Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
29
Nov 11
publicado por primaluce, às 00:30link do post | comentar

...algumas imagens que exemplificam o post anterior: Foz Velha e Av. Brasília, no Porto.

1: Nas fotografias escolhidas é absolutamente notória a versatilidade da madeira, desenhando formas que o metal dificilmente consegue substituir; 

2: Mesmo que hoje não se trabalhe desta maneira - incluindo nas obras  uma série de elementos decorativos (antes falantes, e depois seguidos por tradição) - não parece lógico desfazer, destruir, ou deixar que se percam, trabalhos como estes. E agora, pensando apenas (de uma maneira muito provinciana*) nos olhos dos turistas: ao menos para que se atraiam os visitantes, que consomem e deixam dinheiro ou divisas, seria bom não deixar perder aquilo que os faz quererem visitar o nosso país? Como Monserrate é uma "Estufa ao Ar Livre", há zonas do país que são verdadeiros "Museus Abertos".

Queremos destrui-los? Geralmente parece... Ou esta Arquitectura antiga - antiquada como o Fado era visto nos anos 70 - é a causa do atraso nacional?

* Provinciana (ou pobre?) como acontecia nos anos 60, em que tudo era pretexto para chamar os turistas. Turismo que se pretendia não fosse "De pé descalço". Expressão que poucos conhecem, mas que ouvimos, provavelmente, mais de uma centena de vezes...  


28
Nov 11
publicado por primaluce, às 08:30link do post | comentar | ver comentários (2)

... o valor (específico) do «custo ambiental» dos perfis extrudidos de alumínio, quando comparado com o custo da madeira, de certeza que não hesitavam. E todas as obras antigas que se recuperassem, e cujos vãos fossem refeitos, esses trabalhos seriam em madeira. Estamos a retomar o tema do post anterior: a prova de que as nossas ideias fazem o maior sentido. Não são Fado ou Cantigas de cigarra que se lamenta. São obras em que se deve trabalhar, como a formiga*, porque geram salários e riqueza!

Mas, voltando a um ano atrás, e às preocupações que fizeram este blog surgir: continua, continuará a ser necessário ensinar? Assuntos banais e normais que eram o lastro de muitos cursos? Pior do que nas finanças, também o Conhecimento e a Cultura estão no fundo? Onde nada se produz, a não ser mais ignorância, redutora? Até a perca de algum "empowerment", que o Saber induz?

Continuamos nas mãos de agiotas a quem já damos tudo, de barato, de borla...? Não admira! Em geral, o que era (e é) bom, deita-se fora... Damos valor ao que não presta, e procuramos - como pão para a boca - talentos e ideias que sempre estiveram ao nosso lado: o Fado Património. Ou, recuperamos profissões que nunca enriqueceram ninguém, como engraxar sapatos! Mas, não desperdicemos estas migalhas, sim!

E que vejamos tudo integrado, com muito mais alcance e ambição!    

~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Conhecem a opinião da Min. da Agricultura? Está na capa de um jornal...

------»http://noticias.sapo.pt/banca/#4101


27
Nov 11
publicado por primaluce, às 17:00link do post | comentar

Claro que é muito mais do que uma nova esperança: já vimos o fado «pelas ruas da amargura», depois do 25 de Abril. Eram os de esquerda, que mais o atacavam, referindo a trilogia fatal: "Fado, Fátima e Futebol", considerada responsável por muitos atrasos do país. Agora, alguns são os mesmos, ou os que lhes sucederam, em situações equivalentes, que estão eufóricos, com o facto: o Fado na lista do Património Imaterial da Humanidade, consideram ser isso da maior importância.

É evidente que estas classificações visam a protecção, como conhecemos bem o caso de Monserrate, integrado - e tendo sido um dos elementos mais importantes - na Paisagem Cultural da Serra e Vila de Sintra. Não sei se o Fado precisava desta protecção? No passado nunca percebemos a perseguição que a esquerda - «armada em moderninha» - lhe fazia? Mas, para quem sempre o ouviu, aprendeu a gostar, e sente o muito que há de português na sonoridade, e nas letras do fado, claro que esta classificação é muitíssimo simpática. 

É um voltar de ouvidos, para a alma portuguesa, que nos faz pensar que um dia todos poderão dirigir o seu olhar para aquilo que encontrámos: os sinais (do Cristianismo), que muitos, ou quase todos, têm querido tapar.

Mas esses sinais não estão só em Lisboa, ou em Portugal, indo do médio Oriente, da Rússia ortodoxa, às Américas. Chegaram até à Austrália, levados, desde tempos antigos, mas também recentemente, pelas colónias de Açorianos.

