É assim a vida! Não se condena apenas se compreende*.
Mas, o facto das pessoas terem medos, não quer dizer que essa «doença» seja contagiosa; ou que tenhamos que nos pautar pelos seus medos (ou apenas, mais, "os seus pequenos receios").
Vem a isto a propósito de uma das pessoas que mais nos ajudou no desenvolvimento do trabalho, que hoje está publicado como Monserrate uma nova história. Em Setembro de 2004, quando tudo estava muito adiantado e viu a «maquette final» com a distribuição das imagens, ficou deveras aflita. Foi também então que começámos a sentir, nós, pessoalmente, e com muito mais clareza, o que nos podia esperar.
A sua aflição traduzia-se então em expressões que usou repetidamente: "esconda, esconda, ponha para trás!"
Mas nessa altura, já tínhamos começado a perceber - melhor do que até então (com base nas lógicas da Arte Paleocristã e Medieval) - os truques de projectistas, e dos fazedores das melhores sínteses.
Percebemos como pôr para trás iria ser uma forma de valorizar. É por isso que no livro (Monserrate uma nova história) estão assumidas, imagens de dois tipos, e divididas em dois grupos: IMAGENS 1 - DOS PRIMÓRDIOS DO REVIVAL À CASA DE MONSERRATE; IMAGENS 2 - UM SÍMBOLO A SUA ORIGEM E SOBREVIVÊNCIA.
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*Desculpadíssimo, meio-esquecido, pois veio de alguém que afinal nos deu muito, e em Junho de 2008 esteve no Palácio Quintela, no lançamento do livro.
continua no post de amanhã - "Balanço final"