se liga, vem a propósito o facto de há tempos termos encontrado uma frase de António Damásio, referindo que um conhecimento excessivo das formas artísticas, e o seu modo de funcionamento - "...risco da descoberta de todos os mecanismos..." (JL Out. 2011), isso retiraria interesse às obras. Reagimos: talvez sim, mas, definitivamente, também não!

Dentro da Europa (e isso aconteceu, várias vezes, na Arte Medieval) em que tudo se repete e nada se acrescenta, tal afirmação pode ser verdade. Mas quando captamos, e nos apercebemos, que face a determinados dados - já estabilizados e adquiridos - o artista (seja ele europeu ou oriental?) conseguiu encontrar estratégias, muito criativas, para resolver o problema (ou os vários problemas) que a obra lhe colocava. Nessa altura percebemos que as peças de arte surgidas dessas condições, são interessantíssimas. Contando muito, neste caso, com o tal conhecimento que para A. Damásio poderia ser excessivo, empobrecedor das obras...

É verdade, há de tudo, como na botica. E só conhecendo as fórmulas-base, é que podemos avaliar da maneira como são empregues: com mais ou menos criatividade, ou apenas repetição? E nesse comportamento incluímos janelas, também as coberturas das edificações que foram construídas, e que nos chegaram (num fenómeno de «torna-viagem») da Índia. São por exemplo os Telhados de Tesouro*: matéria que é um manancial, imenso, para interessantíssimas investigações  

~~~~~~~~~~

*Alguns chamam «de tesoura», porém Orlando Ribeiro dá prioridade à designação «telhados de tesouro».


16
Dez 11
publicado por primaluce, às 16:00link do post | comentar

Quando iniciámos este blog, e percorrendo alguns outros, apercebemo-nos da imensa qualidade dos materiais existentes no blog dedicado à Fábrica de Loiças de Sacavém*. Mais, pareceu-nos possível que um museu, não tendo instalações, fosse virtual. Pois o importante seria sempre a apresentação de imagens cuidadas das peças, acrescidas de explicações, que contextualizassem o seu surgimento, design, marcas, linhas estilísticas seguidas, etc., etc.

Foi portanto um óptimo exemplo que quisemos seguir.

Em próximos posts, vamos tentar seguir ainda mais esse modelo exemplar, e estar à sua altura. Pois desistimos de pensar, e de esperar, que algumas instituições, um dia se hão-de corrigir e tornar entidades decentes nas áreas que ocupam. Dificilmente serão mais correctas, do ponto de vista da responsabilidade social, e dos objectivos para os quais foram criadas: como o Ensino, a Cultura, a Investigação, o Auto-conhecimento - da Arte Portuguesa e suas características,...

Deixemo-los, seguindo nós a nossa máxima de "bien faire et laisser dire", mas sempre sem lhes deixar margem para replicarem as inúmeras ideias que nasceram das nossas pesquisas.

Sempre que nos plagiarem e copiarem, sem fazerem a menor referência à fonte, e a quem primeiro abriu o referido tema, ou deu os passos que agora passaram a seguir, aí há que denunciar.

E é o que faremos!

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Vejam em: http://mfls.blogs.sapo.pt/, particularmente como iconografia medieval, do tempo dos primeiros reis, também foi incluída em peças cerâmicas do século XX: http://mfls.blogs.sapo.pt/68135.html

 


13
Dez 11
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

É hábito. Muitos, estando concentrados a ouvir, fazem rabiscos sem fim.

Connosco passa-se em reuniões mas também ao telefone.

Os do post de hoje, reparámos há dias, têm Iconografia do Gótico: a tal - fecunda, prolífica e polissémica - que descobrimos. E que, agora, enquanto matéria científica, é filha de pai incógnito. Ou de mãe solteira (?), que se fartou de trabalhar a produzi-la... O «Pai» anda fugido, e nega qualquer relação com o assunto.

A metáfora é o que é: meio sem graça, mas já perceberam quem é? Ou, quem foi o desencadeador de todo o processo? Aos poucos ele vem a auto-revelar-se; pois não foi sem vínculos a Unidades de Investigação, ou, chamem-lhes Centros de Estudos e Laboratórios Associados, que se conseguiu o apoio da FCT*.

Curiosamente,  há hoje duas Universidades portuguesas orgulhosas da sua classificação internacional, porque não ignoram, ou escondem, os trabalhos dos seus docentes; pelo contrário.

E também não os «deixam cair» - apoiam-nos ao máximo, evitando criar qualquer dificuldade que bloqueie, ou possa perturbar o decurso dos seus trabalhos seminais...

Ou, muito menos ainda, quando - como temos tido que fazer, logo a partir de 2006 (data de início do doutoramento na FBAUL), esses mesmos docentes, que aqui somos nós - gastaram, e tiveram que continuar a gastar, tempos quase infindos, para explicarem e reivindicarem a qualidade do seu trabalho. O qual, por isso mesmo precisa de apoio**.

O Programa Prós e Contras, assim como as promessas de Nuno Crato, ontem, são, claramente, a amostra perfeita do contrário de tudo o que se podia esperar: esperava-se, ao menos, um cheirinho de democracia; uma autonomia das Escolas Superiores, virada para o bem do país. E não virada para a mentira - que fica facilitada, sem controle de qualidade e inspecções; como dirigida, também, ao crescente anquilosamento das instituições (que assim vão paralisando).

Há dias escrevemos que "não há espaço para a liberdade e a alternância", e, de facto, verifica-se: é que mesmo havendo alternância, nada muda: a não ser as Moscas. Que, vá-se lá saber porquê, preferem e escolhem patinhar nas mesmas matérias e substâncias? É genético? É por isso inultrapassável?*** 

~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Bolsa ou subsídio. Também aqui, seja qual for a designação, houve processos e intervenientes: é uma história onde nada foi de «geração espontânea»... Não fomos nós que demos pareceres favoráveis sobre o nosso trabalho!

**Idem aspas, junto da FCT. Mas, não faltará muito, e estão a repetir o que defendemos: foi e tem sido uma luta, conseguir «inscrever este tema». Porém, já aí vem bibliografia, inclusive apoiada pela FCT, a referir no título: Novos Estatutos Ontológicos da Imagem (...) a Vizualização de Informação. Isto é, aquilo que ensinamos desde 1976, quando fomos convidados a leccionar no IADE. Temas que em reflexões continuadas - mais de 30 anos - deram frutos.

***Dizem-nos que sim: que a resposta está no ADN da Mosca; mas disso nada sabemos. 


mais sobre mim
Dezembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

12
14
15
17

20
22

26
27
30
31


arquivos
pesquisar neste blog
 
tags

todas as tags

subscrever feeds
blogs SAPO