... e prende-se directamente com a verdade. Não era possível continuar indefinidamente a produzir bens inúteis, como era/é o caso da construção civil. Obras fantásticas, feitas de raiz, mas para quem? Quem iria ter, sem prazo ou data marcada, eternamente, condições para sustentar habitações (já são duas por habitante?), que só em manutenção sairiam caríssimas? Além de um problema de verdade, foi/é uma questão de inteligência: quanto mais se esperar por fazer mudanças de fundo, e por reconverter determinadas actividades, mais se compromete o futuro. Mais se agiganta a onda que temos para passar. Mas como ir além da rebentação, de um mar que não parece amainar???
Haverá tempo e capital para as actividades necessárias e mais prioritárias: o turismo, a reabilitação ou regeneração urbana; a constituição de reservas alimentares, e, antes disso, aumentar a auto-sustentação, para se ser menos dependente do exterior?
http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/1018/grecia-retrato-de-jovens-com-vida-em-suspenso