Inspirado na Nova História (de Jacques Le Goff) “Prima Luce” pretende esclarecer a arquitectura antiga, tradicional e temas afins - desenho, design, património: Síntese pluritemática a incluir o quotidiano, o que foi uma Iconoteologia
27
Ago 11
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

...ao alcance de todos!

Por isso, só não mancha, e desmancha desenhos, quem não quer. No nosso caso, há outras tarefas mais importantes, donde brincar com desenhos, o que é um prazer, vai ter que esperar...esperar, esperar...

Mas a vontade não falta, e depois... "Quem espera sempre alcança."*

Quanto à nossa tese, ou teses - já que é o culminar de tantas ideias deixadas por aí soltas e por completar - estamos como Dana Arnold: depois que Giorgio Vasari escreveu as Vite di artisti, estas foram seguidas, quase, incontestavelmente. Aparecendo a História da Arte, como um relato de «grandes homens» e «estilo». Numa visão teleológica, uma narrativa que vai «do homem das cavernas a Picasso»**. Esqueceram-se de olhar para as obras, e, concretamente dizemos nós, para as suas formas básicas: "tirem de lá certos enfeites, abram esses olhos" - é o que apetece dizer. Estamos perante formas iconoteológicas, que, crescentemente, se foram complexificando

Divertido, mesmo divertido, é: primeiro porque isto é lindo! Depois porque há aqui um jogo, que é um enorme desafio intelectual, que diverte qualquer um: é o facto de se encontrar em imensos livros (será na maioria da bibliografia?) uma frase que em nossa opinião é demasiado triste. Uns falam numa «re-dinamização» vinda do barroco internacional - ao referirem-se a obras feitas em Portugal (por exemplo Vítor Serrão). Mas outros, caso da cúpula de S. Lourenço em Turim, de Guarino Guarini (já a referimos no trabalho sobre Monserrate, sendo, depois de compreendida motivo para uma emoção); Flávio Conti, um autor italiano, escreve sobre ela - "A procura das formas complicadas..."***.

Ora isto que dizemos ser triste é bem pior do que isso! É a prova de que a Historia da Arte, continua  fixada (tristemente) nos Estilos, sem que os historiadores se apercebam de que os Estilos, se existem de facto (?), são apenas variantes na forma de tratamento de uma série de vocábulos: praticamente sempre os mesmos, desde a Arte Paleocristã.

Quando este fenómeno for compreendido, assim como a capacidade de falar e traduzir ideias através das formas, e de que modo isso funcionou,

nessa altura haverá Cultura Visual, e a História da Arte, passa a um outro patamar.

O único que faz sentido, nas Escolas de Design, Arquitectura e artes afins, num tempo em que há tantos estudantes de Mestrados e de Doutoramentos, que podiam estar a fazer trabalhos mais úteis: partiriam de bases mais correctas, e não da actual manta de retalhos, em que a maioria não compreende a continuidade que foi existindo, quase sem cortes, no emprego das fórmulas visuais...

Fica publicado, e assim se deve citar:

Glória Azevedo Coutinho, em

http://primaluce.blogs.sapo.pt/2011/08/27/

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*Este provérbio, depois das nossas descobertas sucessivas, passou a ser: 

"Quem procura sempre encontra"!

**Ver em A História da Arte, compreender, Quasi, Vila Nova de Famalicão, 2006, p. 46. http://www.southampton.ac.uk/history/profiles/arnold.html

*** Ver em Como reconhecer a Arte Barroca, edições 70, Lisboa, 1986, p. 14. Chama-se a atenção para o facto de usarmos a palavra complexificação (das formas), que não é o mesmo que formas complicadas!  


26
Ago 11
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Por ser dia 26 tínhamos prometido voltar ao assunto edificante que são as condições do trabalho que estamos a fazer. Mas a história da vida deste homem*, que nunca poderia ter decorrido em Portugal (menos ainda ser mulher portuguesa) não fala só por ele e pelo país em vive: fala também de oportunidades, de certeza que fala de verdade; de certeza que fala de empenho, de trabalho feito com paixão, de loucuras boas. De génio, sim, também! De saber ver onde estão as oportunidades, faro para cheirar os negócios, pressentir o futuro. Etc., etc.

Não se acredita que tenha um miligrama de lógicas de burocratas, de mangas de alpaca, de quem nunca arriscou nada, nem sabe o que isso é? Ou, sequer, um fazer de «faz de conta», cada vez mais tipicamente português...

