É isso, está acima e por quase toda a parte. Não engana... Para os que ficam a trabalhar, desta vez, T.G., «o verão é atlântico»!
Quem não percebe a expressão, leia o melhor de Orlando Ribeiro, obra que conhecemos desde os 22, e, supomos, não nos fez mal? Pelo contrário, ensinou a compreender e a gostar do país. Em edição da Livraria Sá da Costa descubram um título que acaba em Esboço Geográfico. Principalmente descubram o seu conteúdo, passando a perceber da alternância entre verões escaldantes, e verões demasiado amenos: as consequências de haver um anticiclone «meio-perdido e desfocado», do seu sítio mais habitual?
Talvez à frente venha a haver revelações do nosso doutoramento, e de alguém que parece estar (mas não está...) como o anticiclone. Se num é o frio que incomoda, no outro são as imagens e os seus significados evidentes, que temos descoberto, assim como a lógica que as produziu.
A mais variada iconografia que foi deixada por aí, nalguns casos produziu obras valiosas, que, reconhecidas, passaram à Lista do Património Mundial. Mas, em muitas outras obras, apesar do seu abandono, elas não se calaram e continuaram a «falar». Todas essas imagens, em núcleos urbanos e nas cidades, enriquecem os ambientes que os “sketchers” teimam em captar*.
Porém, ainda mais teimosos somos nós, e assim continuaremos (haja saúde!), a querer explicar o valor da imagética.
Não apenas a dizer que as imagens são os Ideogramas de uma Linguagem Visual – pois com esta ou outra designação alguns sabem disso: concretamente, pretende-se demonstrar o que os sinais significavam.
Com a máxima persistência, quer-se mostrar a Arte, a Técnica, e sobretudo as ciências antigas – Trivium e Quadrivium (equivalentes a «letras e a ciências»). Enfim, mostrar como o Conhecimento associado à habilidade, permitiu produzir o que hoje se consideram obras das Artes Visuais.
No que alguns designam Cultura Visual, queremos mostrar como são erróneos muitos dos «simbolismos bacocos», e as «linguagens cifradas» que lhes atribuem. Como em arquitectura e design (mesmo que seja a olhar para obras do passado): a beleza provém do simples, e não do obscuro!
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*http://www.diariografico.com/
http://symposium.urbansketchers.org/symposium-instructors-and-speakers