Como se vê, muito está para mudar. Esperamos pois que os valores da Cultura Antiga, imaterial - mas sobretudo estes, que foram altamente materializados - que: 1º não se percam. 2º que sejam compreendidos!

Não é por acaso que a Noruega, um dos países mais evoluídos, considera as Portas e Janelas valores patrimoniais*. Nesse sentido foram mesmo desenvolvidos programas, específicos para carpinteiros, para não se perderem os saberes (técnicos) antigos; e para que as chamadas carpintarias metálicas, não substituam, definitivamente, a madeira.

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*Mesmo sem saberem alguns dos significados, associados à maioria das formas iconográficas que são empregues. Agora, vendo o que se passa com o Fado, ou outras expressões e profissões (os engraxadores, as costureiras,...) que se julgavam extintas, naturalmente que estamos perante novas esperanças: um regresso de mais assertividade, e a consideração por valores tradicionais. E isto, sobretudo se viermos a integrar, ainda mais, e de maneira mais coesa, a Europa política (geograficamente estamos lá). Uma boa parte da Cultura Europeia é também a nossa (como Mircea Eliade explica muito bem), mas, há expressões que aqui tiveram características próprias: e tal como o Fado, e o seu sentido de identidade, não se devem perder.   


26
Nov 11
publicado por primaluce, às 10:30link do post | comentar

Quando trauteamos “não há machado que corte a raiz ao pensamento…”, pensa-se que é mesmo verdade. Que nada pode interferir, entre a raiz, em tempos colocada no cérebro*, e aquilo que pensamos. Porém, neste caso, e noutros – como nas palavras Ideia, Técnica, Arte (mais do que esclarecido e apurado nos nossos estudos…) - muito mudou no significado e sentido das mesmas.

E agora é a palavra “talents”, de “Hide not your talents…”, de Benjamin Franklin, que está na mesma situação.

Na parábola original, um talento é moeda de troca, e portanto dinheiro (ali, logo directamente).

Hoje, na raiz do pensamento, a ideia correspondente, perdeu-se. Ficou apenas o novo sentido: Talento passou a ser criatividade, imaginação, capacidades de eficácia, superiores, etc., etc. Esqueceu-se o original…

Claro que nos rimos e troçamos - por mais parvo que seja, concordo - mas a notícia de que o Ensino Superior (Público**) anda a procura de donativos, só merece uma gargalhada!

Esqueceram-se que tudo sempre esteve ligado? É que estamos a escrever sobre gente com formação em Filologia!...

Deitam fora, e depois por outro caminho querem recuperar? Não lhes serve o dinheiro, mas querem o dinheiro***?

Desde sempre sabemos que nos saiu a «Sorte Grande», … mas, enfim, é também o «Azar Máximo» estar num país de gente medíocre e mesquinha: em plena crise, eles preferem a moeda específica, como numismáticos perfeccionistas? OK, façam-na render…

Juntem alguns trabalhos como o nosso, e talvez não lhes falte dinheiro: haja publicações e desenvolvimento, que os ratings se viram para outras bandas.   

Livre

(Não há machado que corte
a raiz ao pensamento) [bis]
(não há morte para o vento
não há morte) [bis]

~~~

Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida
sem razão seria a vida
sem razão!

