Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
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Set 11
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Na BD os textos que correspondem ao que vai na cabeça dos personagens, ou aos seus diálogos, chamam-se balões. Os rectângulos alongados terminados em semicírculo, do post do passado dia 13 de Setembro são "cartelas" - para L. M. Araújo, autor que então referenciámos e é especialista no assunto (de que percebemos quase nada, a não ser que algumas imagens são lidas como os caracteres do alfabeto).

 

A descoberta de Champollion - feita a partir da Pedra de Roseta (pertence ao British Museum), e cuja bibliografia se encontra facilmente na Net - foi ter-se apercebido que os chamados hieróglifos, de uma escrita que em geral se supunha exclusivamente ideográfica**, eram fonéticos: isto é correspondem a sons e não a ideias.

No nosso caso, adquirimos a noção que certos trechos arquitectónicos, desde cada um dos sinais básicos (por exemplo a mandorla, o círculo, o quadrado), chegando depois às composições que esses sinais constituem, e nas quais essas figuras entram, são - primeiro «Ideogramas», depois «Discursos Ideográficos» (inscritos na arquitectura).

Acontece que em data indeterminada (século XVII, XVIII, XIX...?) perdeu-se o sentido dessa escrita, cujas imagens são consideradas, agora, meros ornamentos dos estilos. 

 

Poderá parecer confuso, mas não é! Exigindo-se que quem está a trabalhar com estes materiais, difíceis, não se perca; e mantenha a noção de que está a querer laborar em questões de enorme complexidade. Como tal, gasta muito tempo, e alguns dos assuntos, de razoável sensibilidade em que está a mexer (do "Inconsciente Colectivo"?), exigem rigor e o maior dos cuidados. 

 

Porém, pergunta-se: não é a complexidade uma das características que distingue, por exemplo, os estudos de um mestrado dos estudos de doutoramentoA resposta está na lei, nas dispensas sabáticas, nos centros de estudos - onde não se trabalha sózinho, etc., etc., etc.   

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*Em vez de ziguezagues entre assuntos, o «desenho subjacente» de obras do MNAA vai aguardar (embora haja um certo paralelismo com este tema - ambos casos da Cultura Visual, do Ocidente e Médio Oriente).

**A escrita do Egipto Antigo teve três «fases» diferentes, a última é a demótica: escrita popular adoptada a partir de 650 a.C. 

Sobre a nossa fonte - o manual policopiado, do 6º ano do Liceu de Oeiras (1965) sem imagens - levou-nos a preenchê-lo com exemplos, que hoje nos fascinam: outro assunto? Talvez um dia... 


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