Nos E.U.A. fala-se inglês, mas o "just pretending" é só para crianças, e não um passatempo dos adultos!     

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*http://www.washingtonpost.com/business/steve-jobs-resigning-from-apple/2011/08/24/gIQAmwwPcJ_story.html?fb_ref=NetworkNews


24
Ago 11
publicado por primaluce, às 01:00link do post | comentar

No dia 26, e tal como já fizemos noutros meses, nessa data vamos voltar a abordar as condições do trabalho que estamos a fazer. Como funciona, pela parte que nos toca*, e pela experiência que temos, a investigação no Ensino Superior. Sobretudo quando se fazem descobertas sucessivas, que são, muito mais do que revolucionárias, extraordinariamente úteis!

Excerto de uma das "Torre de Babel", por Pieter Brueghel, o Velho (m. 9 de Set. 1569)  

http://www.museum-online.nl/imageproxyboijmans.asp?cache=yes&filename=2443%20%28OK%29%20Lowres.jpg&maxwidth=1600&maxheight=1600&cache=yes

http://primaluce.blogs.sapo.pt/16742.html

http://primaluce.blogs.sapo.pt/17255.html

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*É 1h 30m, estamos a dar o tudo por tudo, quando (em nossa opinião) o trabalho já devia, há vários anos atrás, ter mudado de estatuto e ter passado a ser uma investigação em equipa, e pluridisciplinar.

Como diz o cego:

"A ver vamos"...

 


23
Ago 11
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

Constantemente nos deparamos com extractos (aqui uma fatia) de grande beleza, disponíveis para os olhos de todos. Como é possível tanta indiferença, deixar degradar, sem fazer nada?


22
Ago 11
publicado por primaluce, às 17:00link do post | comentar

Perguntamos: porque é que Prisões, Estações de Comboios, Palácios de Justiça e Bibliotecas - mesmo as mais recentes - porque é que tudo isso, foi realizado com marcas tão fortes? A maioria, caracteristicamente do Estilo Gótico, ou com outras marcas e sinais que andam lá muito perto... Porquê?

Perguntamos para «aguçar a curiosidade»... já que, mais ou menos, há muito que temos a resposta!

Vejam imagens de As Mais Belas Bibliotecas do Mundo, onde está a de Coimbra*, mas parece faltar a de Mafra? Ou, este país (que se trata tão mal, a si mesmo) poderia ser incluído, duas vezes, numa lista destas?

Onde ficaria patente, como se fosse um Indicador de Riqueza, a História, e uma certa anterioridade, de um povo e da sua Cultura**?

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 

*http://www.1tourdhorizon.com/2011/07/les-plus-belles-bibliotheques-du-monde.html#axzz1Vls5vaNo

** Este índice - o da anterioridade de um povo e da sua Cultura (que se não está inventado pode-se inventar)  - parecerá pequenino e mesquinho, e a viver do passado; mas só parece! Porque na realidade não é... 


19
Ago 11
publicado por primaluce, às 14:30link do post | comentar

...que ninguém queira aprender, já que se vive num tempo em que «estamos nessa»: o saber ocupa espaço, e sendo assim há prioridades - não vá a cabeça ficar obesa! É perfeitamente possível, que para a cabeça, o melhor alimento deva ser light: talvez alface? 

Um "cusped arch" é um arco com cúspides, uma palavra que em português quase não se usa. E as ditas servem para o dividir em folios!

Há também um animal chamado Preguiça, cujo corpo tem várias adaptações (terá Darwin explicado isto?) para poder viver, quase sempre, pendurado nas árvores, geralmente de cabeça para baixo.

É o que se passa com estes azulejos de uma Sala do Palácio da Vila de Sintra, que muitas vezes foi comparado ao Alhambra (de Granada). Mas, cuja iconografia, paradoxalmente, está associada a algumas das formas mais «falantes» da arquitectura da Europa cristã.

Obras, onde de acordo com uma ideia de S. Paulo, utilitas e venustas se fundiam!    

Esta imagem é do post de 15 de Outubro, nem sempre visível,

porque... dá-lhe a «preguiça nacional»?

Há quem diga que Portugal está insolvente: sabemos de muitos que queriam desenhar estações do TGV. Outros com tanto para ensinar...

E agora Profs., o que andamos a fazer, e o que faremos?