~~~

Nada apaga a luz que vive
num amor num pensamento
porque é livre como o vento
porque é livre

~~~~~~~~~~

Carlos Oliveira e Manuel Freire,

http://natura.di.uminho.pt/~jj/musica/html/freire-livre.html

*Seja imagem ou palavra

**Também o jornal Público

***Há/houve subsídios para a Investigação; como no nosso caso os resultados ultrapassaram tudo o que se esperava (e alguns talvez se sintam inferiorizados pelo estrondo...), quem devia ajudar e apoiar não apoia mais, e decide-se esconder. Querem dinheiro para quê? Para uns poucos, sempre os mesmos, continuarem a ir à Torre do Tombo, ver os registo de nascimento dos pintores e dos protagonistas, sem saberem, minimamente, tirar conclusões pela leitura directa das obras? Para, sempre os mesmos, exaurirem todos os recursos à volta dos Painéis de Nuno Gonçalves? E não haver mais Património, ou outras obras no país? Claro que o Ensino Superior tem outras Ciências, mais úteis a Portugal e à Humanidade; mas, neste momento, a Cultura - que não é só «fadinho»... - justifica-se não a deixar cair.  


25
Nov 11
publicado por primaluce, às 21:00link do post | comentar

Se a inveja é o «material» que melhor germina em Portugal? Depois, andam enganados, percebem muito pouco, ou nada, de Agricultura! Não houve Agrónomos que os instruíssem? Pois isso não nos faltou... E mais muitos outros saberes, transversais, que há mais de 40 anos eram essenciais, e não ficavam por transmitir. Depois, a curiosidade - no nosso caso para a história de Monserrate, e para um mestrado que hoje todos pensam ser um doutoramento (riam-se mas é o que corre!) - ajudou a fazer o resto do trabalho.    

Em suma, embora tarde, tomem boa nota: obviamente,

são as sementes e as raízes que se enterram; não os talentos!


24
Nov 11
publicado por primaluce, às 15:00link do post | comentar

... o que faz falta não é animar a malta: é trabalho! Que "os servos maus e avarentos" saiam da frente, ou consigam fazer brotar e produzir alguma coisa, a partir do que temos. Venha da Agricultura, ou da Cultura! Seja público ou privado: que germine na terra, ou na massa cinzenta! Que as pessoas adquiram a mentalidade de Profissionais Liberais: em que não é o patrão, ou o Estado - o paizinho poderoso; alimentador de subsídio-dependentes (e grevistas*), que garante o fim de mês. Esses fazem pela vida, e não é a esconder a qualidade alheia, mas, unidos ou cooperantes; porque sabem quanto custa a vida. Sabem que só o entusiasmo e a motivação, colectiva, dão frutos.  

Depois, hão-de vir à luz como as sementes das dicotiledóneas - que podem começar a plantar (dentro ou fora consomem-se).

 

Sejam favas ou «pés de salsa mariquinhas»:

"Hide not your talents. They for use were made. What's a sundial in the shade?"

Benjamin Franklin

~~~~~~~~~~

*Na vida nunca fizemos uma greve, nem é coisa que passe pela cabeça de profissional que se preza. Antes disso, em última análise, há que ensinar a quem gere a nossa "força de trabalho", qual o seu valor.   

 


22
Nov 11
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Se houve uma Professora Doutora que nos disse, directa e repetidamente - "esconda, esconda, ponha para trás!" - o que exige uma boa dose de lata. Assim, também o objectivo de esconder talentos de quem é creativo, é fácil de admitir.

Hão-de ir longe estas instituições repletas de servos maus e avarentos, enterradores de talentos. Pessoas que nunca saberão o que é entusiasmo e generosidade. Ou, o empenho máximo em fazer os trabalhos úteis, o mais bem feito possível: a honestidade e dádiva, levada a graus superiores.

