Hoje, e como na BD, a primazia para as imagens, que tagarelam.
1. padrão já apresentado, sobre ele existe um post. Ver em http://primaluce.blogs.sapo.pt/16539.html
2. aqui, quando profs. e alunos se enriquecem mutuamente...
Para os dois casos, e a imagem é a mesma que está em Monserrate uma nova história, p. 264 - onde está reproduzido o que foi esculpido em pedra - desta iconografia já sublinhámos a sua "polivalência". E pode ser essa razão que levou ao seu emprego na capa de Clarabóia, o romance inédito de José Saramago, recentemente, dado a conhecer?
Este padrão que parece embrulhar o túmulo, como explica J. Custódio Vieira da Silva (ao contrário do que escreve), é um assunto que nos parece inesgotável. Pois expande, de uma maneira inimaginável, aquilo a que se tem chamado História da Arte.
Da última imagem, obrigada à Beatriz B., e já agora também à Cristina P., por outros esclarecimentos. Finalmente, obrigada a quem mais devo (ela sabe-o, nunca calei) do imenso que aprendi na última década. Principalmente pelo interesse, por ter ouvidos que sabem e querem ouvir, e por isso na 5ª feira passada me fez dizer o essencial de todos estes estudos e pesquisas: "Andamos demasiado enganados, só depois de Copérnico, e de Kepler, é que a Ciência se laicizou. Durante muito tempo fora inclusiva, tornando-se um dia, exclusivamente, cristã!"**
Quanto à situação em curso - esta a que chegámos, proporcional à autonomia universitária, e à desonestidade que grassa no mundo - numa leitura bíblica (de domingo passado) está a síntese: houve sempre servos maus e avarentos; quem não sabendo onde pôr a render os seus talentos, tratou de os ir esconder! Ao contrário, Benjamin Franklin fez da ideia uma máxima, incitando todos, a que a aplicassem: "Hide not your talents. They for use were made. What's a sundial in the shade?"
Por aqui tentamos que a luz nunca se apague; que o passado se esclareça (para um dia nos entendermos). Principalmente, que o design busque as melhores ideias, onde elas estiverem!
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*E no entanto, inversamente proporcional a esse nada, ele foi muito, ou tudo, na representação do divino, em especial o Espírito de Deus. Mais do que inspiração, também Pneuma.
**É nítida, desde o século IV, a cristianização de todo o Conhecimento. O ponto alto desse movimento, patente na Catedral Gótica - também uma síntese de toda a Sabedoria - foi definido pelo teólogo que a preconizou. Só depois de Copérnico, e sobretudo Kepler e Galileu, tal como a arquitectura foi a primeira a evidenciar, é que Saber e Pensamento, lentamente, se começaram a laicizar .