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=95&did=169210 

~~~~~~~~~~~~~~~~

Para os dias de chuva que vão estar, iríamos a Sintra encher os olhos... há quem prefira travesseiros.

Isso, fundir o útil e o agradável!


18
Ago 11
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

Em Portugal "cusped arches", de que vários autores anglo-saxónicos dão conta, são pouco comuns. Vê-se um no Mosteiro da Batalha, e, talvez haja em Belém, no Mosteiro nos Jerónimos? E depois destes, sem dúvida, há "cusped arches" em micro-arquitecturas, e a integrar a obra de Monserrate: na medida em que este é um verdadeiro revivalismo de obras italianas, em especial dos Palazzos de Veneza, feito reviver em Sintra: um "Italianate" como têm sido designados os trabalhos dos Knowles

Já as "bifora windows" de que escreveu Pevsner*, são muito mais comuns. Pode até dizer-se que proliferam entre nós, sobretudo nos lugares cujo desenvolvimento foi grande, em finais do século XIX e início do século XX.

No Monte Estoril, foi  recentemente recuperado um "chalet", daqueles, em que «toda a iconografia foi misturada». Edifícios feitos num tempo em que a burguesia mais endinheirada, e os aristocratas, começavam a troçar dos tiques arquitectónicos, daqueles que imitavam e repetiam**, - em moldes que eram muito mais modestos (mas crescentemente mais numerosos) - o que viam nas classes superiores. 

Era um tempo em que se ironizava com "casas apalhaçadas com um almirante no telhado"***. Compreensivelmente (ou talvez não), fazia-se ironia com «os tiques» postos nas casas dos que copiavam modelos, que, cada vez mais, também ninguém entendia! O que é legível na bibliografia que tem tratado esta época... Connosco, nestes dois últimos dias - 16 e 17 de Agosto - vivemos novos Eurekas! Conseguiremos reforçar, ainda agora, a ideia da Geometria como uma Gramática das Imagens?   

 

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

*Ver em Monserrate, uma nova história, op. cit., p. 137 e nota nº 355.

**"À exaustão"- dizem uns senhores que conhecemos!

***Temos fotografias dos exemplos "apalaçados", e onde, claro, também há "torres e mirantes". Ficam para outro dia.

Sobre tudo isto, mas também "a queda das cidades", o seu esboroar do centro para os subúrbios, cada vez mais pobres: de arquitecturas mudas, e de pessoas tristes (sem qualquer gosto pelos locais onde vivem), leiam a erudita, e muito elucidativa, obra de Tristram Hunt, referida em 19 de Novembro. Leiam se quiserem perceber os caminhos, que não são apenas da arquitectura, mas também da ausência de qualidade nos espaços urbanos: como vivemos em cidades, e sociedades em que nada liga as pessoas entre si. Inventem-se novas colas, de efeitos sociais!      


15
Ago 11
publicado por primaluce, às 00:30link do post | comentar

...e as formas que tomava, para dizer ainda mais.

Guarda de varanda, grelhagem de tijolo (c.1950)


14
Ago 11
publicado por primaluce, às 12:00link do post | comentar

 Porta característica do Porto

Janelas de "Chalet" no Monte Estoril


12
Ago 11
publicado por primaluce, às 00:00link do post | comentar

A palavra, a sua grafia, ou escrita correspondente - mas também aquela muito semelhante, como por exemplo em «orto» e «horto» - estiveram na origem de muitas imagens (ou palavras por imagens) que constam nas obras da arte antiga. Isto é, da Antiguidade, mas também da época medieval, de que temos escrito, como no post anterior .

Uma nova lição do Canal Académie, volta a tocar no ponto: lembrando a Torre de Babel, cuja construção se tornou impossível de prosseguir, porque ninguém se entendia...

Por cá, com um acordo ortográfica, à medida de uma «escrita fonética», feita para os cafundós da América Latina, estamos perante a obra de vários «hortelões»: muitos sábios que se esqueceram de que até as palavras, através das letras, formam imagens.

Se fosse só o «Y», tínhamos estruturas, ... e, hiper-resistentes*!  

http://www.canalacademie.com/ida7413-Le-mauvais-geny-des-mots.html

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* Poucos saberão, mas na verdade a forma do «Y», várias vezes, e de diferentes maneiras, consta na iconografia da arquitectura, anterior ao século XVIII. Como também o «E» - da rainha Elizabeth I de Inglaterra, foi colocado nalguns edifícios.

Ver em Monserrate, uma nova história, op. cit., p. 29.  


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