À FCT e ao MEC demos conta - fizeram como Pilatos. Os «postalinhos cor-de-rosa» estão connosco - o país está a saque... Desde sempre o Design foi um desafio para empreendedores, e não para os redutores.

~~~~~~~~~~~~~~~

Vale a pena ler e compreender o que é o Design, a sua importância a gerar emprego e riqueza. Como indústria, economia, exportação, criatividade, modelos de vida, turismo, ensino, cultura, tradução..., tudo está ligado (como é dito por exemplo, por MHM, na p. 49). 

http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/2485/1/ulsd059654_td_Anexos_Victor_Almeida.pdf


21
Nov 11
publicado por primaluce, às 11:00link do post | comentar

"Hide not your talents. They for use were made. What's a sundial in the shade?"

Benjamin Franklin

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A situação vergonhosa por que estou a passar, eu concretamente, a responsabilidade da mesma não me é minimamente imputável. A não ser que, talvez..., o facto de não ter denunciado uma série de mentiras que me rodeiam - as quais, algumas (é esse o papão???), podem atirar para o desemprego dezenas de pessoas - isso seja uma parte de responsabilidade? Já não digo nada..., sim, é possível! É mesmo: quando não exigimos o cumprimento da lei, afinal somos cúmplices. Embarcamos nas mentiras, que as autoridades não vêem e não querem ver (como se pode provar)... e nós damos-lhes chão para fazerem o seu caminho. E muitas são graves, criadoras de perigosidade que pode pôr vidas em perigo - como mais de uma vez alertámos os responsáveis pelas mesmas.

Mas só nós é que vemos? Caíram todos na nuvem escura: na sombra dos que apagam talentos? Estas preocupações são o lado para que dormem melhor? Durmam, ressonem e hibernem, é o que lhes desejamos...    


20
Nov 11
publicado por primaluce, às 14:30link do post | comentar

Hoje, e como na BD, a primazia para as imagens, que tagarelam.

 

1. padrão já apresentado, sobre ele existe um post. Ver em http://primaluce.blogs.sapo.pt/16539.html

2. aqui, quando profs. e alunos se enriquecem mutuamente...

Para os dois casos, e a imagem é a mesma que está em Monserrate uma nova história, p. 264 - onde está reproduzido o que foi esculpido em pedra - desta iconografia já sublinhámos a sua "polivalência". E pode ser essa razão que levou ao seu emprego na capa de Clarabóia, o romance inédito de José Saramago, recentemente, dado a conhecer? 

Este padrão que parece embrulhar o túmulo, como explica J. Custódio Vieira da Silva (ao contrário do que escreve), é um assunto que nos parece inesgotável. Pois expande, de uma maneira inimaginável, aquilo a que se tem chamado História da Arte.

Da última imagem, obrigada à Beatriz B., e já agora também à Cristina P., por outros esclarecimentos. Finalmente, obrigada a quem mais devo (ela sabe-o, nunca calei) do imenso que aprendi na última década. Principalmente pelo interesse, por ter ouvidos que sabem e querem ouvir, e por isso na 5ª feira passada me fez dizer o essencial de todos estes estudos e pesquisas: "Andamos demasiado enganados, só depois de Copérnico, e de Kepler, é que a Ciência se laicizou. Durante muito tempo fora inclusiva, tornando-se um dia, exclusivamente, cristã!"** 

Quanto à situação em curso - esta a que chegámos, proporcional à autonomia universitária, e à desonestidade que grassa no mundo - numa leitura bíblica (de domingo passado) está a síntese: houve sempre servos maus e avarentos; quem não sabendo onde pôr a render os seus talentos, tratou de os ir esconder! Ao contrário, Benjamin Franklin fez da ideia uma máxima, incitando todos, a que a aplicassem: "Hide not your talents. They for use were made. What's a sundial in the shade?"

Por aqui tentamos que a luz nunca se apague; que o passado se esclareça (para um dia nos entendermos). Principalmente, que o design busque as melhores ideias, onde elas estiverem! 

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*E no entanto, inversamente proporcional a esse nada, ele foi muito, ou tudo, na representação do divino, em especial o Espírito de Deus. Mais do que inspiração, também Pneuma.  

**É nítida, desde o século IV, a cristianização de todo o Conhecimento. O ponto alto desse movimento, patente na Catedral Gótica - também uma síntese de toda a Sabedoria - foi definido pelo teólogo que a preconizou. Só depois de Copérnico, e sobretudo Kepler e Galileu, tal como a arquitectura foi a primeira  a evidenciar, é que Saber e Pensamento, lentamente, se começaram a laicizar .


19
Nov 11
publicado por primaluce, às 10:00link do post | comentar

Ser prudente, ver e antever que os caminhos que vivemos não estão certos, pode ter como sujeito, e protagonista, a mulher? É útil? Podem elas, apesar de permanentemente menorizadas, serem contribuintes, de, e para a sociedade? Não só no seu trabalho, sobretudo quando não fazem limpezas, ou pagam impostos, mas quando têm ideias?

Perguntamos, porque de facto lê-se que a «Troika» também está preocupada com esta questão. Mas mais do que esses estrangeiros, que aqui vêm agora dar ordens e sugestões, muitos de nós sabemos isto há décadas! Mais, vemos até que a situação se inverteu na última década. Pois se tinha havido progressos, depois regrediu (e não foi pouco).

Perguntamos, quando sabemos que em muitas instituições, os lugares de topo são para os homens: tenham ou não ideias... Para as mulheres serão apenas alguns lugares: os de trabalho, os de exigência e de eficiência. Mas para isso terão que ter habilitações, muito acima das dos homens; já que seria escandaloso dar um tacho a uma mulher... Assim lá se carregam as mulheres com trabalho: de preferência de grande responsabilidade*. E para brincarem aos tachos, têm depois, ao chegar a casa.   

No último post chamámos-lhe  “mea culpa”, e é a razão do título que hoje se escolheu. A seguir está a visão de um cidadão espanhol, dizendo o que deixámos no livro – Monserrate uma nova história, em 2004: sabíamos, há muito, que andar a fazer construções, ou arquitectura descartável e inútil, era um imenso desperdício. Não foi com a voz de urgência que hoje usamos, mas nas pp. 146 a 155 é essa a preocupação que sobressai, e aí ficou patente:

"O presidente da Casa de Espanha de Lisboa, que deu uma entrevista na qualidade de cidadão espanhol, frisou que a criação de emprego com base na construção imobiliária foi um erro a longo prazo, porque com a crise foi o primeiro setor a enfraquecer"**.

http://noticias.sapo.pt/internacional/artigo/criar-postos-de-trabalho-independentes-e-a-solucao_1627.html

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*E a articular e a ligar aquilo que a maioria dos homens tende a esquecer-se e a descurar 

** "... a enfraquecer"? É que esta redacção faz pensar que quem escreveu ainda não admite que há excesso: i. e., construções a mais...!


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